A invenção da inclusão: uma aposta ética nos estudos da deficiência
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Link de acesso: | https://app.uff.br/riuff/handle/1/38982 |
Resumo: | Não chega a causar estranhamento afirmar que os modos de produção capitalista prezam a produção, o lucro, a eficiência dos corpos e exclui aqueles que se afastam dos padrões estabelecidos como produtivos e funcionais. Com isso, temos uma variedade de categorias que em algum momento ou em algum processo se encontram com a exclusão: Idosos, mulheres, homossexuais, negros, desempregados e outros tantos formam um conjunto desacreditado nos mais diversos processos. Nesse cenário, o uso do conceito inclusão vêm lhe atribuindo diferentes qualidades, valores, significados e práticas conferindo falsa homogeneidade a um processo altamente heterogêneo, definindo-o, por fim, como sinônimo de justiça social. Nesse contexto, escolhemos pensar a inclusão e a deficiência porque ainda que o discurso do desvio alcance a todos, nas pessoas com deficiência ele é mais visível e mais insistente. A deficiência, amplamente capturada pela inclusão, esbarra em discursos construídos historicamente e ainda hegemônicos que a traduzem em doença, falta e incapacidade. A partir de encontros com pessoas com deficiência, absolutamente imprescindíveis a esse trabalho e de uma intensa pesquisa teórica, esta dissertação se propõe a problematizar uma prática que se nomeou como inclusão a partir de um acontecimento que foi objetificado como deficiência, afastando-os da falsa obviedade. Como parceiros nessa escrita, encontro os estudos de Michel Foucault, fundamentais para pôr em análise o rasgo que se faz entre a vida das pessoas e as práticas de inclusão. |
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Souza, Juliana Marina Oliveira deMonteiro, Ana Cláudia Limahttp://lattes.cnpq.br/1229607279781632Moraes, Marcia OliveiraCampello, Maria Ritahttp://lattes.cnpq.br/10528738895004312025-06-25T16:45:52Z2025-06-25T16:45:52ZSOUZA, Juliana Marina Oliveira de. A invenção da inclusão: uma aposta ética nos estudos da deficiência. 2016. 105 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia) – Programa de Pós-Graduação em Psicologia, Instituto de Psicologia, Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2016.https://app.uff.br/riuff/handle/1/38982Não chega a causar estranhamento afirmar que os modos de produção capitalista prezam a produção, o lucro, a eficiência dos corpos e exclui aqueles que se afastam dos padrões estabelecidos como produtivos e funcionais. Com isso, temos uma variedade de categorias que em algum momento ou em algum processo se encontram com a exclusão: Idosos, mulheres, homossexuais, negros, desempregados e outros tantos formam um conjunto desacreditado nos mais diversos processos. Nesse cenário, o uso do conceito inclusão vêm lhe atribuindo diferentes qualidades, valores, significados e práticas conferindo falsa homogeneidade a um processo altamente heterogêneo, definindo-o, por fim, como sinônimo de justiça social. Nesse contexto, escolhemos pensar a inclusão e a deficiência porque ainda que o discurso do desvio alcance a todos, nas pessoas com deficiência ele é mais visível e mais insistente. A deficiência, amplamente capturada pela inclusão, esbarra em discursos construídos historicamente e ainda hegemônicos que a traduzem em doença, falta e incapacidade. A partir de encontros com pessoas com deficiência, absolutamente imprescindíveis a esse trabalho e de uma intensa pesquisa teórica, esta dissertação se propõe a problematizar uma prática que se nomeou como inclusão a partir de um acontecimento que foi objetificado como deficiência, afastando-os da falsa obviedade. Como parceiros nessa escrita, encontro os estudos de Michel Foucault, fundamentais para pôr em análise o rasgo que se faz entre a vida das pessoas e as práticas de inclusão.It doesnt feel strange the afirmation that the capitalists way of production appreciate production, profit and the efficiency of the body, excluding those that drift away from the productive and functional stabilished patterns.With that we have a variety of categories that sometime or in some process meet exclusion: elderly people, women, homossexuals, black people, unemployed and many other form a set unbelieved in many types of processes.In that scenario the use of the inclusion concept comes assigning diferent qualities, values, meanings and practices caracterizing false homogeneity to a process highly heterogeneous, defining it, ultimately, as a synonymous of social justice. In that context, we choose think inclusion and disability because even if the speech of diversion reaches everyone, in people with disability it is more visible and more insistent. The disability, broadly captured by inclusion, stumbles in historically constructed speeches still hegemonic that construe it illness, lack and inability.From meeting with people with disability, absolutely haves to this work and intense theorical research, that dissertation intends to problematize a practice that named itself as inclusion from an event that has been objectified as disability, putting them away from the false oubviousness. As partners in that writing i find the Michel Foucault studies fundamental to put into analysis the rip that exists between people life and the practices of inclusion.105 f.CC-BY-SAinfo:eu-repo/semantics/openAccessA invenção da inclusão: uma aposta ética nos estudos da deficiênciainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisDeficiênciaInclusãoNormalizaçãoPessoa com deficiênciaInclusão socialDisabilityInclusionNormalizationMestrado acadêmicoUniversidade Federal FluminenseInstituto de PsicologiaPrograma de Pós-Graduação em Psicologia2016Niterói, RJporreponame:Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF)instname:Universidade Federal Fluminense (UFF)instacron:UFFORIGINAL2016_d_Juliana_Marina_Souza.pdf2016_d_Juliana_Marina_Souza.pdfDissertaçãoapplication/pdf1022320https://app.uff.br/riuff/bitstream/1/38982/1/2016_d_Juliana_Marina_Souza.pdf9a911897147f1b07888c3b10692f69c3MD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81866https://app.uff.br/riuff/bitstream/1/38982/2/license.txt43cd690d6a359e86c1fe3d5b7cba0c9bMD521/389822025-06-25 13:45:53.202oai:app.uff.br:1/38982TElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkEKCkNvbSBhIGFwcmVzZW50YcOnw6NvIGRlc3RhIGxpY2Vuw6dhLCB2b2PDqiAobyBhdXRvciAoZXMpIG91IG8gdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IpIGNvbmNlZGUgYW8gUmVwb3NpdMOzcmlvIApJbnN0aXR1Y2lvbmFsIG8gZGlyZWl0byBuw6NvLWV4Y2x1c2l2byBkZSByZXByb2R1emlyLCAgdHJhZHV6aXIgKGNvbmZvcm1lIGRlZmluaWRvIGFiYWl4byksIGUvb3UgZGlzdHJpYnVpciBhIApzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIChpbmNsdWluZG8gbyByZXN1bW8pIHBvciB0b2RvIG8gbXVuZG8gbm8gZm9ybWF0byBpbXByZXNzbyBlIGVsZXRyw7RuaWNvIGUgZW0gcXVhbHF1ZXIgbWVpbywgaW5jbHVpbmRvIG9zIApmb3JtYXRvcyDDoXVkaW8gb3UgdsOtZGVvLgoKVm9jw6ogY29uY29yZGEgcXVlIG8gRGVwb3NpdGEgcG9kZSwgc2VtIGFsdGVyYXIgbyBjb250ZcO6ZG8sIHRyYW5zcG9yIGEgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyBwYXJhIHF1YWxxdWVyIG1laW8gb3UgZm9ybWF0byAKcGFyYSBmaW5zIGRlIHByZXNlcnZhw6fDo28uCgpWb2PDqiB0YW1iw6ltIGNvbmNvcmRhIHF1ZSBvIERlcG9zaXRhIHBvZGUgbWFudGVyIG1haXMgZGUgdW1hIGPDs3BpYSBkZSBzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIHBhcmEgZmlucyBkZSBzZWd1cmFuw6dhLCBiYWNrLXVwIAplIHByZXNlcnZhw6fDo28uCgpWb2PDqiBkZWNsYXJhIHF1ZSBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gw6kgb3JpZ2luYWwgZSBxdWUgdm9jw6ogdGVtIG8gcG9kZXIgZGUgY29uY2VkZXIgb3MgZGlyZWl0b3MgY29udGlkb3MgbmVzdGEgbGljZW7Dp2EuIApWb2PDqiB0YW1iw6ltIGRlY2xhcmEgcXVlIG8gZGVww7NzaXRvIGRhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gbsOjbywgcXVlIHNlamEgZGUgc2V1IGNvbmhlY2ltZW50bywgaW5mcmluZ2UgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgCmRlIG5pbmd1w6ltLgoKQ2FzbyBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gY29udGVuaGEgbWF0ZXJpYWwgcXVlIHZvY8OqIG7Do28gcG9zc3VpIGEgdGl0dWxhcmlkYWRlIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgdm9jw6ogZGVjbGFyYSBxdWUgCm9idGV2ZSBhIHBlcm1pc3PDo28gaXJyZXN0cml0YSBkbyBkZXRlbnRvciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgcGFyYSBjb25jZWRlciBhbyBEZXBvc2l0YSBvcyBkaXJlaXRvcyBhcHJlc2VudGFkb3MgCm5lc3RhIGxpY2Vuw6dhLCBlIHF1ZSBlc3NlIG1hdGVyaWFsIGRlIHByb3ByaWVkYWRlIGRlIHRlcmNlaXJvcyBlc3TDoSBjbGFyYW1lbnRlIGlkZW50aWZpY2FkbyBlIHJlY29uaGVjaWRvIG5vIHRleHRvIApvdSBubyBjb250ZcO6ZG8gZGEgcHVibGljYcOnw6NvIG9yYSBkZXBvc2l0YWRhLgoKQ0FTTyBBIFBVQkxJQ0HDh8ODTyBPUkEgREVQT1NJVEFEQSBURU5IQSBTSURPIFJFU1VMVEFETyBERSBVTSBQQVRST0PDjU5JTyBPVSBBUE9JTyBERSBVTUEgQUfDik5DSUEgREUgRk9NRU5UTyBPVSBPVVRSTyAKT1JHQU5JU01PLCBWT0PDiiBERUNMQVJBIFFVRSBSRVNQRUlUT1UgVE9ET1MgRSBRVUFJU1FVRVIgRElSRUlUT1MgREUgUkVWSVPDg08gQ09NTyBUQU1Cw4lNIEFTIERFTUFJUyBPQlJJR0HDh8OVRVMgCkVYSUdJREFTIFBPUiBDT05UUkFUTyBPVSBBQ09SRE8uCgpPIERlcG9zaXRhIHNlIGNvbXByb21ldGUgYSBpZGVudGlmaWNhciBjbGFyYW1lbnRlIG8gc2V1IG5vbWUgKHMpIG91IG8ocykgbm9tZShzKSBkbyhzKSBkZXRlbnRvcihlcykgZG9zIGRpcmVpdG9zIAphdXRvcmFpcyBkYSBwdWJsaWNhw6fDo28sIGUgbsOjbyBmYXLDoSBxdWFscXVlciBhbHRlcmHDp8OjbywgYWzDqW0gZGFxdWVsYXMgY29uY2VkaWRhcyBwb3IgZXN0YSBsaWNlbsOnYS4KRepositório InstitucionalPUBhttps://app.uff.br/oai/requestriuff@id.uff.bropendoar:21202025-06-25T16:45:53Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF) - Universidade Federal Fluminense (UFF)false |
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