Canto gregoriano e silêncio: dialogando com o universo sonoro de um mosteiro beneditino

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Bernardes, Rogéria Guimarães Alves
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://app.uff.br/riuff/handle/1/40315
Resumo: Esta pesquisa se propôs a estabelecer um diálogo com o monaquismo beneditino, a partir de seu universo sonoro: canto gregoriano e silêncio. A fim de compreendermos e situarmos a figura do monge beneditino nos contextos sociais, traçamos, inicialmente, uma retrospectiva histórico-religiosa das origens do movimento monacal, passando por sua evolução, consolidação e desdobramentos, no medievo, chegando até a atualidade. Construímos, neste processo, a trajetória desse movimento, que se inicia com a figura dos “padres do deserto”, a partir do século IV, e que percorre todo o período medieval, influenciando os aspectos históricos, políticos e sociais de tal contexto. Ao longo dessa trajetória, detivemo-nos sobre a figura de Bento de Núrsia, do documento que lhe é atribuído, conhecido como Regra de São Bento, e do movimento monacal beneditino, que a partir do século VI, assume grande relevância na difusão do cristianismo e na expansão das fronteiras da cristandade ocidental. Entramos, assim, em contato com a importância da Regra de São Bento, que organiza a rotina monástica em atividades manuais, intelectuais e espirituais, estabelecendo, como a principal atividade do dia, os momentos de oração comunitária ou Liturgia das Horas. No cotidiano monástico, observamos a importância do universo sonoro que, através do silêncio e do canto gregoriano, assume, no contexto de um mosteiro, outras conotações. Do conhecimento das tradições, costumes e práticas religiosas de tal movimento, procuramos ampliar os nossos diálogos iniciais, percebendo tratar-se da complexidade de um diálogo intercultural. Nesse sentido, para compreendermos a cultura monástica em contraposição à cultura predominante nas sociedades atuais, procuramos contextualizar o capitalismo e a formação da cultura capitalista, com suas características mercadológicas e utilitárias, capaz de produzir processos de subjetivação. A partir daí, abrimos um espaço para reflexão sobre a capacidade de crítica, de resistência e de singularização da cultura monástica, em relação à indústria cultural e à mercantilização da existência, próprias das sociedades capitalistas.
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Ao longo dessa trajetória, detivemo-nos sobre a figura de Bento de Núrsia, do documento que lhe é atribuído, conhecido como Regra de São Bento, e do movimento monacal beneditino, que a partir do século VI, assume grande relevância na difusão do cristianismo e na expansão das fronteiras da cristandade ocidental. Entramos, assim, em contato com a importância da Regra de São Bento, que organiza a rotina monástica em atividades manuais, intelectuais e espirituais, estabelecendo, como a principal atividade do dia, os momentos de oração comunitária ou Liturgia das Horas. No cotidiano monástico, observamos a importância do universo sonoro que, através do silêncio e do canto gregoriano, assume, no contexto de um mosteiro, outras conotações. Do conhecimento das tradições, costumes e práticas religiosas de tal movimento, procuramos ampliar os nossos diálogos iniciais, percebendo tratar-se da complexidade de um diálogo intercultural. 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We, in this process, the trajectory of this movement, which begins with the figure of the "desert fathers", from the 4th century, and traverses the entire medieval period, influencing the historical, political and social aspects of this context and being influenced by them. Along this trajectory, we on the importance of the figure of St. Benedict, the document assigned to it, known as the Rule of St. Benedict and Benedictine monastic movement, which from the 6th century, takes on great importance in the spread of Christianity and the expansion of the frontiers of Western Christendom. We then contact you with the importance of rule of St Benedict, which organises the monastic routine, manual activities, spiritual and intellectual, as the main activity of the day, the moments of common prayer or liturgy of the hours. We emphasize the importance assumed by the silence, by salmodias and by the Gregorian chant in the monastic life. Knowledge of traditions, customs and religious practices of such a move, we seek to expand our dialogues, realizing that this is a more complex cultural dialogue. Thus, to understand the monastic culture as opposed to the predominant culture in current societies, we plot a contextualization of capitalism and the formation of capitalist culture, with its market features and utility, capable of producing processes of subjectivation. Then reflect on the critical capacity, strength and singularity of monastic culture, in relation to the cultural industry and the commodification of life, own capitalist societies.151 f.Almeida, Leonardo Pinto dehttp://lattes.cnpq.br/6584081376439051Ferreira, Marcelo SantanaDuarte, Francisco Ricardohttp://lattes.cnpq.br/8154169835797694Bernardes, Rogéria Guimarães Alves2025-10-02T16:37:52Z2025-10-02T16:37:52Zinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfBERNARDES, Rogéria Guimarães Alves. Canto gregoriano e silêncio: dialogando com o universo sonoro de um mosteiro beneditino. 2013. 151 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia) – Programa de Pós-Graduação em Psicologia, Instituto de Psicologia, Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2013.https://app.uff.br/riuff/handle/1/40315CC-BY-SAinfo:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF)instname:Universidade Federal Fluminense (UFF)instacron:UFF2025-10-02T16:37:54Zoai:app.uff.br:1/40315Repositório InstitucionalPUBhttps://app.uff.br/oai/requestriuff@id.uff.bropendoar:21202025-10-02T16:37:54Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF) - Universidade Federal Fluminense (UFF)false
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