Meninos pretos desaprendem para sobreviver: reflexões a partir do cotidiano com os inimigos sociais que insistem em existir

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Nascimento, Tainara Cardoso
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
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Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://app.uff.br/riuff/handle/1/37633
Resumo: O racismo possui forte incidência e determinância social em relação à infância e juventude preta no Brasil. Através de uma perspectiva pautada, sobretudo, na história, esta pesquisa, antes de falar de alguém, fala de mim: preta, mulher, jovem, favelada e psicóloga, que busca, a partir dessa vivência, refletir em torno do caminho epistemológico ofertado à população preta no país, especificamente aos meninos pretos. A pesquisa aposta em tecer uma narrativa outra, relacionada aos processos subjetivos desses meninos, lançando mão da memória como ferramenta metodológica, centralizando a urgência de resguardar as suas vidas e refletindo sobre os espaços de formação em que eles são colocados, quando inseridos num contexto puramente colonial como o Brasil. Sendo assim, as escolas tornam-se espaços férteis e primordiais nesta discussão, a qual busca analisar os processos históricos de exclusão e desassistência ao público infanto-juvenil preto. Através de movimentos como o projeto “África em Nós”, um trabalho social multidisciplinar e emergente no município de São Gonçalo, que tece narrativas do cotidiano, diaspóricas e vivas para refletir sobre a temática do racismo a partir do contexto atual dessas instituições escolares presentes no município, a pesquisa traz o compromisso de recorrer à história para retomar, aprender e dar continuidade às estratégias educacionais realizadas por pessoas pretas aos seus semelhantes, a fim de repensar o fazer educacional vigente, que cotidianamente retira o direito à memória, ao afeto, à identificação e a outros cruciais processos relacionados à produção de subjetividade de crianças e adolescentes pretos.
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