A Guerra das Castanheiras da Cione (Fortaleza-CE, 1968): contra-hegemonia, consciência de classe e memórias de luta

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Ramos, Marcelo Henrique Bezerra
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/87559/00130000092h9
Idioma: por
Instituição de defesa: Niterói
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://app.uff.br/riuff/handle/1/13413
Resumo: Em finais de 1968 centenas de castanheiras (operárias da indústria da extração de óleo da castanha de caju) da Companhia Industrial de Óleos do Nordeste – CIONE (Fortaleza-CE) organizaram uma greve para reivindicar melhores salários e condições de trabalho desenvolvendo-se numa crítica à lógica da exploração sofrida pelas trabalhadoras e ao papel do patrão e do Estado na opressão de classe. Este é um período de ditadura empresarial militar no Brasil, marcado pelo aumento da coerção na sociedade, cerceamento das liberdades políticas, perseguição aos movimentos sociais e arrocho sobre os salários e a vida dos e das trabalhadoras, a fim de garantir melhores condições para a produção e reprodução do Capital no Brasil. Portanto, buscamos entender o processo de organização política e construção de consciência de classe entre estas trabalhadoras, identificando aparelhos privados de hegemonia para organização dessa ação política, que enfrentaram o projeto hegemônico e a coerção aplicada pelo Estado, contribuindo no movimento contra-hegemônico que marcou 1968 como o ano de maior resistência dos subalternos ao regime militar, tais como as greves dos metalúrgicos de Osasco-SP e Contagem-MG, e a greve dos trabalhadores rurais da zona da mata pernambucana. Nós, por escolha temática e metodológica a partir do que achamos mais importante a destacar no momento a partir do nosso trabalho com as fontes, nos esforçamos para dar um maior aprofundamento a um aspecto em si da greve, os processos de transformação da consciência de classe no processo de construção do movimento e da greve, relacionando as questões de raça e gênero com o processo de formação de classe. Qual era a consciência que as operárias tinham da sua situação de trabalho? Como as operárias se conscientizaram da necessidade de se organizarem e empreenderem luta contra o patrão? Como o conflito de classes na CIONE, evidenciado sobretudo através da greve, contribuiu para a construção de uma consciência de classe entre os e as sujeitas envolvidas? Como age a greve sobre a consciência de classe? Quem eram os aparelhos de classe que agiram na greve? Qual papel desses aparelhos na construção de uma consciência política de classe? Esses aparelhos privados conseguiram efetivamente disputar a hegemonia em 1968?
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