Olhares possíveis sobre a crise: medicalização da vida e práticas de cuidado no contemporâneo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Reis, Anna Luiza Ragonha dos
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/87559/001300001cj8s
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://app.uff.br/riuff/handle/1/39543
Resumo: A presente dissertação realiza um questionamento do modelo acionado (e priorizado) na produção de cuidado e saúde no contemporâneo. Por meio de um personagem conceitual que narra uma crise, problematiza como criar um cuidado em meio a era medicalizante, onde vem se atualizando práticas de silenciamento e anestesiamento frente às dificuldades próprias da vida, tornando patológicos processos banais e cotidianos. Partindo do pressuposto que nos é ofertado um modelo pronto e bastante engessado de saúde e cuidado, questiona como criar um cuidado para além de práticas médicas/terapêuticas/ortopédicas, buscando entender que o cuidado não envolve apenas o plano dos remédios e especialistas. Problematiza também, e busca diferenciar ao longo de toda dissertação, a noção de medicados e medicalizados, interrogando inclusive o próprio conceito de medicalização, desacomodando tal categoria de uma suposta universalidade que naturaliza/generaliza práticas. Utilizando um momento de crise para pensá-lo como instauração de outra subjetividade, para além de um plano meramente patológico, problematiza-se também se o excesso de diagnósticos, tão em voga na era medicalizante, não poderiam ser pensados de um modo menos biológico e mais político, entendendo que, para eles, poderiam ser pensadas práticas e políticas outras, para além de apenas medicar. A dissertação tem como intercessores M. Foucault e seus estudos sobre biopoder e cuidado de si; Nietzsche e o tema da grande saúde, além de algumas inspirações de autores da Filosofia da Diferença e do movimento institucionalista francês.
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