Anastácias sem máscaras: beleza negra e antirracismo no YouTube Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Campos, Cristiane
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/87559/0013000006h6p
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://app.uff.br/riuff/handle/1/14838
Resumo: O principal objetivo desta pesquisa é entender de que forma as ações antirracistas relacionadas à beleza negra estão acontecendo na cultura digital, com ênfase no YouTube. Para tanto, propomos uma análise interpretativa dos vídeos dos canais das youtubers negras –Camila Nunes e Gabi de Oliveira – e dos comentários de suas seguidoras a partir dos conceitos de empoderamento (BERTH, 2018) e lugar de fala (RIBEIRO, 2018). Como hipótese central, entendemos que a plataforma tem papel essencial nas dinâmicas de (re)construção antirracista da beleza negra. Nossa proposta é de extrema relevância considerando que a população negra representa mais da metade da população do Brasil, mas esta proporcionalidade não se reflete nas representações da mulher negra nas mídias hegemônicas. Quando essas mulheres aparecem midiaticamente, em geral a representação hegemônica é repleta de estereótipos que refletem, em sua maioria, a estrutura racista do nosso país. Essa representação propaga um padrão de beleza negra remediado (BOLTER; GRUSIN, 1999) que além de ajustado ao padrão de beleza branco, propaga preconceitos e auto-ódio desde os tempos a escravidão. Em certa medida, na contramão desse fenômeno, o YouTube tornou-se uma possibilidade não só de representatividade como, também, de uma nova etapa no processo histórico de elaboração do que é a beleza negra. Demonstramos que, apesar das formas diferentes de tratar do tema, ambas as influenciadoras apresentam, no YouTube, importantes expressões contemporâneas de reconhecimento, empoderamento e conscientização antirracista. Palavras-chave: YouTube; Influenciadoras; Beleza Negra; Mulher Negra; Antirracismo.
id UFF-2_b60e1af3ed868adf44e6254746f0c380
oai_identifier_str oai:app.uff.br:1/14838
network_acronym_str UFF-2
network_name_str Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF)
repository_id_str
spelling Anastácias sem máscaras: beleza negra e antirracismo no YouTube BrasilAnastasias without masks: Black beauty and anti-racism on YouTube BrazilYouTubeInfluenciadorasBeleza NegraMulher NegraAntirracismoYouTube (Recurso eletrônico)Mulher negraBeleza feminina (Estética)RacismoYoutubeInfluencersBlack BeautyBlack womanAnti-racismO principal objetivo desta pesquisa é entender de que forma as ações antirracistas relacionadas à beleza negra estão acontecendo na cultura digital, com ênfase no YouTube. Para tanto, propomos uma análise interpretativa dos vídeos dos canais das youtubers negras –Camila Nunes e Gabi de Oliveira – e dos comentários de suas seguidoras a partir dos conceitos de empoderamento (BERTH, 2018) e lugar de fala (RIBEIRO, 2018). Como hipótese central, entendemos que a plataforma tem papel essencial nas dinâmicas de (re)construção antirracista da beleza negra. Nossa proposta é de extrema relevância considerando que a população negra representa mais da metade da população do Brasil, mas esta proporcionalidade não se reflete nas representações da mulher negra nas mídias hegemônicas. Quando essas mulheres aparecem midiaticamente, em geral a representação hegemônica é repleta de estereótipos que refletem, em sua maioria, a estrutura racista do nosso país. Essa representação propaga um padrão de beleza negra remediado (BOLTER; GRUSIN, 1999) que além de ajustado ao padrão de beleza branco, propaga preconceitos e auto-ódio desde os tempos a escravidão. Em certa medida, na contramão desse fenômeno, o YouTube tornou-se uma possibilidade não só de representatividade como, também, de uma nova etapa no processo histórico de elaboração do que é a beleza negra. Demonstramos que, apesar das formas diferentes de tratar do tema, ambas as influenciadoras apresentam, no YouTube, importantes expressões contemporâneas de reconhecimento, empoderamento e conscientização antirracista. Palavras-chave: YouTube; Influenciadoras; Beleza Negra; Mulher Negra; Antirracismo.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível SuperiorThe main objective of this research is understanding how anti-racist actions related to black beauty are happening in digital culture, with an emphasis on YouTube. To this end, we propose an interpretative analysis of the videos of the channels of black youtubers – Camila Nunes and Gabi de Oliveira – and the comments of their followers. As a central hypothesis, we understand that the platform plays an essential role in the dynamics of anti-racist (re) construction of black beauty. Our proposal is extremely relevant considering that the black population represents more than half of the population in Brazil, but this proportionality is not reflected in the representations of black women in hegemonic media. When these women appear in the media, in general the hegemonic representation is full of stereotypes that mostly reflect the racist structure of our country. This representation propagates a remedied pattern of black beauty (BOLTER; GRUSIN, 1999) which, in addition to being adjusted to the pattern of white beauty, has also propagated prejudices and self-hatred since slavery. To a certain extent, against this phenomenon, YouTube has become a possibility not only for representativeness, but also for a new stage in the historical process of elaborating what black beauty is. We demonstrate that, despite the different ways of dealing with the theme, both influencers present, on YouTube, important contemporary expressions of recognition, empowerment and anti-racist awareness.121f.Holzbach, ArianeCarrera, FernandaGomes, Janaína Damacenohttp://lattes.cnpq.br/5309633020990001Campos, Cristiane2020-09-01T19:02:30Z2020-09-01T19:02:30Z2020info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfCAMPOS, Cristiane. Anastácias sem máscaras: beleza negra e antirracismo no YouTube Brasil. 2020. 120f. Dissertação (Mestrado em Comunicação) - Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2020.https://app.uff.br/riuff/handle/1/14838Aluno de Mestradoark:/87559/0013000006h6phttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/CC-BY-SAinfo:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF)instname:Universidade Federal Fluminense (UFF)instacron:UFF2021-08-30T13:58:47Zoai:app.uff.br:1/14838Repositório InstitucionalPUBhttps://app.uff.br/oai/requestriuff@id.uff.bropendoar:21202021-08-30T13:58:47Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF) - Universidade Federal Fluminense (UFF)false
dc.title.none.fl_str_mv Anastácias sem máscaras: beleza negra e antirracismo no YouTube Brasil
Anastasias without masks: Black beauty and anti-racism on YouTube Brazil
title Anastácias sem máscaras: beleza negra e antirracismo no YouTube Brasil
spellingShingle Anastácias sem máscaras: beleza negra e antirracismo no YouTube Brasil
Campos, Cristiane
YouTube
Influenciadoras
Beleza Negra
Mulher Negra
Antirracismo
YouTube (Recurso eletrônico)
Mulher negra
Beleza feminina (Estética)
Racismo
Youtube
Influencers
Black Beauty
Black woman
Anti-racism
title_short Anastácias sem máscaras: beleza negra e antirracismo no YouTube Brasil
title_full Anastácias sem máscaras: beleza negra e antirracismo no YouTube Brasil
title_fullStr Anastácias sem máscaras: beleza negra e antirracismo no YouTube Brasil
title_full_unstemmed Anastácias sem máscaras: beleza negra e antirracismo no YouTube Brasil
title_sort Anastácias sem máscaras: beleza negra e antirracismo no YouTube Brasil
author Campos, Cristiane
author_facet Campos, Cristiane
author_role author
dc.contributor.none.fl_str_mv Holzbach, Ariane
Carrera, Fernanda
Gomes, Janaína Damaceno
http://lattes.cnpq.br/5309633020990001
dc.contributor.author.fl_str_mv Campos, Cristiane
dc.subject.por.fl_str_mv YouTube
Influenciadoras
Beleza Negra
Mulher Negra
Antirracismo
YouTube (Recurso eletrônico)
Mulher negra
Beleza feminina (Estética)
Racismo
Youtube
Influencers
Black Beauty
Black woman
Anti-racism
topic YouTube
Influenciadoras
Beleza Negra
Mulher Negra
Antirracismo
YouTube (Recurso eletrônico)
Mulher negra
Beleza feminina (Estética)
Racismo
Youtube
Influencers
Black Beauty
Black woman
Anti-racism
description O principal objetivo desta pesquisa é entender de que forma as ações antirracistas relacionadas à beleza negra estão acontecendo na cultura digital, com ênfase no YouTube. Para tanto, propomos uma análise interpretativa dos vídeos dos canais das youtubers negras –Camila Nunes e Gabi de Oliveira – e dos comentários de suas seguidoras a partir dos conceitos de empoderamento (BERTH, 2018) e lugar de fala (RIBEIRO, 2018). Como hipótese central, entendemos que a plataforma tem papel essencial nas dinâmicas de (re)construção antirracista da beleza negra. Nossa proposta é de extrema relevância considerando que a população negra representa mais da metade da população do Brasil, mas esta proporcionalidade não se reflete nas representações da mulher negra nas mídias hegemônicas. Quando essas mulheres aparecem midiaticamente, em geral a representação hegemônica é repleta de estereótipos que refletem, em sua maioria, a estrutura racista do nosso país. Essa representação propaga um padrão de beleza negra remediado (BOLTER; GRUSIN, 1999) que além de ajustado ao padrão de beleza branco, propaga preconceitos e auto-ódio desde os tempos a escravidão. Em certa medida, na contramão desse fenômeno, o YouTube tornou-se uma possibilidade não só de representatividade como, também, de uma nova etapa no processo histórico de elaboração do que é a beleza negra. Demonstramos que, apesar das formas diferentes de tratar do tema, ambas as influenciadoras apresentam, no YouTube, importantes expressões contemporâneas de reconhecimento, empoderamento e conscientização antirracista. Palavras-chave: YouTube; Influenciadoras; Beleza Negra; Mulher Negra; Antirracismo.
publishDate 2020
dc.date.none.fl_str_mv 2020-09-01T19:02:30Z
2020-09-01T19:02:30Z
2020
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/masterThesis
format masterThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.uri.fl_str_mv CAMPOS, Cristiane. Anastácias sem máscaras: beleza negra e antirracismo no YouTube Brasil. 2020. 120f. Dissertação (Mestrado em Comunicação) - Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2020.
https://app.uff.br/riuff/handle/1/14838
Aluno de Mestrado
dc.identifier.dark.fl_str_mv ark:/87559/0013000006h6p
identifier_str_mv CAMPOS, Cristiane. Anastácias sem máscaras: beleza negra e antirracismo no YouTube Brasil. 2020. 120f. Dissertação (Mestrado em Comunicação) - Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2020.
Aluno de Mestrado
ark:/87559/0013000006h6p
url https://app.uff.br/riuff/handle/1/14838
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
CC-BY-SA
info:eu-repo/semantics/openAccess
rights_invalid_str_mv http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
CC-BY-SA
eu_rights_str_mv openAccess
dc.format.none.fl_str_mv application/pdf
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF)
instname:Universidade Federal Fluminense (UFF)
instacron:UFF
instname_str Universidade Federal Fluminense (UFF)
instacron_str UFF
institution UFF
reponame_str Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF)
collection Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF)
repository.name.fl_str_mv Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF) - Universidade Federal Fluminense (UFF)
repository.mail.fl_str_mv riuff@id.uff.br
_version_ 1848091204676222976