Sobre as conjunções pois e porque : gramática e enunciação
| Ano de defesa: | 2013 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
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Não Informado pela instituição
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Não Informado pela instituição
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Não Informado pela instituição
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| Link de acesso: | https://app.uff.br/riuff/handle/1/9689 |
Resumo: | No presente estudo, as conjunções pois e porque serão submetidas a uma análise semântico- argumentativa tendo em vista que o tratamento dado a elas, ao menos no Brasil, ainda merece reflexão, sobretudo no que diz respeito às relações de causa e explicação que esses conectores argumentativos conferem às orações. A base teórica para essa abordagem são os trabalhos desenvolvidos por Oswald Ducrot (1971, 1977, 1987) acerca da Semântica Argumentativa. Essa área faz parte de um interesse peculiar porque se dedica ao binômio linguagem/argumentação, e esta relação é categórica quando se buscam explicar as relações entre enunciados de orientação argumentativa e seus conteúdos semânticos. Com esses estudos de Ducrot, mostra-se que a taxonomia que as gramáticas apresentam há já pelo menos uns cinquenta anos, além de extremamente limitada, não leva em conta outros fatores relativos às conjunções mais significativos, como, por exemplo, a organização que dão ao discurso e à estruturação do texto. Há algumas exceções como, por exemplo, Neves (2000) e Azeredo (2010). Também servirão de base à pesquisa os trabalhos de Vogt (1989), Guimarães (2002), Koch (2003, 2006, 2008 e 2010), Neves (2000) e Azeredo (2010). Vê-se que, em algumas gramáticas normativas (cf. Rocha Lima (2010), Evanildo Bechara (2003) e Celso Cunha (2001)), a classificação das conjunções em questão, em coordenativas explicativas ou subordinativas causais, não é inteiramente clara. Ademais, os critérios utilizados por esses gramáticos, por serem apenas indicativos de intuições possíveis, insistem em repetir a diferença e adiam a explicação provável. Quando da investigação sobre o pois e o porque serão realizadas análises das incidências em corpus de língua escrita contemporânea, com exame de textos do gênero jornalístico (jornal e revista) e do gênero “manual de instrução” - todos em linguagem formal. Assim, o presente trabalho busca apresentar um estudo acerca de fatores envolvidos entre as características dessas conjunções e também entre as relações de causa e explicação |
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Marins, Ânderson RodriguesTrouche, Lygia GonçalvesAmorim, RonaldoCunha, Antônio Sérgio Cavalcante daTrouche, Lygia Gonçalves2019-05-27T16:28:24Z2019-05-27T16:28:24Z2013https://app.uff.br/riuff/handle/1/9689No presente estudo, as conjunções pois e porque serão submetidas a uma análise semântico- argumentativa tendo em vista que o tratamento dado a elas, ao menos no Brasil, ainda merece reflexão, sobretudo no que diz respeito às relações de causa e explicação que esses conectores argumentativos conferem às orações. A base teórica para essa abordagem são os trabalhos desenvolvidos por Oswald Ducrot (1971, 1977, 1987) acerca da Semântica Argumentativa. Essa área faz parte de um interesse peculiar porque se dedica ao binômio linguagem/argumentação, e esta relação é categórica quando se buscam explicar as relações entre enunciados de orientação argumentativa e seus conteúdos semânticos. Com esses estudos de Ducrot, mostra-se que a taxonomia que as gramáticas apresentam há já pelo menos uns cinquenta anos, além de extremamente limitada, não leva em conta outros fatores relativos às conjunções mais significativos, como, por exemplo, a organização que dão ao discurso e à estruturação do texto. Há algumas exceções como, por exemplo, Neves (2000) e Azeredo (2010). Também servirão de base à pesquisa os trabalhos de Vogt (1989), Guimarães (2002), Koch (2003, 2006, 2008 e 2010), Neves (2000) e Azeredo (2010). Vê-se que, em algumas gramáticas normativas (cf. Rocha Lima (2010), Evanildo Bechara (2003) e Celso Cunha (2001)), a classificação das conjunções em questão, em coordenativas explicativas ou subordinativas causais, não é inteiramente clara. Ademais, os critérios utilizados por esses gramáticos, por serem apenas indicativos de intuições possíveis, insistem em repetir a diferença e adiam a explicação provável. Quando da investigação sobre o pois e o porque serão realizadas análises das incidências em corpus de língua escrita contemporânea, com exame de textos do gênero jornalístico (jornal e revista) e do gênero “manual de instrução” - todos em linguagem formal. Assim, o presente trabalho busca apresentar um estudo acerca de fatores envolvidos entre as características dessas conjunções e também entre as relações de causa e explicaçãoIn this research, the conjunctions pois and porque have been submitted to a semantics- argumentative analysis aiming at the procedure given to them, at least in Brazil, which still deserves some thought about it, mainly about their relationship between cause and explanation that these argumentative connectors give to the sentences. The theoretical basis to this approach is the researches developed by Oswald Ducrot (1971, 1977, 1987) concerning Argumentative Semantics. This subject belongs to a particular concern because it is engaged to the language/argumentation binomial, and this relationship is emphatic when explanations are necessary when enunciations of argumentative exposure and their semantics contents are mentioned. In these Ducrot's researches, it can be shown that the taxonomy presented by grammar books for at least fifty years, besides being limited, does not take into account other significant considerations related to conjunctions, for instance, the organization these conjunctions give to the discourse and the text structure. There are some exceptions, for instance, as Neves (2000) and Azeredo (2010). It will also be considered as a basis for the research the studies of Vogt (1989), Guimarães (2002), Koch (2003, 2006, 2008 and 2010), Neves (2000) and Azeredo (2010). It can be noticed that, in some normative grammar books (e.g. Rocha Lima (2010), Evanildo Bechara (2003) and Celso Cunha (2001)), the rating of these conjunctions, in coordinative explanatory clauses or subordinating causative ones, is not entirely clear. Besides, the criteria used by these grammarians, by being only indications of possible intuitions, insist on repeating the difference and postponing the presumable explanation. When investigating about pois and porque, analysis of implications in contemporary written language corpus will be done, by examining texts from 'news world' (newspapers and magazines) and handbooks - all of them in formal language. Therefore, this research aims to present a study about factors involved in the characteristics of these conjunctions and also between the relationship of cause and explanation118 f.http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/CC-BY-SAinfo:eu-repo/semantics/openAccessSobre as conjunções pois e porque : gramática e enunciaçãoinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisConjunçõesCausa e explicaçãoSemântica-argumentativaGramáticaConjunçãoSemânticaConjunctionsCause and explanantionArgumentative-semanticsMestrado acadêmicoUniversidade Federal FluminenseInstituto de LetrasPrograma de Pós-Graduação em Estudos de Linguagem2013Niterói, RJporreponame:Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF)instname:Universidade Federal Fluminense (UFF)instacron:UFFORIGINALanderson.pdfanderson.pdfapplication/pdf749435https://app.uff.br/riuff/bitstream/1/9689/1/anderson.pdf25c8bef67eb03f832975332ad56b387cMD51CC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; charset=utf-8811https://app.uff.br/riuff/bitstream/1/9689/2/license_rdfe39d27027a6cc9cb039ad269a5db8e34MD52LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81866https://app.uff.br/riuff/bitstream/1/9689/3/license.txt43cd690d6a359e86c1fe3d5b7cba0c9bMD531/96892022-02-07 18:08:47.014oai:app.uff.br:1/9689TElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkEKCkNvbSBhIGFwcmVzZW50YcOnw6NvIGRlc3RhIGxpY2Vuw6dhLCB2b2PDqiAobyBhdXRvciAoZXMpIG91IG8gdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IpIGNvbmNlZGUgYW8gUmVwb3NpdMOzcmlvIApJbnN0aXR1Y2lvbmFsIG8gZGlyZWl0byBuw6NvLWV4Y2x1c2l2byBkZSByZXByb2R1emlyLCAgdHJhZHV6aXIgKGNvbmZvcm1lIGRlZmluaWRvIGFiYWl4byksIGUvb3UgZGlzdHJpYnVpciBhIApzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIChpbmNsdWluZG8gbyByZXN1bW8pIHBvciB0b2RvIG8gbXVuZG8gbm8gZm9ybWF0byBpbXByZXNzbyBlIGVsZXRyw7RuaWNvIGUgZW0gcXVhbHF1ZXIgbWVpbywgaW5jbHVpbmRvIG9zIApmb3JtYXRvcyDDoXVkaW8gb3UgdsOtZGVvLgoKVm9jw6ogY29uY29yZGEgcXVlIG8gRGVwb3NpdGEgcG9kZSwgc2VtIGFsdGVyYXIgbyBjb250ZcO6ZG8sIHRyYW5zcG9yIGEgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyBwYXJhIHF1YWxxdWVyIG1laW8gb3UgZm9ybWF0byAKcGFyYSBmaW5zIGRlIHByZXNlcnZhw6fDo28uCgpWb2PDqiB0YW1iw6ltIGNvbmNvcmRhIHF1ZSBvIERlcG9zaXRhIHBvZGUgbWFudGVyIG1haXMgZGUgdW1hIGPDs3BpYSBkZSBzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIHBhcmEgZmlucyBkZSBzZWd1cmFuw6dhLCBiYWNrLXVwIAplIHByZXNlcnZhw6fDo28uCgpWb2PDqiBkZWNsYXJhIHF1ZSBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gw6kgb3JpZ2luYWwgZSBxdWUgdm9jw6ogdGVtIG8gcG9kZXIgZGUgY29uY2VkZXIgb3MgZGlyZWl0b3MgY29udGlkb3MgbmVzdGEgbGljZW7Dp2EuIApWb2PDqiB0YW1iw6ltIGRlY2xhcmEgcXVlIG8gZGVww7NzaXRvIGRhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gbsOjbywgcXVlIHNlamEgZGUgc2V1IGNvbmhlY2ltZW50bywgaW5mcmluZ2UgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgCmRlIG5pbmd1w6ltLgoKQ2FzbyBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gY29udGVuaGEgbWF0ZXJpYWwgcXVlIHZvY8OqIG7Do28gcG9zc3VpIGEgdGl0dWxhcmlkYWRlIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgdm9jw6ogZGVjbGFyYSBxdWUgCm9idGV2ZSBhIHBlcm1pc3PDo28gaXJyZXN0cml0YSBkbyBkZXRlbnRvciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgcGFyYSBjb25jZWRlciBhbyBEZXBvc2l0YSBvcyBkaXJlaXRvcyBhcHJlc2VudGFkb3MgCm5lc3RhIGxpY2Vuw6dhLCBlIHF1ZSBlc3NlIG1hdGVyaWFsIGRlIHByb3ByaWVkYWRlIGRlIHRlcmNlaXJvcyBlc3TDoSBjbGFyYW1lbnRlIGlkZW50aWZpY2FkbyBlIHJlY29uaGVjaWRvIG5vIHRleHRvIApvdSBubyBjb250ZcO6ZG8gZGEgcHVibGljYcOnw6NvIG9yYSBkZXBvc2l0YWRhLgoKQ0FTTyBBIFBVQkxJQ0HDh8ODTyBPUkEgREVQT1NJVEFEQSBURU5IQSBTSURPIFJFU1VMVEFETyBERSBVTSBQQVRST0PDjU5JTyBPVSBBUE9JTyBERSBVTUEgQUfDik5DSUEgREUgRk9NRU5UTyBPVSBPVVRSTyAKT1JHQU5JU01PLCBWT0PDiiBERUNMQVJBIFFVRSBSRVNQRUlUT1UgVE9ET1MgRSBRVUFJU1FVRVIgRElSRUlUT1MgREUgUkVWSVPDg08gQ09NTyBUQU1Cw4lNIEFTIERFTUFJUyBPQlJJR0HDh8OVRVMgCkVYSUdJREFTIFBPUiBDT05UUkFUTyBPVSBBQ09SRE8uCgpPIERlcG9zaXRhIHNlIGNvbXByb21ldGUgYSBpZGVudGlmaWNhciBjbGFyYW1lbnRlIG8gc2V1IG5vbWUgKHMpIG91IG8ocykgbm9tZShzKSBkbyhzKSBkZXRlbnRvcihlcykgZG9zIGRpcmVpdG9zIAphdXRvcmFpcyBkYSBwdWJsaWNhw6fDo28sIGUgbsOjbyBmYXLDoSBxdWFscXVlciBhbHRlcmHDp8OjbywgYWzDqW0gZGFxdWVsYXMgY29uY2VkaWRhcyBwb3IgZXN0YSBsaWNlbsOnYS4KRepositório InstitucionalPUBhttps://app.uff.br/oai/requestriuff@id.uff.bropendoar:21202022-02-07T21:08:47Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF) - Universidade Federal Fluminense (UFF)false |
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