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Efeitos da exposição à concentrações subinitórias de oxacilina na virulência de Staphylococcus aureus resistente à meticilina em ensaios in vitro e in vivo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Fontão, Matheus Gomes
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/87559/001300001cbkv
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://app.uff.br/riuff/handle/1/39831
Resumo: Staphylococcus aureus é uma das bactérias que mais provocam infecções em humanos, com as cepas Staphylococcus aureus Resistente à Meticilina (MRSA) consideradas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como patógeno de prioridade alta em pesquisa e desenvolvimento para intervenções na saúde pública. O uso indiscriminado de antimicrobianos ocasiona a liberação de concentrações subinibitórias (sub-MICs) em diversos ambientes, as quais após interagirem com microrganismos podem resultar na indução de resistência aos antimicrobianos. Estudos evidenciam que a aquisição de resistência pode ser um fator que estimula a expressão de fatores de virulência em microrganismos, como uma forma de resposta ao estresse causado pelos antimicrobianos. O objetivo deste trabalho foi analisar amostras clínicas de cepas MRSA induzidas à resistência à oxacilina por sub-MICs, antimicrobiano padrão de testagem destas cepas, a fim de verificar alterações na virulência. Foram utilizadas técnicas in vitro para formação de biofilme e capacidade hemolítica e modelos alternativos in vivo de Galleria mellonella e Caenorhabditis elegans para observar também alterações de patogenicidade, através de metodologias estabelecidas na literatura. Os resultados foram considerados significativos com valor de p<0,05, pode-se observar que as cepas MRSA após a indução de resistência a oxacilina, apresentaram uma maior tendência para a formação de biofilme em placas de poliestireno, assim como uma tendência de diminuição da capacidade hemolítica de sangue de carneiro. Os modelos alternativos, testados através da inoculação da suspensão das cepas em larvas de G. mellonella e formação de tapetes bacterianos em meio de crescimento para nematóides, não apresentaram alterações na virulência, com exceção de uma cepa que não retardou o crescimento de C. elegans, indicando perda de patogenicidade. Este estudo contribui para a compreensão do impacto da indução de resistência à oxacilina na virulência de Staphylococcus aureus, por meio da utilização integrada de modelos in vitro e in vivo, revelando possíveis alterações fenotípicas associadas à resistência.
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O uso indiscriminado de antimicrobianos ocasiona a liberação de concentrações subinibitórias (sub-MICs) em diversos ambientes, as quais após interagirem com microrganismos podem resultar na indução de resistência aos antimicrobianos. Estudos evidenciam que a aquisição de resistência pode ser um fator que estimula a expressão de fatores de virulência em microrganismos, como uma forma de resposta ao estresse causado pelos antimicrobianos. O objetivo deste trabalho foi analisar amostras clínicas de cepas MRSA induzidas à resistência à oxacilina por sub-MICs, antimicrobiano padrão de testagem destas cepas, a fim de verificar alterações na virulência. Foram utilizadas técnicas in vitro para formação de biofilme e capacidade hemolítica e modelos alternativos in vivo de Galleria mellonella e Caenorhabditis elegans para observar também alterações de patogenicidade, através de metodologias estabelecidas na literatura. Os resultados foram considerados significativos com valor de p<0,05, pode-se observar que as cepas MRSA após a indução de resistência a oxacilina, apresentaram uma maior tendência para a formação de biofilme em placas de poliestireno, assim como uma tendência de diminuição da capacidade hemolítica de sangue de carneiro. Os modelos alternativos, testados através da inoculação da suspensão das cepas em larvas de G. mellonella e formação de tapetes bacterianos em meio de crescimento para nematóides, não apresentaram alterações na virulência, com exceção de uma cepa que não retardou o crescimento de C. elegans, indicando perda de patogenicidade. Este estudo contribui para a compreensão do impacto da indução de resistência à oxacilina na virulência de Staphylococcus aureus, por meio da utilização integrada de modelos in vitro e in vivo, revelando possíveis alterações fenotípicas associadas à resistência.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível SuperiorStaphylococcus aureus is one of the most common bacterial pathogens affecting humans. The methicillin-resistant strain Staphylococcus aureus (MRSA), is classified by the World Health Organization (WHO) as a high-priority pathogen for research and development of public health interventions. The indiscriminate use of antimicrobials leads to the release of subinhibitory concentrations (sub-MICs) into various environments. When these low doses interact with microorganisms, they may induce antimicrobial resistance. Scientific literature has demonstrated that the acquisition of resistance can also stimulate the expression of virulence factors. This study aimed to collect clinical MRSA isolates and induce resistance to oxacillin through sub-MICs, the standard antimicrobial used for testing these strains, in order to assess changes in virulence. To achieve this, in vitro techniques were employed to evaluate biofilm formation and hemolytic capacity, alongside in vivo alternative models using Galleria mellonella and Caenorhabditis elegans to assess potential alterations in pathogenicity, following established protocols in the literature. The results were considered significant at p<0.05, and it was observed that MRSA strains, after the induction of oxacillin by sub-MICs showed a higher tendency to form biofilms on polystyrene plates, and a trend toward reduced hemolytic activity against sheep blood. The alternative models, through larval inoculation in G. mellonella and bacterial lawn formation on nematode growth medium (NGM) plates, showed no changes in virulence, except for one strain that failed to inhibit the growth of Caenorhabditis elegans, indicating a loss of pathogenicity. This study aimed to contribute to a better understanding of antimicrobial-resistant bacteria, which continue to raise major concerns in both academic and public health contexts.65 f.Póvoa, Helvécio Cardoso Corrêahttp://lattes.cnpq.br/3238287761987937Marval, Márcia Giambiagi dehttp://lattes.cnpq.br/2051264190394440Oliveira, Bruno Francesco Rodrigues dehttp://lattes.cnpq.br/0409870707537485http://lattes.cnpq.br/1099753445781614Fontão, Matheus Gomes2025-08-15T16:42:47Z2025-08-15T16:42:47Zinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://app.uff.br/riuff/handle/1/39831ark:/87559/001300001cbkvCC-BY-SAinfo:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF)instname:Universidade Federal Fluminense (UFF)instacron:UFF2025-08-15T16:42:48Zoai:app.uff.br:1/39831Repositório InstitucionalPUBhttps://app.uff.br/oai/requestriuff@id.uff.bropendoar:21202025-08-15T16:42:48Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF) - Universidade Federal Fluminense (UFF)false
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