Pobreza como privação de liberdade : um estudo de caso na favela do Vidigal no Rio de Janeiro

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2008
Autor(a) principal: Santos, Larissa Martins Neiva
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/87559/001300000b446
Idioma: por
Instituição de defesa: Programa de Pós-graduação em Economia
Economia
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://app.uff.br/riuff/handle/1/17727
Resumo: Este trabalho analisa a pobreza na favela do Vidigal, no Rio de Janeiro, com base em um conceito de pobreza diferente dos tradicionais. Utilizando como marco teórico a abordagem de Amartya Sen, consideraremos como pobres não os indivíduos com renda baixa, mas aqueles que estão, em algum sentido, privados de liberdade. O presente estudo propõe-se a questionar a afirmação de que os moradores de favelas, por receberem um rendimento médio que os situa acima da linha de pobreza de meio salário mínimo, não devam ser considerados pobres. Argumenta-se que ao ampliarmos o conceito de pobreza para além da esfera da renda, incluindo dimensões não-econômicas da vida humana, estes indivíduos podem, sim, ser considerados pobres. A comprovação desta hipótese partiu, inicialmente, de uma análise da literatura recente sobre favelas, onde foram identificadas diferentes formas de privações a que são submetidos seus moradores. Em seguida, verificou-se empiricamente a hipótese por meio de um estudo de caso no Vidigal, onde foi utilizada uma metodologia de pesquisa inovadora. Investigou-se o êxito das famílias em realizar 13 funcionamentos pré-selecionados (ações e estados valiosos) através de uma entrevista em profundidade, incluindo perguntas objetivas e subjetivas. Obteve-se para esta comunidade um índice de bem-estar o Índice de Liberdade cujo resultado de 0,52 classificou os moradores do Vidigal como pobres. Tanto a revisão bibliográfica quanto o estudo de caso demonstraram que a favela é, em si mesma, um fator de empobrecimento da vida humana, de maneira que o favelado carioca, embora não seja pobre em renda, é pobre em liberdade.
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