Grupos de convivência e sintomas de depressão em pessoas idosas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Oliveira, Carolina de Faria
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://app.uff.br/riuff/handle/1/40385
Resumo: O envelhecimento é um processo natural e universal, influenciado por determinantes biológicos, ambientais e culturais ao longo da vida que interferem em seu ritmo e desfechos. Os marcadores cronológicos, biológicos, psicológicos e sociais têm relação com a maneira de a pessoa idosa estar no mundo, sua percepção da própria competência, do tratamento que recebe para a sua saúde e do seu senso de pertencimento. Objetivo Geral: Discutir a relação da participação em um grupo de convivência sobre os sintomas depressivos de pessoas idosas. Metodologia: Trata-se de estudo quantitativo, transversal e descritivo, realizado com pessoas idosas de ambos os sexos, a partir de 60 anos, brasileiros natos, cadastradas no grupo de convivência de uma UBS, Boa Vista (RR). O projeto de pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética da Faculdade de Medicina da UFF. A coleta de dados ocorreu entre junho e agosto de 2024, por meio de entrevistas estruturadas e aplicação dos instrumentos Miniexame do Estado Mental e Escala de Depressão Geriátrica. Para análise dos dados, os participantes foram distribuídos em dois grupos: grupo G1 para pessoas idosas assíduas e grupo G2 para pessoas idosas não assíduas. Os dados foram codificados e dispostos em planilha tipo Excel e, posteriormente, foi aplicado o teste Qui-quadrado de independência em todas as variáveis para verificar se as diferenças nas frequências apresentadas eram estatisticamente significativas. Para elucidar diferenças entre os achados, foi utilizado o teste de comparação de Kruskall-Wallis e o post hoc Dunn (qualitativa nominal) e o teste de correlação de Spearman (qualitativo ordinal), ambos não-paramétricos. As variáveis sociais, demográficas e econômicas qualitativas nominais foram: sexo, estado civil, ocupação, moradia e meio de transporte e as qualitativas ordinais: faixa etária, escolaridade, renda familiar, número de consultas, etilismo e melhora do humor. Resultados: Participaram do estudo 31 pessoas idosas, maioria do sexo feminino, na faixa etária de 70 a 79 anos, viúvos, com ensino fundamental incompleto, aposentados com renda de 3 a 4 salários mínimos, residentes em casa própria, com familiar ou amigo, em média 2 filhos e de religião católica. Destaca-se que a maioria dos idosos relatou histórico de diagnóstico de depressão, em algum momento da vida, tendo sido realizado tratamento com medicamentos psiquiátricos. A busca pelo grupo de convivência foi relacionada a possibilidade de convivência social, novas amizades e a melhora do estado de humor. Foi identificada a prevalência de 3% de depressão entre os participantes da pesquisa, contudo, não houve correlação estatística entre a depressão e assiduidade, faixa etária, escolaridade, renda familiar, número de filhos, consultas, etilismo e melhora do humor. Conclusão: Embora não tenha sido constatada significância estatística entre assiduidade e sintomas de depressão nos participantes, observou-se, nos relatos deles, que o grupo de convivência se apresenta como uma estratégia que possibilita a socialização, a troca de experiências e o fortalecimento da autonomia mediante um suporte continuo que contribui tanto para a preservação da saúde quanto para o processo de ressignificação do sentido da velhice e reencontro com a própria subjetividade.
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