Parou o mundo, nós não: Quilombolas, Covid-19 e trabalho na Amazônia brasileira

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Pismel, Gleiciane de Oliveira
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
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Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://app.uff.br/riuff/handle/1/37897
Resumo: A pandemia de Covid-19 mergulhou a economia global na recessão mais profunda em oito décadas, gerando uma crise nos empregos e meios de subsistência, com impactos desproporcionais sobre populações marginalizadas e o agravamento de desigualdades econômicas. No Brasil, comunidades tradicionais, como as quilombolas, enfrentaram desafios que transcenderam a esfera da saúde pública. Destacando-se a insegurança alimentar e os conflitos territoriais, problemas históricos que persistiram durante a pandemia. Esta pesquisa analisa essas questões a partir das experiências vividas pelos quilombolas do Abacatal, cujo território fica em Ananindeua (PA). Os relatos dos abacataenses ratificam tais problemas ao evidenciarem como a esfera “econômica” foi a mais afetada pela pandemia. A restrição do fluxo entre o interior e o exterior do quilombo, em conformidade com as recomendações globais para conter a disseminação do vírus, agravou a situação, já que poucos possuíam renda fixa. Dessa forma, muitos perderam sua principal fonte de renda, isto é, a venda dos produtos advindos do próprio território (como carvão, polpas de frutas, macaxeira e derivados, além de biojoias). Diante desse cenário, os abacataenses nos mostram toda sua criatividade econômica quilombola. Dos fazeres artísticos à reinvenção de logísticas com o exterior do quilombo, coletivamente os abacataenses reforçaram parcerias, investiram no uso de novas tecnologias, acessaram políticas públicas emergenciais, retomaram sua medicina ancestral, diversificaram os usos do território e intensificaram a solidariedade entre os seus. A pesquisa revela como a comunidade mobilizou estratégias coletivas para enfrentar os desafios impostos pela pandemia.
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