Em nome do filho!: um estudo sobre o movimento de "mulheres guerreiras"- mães dos meninos do DEGASE
| Ano de defesa: | 2017 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
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| Instituição de defesa: |
Niterói
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://app.uff.br/riuff/handle/1/23557 |
Resumo: | O presente estudo apresenta uma análise do processo organizativo do Movimento de Mães dos Meninos do Degase, as ações desse movimento e os desdobramentos junto a Política de Atendimento Socioeducativo para as famílias, nos tempos atuais e, a articulação desse movimento com o Departamento Geral e com os demais órgãos do Sistema de Garantia de Direitos, visando o enfrentamento das situações adversas em relação aos seus filhos. Os anos 2000 foi marcado pela organização dessas mães, na busca por atendimento digno e baseado nos princípios do Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA, buscando uma política socioeducativa pautada na garantia dos direitos humanos. A questão que impulsionava a organização dessas mulheres em grupos e entidades sociais, centrava-se nas condições de maus tratos pelas quais seus filhos constantemente eram submetidos nas unidades de privação de liberdade do Degase. No primeiro capítulo apresentamos parte da abordagem teórica adotada nesse estudo, privilegiando o entendimento da categoria “maternidade” como eixo central do mesmo, cabendo analisá-la a partir de dois conceitos – gênero e identidade. Também apresentamos o debate teórico dos movimentos sociais, com um breve histórico do “Movimento Feminista” e sua importância para o “Movimento de Mulheres”. No capítulo II apresentamos o conceito de Família, estabelecendo uma discussão com o conceito de gênero, assim como o conceito de proteção social, focalizando o modelo de proteção social onde a família é o elemento central das políticas sociais, com a desresponsabilização do Estado e culpabilização da família. Abordamos a criminalização da pobreza, tendo como referência a criminologia crítica, e os movimentos sociais como ações de resistência às políticas instituídas. Identificamos o perfil dos sujeitos sociais de nosso campo de estudo: famílias monoparentais, negras, pobres e periféricas, utilizando também dados estatísticos para subsidiar nossas análises. No terceiro capítulo, discorremos sobre a pesquisa desenvolvida que privilegiou a metodologia qualitativa, com a perspectiva da história oral e com base em entrevistas nas quais utilizamos questionário semiestruturado, com quatro representantes do Movimento de Mães. Trabalhamos como instrumental de registro o diário de campo e o relato etnográfico como aproximação desse campo. Apresentamos as análises de nosso estudo, baseadas nas narrativas colhidas e nas histórias orais das mulheres e do movimento de mães. Trazemos também neste capítulo o relato etnográfico realizado, a partir da participação desta pesquisadora em uma atividade desenvolvida, por uma entidade social que compõe o movimento de mães. Nos apontamentos finais da presente pesquisa, traçamos um panorama de como encontram-se organizados atualmente, os grupos que compõem o Movimento das Mães dos Meninos do Degase e como efetivamente, estão ou não, exercendo o controle social da política socioeducativa. Apresentando análises pertinentes para a sustentabilidade desses grupos enquanto resistência e fortalecimento dessa política. |
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A questão que impulsionava a organização dessas mulheres em grupos e entidades sociais, centrava-se nas condições de maus tratos pelas quais seus filhos constantemente eram submetidos nas unidades de privação de liberdade do Degase. No primeiro capítulo apresentamos parte da abordagem teórica adotada nesse estudo, privilegiando o entendimento da categoria “maternidade” como eixo central do mesmo, cabendo analisá-la a partir de dois conceitos – gênero e identidade. Também apresentamos o debate teórico dos movimentos sociais, com um breve histórico do “Movimento Feminista” e sua importância para o “Movimento de Mulheres”. No capítulo II apresentamos o conceito de Família, estabelecendo uma discussão com o conceito de gênero, assim como o conceito de proteção social, focalizando o modelo de proteção social onde a família é o elemento central das políticas sociais, com a desresponsabilização do Estado e culpabilização da família. Abordamos a criminalização da pobreza, tendo como referência a criminologia crítica, e os movimentos sociais como ações de resistência às políticas instituídas. Identificamos o perfil dos sujeitos sociais de nosso campo de estudo: famílias monoparentais, negras, pobres e periféricas, utilizando também dados estatísticos para subsidiar nossas análises. No terceiro capítulo, discorremos sobre a pesquisa desenvolvida que privilegiou a metodologia qualitativa, com a perspectiva da história oral e com base em entrevistas nas quais utilizamos questionário semiestruturado, com quatro representantes do Movimento de Mães. Trabalhamos como instrumental de registro o diário de campo e o relato etnográfico como aproximação desse campo. Apresentamos as análises de nosso estudo, baseadas nas narrativas colhidas e nas histórias orais das mulheres e do movimento de mães. Trazemos também neste capítulo o relato etnográfico realizado, a partir da participação desta pesquisadora em uma atividade desenvolvida, por uma entidade social que compõe o movimento de mães. Nos apontamentos finais da presente pesquisa, traçamos um panorama de como encontram-se organizados atualmente, os grupos que compõem o Movimento das Mães dos Meninos do Degase e como efetivamente, estão ou não, exercendo o controle social da política socioeducativa. Apresentando análises pertinentes para a sustentabilidade desses grupos enquanto resistência e fortalecimento dessa política.The present study presents an analysis of the organizational process of the Movement of Mothers of the Boys of the Degase, the actions of this movement and the developments with the Socio-Educational Assistance Policy for the families in the present times and the articulation of this movement with the General Department and with the other organs of the System of Guarantee of Rights, aiming to confront the adverse situations in relation to their children. The years 2000 were marked by the organization of these mothers, in the search for decent service and based on the principles of the Statute of the Child and Adolescent - ECA, seeking a socio-educational policy based on the guarantee of human rights. The issue that led to the organization of these women into social groups and entities focused on the conditions of mistreatment by which their children were constantly being subjected to the deprivation of liberty of Degase. In the first chapter we present part of the theoretical approach adopted in this study, privileging the understanding of the category "maternity" as the central axis of the same, and analyze it from two concepts - gender and identity. We also present the theoretical debate of social movements, with a brief history of the "Feminist Movement" and its importance for the "Women's Movement". In Chapter II we present the concept of Family, establishing a discussion with the concept of gender, as well as the concept of social protection, focusing on the model of social protection where the family is the central element of social policies, with the State's lack of responsibility and blame of the family. We address the criminalization of poverty, with reference to critical criminology, and social movements as actions of resistance to instituted policies. We identified the profile of the social subjects of our field of study: single-parent, black, poor and peripheral families, also using statistical data to subsidize our analyzes. In the third chapter, we discuss the developed research that privileged the qualitative methodology, with the perspective of oral history and based on interviews in which we used a semi-structured questionnaire, with four representatives of the Mothers' Movement. We work as an instrument for recording the field diary and the ethnographic report as an approximation of this field. We present the analyzes of our study, based on the narratives collected and in the oral histories of women and the movement of mothers. We also present in this chapter the ethnographic report made, from the participation of this researcher in a developed activity, by a social entity that composes the movement of mothers. In the final notes of the present research, we present an overview of how the groups that make up the Mothers' Movement of the Degase are currently organized, and how they are effectively exercising social control over socio-educational policy. Presenting pertinent analyzes for the sustainability of these groups as resistance and strengthening of this policy.122f.NiteróiBarros, Nivia ValençaFreitas, Rita de Cássia dos SantosAlmeida, Carla Cristina Lima deMotta, Maria Euchares de SennaMotta, Ida Cristina Rebello2021-10-15T18:29:53Z2021-10-15T18:29:53Z2017info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfMOTTA, Ida Cristina Rebello. Em nome do filho!: um estudo sobre o movimento de "mulheres guerreiras"- mães dos meninos do DEGASE. 2017. 122f. 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