O sequestro da notícia: o impacto das plataformas digitais e mídias sociais no jornalismo e na construção da agenda pública
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://app.uff.br/riuff/handle/1/37105 |
Resumo: | Praticamente não há atividade na face da Terra que não seja tocada pelas plataformas digitais e mídias sociais: as big techs transformam a economia, a política e a cultura e acumulam um poder sem precedentes. Mas qual o impacto destas mudanças nos meios de comunicação? Como atuam no jornalismo? O objetivo desta pesquisa é analisar o novo cenário de mídias e a disputa pela agenda política, como forma de pautar a opinião pública, a partir do exame do caso da eleição de Bolsonaro. Neste estudo, recorreu-se à Teoria do Agendamento, de McCombs e Shaw, que estabelecia a influência dos jornais na opinião pública. Nossa hipótese é a de que o novo regime de informação não apenas nos apresenta uma agenda difusa, às vezes, uma agenda invertida, como sequestra a notícia, ao favorecer ações de desinformação. Para demonstrá-lo, a pesquisa baseou-se no estudo de caso das eleições de 2018 e 2022, quando a denúncia de ameaça de fraudes nas urnas eleitorais, que jamais apareceu nas pesquisas de opinião pública entre as preocupações do eleitor brasileiro, se impôs no noticiário, pautada por fake news e desinformação disseminadas nas redes sociais por Jair Bolsonaro e seus seguidores. Como método, analisou-se a bibliografia existente, em diálogo com autores como Adorno; Barsotti; Barthes; Berger e Luckmann; Bezerra; Han; Kellner; Morozov; Poell, Nieborg e van Dijck; Rêgo e Barbosa; Schneider; Sodré; Thompson; Wardle e Derakshan e Zuboff, entre outros. Buscas também foram efetuadas nos jornais O Globo, Folha de São Paulo e Estado de São Paulo para documentar a evolução deste processo. A investigação proposta se apresenta, desta forma, como uma contribuição para o debate em torno do que se convencionou chamar de “desordem informacional” e da necessidade de regulamentação dos serviços digitais. |
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Nossa hipótese é a de que o novo regime de informação não apenas nos apresenta uma agenda difusa, às vezes, uma agenda invertida, como sequestra a notícia, ao favorecer ações de desinformação. Para demonstrá-lo, a pesquisa baseou-se no estudo de caso das eleições de 2018 e 2022, quando a denúncia de ameaça de fraudes nas urnas eleitorais, que jamais apareceu nas pesquisas de opinião pública entre as preocupações do eleitor brasileiro, se impôs no noticiário, pautada por fake news e desinformação disseminadas nas redes sociais por Jair Bolsonaro e seus seguidores. Como método, analisou-se a bibliografia existente, em diálogo com autores como Adorno; Barsotti; Barthes; Berger e Luckmann; Bezerra; Han; Kellner; Morozov; Poell, Nieborg e van Dijck; Rêgo e Barbosa; Schneider; Sodré; Thompson; Wardle e Derakshan e Zuboff, entre outros. Buscas também foram efetuadas nos jornais O Globo, Folha de São Paulo e Estado de São Paulo para documentar a evolução deste processo. A investigação proposta se apresenta, desta forma, como uma contribuição para o debate em torno do que se convencionou chamar de “desordem informacional” e da necessidade de regulamentação dos serviços digitais.There is no activity on Earth that is not touched by digital platforms and social media: big techs transform the economy, politics, and culture and accumulate unprecedented power. But what is the impact of these changes on the media? How do it operate in journalism? The objective of this research is to analyze the new media scenario and the dispute for the political agenda, as a way to guide public opinion, from the examination of the case of Bolsonaro's election. This study was based on the Agenda Setting Theory, by McCombs and Shaw, which established the influence of newspapers on public opinion. Our hypothesis is that the new information regime not only presents us with a diffuse agenda, sometimes an inverted agenda, but also hijacks the news, by favoring disinformation actions. To demonstrate this, the research was based on the case study of the 2018 and 2022 elections, when the denunciation of the threat of fraud in the ballot boxes, which never appeared in the polls among the concerns of the Brazilian voter, imposed itself in the news, guided by fake news and disinformation disseminated on social networks by Jair Bolsonaro and his followers. As a method, the existing bibliography was analyzed, in dialogue with authors such as Adorno; Barthes; Berger and Luckmann; Han; Kellner; Morozov; Poell, Nieborg and van Dijck; Rêgo and Barbosa; Sodré; Thompson; Wardle and Derakshan and Zuboff, among others. Searches were also carried out in the newspapers O Globo, Folha de São Paulo and Estado de São Paulo to document the evolution of this process. The proposed research is presented, in this way, as a contribution to the debate around "informational disorder" and the need for regulation of digital services.136 p.Schneider, Marco André Feldmanhttp://lattes.cnpq.br/6589062304969432Vieira, Adriana Barsottihttp://lattes.cnpq.br/5886848823097817Bezerra, Arthur Coelhohttp://lattes.cnpq.br/5600499385041989Latgé, Luiz Claudio Costa2025-03-05T14:05:46Z2025-03-05T14:05:46Zinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfLATGÉ, Luiz Claudio Costa. O sequestro da notícia: o impacto das plataformas digitais e mídias sociais no jornalismo e na construção da agenda pública. 2024. 136 f. 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