Acessibilidade Digital e Inclusão: o que podemos aprender com a ética hacker?

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Magalhães, Maria Paula Gonzaga
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/87559/001300001bz88
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://app.uff.br/riuff/handle/1/40215
Resumo: Esta dissertação discute a construção de uma cultura de inclusão e acessibilidade no ambiente escolar, por meio de uma pesquisa-intervenção realizada com estudantes do 5º ano do Ensino Fundamental da Escola Municipal Júlia Cortines. Ancorada na metodologia cartográfica e nos princípios da ética hacker, a investigação adotou como eixo central a promoção da acessibilidade digital e da reflexão crítica sobre o capacitismo, explorando dispositivos pedagógicos que favorecessem o protagonismo infantil e a produção coletiva de conhecimento. O percurso foi constituído por uma sequência de oficinas que mobilizaram experiências sensoriais, práticas audiovisuais, discussões sobre linguagem e representações midiáticas, além da criação de um curta-metragem. A pesquisa articulou teoria e prática ao reconhecer a escola como espaço de disputas simbólicas e de produção de subjetividades, tensionando normas e ampliando o repertório dos estudantes sobre inclusão. Os desafios enfrentados, como a precariedade da infraestrutura, a limitação no acesso à internet e a necessidade de adaptação às especificidades dos sujeitos, revelaram a complexidade de uma prática pedagógica verdadeiramente inclusiva. Ao mesmo tempo, a participação ativa dos estudantes, suas produções discursivas e seus deslocamentos de perspectiva demonstraram a potência formativa das experiências vividas. A experiência demonstra que a inclusão não se realiza apenas pela presença física de estudantes com deficiência, mas pela reconfiguração das formas de ensinar, aprender e se relacionar com a diferença. A experiência evidenciou que a acessibilidade deve ser entendida como um direito, e não como uma concessão, sendo fundamental a construção de uma educação que seja sensível às singularidades e comprometida com a justiça social. Esta dissertação, portanto, não apresenta uma conclusão definitiva, mas aponta caminhos para a invenção de práticas educativas mais abertas, afetivas e colaborativas, nas quais a inclusão seja vivida como experiência ética e política cotidiana.
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A pesquisa articulou teoria e prática ao reconhecer a escola como espaço de disputas simbólicas e de produção de subjetividades, tensionando normas e ampliando o repertório dos estudantes sobre inclusão. Os desafios enfrentados, como a precariedade da infraestrutura, a limitação no acesso à internet e a necessidade de adaptação às especificidades dos sujeitos, revelaram a complexidade de uma prática pedagógica verdadeiramente inclusiva. Ao mesmo tempo, a participação ativa dos estudantes, suas produções discursivas e seus deslocamentos de perspectiva demonstraram a potência formativa das experiências vividas. A experiência demonstra que a inclusão não se realiza apenas pela presença física de estudantes com deficiência, mas pela reconfiguração das formas de ensinar, aprender e se relacionar com a diferença. A experiência evidenciou que a acessibilidade deve ser entendida como um direito, e não como uma concessão, sendo fundamental a construção de uma educação que seja sensível às singularidades e comprometida com a justiça social. Esta dissertação, portanto, não apresenta uma conclusão definitiva, mas aponta caminhos para a invenção de práticas educativas mais abertas, afetivas e colaborativas, nas quais a inclusão seja vivida como experiência ética e política cotidiana.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)This dissertation discusses the construction of a culture of inclusion and accessibility within the school environment, through an intervention-based research project carried out with 5th grade students at Escola Municipal Júlia Cortines. Anchored in cartographic methodology and the principles of hacker ethics, the investigation focused on promoting digital accessibility and fostering critical reflection on ableism, exploring pedagogical strategies that encouraged children’s protagonism and the collective production of knowledge. The process involved a sequence of workshops that mobilized sensory experiences, audiovisual practices, discussions on language and media representations, and the creation of a short film. The research articulated theory and practice by recognizing the school as a space of symbolic disputes and the production of subjectivities, challenging norms and expanding students’ understanding of inclusion. The challenges faced—such as poor infrastructure, limited internet access, and the need to adapt to the specificities of each student—highlighted the complexity of genuinely inclusive pedagogical practices. At the same time, the students’ active participation, discursive productions, and shifts in perspective demonstrated the formative potential of lived experiences. The experience shows that inclusion is not achieved merely through the physical presence of students with disabilities but through a reconfiguration of the ways of teaching, learning, and relating to difference. It also revealed that accessibility must be understood as a right, not a concession, underscoring the need to build an education system that is sensitive to individual singularities and committed to social justice. This dissertation does not present a definitive conclusion but instead points to pathways for inventing more open, affective, and collaborative educational practices, in which inclusion is experienced as an ethical and political act embedded in everyday life.170 f.Silva, Dagmar de Mello eFerreira, Helen PereiraLeme, ÉrikaMaddalena, Tania LucíaMagalhães, Maria Paula Gonzaga2025-09-26T12:16:48Z2025-09-26T12:16:48Zinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfMAGALHÃES, Maria Paula Gonzaga. Acessibilidade Digital e Inclusão: o que podemos aprender com a ética hacker?. 2025. 170 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Programa de Pós-Graduação em Educação, Faculdade de Educação, Universidade Federal Fluminense, 2025.https://app.uff.br/riuff/handle/1/40215ark:/87559/001300001bz88CC-BY-SAinfo:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF)instname:Universidade Federal Fluminense (UFF)instacron:UFF2025-09-26T12:16:49Zoai:app.uff.br:1/40215Repositório InstitucionalPUBhttps://app.uff.br/oai/requestriuff@id.uff.bropendoar:21202025-09-26T12:16:49Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF) - Universidade Federal Fluminense (UFF)false
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