Quando o corpo cala e a alma chora: a formação social brasileira e a sua contribuição no genocídio da juventude “negra” em São Gonçalo.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Carvalho, Silvia Cristina de Sousa
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/87559/001300000442n
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://app.uff.br/riuff/handle/1/10956
Resumo: O presente estudo tem por objetivo apresentar reflexões sobre como o racismo colonial perpetuou-se por meio de ações sistemáticas do Estado desdobrando no alto número de mortes de jovens “negros” no Brasil, especialmente, em regiões periféricas como a cidade de São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro (RJ). Dessa forma, consideramos essas ações sistemáticas de repressão e violência estatais / societárias como um ato de genocídio da população “negra/africana” brasileira, no qual sua juventude é historicamente destruída desde seu sequestro em África conforme demonstrou Abdias do Nascimento em sua obra “O genocídio do negro a brasileiro: processo de um racismo mascarado”. A análise de dados de fontes oficiais e não oficiais como Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA, Instituto de Segurança Pública – ISP e Mapa da violência foram as bases metodológicas que propiciaram os resultados dessa pesquisa. O que era observado em noticiários, consolidou-se nas dados que expressam uma polarização entre os números de mortes de jovens “brancos” e “negros”. No mesmo movimento em que há uma diminuição das mortes de jovens “brancos”, há um aumento significativo das mortes de jovens “negros”, em especial, pelas mãos do Estado. As análises de dados foram entre os anos de 2008 e 2015 e as ações do Estado através dos “autos de resistência”. Para compreensão desse fenômeno buscamos demonstrar como a formação social brasileira é marcada por concepções colonialistas com centralidade em um tipo de sujeito – eurocentrismo; a “invenção do negro” no mundo ocidental; o fetiche das relações sociais na formação da modernidade com a noção de ordem e progresso como pilar e seus reflexos na criação de políticas públicas que criminalizam e exterminam os indivíduos fora do padrão normativo eurocêntrico burguês, nesse caso as pessoas “negras”; por meio de autores do pensamento social crítico e do pensamento descolonial.
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