Qualidade de frangos de corte infectados com Mycoplasma gallinarum isoladamente ou em combinação com a cepa vacinal H120 do vírus da bronquite infecciosa
| Ano de defesa: | 2022 |
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Resumo: | A avicultura brasileira é considerada a maior do mundo em exportação e a terceira em produção de carne de frango. Os avanços no manejo, genética e biosseguridade contribuíram para o aumento da produtividade no setor avícola, mas a acentuada produção elevou o risco de disseminação de doenças respiratórias, como as micoplasmoses aviárias e a Bronquite Infecciosa das Galinhas. Mycoplasma gallisepticum (MG), Mycoplasma synoviae (MS) e Mycoplasma meleagridis (MM) são patógenos indiscutíveis e de preocupação para a Indústria Avícola, entretanto M. gallinarum (MGA) tem sido considerado comensal. O objetivo deste estudo foi avaliar a qualidade de frangos de corte infectados com cepa autóctone de MGA isoladamente ou em combinação com o vírus vacinal (cepa H120) da Bronquite Infecciosa das Galinhas (BIG). Foram criados 96 pintos de corte desde um dia de idade da linhagem Cobb, livres de micoplasmas. Foram utilizados quatro grupos de 24 frangos, mantidos em unidades isoladoras: Grupo 1 (G1), não infectados, nem vacinados; Grupo 2 (G2), infectados com cepa autóctone de MGA; Grupo 3 (G3), vacinados contra BIG com vacina comercial cepa H120 (Bio-bronk-vet® , Biovet,SP), Grupo 4 (G4), infectados com cepa autóctone de MGA e vacinados contra BIG. A infecção por MGA foi monitorada pela PCR e a vacinação contra BIG, confirmada pela RT-PCR. Foi feito o registro do consumo de ração pelo período do experimento. Semanalmente foram retirados aleatoriamente quatro frangos de cada grupo, pesados individualmente e submetidos à coleta de sangue e à necropsia para a obtenção de amostras para análises laboratoriais. Foram coletados fragmentos de traqueia, pulmão, sacos aéreos, fígado, coração, musculatura do peito, rins e trato digestivo, acondicionados em formol a 10% para histopatologia. As amostras de raspado de traqueias foram reunidas em “pools” por grupo e submetidas à detecção de MGA, MG, MS por isolamento e pela PCR e de vírus da BIG pela RT-PCR. As amostras de soros, obtidas a partir do sangue, foram submetidas ao ELISA para MG, MS e BIG. O ganho de peso diário foi calculado a partir do peso médio obtido dividido pelo número de dias de idade dos frangos. O consumo de ração entre os grupos estudados foi similar até aos 42 dias de idade. As diferenças para peso médio final e ganho de peso entre os grupos estudados não foram significativas (ANOVA, p>0,05). Todas as amostras foram negativas para micoplasmas ao isolamento. À PCR todas as amostras analisadas foram negativas para MG e MS. Já para MGA as amostras foram positivas em G2 (no 35º dia de idade) e em G4 (14º, 35º, e 42º dias de idade) e negativas, em G1 e G3. À RT-PCR, as amostras foram positivas nos grupos vacinados contra BIG, em G3 no sétimo e no 42º dia de idade e em G4, no sétimo, 14º, 35º e 42º dias de idade. Ao ELISA, todos os grupos foram negativos para MG e MS e para BIG obtiveram títulos nas análises de primeiro dia, creditados a anticorpos maternos, decrescendo no sétimo dia e negativos a partir do 14º dia de idade em todos os grupos. À necropsia, em G1 e G3 não foram observadas lesões dignas de nota. Nos demais grupos foram observados ascite, exsudato catarral na traqueia, aerossaculite, hidropericárdio, pneumonia, sinovite, e miopatia peitoral em número variável de aves entre os grupos e de acordo com as idades estudadas. As diferenças nas frequências de lesões macroscópicas entre os grupos foram significativas (Teste MannWhitney, p<0,05). Ao exame histopatológico, nas aves de G2, foi observada pneumonia, com nódulos múltiplos peribronquiais de característica linfóide e diâmetros variaveis e em G4, foram observados miodegeneração vacuolar acompanhada de atrofia e necrose muscular do peito e reação inflamatória focal associada à necrose no pulmão. O MGA isoladamente não se mostrou capaz de provocar doença aparente nos frangos de corte infectados, embora tivesse produzido lesões pulmonares na etapa final de criação e quando associado à vacina contra a BIG houve o aparecimento de lesões passíveis de condenação que podem comprometer a qualidade dos frangos de corte ao abate. |
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O objetivo deste estudo foi avaliar a qualidade de frangos de corte infectados com cepa autóctone de MGA isoladamente ou em combinação com o vírus vacinal (cepa H120) da Bronquite Infecciosa das Galinhas (BIG). Foram criados 96 pintos de corte desde um dia de idade da linhagem Cobb, livres de micoplasmas. Foram utilizados quatro grupos de 24 frangos, mantidos em unidades isoladoras: Grupo 1 (G1), não infectados, nem vacinados; Grupo 2 (G2), infectados com cepa autóctone de MGA; Grupo 3 (G3), vacinados contra BIG com vacina comercial cepa H120 (Bio-bronk-vet® , Biovet,SP), Grupo 4 (G4), infectados com cepa autóctone de MGA e vacinados contra BIG. A infecção por MGA foi monitorada pela PCR e a vacinação contra BIG, confirmada pela RT-PCR. Foi feito o registro do consumo de ração pelo período do experimento. Semanalmente foram retirados aleatoriamente quatro frangos de cada grupo, pesados individualmente e submetidos à coleta de sangue e à necropsia para a obtenção de amostras para análises laboratoriais. Foram coletados fragmentos de traqueia, pulmão, sacos aéreos, fígado, coração, musculatura do peito, rins e trato digestivo, acondicionados em formol a 10% para histopatologia. As amostras de raspado de traqueias foram reunidas em “pools” por grupo e submetidas à detecção de MGA, MG, MS por isolamento e pela PCR e de vírus da BIG pela RT-PCR. As amostras de soros, obtidas a partir do sangue, foram submetidas ao ELISA para MG, MS e BIG. O ganho de peso diário foi calculado a partir do peso médio obtido dividido pelo número de dias de idade dos frangos. O consumo de ração entre os grupos estudados foi similar até aos 42 dias de idade. As diferenças para peso médio final e ganho de peso entre os grupos estudados não foram significativas (ANOVA, p>0,05). Todas as amostras foram negativas para micoplasmas ao isolamento. À PCR todas as amostras analisadas foram negativas para MG e MS. Já para MGA as amostras foram positivas em G2 (no 35º dia de idade) e em G4 (14º, 35º, e 42º dias de idade) e negativas, em G1 e G3. À RT-PCR, as amostras foram positivas nos grupos vacinados contra BIG, em G3 no sétimo e no 42º dia de idade e em G4, no sétimo, 14º, 35º e 42º dias de idade. Ao ELISA, todos os grupos foram negativos para MG e MS e para BIG obtiveram títulos nas análises de primeiro dia, creditados a anticorpos maternos, decrescendo no sétimo dia e negativos a partir do 14º dia de idade em todos os grupos. À necropsia, em G1 e G3 não foram observadas lesões dignas de nota. Nos demais grupos foram observados ascite, exsudato catarral na traqueia, aerossaculite, hidropericárdio, pneumonia, sinovite, e miopatia peitoral em número variável de aves entre os grupos e de acordo com as idades estudadas. As diferenças nas frequências de lesões macroscópicas entre os grupos foram significativas (Teste MannWhitney, p<0,05). Ao exame histopatológico, nas aves de G2, foi observada pneumonia, com nódulos múltiplos peribronquiais de característica linfóide e diâmetros variaveis e em G4, foram observados miodegeneração vacuolar acompanhada de atrofia e necrose muscular do peito e reação inflamatória focal associada à necrose no pulmão. O MGA isoladamente não se mostrou capaz de provocar doença aparente nos frangos de corte infectados, embora tivesse produzido lesões pulmonares na etapa final de criação e quando associado à vacina contra a BIG houve o aparecimento de lesões passíveis de condenação que podem comprometer a qualidade dos frangos de corte ao abate.Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de JaneiroConselho Nacional de Desenvolvimento Científico e TecnológicoBrazil is the world's largest exporter and third largest producer of poultry meat. Advances in management, biosecurity and genetics have contributed to the increase in productivity of the poultry industry, which was responsible for the pronounced production, increasing the risk of respiratory diseases spreading, such as avian mycoplasmosis and Infectious Bronchitis. Mycoplasma gallisepticum (MG), M. synoviae (MS) and M. meleagridis (MM) are recognized as indisputable pathogens for the poultry industry, however M. gallinarum (MGA) has been considered commensal. The aim of this study was to evaluate broilers quality when infected with autochthonous MGA strain, alone or in combination with Infectious Bronchitis (IBV) vaccine. There were raised 96 mycoplasma free Cobb broiler birds since one day of age. They were separated out into four groups of 24 birds and kept in isolation units: Group 1 (G1), uninfected and unvaccinated; Group 2 (G2), infected with autochthonous MGA strain; Group 3 (G3), vaccinated with commercial IBV strain H120 (Bio-bronk-vet ®, Biovet, SP); Group 4 (G4), infected with MGA and vaccinated with commercial IBV. The infection was monitored for MGA by PCR and IBV vaccination was confirmed by RT-PCR. The feed intake record was taken for the entire period of the experiment. Weekly, four broilers were randomly taken from each group, individually weighed and submitted for blood sampling and necropsy for the obtaintion of samples for laboratory analysis. There were collected fragments of trachea, lungs, air sacs, liver, heart, chest muscles, kidneys and digestive tract and fixed in 10% formalin for histopathology. Tracheal scrapings were pooled for each group and subjected to detection of MGA, MG, MS by isolation and PCR and IBV detection by RT-PCR. Serum samples were subjected to ELISA for MG, MS and IBV. Weight gain was calculated by weight mean divided by the number of days of the birds life. Feed intake among groups were similar up to 42 days of age. The differences in final weight mean and weight gain among groups were not significant (ANOVA, p> 0.05). All samples were negative for mycoplasma isolation. By PCR all samples were negative for MG and MS. As for MGA, samples were positive in G2 (at the 35th day of age) and G4 (14th, 35th, and 42sd days of age) and negative in G1 and G3. By RT-PCR, the samples were positive in groups vaccinated against IBV in G3 (at the 7th and 42sd days of age) and G4 (7th, 14th, 35th and 42sd days of age). By ELISA, all groups were negative for MG and MS whereas for IBV, the reaction titles obtained at first, were credited to maternal antibodies, mainly because they decreased seven days later and became negative at 14 days of age in all groups. At necropsy, the gross lesions were not noteworthy in G1 and G3, but on the other groups it was observed ascitis, catarrhal exsudate in the trachea, airsacculitis, hydropericardium, pneumonia, synovitis, and pectoral myopathy in variable number of birds among groups and according to bird age. The differences in the frequencies of gross lesions among groups were significant (Mann-Whitney test, p <0.05). By histopathology, it was observed pneumonia with multiple nodules in G2 while in G4, it observed characteristic peribronchial lymphoid with variable diameters, vacuolar muscle degeneration accompanied by muscle atrophy and breast necrosis, and inflammation associated with focal necrosis in the lung. The MGA alone was not capable of causing apparent disease in infected broilers, although it yielded pulmonary lesions in the final stage of rearing. When associated with BIG vaccine MGA caused lesions capable of condemnation, that may compromise the quality of broilers at slaughter.50 f.Pereira, Virginia Léo de Almeidahttp://lattes.cnpq.br/0129521821359619Nascimento, Elmiro Rosendo dohttp://lattes.cnpq.br/2716804135366844Tortelly, Rogériohttp://lattes.cnpq.br/2602898378030998Silva, Rita de Cássia Figueirahttp://lattes.cnpq.br/1503233405393869http://lattes.cnpq.br/6710948729497379Silva, Cátia Cardoso da2022-12-21T16:59:30Z2022-12-21T16:59:30Zinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfSILVA, Cátia Cardoso da. Qualidade de frangos de corte infectados com Mycoplasma gallinarum isoladamente ou em combinação com a cepa vacinal H120 do vírus da bronquite infecciosa. 2013. 50 f. 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