Efeito do consumo de aspartame e sucralose em parâmetros metabólicos e intestinais em modelo pré-clínico de doença renal crônica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2026
Autor(a) principal: Almeida, Patricia Pereira de
Orientador(a): Pinto, Milena Barcza Stockler lattes
Banca de defesa: Magliano, D'Angelo Carlo lattes, Gomes, Ana Lúcia Tavares lattes, Cardozo, Ludmilla Ferreira Medeiros de França lattes, Daleprane, Julio Beltrame lattes, Rêgo, Amanda Mendes
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://app.uff.br/riuff/handle/1/44127
Resumo: A doença renal crônica (DRC) e sua progressão é associado e influenciado por padrões dietéticos e padrões alimentares. Nesse sentido, os efeitos que o consumo de adoçantes artificiais por parte destes pacientes é pouco esclarecido. Evidências recentes indicam que esses compostos podem modular negativamente o ambiente intestinal, promovendo disbiose, alterações de permeabilidade e ativação de vias inflamatórias e de estresse oxidativo. Esses efeitos são particularmente relevantes na DRC, que cursa com inflamação crônica sistêmica e disfunção do eixo intestino–rim, podendo agravar alterações metabólicas e intestinais com potenciais implicações clínicas. HIPÓTESE CIENTÍFICA: Adoçantes artificiais exercem e agravam alterações metabólicas e intestinais presentes na DRC. OBJETIVO: Avaliar os efeitos do consumo de aspartame e sucralose sobre parâmetros metabólicos e intestinais em um modelo experimental de DRC. MATERIAL E MÉTODOS: Ratos Wistar machos (90 dias) foram distribuídos em seis grupos: Sham (n=10), nefrectomia 5/6 (Nx, n=8), Nx tratados com aspartame (40 ou 50 mg/kg/dia) ou sucralose (5 ou 15 mg/kg/dia). As doses foram baseadas nos limites máximos de ingestão diária recomendados pela Food and Drug Administration e pela European Food Safety Authority. Durante oito semanas, foram avaliadas massa corporal, ingestão alimentar e hídrica; na última semana, realizaram-se o teste oral de tolerância à glicose (TOTG), avaliações comportamentais e de motilidade. Análises bioquímicas, incluindo marcadores de função e dano renal, estresse oxidativo e hormônios relacionados ao apetite foram realizadas. A expressão gênica de fatores relacionados à inflamação e à integridade da barreira intestinal foi avaliada por PCR em tempo real. RESULTADOS: O grupo NxA40 apresentou glicemia aos 30 minutos do TOTG superior ao Nx (p=0,0053). A concentração plasmática de TBARS foi menor no NxA50 em comparação ao Nx (p=0,0022). As proteínas carboniladas plasmáticas aumentaram em NxA40 e NxA50 em relação ao Nx (p=0,0003 e p=0,0307, respectivamente), e houve aumento no cólon no NxA40 (p=0,0214). O NxA40 apresentou menor espessura da camada neuromuscular em comparação ao NxA50 (p=0,0293) e menor expressão de Cldn2 em relação ao Nx (p=0,0053). O grupo NxS5 apresentou maior massa corporal nas semanas finais (p=0,05) e glicemia aos 30 minutos do TOTG aumentada em relação ao Nx (p=0,0193). O NxS5 apresentou valores superiores de ureia (p=0,0160) e creatinina sérica (p=0,0461), além de redução da TFG (p=0,0251) em comparação ao Nx, bem como ureia maior que o NxS15 (p=0,0065). A concentração plasmática de peroxidação lipídica foi menor no NxS5 em relação ao Nx (p=0,0005), enquanto no rim aumentou em NxS5 e NxS15 (p=0,0292 e p=0,0282). As proteínas carboniladas plasmáticas aumentaram em ambos os grupos (p=0,0129 e p=0,0020, respectivamente). O NxS5 apresentou maior expressão de Muc2 em comparação ao Nx (p=0,0136). CONCLUSÃO: O aspartame promoveu alterações na resposta glicêmica pós-prandial e na expressão colônica de Cldn2. A sucralose esteve associada à piora da função renal, aumento do estresse oxidativo renal e maior expressão colônica de Muc2, evidenciando efeitos específicos de cada adoçante em um modelo pré-clínico de DRC.
id UFF-2_d6bdc40b5153d8b488cf16e360052cbf
oai_identifier_str oai:app.uff.br:1/44127
network_acronym_str UFF-2
network_name_str Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF)
repository_id_str
spelling Almeida, Patricia Pereira dePinto, Milena Barcza Stocklerhttp://lattes.cnpq.br/4659615437859275Magliano, D'Angelo CarloGomes, Ana Lúcia Tavareshttp://lattes.cnpq.br/2371748267138577Cardozo, Ludmilla Ferreira Medeiros de Françahttp://lattes.cnpq.br/2547887546741044Daleprane, Julio Beltramehttp://lattes.cnpq.br/6027048461430935Rêgo, Amanda Mendeshttp://lattes.cnpq.br/26864228355202692026-08-27T18:05:10Z2026-08-27T18:05:10ZALMEIDA, Patricia Pereira de. Efeito do consumo de aspartame e sucralose em parâmetros metabólicos e intestinais em modelo pré-clínico de doença renal crônica. 2026. 128 f. Tese (Doutorado em Patologia) – Programa de Pós-Graduação em Patologia, Faculdade de Medicina, Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2026.https://app.uff.br/riuff/handle/1/44127A doença renal crônica (DRC) e sua progressão é associado e influenciado por padrões dietéticos e padrões alimentares. Nesse sentido, os efeitos que o consumo de adoçantes artificiais por parte destes pacientes é pouco esclarecido. Evidências recentes indicam que esses compostos podem modular negativamente o ambiente intestinal, promovendo disbiose, alterações de permeabilidade e ativação de vias inflamatórias e de estresse oxidativo. Esses efeitos são particularmente relevantes na DRC, que cursa com inflamação crônica sistêmica e disfunção do eixo intestino–rim, podendo agravar alterações metabólicas e intestinais com potenciais implicações clínicas. HIPÓTESE CIENTÍFICA: Adoçantes artificiais exercem e agravam alterações metabólicas e intestinais presentes na DRC. OBJETIVO: Avaliar os efeitos do consumo de aspartame e sucralose sobre parâmetros metabólicos e intestinais em um modelo experimental de DRC. MATERIAL E MÉTODOS: Ratos Wistar machos (90 dias) foram distribuídos em seis grupos: Sham (n=10), nefrectomia 5/6 (Nx, n=8), Nx tratados com aspartame (40 ou 50 mg/kg/dia) ou sucralose (5 ou 15 mg/kg/dia). As doses foram baseadas nos limites máximos de ingestão diária recomendados pela Food and Drug Administration e pela European Food Safety Authority. Durante oito semanas, foram avaliadas massa corporal, ingestão alimentar e hídrica; na última semana, realizaram-se o teste oral de tolerância à glicose (TOTG), avaliações comportamentais e de motilidade. Análises bioquímicas, incluindo marcadores de função e dano renal, estresse oxidativo e hormônios relacionados ao apetite foram realizadas. A expressão gênica de fatores relacionados à inflamação e à integridade da barreira intestinal foi avaliada por PCR em tempo real. RESULTADOS: O grupo NxA40 apresentou glicemia aos 30 minutos do TOTG superior ao Nx (p=0,0053). A concentração plasmática de TBARS foi menor no NxA50 em comparação ao Nx (p=0,0022). As proteínas carboniladas plasmáticas aumentaram em NxA40 e NxA50 em relação ao Nx (p=0,0003 e p=0,0307, respectivamente), e houve aumento no cólon no NxA40 (p=0,0214). O NxA40 apresentou menor espessura da camada neuromuscular em comparação ao NxA50 (p=0,0293) e menor expressão de Cldn2 em relação ao Nx (p=0,0053). O grupo NxS5 apresentou maior massa corporal nas semanas finais (p=0,05) e glicemia aos 30 minutos do TOTG aumentada em relação ao Nx (p=0,0193). O NxS5 apresentou valores superiores de ureia (p=0,0160) e creatinina sérica (p=0,0461), além de redução da TFG (p=0,0251) em comparação ao Nx, bem como ureia maior que o NxS15 (p=0,0065). A concentração plasmática de peroxidação lipídica foi menor no NxS5 em relação ao Nx (p=0,0005), enquanto no rim aumentou em NxS5 e NxS15 (p=0,0292 e p=0,0282). As proteínas carboniladas plasmáticas aumentaram em ambos os grupos (p=0,0129 e p=0,0020, respectivamente). O NxS5 apresentou maior expressão de Muc2 em comparação ao Nx (p=0,0136). CONCLUSÃO: O aspartame promoveu alterações na resposta glicêmica pós-prandial e na expressão colônica de Cldn2. A sucralose esteve associada à piora da função renal, aumento do estresse oxidativo renal e maior expressão colônica de Muc2, evidenciando efeitos específicos de cada adoçante em um modelo pré-clínico de DRC.Chronic kidney disease (CKD) and its progression are associated with and influenced by dietary patterns and eating habits. In this context, the effects of artificial sweetener consumption by these patients remain poorly understood. Recent evidence indicates that these compounds may negatively modulate the intestinal environment, promoting dysbiosis, increased permeability, and activation of inflammatory and oxidative stress pathways. These effects are particularly relevant in CKD, which is characterized by chronic systemic inflammation and dysfunction of the gut–kidney axis, potentially exacerbating metabolic and intestinal alterations with possible clinical implications. SCIENTIFIC HYPOTHESIS: Artificial sweeteners exert and aggravate metabolic and intestinal alterations present in CKD. OBJECTIVE: To evaluate the effects of aspartame and sucralose consumption on metabolic and intestinal parameters in an experimental model of CKD. MATERIAL AND METHODS: Male Wistar rats (90 days old) were divided into six groups: Sham (n=10), 5/6 nephrectomy (Nx, n=8), Nx treated with aspartame (40 or 50 mg/kg/day) or sucralose (5 or 15 mg/kg/day). The doses were based on the maximum acceptable daily intake recommended by the Food and Drug Administration and the European Food Safety Authority. Over eight weeks, body mass, food intake, and water intake were evaluated; in the final week, an oral glucose tolerance test (OGTT), behavioral assessments, and motility evaluations were performed. Biochemical analyses, including markers of renal function and damage, oxidative stress, and appetite-related hormones, were conducted. Gene expression of factors related to inflammation and intestinal barrier integrity was assessed by real-time PCR. RESULTS: The NxA40 group showed higher blood glucose levels at 30 minutes of the OGTT compared to Nx (p=0.0053). Plasma TBARS concentration was lower in NxA50 compared to Nx (p=0.0022). Plasma carbonylated proteins increased in NxA40 and NxA50 compared to Nx (p=0.0003 and p=0.0307, respectively), and colonic levels were increased in NxA40 (p=0.0214). NxA40 showed reduced neuromuscular layer thickness compared to NxA50 (p=0.0293) and lower Cldn2 expression compared to Nx (p=0.0053). The NxS5 group showed higher body mass in the final weeks (p=0.05) and increased blood glucose at 30 minutes of the OGTT compared to Nx (p=0.0193). NxS5 presented higher urea (p=0.0160) and serum creatinine levels (p=0.0461), as well as reduced glomerular filtration rate (GFR) (p=0.0251) compared to Nx, and higher urea levels than NxS15 (p=0.0065). Plasma lipid peroxidation was lower in NxS5 compared to Nx (p=0.0005), whereas renal levels increased in NxS5 and NxS15 (p=0.0292 and p=0.0282). Plasma carbonylated proteins increased in both groups (p=0.0129 and p=0.0020, respectively). NxS5 showed higher Muc2 expression compared to Nx (p=0.0136). CONCLUSION: Aspartame promoted alterations in postprandial glycemic response and colonic Cldn2 expression. Sucralose was associated with worsening renal function, increased renal oxidative stress, and higher colonic Muc2 expression, demonstrating specific effects of each sweetener in a preclinical model of CKD128 f.CC-BY-NCinfo:eu-repo/semantics/openAccessEfeito do consumo de aspartame e sucralose em parâmetros metabólicos e intestinais em modelo pré-clínico de doença renal crônicainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisDoença renal crônicaAspartameSucraloseDistúrbio mineral e ósseo na doença renal crônicaAspartameEdulcoranteProdução intelectualChronic kidney diseaseAspartameSucraloseDoutoradoUniversidade Federal FluminenseFaculdade de MedicinaPrograma de Pós-graduação em Patologia2026Niterói, RJObjetivo 3. Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idadesporreponame:Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF)instname:Universidade Federal Fluminense (UFF)instacron:UFFORIGINALTese - Patricia Pereira de Almeida.pdfTese - Patricia Pereira de Almeida.pdfapplication/pdf2774080https://app.uff.br/riuff/bitstream/1/44127/1/Tese%20-%20Patricia%20Pereira%20de%20Almeida.pdf968eb18f3ff3f10af63a6a7630e8dee7MD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81866https://app.uff.br/riuff/bitstream/1/44127/2/license.txt43cd690d6a359e86c1fe3d5b7cba0c9bMD521/441272026-08-27 15:05:10.86oai:app.uff.br:1/44127TElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkEKCkNvbSBhIGFwcmVzZW50YcOnw6NvIGRlc3RhIGxpY2Vuw6dhLCB2b2PDqiAobyBhdXRvciAoZXMpIG91IG8gdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IpIGNvbmNlZGUgYW8gUmVwb3NpdMOzcmlvIApJbnN0aXR1Y2lvbmFsIG8gZGlyZWl0byBuw6NvLWV4Y2x1c2l2byBkZSByZXByb2R1emlyLCAgdHJhZHV6aXIgKGNvbmZvcm1lIGRlZmluaWRvIGFiYWl4byksIGUvb3UgZGlzdHJpYnVpciBhIApzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIChpbmNsdWluZG8gbyByZXN1bW8pIHBvciB0b2RvIG8gbXVuZG8gbm8gZm9ybWF0byBpbXByZXNzbyBlIGVsZXRyw7RuaWNvIGUgZW0gcXVhbHF1ZXIgbWVpbywgaW5jbHVpbmRvIG9zIApmb3JtYXRvcyDDoXVkaW8gb3UgdsOtZGVvLgoKVm9jw6ogY29uY29yZGEgcXVlIG8gRGVwb3NpdGEgcG9kZSwgc2VtIGFsdGVyYXIgbyBjb250ZcO6ZG8sIHRyYW5zcG9yIGEgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyBwYXJhIHF1YWxxdWVyIG1laW8gb3UgZm9ybWF0byAKcGFyYSBmaW5zIGRlIHByZXNlcnZhw6fDo28uCgpWb2PDqiB0YW1iw6ltIGNvbmNvcmRhIHF1ZSBvIERlcG9zaXRhIHBvZGUgbWFudGVyIG1haXMgZGUgdW1hIGPDs3BpYSBkZSBzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIHBhcmEgZmlucyBkZSBzZWd1cmFuw6dhLCBiYWNrLXVwIAplIHByZXNlcnZhw6fDo28uCgpWb2PDqiBkZWNsYXJhIHF1ZSBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gw6kgb3JpZ2luYWwgZSBxdWUgdm9jw6ogdGVtIG8gcG9kZXIgZGUgY29uY2VkZXIgb3MgZGlyZWl0b3MgY29udGlkb3MgbmVzdGEgbGljZW7Dp2EuIApWb2PDqiB0YW1iw6ltIGRlY2xhcmEgcXVlIG8gZGVww7NzaXRvIGRhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gbsOjbywgcXVlIHNlamEgZGUgc2V1IGNvbmhlY2ltZW50bywgaW5mcmluZ2UgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgCmRlIG5pbmd1w6ltLgoKQ2FzbyBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gY29udGVuaGEgbWF0ZXJpYWwgcXVlIHZvY8OqIG7Do28gcG9zc3VpIGEgdGl0dWxhcmlkYWRlIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgdm9jw6ogZGVjbGFyYSBxdWUgCm9idGV2ZSBhIHBlcm1pc3PDo28gaXJyZXN0cml0YSBkbyBkZXRlbnRvciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgcGFyYSBjb25jZWRlciBhbyBEZXBvc2l0YSBvcyBkaXJlaXRvcyBhcHJlc2VudGFkb3MgCm5lc3RhIGxpY2Vuw6dhLCBlIHF1ZSBlc3NlIG1hdGVyaWFsIGRlIHByb3ByaWVkYWRlIGRlIHRlcmNlaXJvcyBlc3TDoSBjbGFyYW1lbnRlIGlkZW50aWZpY2FkbyBlIHJlY29uaGVjaWRvIG5vIHRleHRvIApvdSBubyBjb250ZcO6ZG8gZGEgcHVibGljYcOnw6NvIG9yYSBkZXBvc2l0YWRhLgoKQ0FTTyBBIFBVQkxJQ0HDh8ODTyBPUkEgREVQT1NJVEFEQSBURU5IQSBTSURPIFJFU1VMVEFETyBERSBVTSBQQVRST0PDjU5JTyBPVSBBUE9JTyBERSBVTUEgQUfDik5DSUEgREUgRk9NRU5UTyBPVSBPVVRSTyAKT1JHQU5JU01PLCBWT0PDiiBERUNMQVJBIFFVRSBSRVNQRUlUT1UgVE9ET1MgRSBRVUFJU1FVRVIgRElSRUlUT1MgREUgUkVWSVPDg08gQ09NTyBUQU1Cw4lNIEFTIERFTUFJUyBPQlJJR0HDh8OVRVMgCkVYSUdJREFTIFBPUiBDT05UUkFUTyBPVSBBQ09SRE8uCgpPIERlcG9zaXRhIHNlIGNvbXByb21ldGUgYSBpZGVudGlmaWNhciBjbGFyYW1lbnRlIG8gc2V1IG5vbWUgKHMpIG91IG8ocykgbm9tZShzKSBkbyhzKSBkZXRlbnRvcihlcykgZG9zIGRpcmVpdG9zIAphdXRvcmFpcyBkYSBwdWJsaWNhw6fDo28sIGUgbsOjbyBmYXLDoSBxdWFscXVlciBhbHRlcmHDp8OjbywgYWzDqW0gZGFxdWVsYXMgY29uY2VkaWRhcyBwb3IgZXN0YSBsaWNlbsOnYS4KRepositório InstitucionalPUBhttps://app.uff.br/oai/requestriuff@id.uff.bropendoar:21202026-08-27T18:05:10Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF) - Universidade Federal Fluminense (UFF)false
dc.title.pt_BR.fl_str_mv Efeito do consumo de aspartame e sucralose em parâmetros metabólicos e intestinais em modelo pré-clínico de doença renal crônica
title Efeito do consumo de aspartame e sucralose em parâmetros metabólicos e intestinais em modelo pré-clínico de doença renal crônica
spellingShingle Efeito do consumo de aspartame e sucralose em parâmetros metabólicos e intestinais em modelo pré-clínico de doença renal crônica
Almeida, Patricia Pereira de
Doença renal crônica
Aspartame
Sucralose
Distúrbio mineral e ósseo na doença renal crônica
Aspartame
Edulcorante
Produção intelectual
Chronic kidney disease
Aspartame
Sucralose
title_short Efeito do consumo de aspartame e sucralose em parâmetros metabólicos e intestinais em modelo pré-clínico de doença renal crônica
title_full Efeito do consumo de aspartame e sucralose em parâmetros metabólicos e intestinais em modelo pré-clínico de doença renal crônica
title_fullStr Efeito do consumo de aspartame e sucralose em parâmetros metabólicos e intestinais em modelo pré-clínico de doença renal crônica
title_full_unstemmed Efeito do consumo de aspartame e sucralose em parâmetros metabólicos e intestinais em modelo pré-clínico de doença renal crônica
title_sort Efeito do consumo de aspartame e sucralose em parâmetros metabólicos e intestinais em modelo pré-clínico de doença renal crônica
author Almeida, Patricia Pereira de
author_facet Almeida, Patricia Pereira de
author_role author
dc.contributor.author.fl_str_mv Almeida, Patricia Pereira de
dc.contributor.advisor1.fl_str_mv Pinto, Milena Barcza Stockler
dc.contributor.advisor1Lattes.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/4659615437859275
dc.contributor.referee1.fl_str_mv Magliano, D'Angelo Carlo
dc.contributor.referee2.fl_str_mv Gomes, Ana Lúcia Tavares
dc.contributor.referee2Lattes.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/2371748267138577
dc.contributor.referee3.fl_str_mv Cardozo, Ludmilla Ferreira Medeiros de França
dc.contributor.referee3Lattes.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/2547887546741044
dc.contributor.referee4.fl_str_mv Daleprane, Julio Beltrame
dc.contributor.referee4Lattes.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/6027048461430935
dc.contributor.referee5.fl_str_mv Rêgo, Amanda Mendes
dc.contributor.referee5Lattes.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/2686422835520269
contributor_str_mv Pinto, Milena Barcza Stockler
Magliano, D'Angelo Carlo
Gomes, Ana Lúcia Tavares
Cardozo, Ludmilla Ferreira Medeiros de França
Daleprane, Julio Beltrame
Rêgo, Amanda Mendes
dc.subject.keyword.pt_BR.fl_str_mv Doença renal crônica
Aspartame
Sucralose
topic Doença renal crônica
Aspartame
Sucralose
Distúrbio mineral e ósseo na doença renal crônica
Aspartame
Edulcorante
Produção intelectual
Chronic kidney disease
Aspartame
Sucralose
dc.subject.descriptor.pt_BR.fl_str_mv Distúrbio mineral e ósseo na doença renal crônica
Aspartame
Edulcorante
Produção intelectual
dc.subject.keywordother.pt_BR.fl_str_mv Chronic kidney disease
Aspartame
Sucralose
description A doença renal crônica (DRC) e sua progressão é associado e influenciado por padrões dietéticos e padrões alimentares. Nesse sentido, os efeitos que o consumo de adoçantes artificiais por parte destes pacientes é pouco esclarecido. Evidências recentes indicam que esses compostos podem modular negativamente o ambiente intestinal, promovendo disbiose, alterações de permeabilidade e ativação de vias inflamatórias e de estresse oxidativo. Esses efeitos são particularmente relevantes na DRC, que cursa com inflamação crônica sistêmica e disfunção do eixo intestino–rim, podendo agravar alterações metabólicas e intestinais com potenciais implicações clínicas. HIPÓTESE CIENTÍFICA: Adoçantes artificiais exercem e agravam alterações metabólicas e intestinais presentes na DRC. OBJETIVO: Avaliar os efeitos do consumo de aspartame e sucralose sobre parâmetros metabólicos e intestinais em um modelo experimental de DRC. MATERIAL E MÉTODOS: Ratos Wistar machos (90 dias) foram distribuídos em seis grupos: Sham (n=10), nefrectomia 5/6 (Nx, n=8), Nx tratados com aspartame (40 ou 50 mg/kg/dia) ou sucralose (5 ou 15 mg/kg/dia). As doses foram baseadas nos limites máximos de ingestão diária recomendados pela Food and Drug Administration e pela European Food Safety Authority. Durante oito semanas, foram avaliadas massa corporal, ingestão alimentar e hídrica; na última semana, realizaram-se o teste oral de tolerância à glicose (TOTG), avaliações comportamentais e de motilidade. Análises bioquímicas, incluindo marcadores de função e dano renal, estresse oxidativo e hormônios relacionados ao apetite foram realizadas. A expressão gênica de fatores relacionados à inflamação e à integridade da barreira intestinal foi avaliada por PCR em tempo real. RESULTADOS: O grupo NxA40 apresentou glicemia aos 30 minutos do TOTG superior ao Nx (p=0,0053). A concentração plasmática de TBARS foi menor no NxA50 em comparação ao Nx (p=0,0022). As proteínas carboniladas plasmáticas aumentaram em NxA40 e NxA50 em relação ao Nx (p=0,0003 e p=0,0307, respectivamente), e houve aumento no cólon no NxA40 (p=0,0214). O NxA40 apresentou menor espessura da camada neuromuscular em comparação ao NxA50 (p=0,0293) e menor expressão de Cldn2 em relação ao Nx (p=0,0053). O grupo NxS5 apresentou maior massa corporal nas semanas finais (p=0,05) e glicemia aos 30 minutos do TOTG aumentada em relação ao Nx (p=0,0193). O NxS5 apresentou valores superiores de ureia (p=0,0160) e creatinina sérica (p=0,0461), além de redução da TFG (p=0,0251) em comparação ao Nx, bem como ureia maior que o NxS15 (p=0,0065). A concentração plasmática de peroxidação lipídica foi menor no NxS5 em relação ao Nx (p=0,0005), enquanto no rim aumentou em NxS5 e NxS15 (p=0,0292 e p=0,0282). As proteínas carboniladas plasmáticas aumentaram em ambos os grupos (p=0,0129 e p=0,0020, respectivamente). O NxS5 apresentou maior expressão de Muc2 em comparação ao Nx (p=0,0136). CONCLUSÃO: O aspartame promoveu alterações na resposta glicêmica pós-prandial e na expressão colônica de Cldn2. A sucralose esteve associada à piora da função renal, aumento do estresse oxidativo renal e maior expressão colônica de Muc2, evidenciando efeitos específicos de cada adoçante em um modelo pré-clínico de DRC.
publishDate 2026
dc.date.accessioned.fl_str_mv 2026-08-27T18:05:10Z
dc.date.available.fl_str_mv 2026-08-27T18:05:10Z
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/doctoralThesis
format doctoralThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.citation.fl_str_mv ALMEIDA, Patricia Pereira de. Efeito do consumo de aspartame e sucralose em parâmetros metabólicos e intestinais em modelo pré-clínico de doença renal crônica. 2026. 128 f. Tese (Doutorado em Patologia) – Programa de Pós-Graduação em Patologia, Faculdade de Medicina, Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2026.
dc.identifier.uri.fl_str_mv https://app.uff.br/riuff/handle/1/44127
identifier_str_mv ALMEIDA, Patricia Pereira de. Efeito do consumo de aspartame e sucralose em parâmetros metabólicos e intestinais em modelo pré-clínico de doença renal crônica. 2026. 128 f. Tese (Doutorado em Patologia) – Programa de Pós-Graduação em Patologia, Faculdade de Medicina, Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2026.
url https://app.uff.br/riuff/handle/1/44127
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv CC-BY-NC
info:eu-repo/semantics/openAccess
rights_invalid_str_mv CC-BY-NC
eu_rights_str_mv openAccess
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF)
instname:Universidade Federal Fluminense (UFF)
instacron:UFF
instname_str Universidade Federal Fluminense (UFF)
instacron_str UFF
institution UFF
reponame_str Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF)
collection Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF)
bitstream.url.fl_str_mv https://app.uff.br/riuff/bitstream/1/44127/1/Tese%20-%20Patricia%20Pereira%20de%20Almeida.pdf
https://app.uff.br/riuff/bitstream/1/44127/2/license.txt
bitstream.checksum.fl_str_mv 968eb18f3ff3f10af63a6a7630e8dee7
43cd690d6a359e86c1fe3d5b7cba0c9b
bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv MD5
MD5
repository.name.fl_str_mv Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF) - Universidade Federal Fluminense (UFF)
repository.mail.fl_str_mv riuff@id.uff.br
_version_ 1881031975884554240