O Governo das juventudes, o imperceptível e estranho aos controles: as ocupações secundaristas no Rio de Janeiro
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
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| Idioma: | por |
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Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://app.uff.br/riuff/handle/1/38954 |
Resumo: | Este trabalho parte de um desejo de pensar as condições de possibilidade que permitiram o surgimento das ocupações de escolas do estado do Rio de Janeiro por estudantes e o que elas interrogaram e deram passagem acerca do nosso presente. Para tentar escapar das armadilhas que tornam fáceis os gestos difíceis, fará alianças com alguns movimentos e autores que nos ajudam a pensar. Michel Foucault, pensador do presente que valoriza a luta, o afrontamento, a guerra que se desenrola dentro e fora da gente, que convoca as forças da micropolítica para as suas análises, buscando atento e apaixonadamente olhar as cenas do mundo com novas lentes e a tudo o que é estranho e singular no existir, é um desses autores aliados que será utilizado nesta pesquisa. Para tanto, percorreram-se as análises históricas dos movimentos de ocupação escolar no Brasil e em outros países, além das manifestações ocorridas no país em 2013. Seguindo estas linhas, a partir do avanço e dos efeitos da sociedade de controle, é percebida a formação de uma subjetividade policial em que cada cidadão é levado a ser o delator e juiz de todo aquele que atrapalha o seu intento de fazer parte, de ser um vencedor na vida. No entanto, como nos diz Deleuze, é ao nível de cada tentativa que se avalia a capacidade de resistência ou, ao contrário, a submissão a um controle. Ao nível de cada recusa que se faz com a decisão de não negociar com o poder, que se podem analisar as capturas e as resistência enunciadas pelos movimentos de ocupação. |
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O Governo das juventudes, o imperceptível e estranho aos controles: as ocupações secundaristas no Rio de JaneiroOcupação estudantilGoverno das condutasSubjetividade policialMovimento estudantilEscolaSubjetividadeEstudante do ensino médioStudent occupationGovernment of conductPolice subjectivityEste trabalho parte de um desejo de pensar as condições de possibilidade que permitiram o surgimento das ocupações de escolas do estado do Rio de Janeiro por estudantes e o que elas interrogaram e deram passagem acerca do nosso presente. Para tentar escapar das armadilhas que tornam fáceis os gestos difíceis, fará alianças com alguns movimentos e autores que nos ajudam a pensar. Michel Foucault, pensador do presente que valoriza a luta, o afrontamento, a guerra que se desenrola dentro e fora da gente, que convoca as forças da micropolítica para as suas análises, buscando atento e apaixonadamente olhar as cenas do mundo com novas lentes e a tudo o que é estranho e singular no existir, é um desses autores aliados que será utilizado nesta pesquisa. Para tanto, percorreram-se as análises históricas dos movimentos de ocupação escolar no Brasil e em outros países, além das manifestações ocorridas no país em 2013. Seguindo estas linhas, a partir do avanço e dos efeitos da sociedade de controle, é percebida a formação de uma subjetividade policial em que cada cidadão é levado a ser o delator e juiz de todo aquele que atrapalha o seu intento de fazer parte, de ser um vencedor na vida. No entanto, como nos diz Deleuze, é ao nível de cada tentativa que se avalia a capacidade de resistência ou, ao contrário, a submissão a um controle. Ao nível de cada recusa que se faz com a decisão de não negociar com o poder, que se podem analisar as capturas e as resistência enunciadas pelos movimentos de ocupação.This project looks at conditions of permissibility that allowed for the emergence of school occupations by students in the State of Rio de Janeiro. It reviews what they challenged and informs about our present state. With the intent to break free from the traps that oversimplify tough pathways, alliances with some movements and authors that ignite our thinking were forged. One of the allied authors that will be utilized in this research is Michel Foucault, a contemporary thinker who values the struggle, the clash, and the war that unfolds internally and externally. Foucault incorporates the forces of micropolitics into his analyses, aiming to look carefully and passionately at the events of the world under new lenses and at everything that is strange and singular in its existence. Therefore, historical analyses of the school occupation movements in Brazil and other countries, as well as the street manifestations that took place in the country in 2013, were reviewed. Along those lines, based upon the advance and effects of the society of control, the formation of a police subjectivity is noted, in which each citizen is pushed to be the whistleblower and judge of each and every one who meddles with one’s intent to belong or to be a winner in life. However, as Deleuze points out, “Our ability to resist control, or our submission to it, has to be assessed at the level of our every move.” At the level of each rebuttal that is made through the decision to not negotiate with authority is where one is able to analyze the apprehensions and resistance denounced by the occupation movements.137 f.Nascimento, Maria Lívia dohttp://lattes.cnpq.br/3426340603864148Coimbra, Cecília Maria BouçasScheinvar, EstelaMarafon, GiovannaAguiar, Kátia Faria dehttp://lattes.cnpq.br/0259716128418200Fernandes, Maria Clara Alves de Barcellos2025-06-23T15:56:55Z2025-06-23T15:56:55Zinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfFERNANDES, Maria Clara Alves de Barcellos. O Governo das juventudes, o imperceptível e estranho aos controles: as ocupações secundaristas no Rio de Janeiro. 2017. 137 f. Tese (Doutorado em Psicologia) – Programa de Pós-Graduação em Psicologia, Instituto de Psicologia, Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2017.https://app.uff.br/riuff/handle/1/38954ark:/87559/001300001bt52CC-BY-SAinfo:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF)instname:Universidade Federal Fluminense (UFF)instacron:UFF2025-06-23T15:56:55Zoai:app.uff.br:1/38954Repositório InstitucionalPUBhttps://app.uff.br/oai/requestriuff@id.uff.bropendoar:21202025-06-23T15:56:55Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF) - Universidade Federal Fluminense (UFF)false |
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