Ateliê de vídeo: um dispositivo clínico coletivo no campo da atenção psicossocial
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://app.uff.br/riuff/handle/1/39763 |
Resumo: | Esta tese é fruto da pesquisa sobre o Ateliê de Vídeo Locotipo, um dispositivo clínico coletivo realizado no CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) Rubens Corrêa, no Rio de Janeiro. A experiência se situa no âmbito da Reforma Psiquiátrica, sob os princípios da psicanálise. Realizou análises e investigações que promoveram tessituras nos campos social, político e psíquico com o suporte da psicossociologia. Quatro vídeos foram criados pelos participantes durante a permanência do Ateliê que ficou em atividade entre 2010 a 2012: “Vida somente vida”, “Representações”, “Acolhimento sim, recolhimento não” e “Saudade”, os quais foram acompanhados e posteriormente analisados. Os pesquisadores eram integrantes do Ateliê e fizeram os vídeos junto com os pacientes. A tese se divide em três partes: uma primeira onde a Reforma Psiquiátrica é situada historicamente até o seu momento mais recente, tecendo críticas deste campo no qual o Ateliê se insere. No segundo capítulo, a arte na clínica psicossocial é apresentada desde seus primórdios, passando por Ozório Cesar e Nise da Silveira. São também realizadas reflexões sobre a arte na psicanálise de Freud e Lacan com foco especial nas contribuições que interessam à clínica. No último capítulo os vídeos criados pelo Ateliê são analisados sob uma apreciação que expõe os métodos, os princípios, o desenvolvimento e os efeitos dessa atividade para os participantes. A pesquisa ressalta os aspectos políticos, estéticos e clínicos do Ateliê. Isto é, analisa sua relevância para a desestigmatização e para a mudança do lugar da loucura no corpo social, a importância da qualidade estética e da realização de um objeto como produto de um fazer artístico para os pacientes e as possibilidades de elaborações psíquicas que este dispositivo pode oferecer. |
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