A comunicação em saúde como ferramenta para a melhoria do consentimento esclarecido do participante de ensaios clínicos.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Silva, Carla Neves
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/87559/001300001867n
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://app.uff.br/riuff/handle/1/36092
Resumo: A autonomia dos participantes de ensaios clínicos oncológicos é diretamente afetada sobre o entendimento sobre o tema. Mesmo que eles passem pelo processo de consentimento esclarecido, dúvidas podem persistir até o final do processo de assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) ou durante a condução do estudo. Visando garantir maior autonomia, o presente trabalho propôs analisar o impacto de uma nova metodologia de comunicação em saúde sobre o conhecimentode participantes de pesquisas sobre os ensaios clínicos conduzidos em uma instituição pública de atenção terciária à saúde. Para tal, foi construída uma nova ferramenta de comunicação, com base no perfil sociodemográfico dos participantes de ensaios oncológicos e informações obtidas na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD). Propôs-se um estudo quase- experimental, contendo dois braços, o controle e o de intervenção. O grupo controle recebeu as informações atualmente fornecidas aos participantes. O grupo intervenção recebeu informações através da nova ferramenta proposta. A qualidade do consentimento esclarecido foi avaliada pela aplicação de um questionário de qualidade de consentimento. Este questionário foi aplicado nos dois braços do estudo antes e depois da exposição desses à informação do estudo clínico o qual participam. A primeira aplicação aconteceu no momento da assinatura do TCLE. A segunda aplicação aconteceu, em sua maioria na data da consulta de elegibilidade do ensaio clínico. Para a análise de dados, apesar do não atingimento do N mínimo proposto para o estudo, foram usados testes t pareados e teste t não pareados. O primeiro para comparar as pontuações obtidas nos questionários antes e após a intervenção em um mesmo grupo. O segundo para avaliar a diferença de pontuação entre os grupos após a intervenção e a diferença de pontuação antes e após a intervenção em cada grupo, para a comunicação em saúde sobre pesquisa clínica. Como resultado, reformulou-se a metodologia de orientação e o material informativo do participante e melhorou seu entendimento sobre ensaios clínicos, visando aumentar sua autonomia enquanto participante.
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Para tal, foi construída uma nova ferramenta de comunicação, com base no perfil sociodemográfico dos participantes de ensaios oncológicos e informações obtidas na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD). Propôs-se um estudo quase- experimental, contendo dois braços, o controle e o de intervenção. O grupo controle recebeu as informações atualmente fornecidas aos participantes. O grupo intervenção recebeu informações através da nova ferramenta proposta. A qualidade do consentimento esclarecido foi avaliada pela aplicação de um questionário de qualidade de consentimento. Este questionário foi aplicado nos dois braços do estudo antes e depois da exposição desses à informação do estudo clínico o qual participam. A primeira aplicação aconteceu no momento da assinatura do TCLE. A segunda aplicação aconteceu, em sua maioria na data da consulta de elegibilidade do ensaio clínico. Para a análise de dados, apesar do não atingimento do N mínimo proposto para o estudo, foram usados testes t pareados e teste t não pareados. O primeiro para comparar as pontuações obtidas nos questionários antes e após a intervenção em um mesmo grupo. O segundo para avaliar a diferença de pontuação entre os grupos após a intervenção e a diferença de pontuação antes e após a intervenção em cada grupo, para a comunicação em saúde sobre pesquisa clínica. Como resultado, reformulou-se a metodologia de orientação e o material informativo do participante e melhorou seu entendimento sobre ensaios clínicos, visando aumentar sua autonomia enquanto participante.The subjects’ autonomy in oncologic clinical trials is directly affected by their understanding of the topic. Even if they go through the informed consent process, doubts may persist until the end of signing the Informed Consent Form (ICF) or during the clinical trial. Aiming to ensure greater autonomy, this study proposed to analyze the impact of a new health communication methodology on the knowledge of research subjects about clinical trials conducted in a public tertiary health care institution. To this end, a new communication tool was built, based on the sociodemographic profile of oncology clinical trial subjects and information obtained from the Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD). A quasi-experimental study was proposed, containing two arms, control and intervention. The control group received the information currently provided to subjects. The intervention group received information through the new proposed tool. The quality of informed consent was assessed by applying a quality of consent questionnaire. This questionnaire was applied to both arms of the study before and after their exposure to information from the clinical trial in which they participated. The first application took place when signing the FICT. The second application took place on the clinical trial eligibility consultation date. For data analysis, despite not reaching the minimum N proposed for the study, paired t-tests and unpaired t-tests were used. The first compared the scores obtained in the questionnaires before and after the intervention in the same group. The second was to evaluate the difference in scores between the groups after the intervention and the difference in scores before and after the intervention in each group, for health communication about clinical research. As a result, it reformulated the subject's guidance methodology and information material and improved their understanding of clinical trials, aiming to increase their autonomy as a subject.94 f.Cordeiro, Benedito Carloshttp://lattes.cnpq.br/9505562733069677Camuzi, Ranieri Carvalhohttp://lattes.cnpq.br/0589073742671304Guedes, Carla Ribeirohttp://lattes.cnpq.br/6589847235987522Moritz, Ângela Fernandes Esherhttp://lattes.cnpq.br/5503239447205564http://lattes.cnpq.br/4294281042461706Silva, Carla Neves2025-01-22T13:01:02Z2025-01-22T13:01:02Zinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfSILVA, Carla Neves. A comunicação em saúde como ferramenta para a melhoria do consentimento esclarecido do participante de ensaios clínicos. 2024. 94 f. 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