A construção da representação da sociedade civil nos conselhos gestores de políticas públicas: o caso do Conselho Municipal de Assitência Social do Rio de Janeiro
| Ano de defesa: | 2024 |
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Resumo: | No contexto de redemocratização vivido no Brasil a partir do final dos anos 1970, a chamada “sociedade civil” adquire grande visibilidade no meio acadêmico e político, à medida que aumenta sua participação no cenário nacional. Foi a busca por formas de participação política capazes de suprimir os limites do modelo representativo, e assim envolver mais intimamente as organizações da sociedade civil, que levaram até a consolidação de novas propostas de democracia, como a participativa e a deliberativa. Nesse cenário, emergem também espaços de deliberação política – como os conselhos gestores de políticas públicas – nos quais a sociedade civil organizada participa desde a formulação até a fiscalização dessas iniciativas, assumindo também um novo papel de representação. Diante de um arcabouço teórico construído para justificar e legitimar a representação exercida através dos partidos e dos políticos, tendo o voto como elemento de autorização e até prestação de contas, a representação dessas organizações exige uma nova concepção de representação e representatividade lastreada em diferentes valores como, por exemplo, a própria dinâmica de relacionamento erguida entre elas e seus representados. O estudo em tela irá, a partir do Conselho Municipal de Assistência Social do Rio de Janeiro (CMAS-RJ), verificar duas formas de representação nascidas nesse colegiado: a estabelecida entre as entidades conselheiras e as demais organizações presentes no CMAS-RJ – o que será chamada de representação externa -, e a relação de cada uma das entidades conselheiras com a pessoa física que a representa ali – representação interna. No tocante à relação externa percebeu-se que as entidades reconhecem e buscam manter uma conexão com suas representadas, publicizando sua atuação nas deliberações desse colegiado, e através disso reforçando seu papel de representante política. Na representação interna, percebeu-se que há uma forte atuação de cada uma dessas organizações no acompanhamento e direcionamento de seu representante no CMAS-RJ, onde esse busca respaldar suas decisões com os órgãos decisórios internos à entidade representada. Porém, nos dois casos é evidente a conservação da independência e autonomia de cada representante diante de seus representados. |
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A construção da representação da sociedade civil nos conselhos gestores de políticas públicas: o caso do Conselho Municipal de Assitência Social do Rio de JaneiroSociedade civilConselhos gestoresRepresentaçãoSociedade civilParticipação políticaPolítica socialConselho Municipal de Assistência Social (Rio de Janeiro,RJ)Civil societyPolitical administration concilsRepresentationNo contexto de redemocratização vivido no Brasil a partir do final dos anos 1970, a chamada “sociedade civil” adquire grande visibilidade no meio acadêmico e político, à medida que aumenta sua participação no cenário nacional. Foi a busca por formas de participação política capazes de suprimir os limites do modelo representativo, e assim envolver mais intimamente as organizações da sociedade civil, que levaram até a consolidação de novas propostas de democracia, como a participativa e a deliberativa. Nesse cenário, emergem também espaços de deliberação política – como os conselhos gestores de políticas públicas – nos quais a sociedade civil organizada participa desde a formulação até a fiscalização dessas iniciativas, assumindo também um novo papel de representação. Diante de um arcabouço teórico construído para justificar e legitimar a representação exercida através dos partidos e dos políticos, tendo o voto como elemento de autorização e até prestação de contas, a representação dessas organizações exige uma nova concepção de representação e representatividade lastreada em diferentes valores como, por exemplo, a própria dinâmica de relacionamento erguida entre elas e seus representados. O estudo em tela irá, a partir do Conselho Municipal de Assistência Social do Rio de Janeiro (CMAS-RJ), verificar duas formas de representação nascidas nesse colegiado: a estabelecida entre as entidades conselheiras e as demais organizações presentes no CMAS-RJ – o que será chamada de representação externa -, e a relação de cada uma das entidades conselheiras com a pessoa física que a representa ali – representação interna. No tocante à relação externa percebeu-se que as entidades reconhecem e buscam manter uma conexão com suas representadas, publicizando sua atuação nas deliberações desse colegiado, e através disso reforçando seu papel de representante política. Na representação interna, percebeu-se que há uma forte atuação de cada uma dessas organizações no acompanhamento e direcionamento de seu representante no CMAS-RJ, onde esse busca respaldar suas decisões com os órgãos decisórios internos à entidade representada. Porém, nos dois casos é evidente a conservação da independência e autonomia de cada representante diante de seus representados.During the brazillian redemocratization scene, in the end of the 70´s, the so called civil society gained visibility among academy and politics, while its participation in the national cenarium increased. The will to find politic participation manners different from the represetative model and limits, with more participants from the civil society and its democratic councils, made new democratic proposals possible, like the participative and the deliberative. This situation contributed to the emerging of new places for political deliberation – like the political administration councils – in which civil society took part from the beggining of its creation until the fiscal activities, taking on a new character in the representative scene. Dealing with all the theory build to justify and legitimate the representation of the political parties and politicians, having the vote as an authorization instrument, the role of these organizations requests a new concept of representation based upon other values as the dinamicity of the new relationship stablished between them. This thesis will verify two types of representation bornt in the Municipal Council of Social Assistence of Rio de Janeiro (MCSA-RJ), the one between the entities participants in the Council and the other organizations that take part in the SAMC-RJ – which will be the external representation -, and the relation between each entity and its representative in the Council – internal representation. In concern with the external representation, it was observed that the entities recognize and try to maintain a good conexion with its representative, giving attention to its actions in the Council, through what it assures the role of its polítical representative. In the internal representation, it was observed that there is a strong action of the organizations in the projects and plans of the MCSA-RJ. Nevertheless, in both cases it is remarkable the independence and autonomy of each representative with its representators.121 p.Senna, Mônica de Castro MaiaLobato, LenauraRibeiro, VandaFerreira, Vinicius Soares2024-03-07T13:15:18Z2024-03-07T13:15:18Zinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfFERREIRA, Vinicius Soares. A construção da representação da sociedade civil nos conselhos gestores de políticas públicas: o caso do Conselho Municipal de Assitência Social do Rio de Janeiro. 2009. 121 f. 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