Boas práticas para desinfecção de leitos de Unidade de Terapia Intensiva: revisão de escopo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Azevedo, Thatyana Telles
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://app.uff.br/riuff/handle/1/40568
Resumo: O presente estudo investiga as práticas recomendadas para a desinfecção concorrente e terminal de leitos em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). Devido à exposição a múltiplos procedimentos invasivos, pacientes internados em UTIs apresentam alto risco de infecção. Dessa forma, é imprescindível a adoção de cuidados rigorosos com o ambiente, incluindo os materiais e equipamentos frequentemente manipulados por profissionais de saúde, pacientes e acompanhantes, uma vez que estes podem propiciar a proliferação de microrganismos. A desinfecção de superfícies e a higienização técnica de colchões são consideradas medidas fundamentais para interromper a progressão de infecções. Objetivo geral: Mapear por meio da literatura científica as boas práticas realizadas para a desinfecção concorrente e terminal de leitos de UTIs. Objetivo específico: Identificar por meio da revisão de escopo, medidas interligadas para desinfecção de leitos de UTIs. Método: Realizou-se uma revisão de escopo, seguindo as diretrizes do Joanna Briggs Institute (JBI) e o checklist Preferred Reporting Items for Systematic reviews and Meta-Analyses Extension for Scoping Reviews (PRISMA – ScR). As buscas foram realizadas nas seguintes bases de dados eletrônicas: Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE), via PubMed; Cumulative Index to Nursing and Allied Health Literature (CINAHL); Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS); Scopus; Web of Science; e Excerpta Medica dataBASE (Embase). A Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTD) foi consultada como fonte de literatura cinzenta. Não houve restrições quanto ao idioma, ano de publicação ou origem dos estudos. A seleção dos artigos e a extração dos dados foram realizadas, de forma independente, por dois revisores, conforme recomendado pelo JBI, e um terceiro revisor foi consultado para resolver divergências. Foram incluídos estudos originais ou de revisão que abordassem as boas práticas de desinfecção de leitos e superfícies em UTIs. Resultados: Foram selecionados trinta e quatro artigos em potencial e de acordo com os critérios de elegibilidade, oito destes foram analisados, sendo seis nos últimos dez anos, e dois publicados entre os anos de 2008 e 2010, a maioria de autores brasileiros. A este n não foram acrescentadas publicações provenientes da captura sistematizada, conforme recomendado pelo manual do JBI, visto que não atenderam aos critérios de seleção previamente estabelecidos, conforme apontado em fluxograma. Identificou-se doze boas práticas de desinfecção concorrente e terminal de leitos nas UTIs, sendo elas: uso de adenosina trifosfato, uso de marcadores fluorescentes, polímero de prata- cobre, tinta com propriedade antimicrobiana, radiação ultravioleta, calor úmido e secagem mecânica com panos de microfibra. Também foram identificadas dez ações interligadas, sendo elas: auditoria e higiene das mãos e do ambiente, atendimento de protocolo institucional para limpeza terminal, dispositivos de vapor ou aerossol de peróxido de hidrogênio, feedback, mudança comportamental de equipe, uso de hipoclorito de sódio com 1% de cloro ativo, limpeza instantânea em casos de derramamento, manejo e realocação de equipe, realização de revisão de protocolos institucionais e treinamento. Desta forma evidenciou-se que as boas práticas não se resumem apenas à aplicação de produtos, e/ou a normas operacionais, estando atreladas a produtos/tecnologias duras e ações, bem como as medidas interligadas agindo como alicerce para a execução das boas práticas. Analisou-se que, para a desinfecção concorrente e terminal atingir seu objetivo, faz-se necessária estar integrada a outras atividades, tais como: conhecimento do perfil epidemiológico das UTIs, características inerentes a clínica do paciente, padronização de materiais para desinfecção e um programa de educação permanente para os profissionais de saúde et al. dos serviços gerais. Considerações finais: Foi possível mapear boas práticas de desinfecção concorrente e terminal de leitos em UTIs e identificar medidas/ações que auxiliam na potencialização destas boas práticas, tais como educação em saúde para os profissionais de saúde e dos serviços gerais, manejo e realocação de equipe de enfermagem, observação direta dos profissionais de serviços gerais, revisão de protocolos institucionais, treinamentos em serviço, entre outros. Pelo presente estudo foi também evidenciada uma incipiência de publicações nacionais e internacionais que contemplem as boas práticas de desinfecção concorrente e terminal de leitos em UTIs, apontando a necessidade de pesquisas que possam elucidar esta lacuna do conhecimento.
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spelling Boas práticas para desinfecção de leitos de Unidade de Terapia Intensiva: revisão de escopoGood practices for disinfection of Intensive Care Unit beds: scoping reviewLeitosDesinfecçãoUnidades de Terapia IntensivaLeitosDesinfecçãoUnidades de Terapia IntensivaBedsDisinfectionIntensive Care UnitsO presente estudo investiga as práticas recomendadas para a desinfecção concorrente e terminal de leitos em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). Devido à exposição a múltiplos procedimentos invasivos, pacientes internados em UTIs apresentam alto risco de infecção. Dessa forma, é imprescindível a adoção de cuidados rigorosos com o ambiente, incluindo os materiais e equipamentos frequentemente manipulados por profissionais de saúde, pacientes e acompanhantes, uma vez que estes podem propiciar a proliferação de microrganismos. A desinfecção de superfícies e a higienização técnica de colchões são consideradas medidas fundamentais para interromper a progressão de infecções. Objetivo geral: Mapear por meio da literatura científica as boas práticas realizadas para a desinfecção concorrente e terminal de leitos de UTIs. Objetivo específico: Identificar por meio da revisão de escopo, medidas interligadas para desinfecção de leitos de UTIs. Método: Realizou-se uma revisão de escopo, seguindo as diretrizes do Joanna Briggs Institute (JBI) e o checklist Preferred Reporting Items for Systematic reviews and Meta-Analyses Extension for Scoping Reviews (PRISMA – ScR). As buscas foram realizadas nas seguintes bases de dados eletrônicas: Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE), via PubMed; Cumulative Index to Nursing and Allied Health Literature (CINAHL); Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS); Scopus; Web of Science; e Excerpta Medica dataBASE (Embase). A Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTD) foi consultada como fonte de literatura cinzenta. Não houve restrições quanto ao idioma, ano de publicação ou origem dos estudos. A seleção dos artigos e a extração dos dados foram realizadas, de forma independente, por dois revisores, conforme recomendado pelo JBI, e um terceiro revisor foi consultado para resolver divergências. Foram incluídos estudos originais ou de revisão que abordassem as boas práticas de desinfecção de leitos e superfícies em UTIs. Resultados: Foram selecionados trinta e quatro artigos em potencial e de acordo com os critérios de elegibilidade, oito destes foram analisados, sendo seis nos últimos dez anos, e dois publicados entre os anos de 2008 e 2010, a maioria de autores brasileiros. A este n não foram acrescentadas publicações provenientes da captura sistematizada, conforme recomendado pelo manual do JBI, visto que não atenderam aos critérios de seleção previamente estabelecidos, conforme apontado em fluxograma. Identificou-se doze boas práticas de desinfecção concorrente e terminal de leitos nas UTIs, sendo elas: uso de adenosina trifosfato, uso de marcadores fluorescentes, polímero de prata- cobre, tinta com propriedade antimicrobiana, radiação ultravioleta, calor úmido e secagem mecânica com panos de microfibra. Também foram identificadas dez ações interligadas, sendo elas: auditoria e higiene das mãos e do ambiente, atendimento de protocolo institucional para limpeza terminal, dispositivos de vapor ou aerossol de peróxido de hidrogênio, feedback, mudança comportamental de equipe, uso de hipoclorito de sódio com 1% de cloro ativo, limpeza instantânea em casos de derramamento, manejo e realocação de equipe, realização de revisão de protocolos institucionais e treinamento. Desta forma evidenciou-se que as boas práticas não se resumem apenas à aplicação de produtos, e/ou a normas operacionais, estando atreladas a produtos/tecnologias duras e ações, bem como as medidas interligadas agindo como alicerce para a execução das boas práticas. Analisou-se que, para a desinfecção concorrente e terminal atingir seu objetivo, faz-se necessária estar integrada a outras atividades, tais como: conhecimento do perfil epidemiológico das UTIs, características inerentes a clínica do paciente, padronização de materiais para desinfecção e um programa de educação permanente para os profissionais de saúde et al. dos serviços gerais. Considerações finais: Foi possível mapear boas práticas de desinfecção concorrente e terminal de leitos em UTIs e identificar medidas/ações que auxiliam na potencialização destas boas práticas, tais como educação em saúde para os profissionais de saúde e dos serviços gerais, manejo e realocação de equipe de enfermagem, observação direta dos profissionais de serviços gerais, revisão de protocolos institucionais, treinamentos em serviço, entre outros. Pelo presente estudo foi também evidenciada uma incipiência de publicações nacionais e internacionais que contemplem as boas práticas de desinfecção concorrente e terminal de leitos em UTIs, apontando a necessidade de pesquisas que possam elucidar esta lacuna do conhecimento.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível SuperiorThis study investigates the recommended practices for concurrent and terminal disinfection of beds in Intensive Care Units (ICUs). Patients admitted to ICUs are at high risk of infection due to exposure to multiple invasive procedures. Therefore, it is essential to adopt strict care measures with the environment, including the materials and equipment, which are frequently handled by health professionals as well as the patients and companions, as these can enable the proliferation of microorganisms. Surface disinfection and technical sanitization of mattresses are considered fundamental measures to stop the progression of infections. General objective:. To map, through scientific literature, the good practices used for concurrent and terminal disinfection of ICU beds.Specific objective: To identify, through scoping review, interconnected measures for disinfection of ICU beds. Method: A scoping review was conducted following the Joanna Briggs Institute (JBI) guidelines and the Preferred Reporting Items for Systematic reviews and Meta-Analyses Extension for Scoping Reviews (PRISMA – ScR) checklist. Searches were conducted in the following electronic databases: Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE), via PubMed; Cumulative Index to Nursing and Allied Health Literature (CINAHL); Latin American and Caribbean Literature in Health Sciences (LILACS); Scopus; Web of Science; and Excerpta Medica dataBASE (Embase). The Brazilian Digital Library of Theses and Dissertations (BDTD) was consulted as a source of gray literature. There were no restrictions regarding language, year of publication, or origin of the studies. Two reviewers performed article selection and data extraction independently, as recommended by the JBI, and a third reviewer was consulted to resolve disagreements. Original or review studies that addressed good practices for disinfecting beds and surfaces in ICUs were included. Results: Thirty-four potential articles were selected and, according to the eligibility criteria, eight of these were analyzed, six published in the last ten years and two between 2008 and 2010, most of them by Brazilian authors. Publications from the systematic capture, as recommended by the JBI manual, were not added to this list, since they did not meet the previously established selection criteria, as indicated in a flowchart. Twelve good practices for concurrent and terminal disinfection of ICU beds were identified, including: use of adenosine triphosphate, fluorescent markers, silver-copper polymer, paint with antimicrobial properties, ultraviolet radiation, moist heat and drying with microfiber cloths. Ten interconnected actions were also identified, namely: hand and environment hygiene auditing, compliance with the institutional protocol for terminal cleaning, hydrogen peroxide vapor or aerosol devices, feedback, behavioral change of staff, use of sodium hypochlorite with 1% active chlorine, instant cleaning in cases of spills, management and reallocation of staff, review of institutional protocols and training. Thus, it was evident that good practices are not limited to the application of products and/or operational standards but are linked to hard products/technologies and actions. In addition, interconnected measures act as a foundation for the execution of good practices. It was analyzed that, for concurrent and terminal disinfection to achieve its objective, it needs to be tied to other activities, such as: knowledge of the epidemiological profile of ICUs and the patient’s clinical characteristics, standardization of disinfection materials and a continuing education program for health and general services professionals. Final considerations: It was possible to map good practices of concurrent and terminal disinfection of beds in ICUs and identify measures and actions that help to enhance these good practices, such as health education for health and general services professionals, management and reallocation of nursing staff, direct observation of general service professionals, review of institutional protocols, training, among others. This study also revealed a lack of national and international publications that contemplate good practices of concurrent and terminal disinfection of beds in ICUs, pointing to the need for research that can elucidate this knowledge gap.110 f.Souza, Cláudio José dehttp://lattes.cnpq.br/5407974351853735Camerini, Flávia Gironhttp://lattes.cnpq.br/9892236925588941Christovam, Bárbara Pompeuhttp://lattes.cnpq.br/3282956164183598http://lattes.cnpq.br/9836666965044635Azevedo, Thatyana Telles2025-10-20T16:52:37Z2025-10-20T16:52:37Zinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfAZEVEDO, Thatyana Telles. Boas práticas para desinfecção de leitos de Unidade de Terapia Intensiva: revisão de escopo. 2025. 110 f. Dissertação (Mestrado Acadêmico em Ciências do Cuidado em Saúde) - Escola de Enfermagem Aurora de Afonso Costa, Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2025.https://app.uff.br/riuff/handle/1/40568CC-BY-SAinfo:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF)instname:Universidade Federal Fluminense (UFF)instacron:UFF2025-10-20T16:52:37Zoai:app.uff.br:1/40568Repositório InstitucionalPUBhttps://app.uff.br/oai/requestriuff@id.uff.bropendoar:21202025-10-20T16:52:37Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF) - Universidade Federal Fluminense (UFF)false
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