Avaliação da inoculação vaginal de Leptospira santarosai no estudo da lepstospirose genital em hamsters experimentalmente infectados
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://app.uff.br/riuff/handle/1/40439 |
Resumo: | A leptospirose é uma doença bacteriana de importância na saúde pública devido ao seu potencial zoonótico e na economia, pois afeta cronicamente a eficiência reprodutiva de animais de produção, ocasionando infertilidade, maiores intervalos entre partos, entre outros problemas. As infecções experimentais com hamster Golden Syrian (Mesocricetus auratus) mimetizam a infecção natural de forma controlada e permitem comparar diferentes vias de inoculação, verificando a soroconversão e a capacidade de migração e colonização nos tecidos, principalmente nos tratos genital e renal. Assim, este estudo teve por objetivo avaliar o uso da via genital de inoculação de Leptospira santarosai sorovar Guaricura no modelo de infecção genital crônica em hamsters experimentalmente infectados. Foram estudadas 30 hamsters adultas com ciclo estral na fase de proestro ou estro. Os ensaios ocorreram no Biotério de Experimentação em Microbiologia e Parasitologia do Instituto Biomédico/UFF. Os animais foram inoculados pelas vias intravaginal (IVG) e intraperitoneal (IP). A infectividade foi avaliada por hemocultura e PCR de sangue no 4o dia pós-inoculação (d.p.i.), com acompanhamento de até 40 dias. Amostras de tecidos genitais, renais, hepáticos e pulmonares foram coletadas para cultura e PCR. Todas as hamsters foram infectadas com sucesso, evidenciado pela soroconversão a partir do 7o d.p.i., independentemente da via de inoculação, mantendo-se sororreativas até o 40o d.p.i. No grupo IVG, 53,3% dos animais apresentaram bacteremia no 4o d.p.i., enquanto no grupo IP a taxa foi de 100%. A presença de leptospiras viáveis e DNA bacteriano em diferentes tecidos confirmou a colonização sistêmica, incluindo o trato genital. Não houve diferenças estatisticamente significativas entre cultura e PCR, embora o grupo IP tenha apresentado maior número absoluto de positivos. Em conjunto, esses achados demonstram que a via intravaginal é eficaz para estabelecer infecção ativa e colonização em hamsters, constituindo um modelo experimental relevante por mimetizar de forma mais próxima a rota natural de transmissão. O modelo proposto representa uma alternativa promissora para o estudo da leptospirose genital, podendo servir como plataforma para avaliação de estratégias de imunização de mucosa e contribuir para o avanço na pesquisa de vacinas mais eficazes. Estudos futuros devem explorar a resposta imunológica celular, a persistência a longo prazo da infecção por essa via e a aplicação do modelo em outras espécies. |
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Avaliação da inoculação vaginal de Leptospira santarosai no estudo da lepstospirose genital em hamsters experimentalmente infectadosLeptospirasColonização uterinaHamstersLeptospiroseInfecção GenitalCiclo EstralInfertilidadeLeptospiresUterine colonizationHamstersA leptospirose é uma doença bacteriana de importância na saúde pública devido ao seu potencial zoonótico e na economia, pois afeta cronicamente a eficiência reprodutiva de animais de produção, ocasionando infertilidade, maiores intervalos entre partos, entre outros problemas. As infecções experimentais com hamster Golden Syrian (Mesocricetus auratus) mimetizam a infecção natural de forma controlada e permitem comparar diferentes vias de inoculação, verificando a soroconversão e a capacidade de migração e colonização nos tecidos, principalmente nos tratos genital e renal. Assim, este estudo teve por objetivo avaliar o uso da via genital de inoculação de Leptospira santarosai sorovar Guaricura no modelo de infecção genital crônica em hamsters experimentalmente infectados. Foram estudadas 30 hamsters adultas com ciclo estral na fase de proestro ou estro. Os ensaios ocorreram no Biotério de Experimentação em Microbiologia e Parasitologia do Instituto Biomédico/UFF. Os animais foram inoculados pelas vias intravaginal (IVG) e intraperitoneal (IP). A infectividade foi avaliada por hemocultura e PCR de sangue no 4o dia pós-inoculação (d.p.i.), com acompanhamento de até 40 dias. Amostras de tecidos genitais, renais, hepáticos e pulmonares foram coletadas para cultura e PCR. Todas as hamsters foram infectadas com sucesso, evidenciado pela soroconversão a partir do 7o d.p.i., independentemente da via de inoculação, mantendo-se sororreativas até o 40o d.p.i. No grupo IVG, 53,3% dos animais apresentaram bacteremia no 4o d.p.i., enquanto no grupo IP a taxa foi de 100%. A presença de leptospiras viáveis e DNA bacteriano em diferentes tecidos confirmou a colonização sistêmica, incluindo o trato genital. Não houve diferenças estatisticamente significativas entre cultura e PCR, embora o grupo IP tenha apresentado maior número absoluto de positivos. Em conjunto, esses achados demonstram que a via intravaginal é eficaz para estabelecer infecção ativa e colonização em hamsters, constituindo um modelo experimental relevante por mimetizar de forma mais próxima a rota natural de transmissão. O modelo proposto representa uma alternativa promissora para o estudo da leptospirose genital, podendo servir como plataforma para avaliação de estratégias de imunização de mucosa e contribuir para o avanço na pesquisa de vacinas mais eficazes. Estudos futuros devem explorar a resposta imunológica celular, a persistência a longo prazo da infecção por essa via e a aplicação do modelo em outras espécies.Leptospirosis is a bacterial disease of public health importance due to its zoonotic potential, as well as an economic concern, since it chronically affects the reproductive efficiency of livestock, leading to infertility, prolonged intervals between births, and other issues. Experimental infections using Golden Syrian hamsters (Mesocricetus auratus) mimic natural infection in a controlled manner and make it possible to compare different inoculation routes, observing seroconversion and the bacteria’s ability to migrate and colonize tissues, especially in the genital and renal tracts. Therefore, this study aimed to evaluate the genital route of inoculation of Leptospira santarosai serovar Guaricura in a chronic genital leptospirosis infection model using experimentally infected hamsters. A total of 30 adult female hamsters were studied, all in the proestrus or estrus phase of the estrous cycle. The experiments were conducted at the Experimental Animal Facility for Microbiology and Parasitology at the Biomedical Institute/UFF. Animals were inoculated via the intravaginal route (IVG) or the intraperitoneal route (IP). Infectivity was assessed through hemoculture and PCR of blood samples collected on the fourth day post-inoculation (p.i.), with follow-up for up to 40 days. Tissue samples from the genital, renal, hepatic, and pulmonary systems were collected for bacterial culture and PCR analysis. All hamsters used in the experiment were successfully infected, as evidenced by seroconversion from day 7 onwards, regardless of the route of infection, remaining seroreactive until day 40. In the IVG group, 53.3% of animals presented bacteremia on day 4, while in the IP group the rate was 100%. The presence of viable leptospires and bacterial DNA in various tissues confirmed systemic colonization, including the genital tract. There were no statistically significant differences between culture and PCR, although the IP group had a higher absolute number of positives. Taken together, these findings demonstrate that the vaginal route is effective in establishing active infection and colonization in hamsters, constituting a relevant experimental model because it more closely mimics the natural route of transmission. The proposed model represents a promising alternative for the study of genital leptospirosis and may serve as a platform for evaluating mucosal immunization strategies, contributing to the advancement of more effective vaccine research. Future studies should explore the cellular immune response, the long-term persistence of infection via this route, and the application of the model to other species.72 p.Lilenbaum, Walterhttp://lattes.cnpq.br/3841728866904262Silva, Cristina Barbosa dahttp://lattes.cnpq.br/5115217233719876Barbosa, Alynne da Silvahttp://lattes.cnpq.br/5840756311006006Santos, Aline Vieira Pinheiro doshttp://lattes.cnpq.br/4988941235566855http://lattes.cnpq.br/9466945483153582Soares, Kelly Cristina Ribeiro da Silva2025-10-09T16:31:50Z2025-10-09T16:31:50Zinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://app.uff.br/riuff/handle/1/40439CC-BY-SAinfo:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF)instname:Universidade Federal Fluminense (UFF)instacron:UFF2025-10-09T16:31:51Zoai:app.uff.br:1/40439Repositório InstitucionalPUBhttps://app.uff.br/oai/requestriuff@id.uff.bropendoar:21202025-10-09T16:31:51Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF) - Universidade Federal Fluminense (UFF)false |
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