Cibercartografia dos prazeres plataformizados: pornografia, capital sexual e a reconfiguração das sociabilidades em plataformas digitais
| Ano de defesa: | 2026 |
|---|---|
| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | , , , |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
|
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Não Informado pela instituição
|
| Link de acesso: | https://app.uff.br/riuff/handle/1/43215 |
Resumo: | Esta tese investiga como o avanço das plataformas digitais de conteúdo erótico reconfigura as dinâmicas da sexualidade, da pornografia e do trabalho sexual, instaurando novos regimes de visibilidade, moralidade e subjetivação. Parte-se da hipótese de que plataformas como OnlyFans, Privacy, X (antigo Twitter) e Instagram atuam como dispositivos de governo dos afetos e dos prazeres, articulando desejo, economia e reconhecimento sob a racionalidade neoliberal. Ao higienizar a pornografia, essas plataformas transformam o erotismo em linguagem legítima e produto cultural aceitável, instituindo uma nova moralidade do prazer, na qual o corpo e o desejo tornam-se governáveis e produtivos. Ancora-se em autores como Foucault (2008a; 2008b; 2014; 2019a; 2019b), Bourdieu (1997; 2005; 2008), Butler (2018; 2019), Dardot e Laval (2016), Illouz e Kaplan (2011; 2020), Ahmed (2014), Durkheim (2012), Boltanski e Thévenot (1991) e Miskolci (2017), a pesquisa adota metodologia de etnografia digital, com observação em campo online e entrevistas com criadoras(es) de conteúdo adulto. Analisa-se como esses sujeitos constroem sentidos, legitimidade e distinção moral e afetiva em meio à plataformização do erótico. Os resultados revelam a formação de uma economia moral dos afetos, em que emoções como vergonha, orgulho e desejo são reconfiguradas como valores de mercado. O prazer converte-se em capital simbólico, e o corpo, em interface estética e moral. Conclui-se que o erotismo plataformizado expressa uma nova articulação entre governo de si, economia e sensibilidade, na qual o neoliberalismo assume uma face afetiva e moral: um regime que captura, higieniza e monetiza o desejo, reorganizando a intimidade sob a lógica do reconhecimento e do mercado. |
| id |
UFF-2_cc0b1949cc0c59ccd6e99b6ec74633bc |
|---|---|
| oai_identifier_str |
oai:app.uff.br:1/43215 |
| network_acronym_str |
UFF-2 |
| network_name_str |
Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF) |
| repository_id_str |
|
| spelling |
Soares, Marcelo ChavesRamos, Jair de SouzaFerraz, Joana D'Arc FernandesCarvalho, Lucas CorreiaInglez, Sofia Isabel da Costa D'AboimThiengo, Edmar Reis2026-05-18T21:33:49Z2026-05-18T21:33:49ZSOARES, Marcelo Chaves. Cibercartografia dos prazeres plataformizados: pornografia, capital sexual e a reconfiguração das sociabilidades em plataformas digitais. 2025. 193 f. Tese (Doutorado em Sociologia) - Programa de Pós-Graduação em Sociologia, Instituto de Ciências Humanas e Filosofia, Universidade Federal Fluminense, NIterói, 2025.https://app.uff.br/riuff/handle/1/43215Esta tese investiga como o avanço das plataformas digitais de conteúdo erótico reconfigura as dinâmicas da sexualidade, da pornografia e do trabalho sexual, instaurando novos regimes de visibilidade, moralidade e subjetivação. Parte-se da hipótese de que plataformas como OnlyFans, Privacy, X (antigo Twitter) e Instagram atuam como dispositivos de governo dos afetos e dos prazeres, articulando desejo, economia e reconhecimento sob a racionalidade neoliberal. Ao higienizar a pornografia, essas plataformas transformam o erotismo em linguagem legítima e produto cultural aceitável, instituindo uma nova moralidade do prazer, na qual o corpo e o desejo tornam-se governáveis e produtivos. Ancora-se em autores como Foucault (2008a; 2008b; 2014; 2019a; 2019b), Bourdieu (1997; 2005; 2008), Butler (2018; 2019), Dardot e Laval (2016), Illouz e Kaplan (2011; 2020), Ahmed (2014), Durkheim (2012), Boltanski e Thévenot (1991) e Miskolci (2017), a pesquisa adota metodologia de etnografia digital, com observação em campo online e entrevistas com criadoras(es) de conteúdo adulto. Analisa-se como esses sujeitos constroem sentidos, legitimidade e distinção moral e afetiva em meio à plataformização do erótico. Os resultados revelam a formação de uma economia moral dos afetos, em que emoções como vergonha, orgulho e desejo são reconfiguradas como valores de mercado. O prazer converte-se em capital simbólico, e o corpo, em interface estética e moral. Conclui-se que o erotismo plataformizado expressa uma nova articulação entre governo de si, economia e sensibilidade, na qual o neoliberalismo assume uma face afetiva e moral: um regime que captura, higieniza e monetiza o desejo, reorganizando a intimidade sob a lógica do reconhecimento e do mercado.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPESThis thesis investigates how the rise of digital platforms for erotic content reconfigures the dynamics of sexuality, pornography, and sex work, establishing new regimes of visibility, morality, and subjectivation. It is based on the hypothesis that platforms such as OnlyFans, Privacy, X (formerly Twitter), and Instagram operate as devices for governing affects and pleasures, articulating desire, economy, and recognition under neoliberal rationality. By sanitizing pornography, these platforms transform eroticism into a legitimate language and an acceptable cultural product, instituting a new morality of pleasure in which the body and desire become governable and productive. Anchored in theoretical frameworks from Foucault (2008a; 2008b; 2014; 2019a; 2019b), Bourdieu (1997; 2005; 2008), Butler (2018; 2019), Dardot and Laval (2016), Illouz and Kaplan (2011; 2020), Ahmed (2014), Durkheim (2012), Boltanski and Thévenot (1991), and Miskolci (2017), the research employs a digital ethnography methodology, combining online field observation and interviews with adult content creators. It analyzes how these subjects construct meaning, legitimacy, and moral and affective distinction within the platformization of eroticism. The findings reveal the emergence of a moral economy of affects, in which emotions such as shame, pride, and desire are reconfigured as market values. Pleasure is converted into symbolic capital, and the body becomes an aesthetic and moral interface. The study concludes that platformized eroticism expresses a new articulation between self-governance, economy, and sensibility, in which neoliberalism assumes an affective and moral dimension, a regime that captures, sanitizes, and monetizes desire, reorganizing intimacy under the logic of recognition and the market.193 f.http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/CC-BY-NCinfo:eu-repo/semantics/openAccessCibercartografia dos prazeres plataformizados: pornografia, capital sexual e a reconfiguração das sociabilidades em plataformas digitaisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisPlataformizaçãoPornografiaCapital sexualNeoliberalismoPornografiaAmbiente virtualNeoliberalismoErotismoPlatformizationPornographySexual CapitalNeoliberalismDoutoradoUniversidade Federal FluminenseInstituto de Ciências Humanas e FilosofiaPrograma de Pós-Graduação em Sociologia2025Niterói, RJObjetivo 4. Assegurar a educação inclusiva e equitativa e de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todosporreponame:Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF)instname:Universidade Federal Fluminense (UFF)instacron:UFFORIGINALTese FINAL - Marcelo.pdfTese FINAL - Marcelo.pdfTese de Doutoradoapplication/pdf6343156https://app.uff.br/riuff/bitstream/1/43215/1/Tese%20FINAL%20-%20Marcelo.pdf6025eb7d2530c847a2a2cf28f6ac0f52MD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81866https://app.uff.br/riuff/bitstream/1/43215/2/license.txt43cd690d6a359e86c1fe3d5b7cba0c9bMD521/432152026-05-18 18:33:50.27oai:app.uff.br:1/43215TElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkEKCkNvbSBhIGFwcmVzZW50YcOnw6NvIGRlc3RhIGxpY2Vuw6dhLCB2b2PDqiAobyBhdXRvciAoZXMpIG91IG8gdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IpIGNvbmNlZGUgYW8gUmVwb3NpdMOzcmlvIApJbnN0aXR1Y2lvbmFsIG8gZGlyZWl0byBuw6NvLWV4Y2x1c2l2byBkZSByZXByb2R1emlyLCAgdHJhZHV6aXIgKGNvbmZvcm1lIGRlZmluaWRvIGFiYWl4byksIGUvb3UgZGlzdHJpYnVpciBhIApzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIChpbmNsdWluZG8gbyByZXN1bW8pIHBvciB0b2RvIG8gbXVuZG8gbm8gZm9ybWF0byBpbXByZXNzbyBlIGVsZXRyw7RuaWNvIGUgZW0gcXVhbHF1ZXIgbWVpbywgaW5jbHVpbmRvIG9zIApmb3JtYXRvcyDDoXVkaW8gb3UgdsOtZGVvLgoKVm9jw6ogY29uY29yZGEgcXVlIG8gRGVwb3NpdGEgcG9kZSwgc2VtIGFsdGVyYXIgbyBjb250ZcO6ZG8sIHRyYW5zcG9yIGEgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyBwYXJhIHF1YWxxdWVyIG1laW8gb3UgZm9ybWF0byAKcGFyYSBmaW5zIGRlIHByZXNlcnZhw6fDo28uCgpWb2PDqiB0YW1iw6ltIGNvbmNvcmRhIHF1ZSBvIERlcG9zaXRhIHBvZGUgbWFudGVyIG1haXMgZGUgdW1hIGPDs3BpYSBkZSBzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIHBhcmEgZmlucyBkZSBzZWd1cmFuw6dhLCBiYWNrLXVwIAplIHByZXNlcnZhw6fDo28uCgpWb2PDqiBkZWNsYXJhIHF1ZSBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gw6kgb3JpZ2luYWwgZSBxdWUgdm9jw6ogdGVtIG8gcG9kZXIgZGUgY29uY2VkZXIgb3MgZGlyZWl0b3MgY29udGlkb3MgbmVzdGEgbGljZW7Dp2EuIApWb2PDqiB0YW1iw6ltIGRlY2xhcmEgcXVlIG8gZGVww7NzaXRvIGRhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gbsOjbywgcXVlIHNlamEgZGUgc2V1IGNvbmhlY2ltZW50bywgaW5mcmluZ2UgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgCmRlIG5pbmd1w6ltLgoKQ2FzbyBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gY29udGVuaGEgbWF0ZXJpYWwgcXVlIHZvY8OqIG7Do28gcG9zc3VpIGEgdGl0dWxhcmlkYWRlIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgdm9jw6ogZGVjbGFyYSBxdWUgCm9idGV2ZSBhIHBlcm1pc3PDo28gaXJyZXN0cml0YSBkbyBkZXRlbnRvciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgcGFyYSBjb25jZWRlciBhbyBEZXBvc2l0YSBvcyBkaXJlaXRvcyBhcHJlc2VudGFkb3MgCm5lc3RhIGxpY2Vuw6dhLCBlIHF1ZSBlc3NlIG1hdGVyaWFsIGRlIHByb3ByaWVkYWRlIGRlIHRlcmNlaXJvcyBlc3TDoSBjbGFyYW1lbnRlIGlkZW50aWZpY2FkbyBlIHJlY29uaGVjaWRvIG5vIHRleHRvIApvdSBubyBjb250ZcO6ZG8gZGEgcHVibGljYcOnw6NvIG9yYSBkZXBvc2l0YWRhLgoKQ0FTTyBBIFBVQkxJQ0HDh8ODTyBPUkEgREVQT1NJVEFEQSBURU5IQSBTSURPIFJFU1VMVEFETyBERSBVTSBQQVRST0PDjU5JTyBPVSBBUE9JTyBERSBVTUEgQUfDik5DSUEgREUgRk9NRU5UTyBPVSBPVVRSTyAKT1JHQU5JU01PLCBWT0PDiiBERUNMQVJBIFFVRSBSRVNQRUlUT1UgVE9ET1MgRSBRVUFJU1FVRVIgRElSRUlUT1MgREUgUkVWSVPDg08gQ09NTyBUQU1Cw4lNIEFTIERFTUFJUyBPQlJJR0HDh8OVRVMgCkVYSUdJREFTIFBPUiBDT05UUkFUTyBPVSBBQ09SRE8uCgpPIERlcG9zaXRhIHNlIGNvbXByb21ldGUgYSBpZGVudGlmaWNhciBjbGFyYW1lbnRlIG8gc2V1IG5vbWUgKHMpIG91IG8ocykgbm9tZShzKSBkbyhzKSBkZXRlbnRvcihlcykgZG9zIGRpcmVpdG9zIAphdXRvcmFpcyBkYSBwdWJsaWNhw6fDo28sIGUgbsOjbyBmYXLDoSBxdWFscXVlciBhbHRlcmHDp8OjbywgYWzDqW0gZGFxdWVsYXMgY29uY2VkaWRhcyBwb3IgZXN0YSBsaWNlbsOnYS4KRepositório InstitucionalPUBhttps://app.uff.br/oai/requestriuff@id.uff.bropendoar:21202026-05-18T21:33:50Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF) - Universidade Federal Fluminense (UFF)false |
| dc.title.pt_BR.fl_str_mv |
Cibercartografia dos prazeres plataformizados: pornografia, capital sexual e a reconfiguração das sociabilidades em plataformas digitais |
| title |
Cibercartografia dos prazeres plataformizados: pornografia, capital sexual e a reconfiguração das sociabilidades em plataformas digitais |
| spellingShingle |
Cibercartografia dos prazeres plataformizados: pornografia, capital sexual e a reconfiguração das sociabilidades em plataformas digitais Soares, Marcelo Chaves Plataformização Pornografia Capital sexual Neoliberalismo Pornografia Ambiente virtual Neoliberalismo Erotismo Platformization Pornography Sexual Capital Neoliberalism |
| title_short |
Cibercartografia dos prazeres plataformizados: pornografia, capital sexual e a reconfiguração das sociabilidades em plataformas digitais |
| title_full |
Cibercartografia dos prazeres plataformizados: pornografia, capital sexual e a reconfiguração das sociabilidades em plataformas digitais |
| title_fullStr |
Cibercartografia dos prazeres plataformizados: pornografia, capital sexual e a reconfiguração das sociabilidades em plataformas digitais |
| title_full_unstemmed |
Cibercartografia dos prazeres plataformizados: pornografia, capital sexual e a reconfiguração das sociabilidades em plataformas digitais |
| title_sort |
Cibercartografia dos prazeres plataformizados: pornografia, capital sexual e a reconfiguração das sociabilidades em plataformas digitais |
| author |
Soares, Marcelo Chaves |
| author_facet |
Soares, Marcelo Chaves |
| author_role |
author |
| dc.contributor.author.fl_str_mv |
Soares, Marcelo Chaves |
| dc.contributor.advisor1.fl_str_mv |
Ramos, Jair de Souza |
| dc.contributor.referee1.fl_str_mv |
Ferraz, Joana D'Arc Fernandes |
| dc.contributor.referee2.fl_str_mv |
Carvalho, Lucas Correia |
| dc.contributor.referee3.fl_str_mv |
Inglez, Sofia Isabel da Costa D'Aboim |
| dc.contributor.referee4.fl_str_mv |
Thiengo, Edmar Reis |
| contributor_str_mv |
Ramos, Jair de Souza Ferraz, Joana D'Arc Fernandes Carvalho, Lucas Correia Inglez, Sofia Isabel da Costa D'Aboim Thiengo, Edmar Reis |
| dc.subject.keyword.pt_BR.fl_str_mv |
Plataformização Pornografia Capital sexual Neoliberalismo |
| topic |
Plataformização Pornografia Capital sexual Neoliberalismo Pornografia Ambiente virtual Neoliberalismo Erotismo Platformization Pornography Sexual Capital Neoliberalism |
| dc.subject.descriptor.pt_BR.fl_str_mv |
Pornografia Ambiente virtual Neoliberalismo Erotismo |
| dc.subject.keywordother.pt_BR.fl_str_mv |
Platformization Pornography Sexual Capital Neoliberalism |
| description |
Esta tese investiga como o avanço das plataformas digitais de conteúdo erótico reconfigura as dinâmicas da sexualidade, da pornografia e do trabalho sexual, instaurando novos regimes de visibilidade, moralidade e subjetivação. Parte-se da hipótese de que plataformas como OnlyFans, Privacy, X (antigo Twitter) e Instagram atuam como dispositivos de governo dos afetos e dos prazeres, articulando desejo, economia e reconhecimento sob a racionalidade neoliberal. Ao higienizar a pornografia, essas plataformas transformam o erotismo em linguagem legítima e produto cultural aceitável, instituindo uma nova moralidade do prazer, na qual o corpo e o desejo tornam-se governáveis e produtivos. Ancora-se em autores como Foucault (2008a; 2008b; 2014; 2019a; 2019b), Bourdieu (1997; 2005; 2008), Butler (2018; 2019), Dardot e Laval (2016), Illouz e Kaplan (2011; 2020), Ahmed (2014), Durkheim (2012), Boltanski e Thévenot (1991) e Miskolci (2017), a pesquisa adota metodologia de etnografia digital, com observação em campo online e entrevistas com criadoras(es) de conteúdo adulto. Analisa-se como esses sujeitos constroem sentidos, legitimidade e distinção moral e afetiva em meio à plataformização do erótico. Os resultados revelam a formação de uma economia moral dos afetos, em que emoções como vergonha, orgulho e desejo são reconfiguradas como valores de mercado. O prazer converte-se em capital simbólico, e o corpo, em interface estética e moral. Conclui-se que o erotismo plataformizado expressa uma nova articulação entre governo de si, economia e sensibilidade, na qual o neoliberalismo assume uma face afetiva e moral: um regime que captura, higieniza e monetiza o desejo, reorganizando a intimidade sob a lógica do reconhecimento e do mercado. |
| publishDate |
2026 |
| dc.date.accessioned.fl_str_mv |
2026-05-18T21:33:49Z |
| dc.date.available.fl_str_mv |
2026-05-18T21:33:49Z |
| dc.type.status.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/publishedVersion |
| dc.type.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/doctoralThesis |
| format |
doctoralThesis |
| status_str |
publishedVersion |
| dc.identifier.citation.fl_str_mv |
SOARES, Marcelo Chaves. Cibercartografia dos prazeres plataformizados: pornografia, capital sexual e a reconfiguração das sociabilidades em plataformas digitais. 2025. 193 f. Tese (Doutorado em Sociologia) - Programa de Pós-Graduação em Sociologia, Instituto de Ciências Humanas e Filosofia, Universidade Federal Fluminense, NIterói, 2025. |
| dc.identifier.uri.fl_str_mv |
https://app.uff.br/riuff/handle/1/43215 |
| identifier_str_mv |
SOARES, Marcelo Chaves. Cibercartografia dos prazeres plataformizados: pornografia, capital sexual e a reconfiguração das sociabilidades em plataformas digitais. 2025. 193 f. Tese (Doutorado em Sociologia) - Programa de Pós-Graduação em Sociologia, Instituto de Ciências Humanas e Filosofia, Universidade Federal Fluminense, NIterói, 2025. |
| url |
https://app.uff.br/riuff/handle/1/43215 |
| dc.language.iso.fl_str_mv |
por |
| language |
por |
| dc.rights.driver.fl_str_mv |
http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/ CC-BY-NC info:eu-repo/semantics/openAccess |
| rights_invalid_str_mv |
http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/ CC-BY-NC |
| eu_rights_str_mv |
openAccess |
| dc.source.none.fl_str_mv |
reponame:Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF) instname:Universidade Federal Fluminense (UFF) instacron:UFF |
| instname_str |
Universidade Federal Fluminense (UFF) |
| instacron_str |
UFF |
| institution |
UFF |
| reponame_str |
Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF) |
| collection |
Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF) |
| bitstream.url.fl_str_mv |
https://app.uff.br/riuff/bitstream/1/43215/1/Tese%20FINAL%20-%20Marcelo.pdf https://app.uff.br/riuff/bitstream/1/43215/2/license.txt |
| bitstream.checksum.fl_str_mv |
6025eb7d2530c847a2a2cf28f6ac0f52 43cd690d6a359e86c1fe3d5b7cba0c9b |
| bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv |
MD5 MD5 |
| repository.name.fl_str_mv |
Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF) - Universidade Federal Fluminense (UFF) |
| repository.mail.fl_str_mv |
riuff@id.uff.br |
| _version_ |
1879850506776477696 |