Multipolar anisotropy studies of cosmic rays detected with the Pierre Auger Observatory and long-term calibration of the Auger Engineering radio array using the diffuse galatic radio emission

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2026
Autor(a) principal: Santos, Diego Correia dos
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://app.uff.br/riuff/handle/1/42835
Resumo: Mais de um século após a descoberta dos raios cósmicos, importantes questões permanecem em aberto sobre essas partículas, especialmente aquelas de ultra-alta energia. Embora o Observatório Pierre Auger tenha alterado radicalmente nossa compreensão sobre estas partículas, a origem, composição química e os mecanismos de aceleração ainda são desconhecidos. Apresentamos três estudos que se somam a esforços para responder estas questões. O primeiro se dedica ao estudo de anisotropias nas direções de chegada dos raios cósmicos. Atualizamos o espectro de potência angular reportado anteriormente e estendemos a análise para três novos bins de energia. Nenhum desvio de isotropia foi observado com excessão de um dipolo significativo para eventos com energias acima de 8 EeV, em acordo com resultados anteriores. Estimamos, pela primeira vez, os limites superiores para os multipolos, resultando em importantes restrições de modelos astrofísicos. Além disso, considerando que a reconstrução de raios cósmicos utilizando a emissão de rádio se tornou madura e será empregada cada vez mais nas próximas décadas, mudamos nosso foco para os detectores de rádio do Observatório Auger (AERA). Realizamos a calibração das antenas usando a emissão galáctica e estudamos seu comportamento ao longo do tempo, constatando a ausência de efeitos de envelhecimento. Isso é crucial para o monitoramento de outros tipos de detectores e para a determinação de uma escala de energia absoluta dos raios cósmicos. Por fim, investigamos os efeitos da atividade solar nos dados do AERA. Relatamos a observação de sinais deixados por Explosões Solares de Rádio. Al ́em disso, embora em uma faixa de frequência diferente do AERA, o aumento do nível de radiação X e ultravioleta extrema durante períodos de maior atividade solar também impacta os dados do AERA de duas maneiras: (i) fazendo com que a atmosfera reflita ondas de rádio emitidas por fontes terrestres distantes ou (ii) causando a degradação ou completa absorção de sinais de rádio se a radiação solar resultar em maior ionizição das camadas superiores ou inferiores da ionosfera, respectivamente.
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O primeiro se dedica ao estudo de anisotropias nas direções de chegada dos raios cósmicos. Atualizamos o espectro de potência angular reportado anteriormente e estendemos a análise para três novos bins de energia. Nenhum desvio de isotropia foi observado com excessão de um dipolo significativo para eventos com energias acima de 8 EeV, em acordo com resultados anteriores. Estimamos, pela primeira vez, os limites superiores para os multipolos, resultando em importantes restrições de modelos astrofísicos. Além disso, considerando que a reconstrução de raios cósmicos utilizando a emissão de rádio se tornou madura e será empregada cada vez mais nas próximas décadas, mudamos nosso foco para os detectores de rádio do Observatório Auger (AERA). Realizamos a calibração das antenas usando a emissão galáctica e estudamos seu comportamento ao longo do tempo, constatando a ausência de efeitos de envelhecimento. Isso é crucial para o monitoramento de outros tipos de detectores e para a determinação de uma escala de energia absoluta dos raios cósmicos. Por fim, investigamos os efeitos da atividade solar nos dados do AERA. Relatamos a observação de sinais deixados por Explosões Solares de Rádio. Al ́em disso, embora em uma faixa de frequência diferente do AERA, o aumento do nível de radiação X e ultravioleta extrema durante períodos de maior atividade solar também impacta os dados do AERA de duas maneiras: (i) fazendo com que a atmosfera reflita ondas de rádio emitidas por fontes terrestres distantes ou (ii) causando a degradação ou completa absorção de sinais de rádio se a radiação solar resultar em maior ionizição das camadas superiores ou inferiores da ionosfera, respectivamente.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível SuperiorMore than a century after the discovery of cosmic rays, important questions remain unanswered about these particles, especially those of ultra-high energy. Although the Pierre Auger Observatory has fundamentally changed our understanding of these particles, their origin, chemical composition, and acceleration mechanisms are still unknown. We present three studies that contribute to efforts to address these questions. The first is dedicated to the study of anisotropies in the arrival directions of cosmic rays. We updated the angular power spectrum previously reported and extended the analysis to three new energy bins. No deviation from isotropy was observed except for a significant dipole for events with energies above 8 EeV, consistent with previous results. We estimated, for the first time, upper limits for the multipole moments, resulting in important constraints on astrophysical models. Additionally, considering that the reconstruction of cosmic rays using radio emission has become mature and will be increasingly employed in the coming decades, we shifted our focus to the radio detectors of the Auger Observatory (AERA). We calibrated the antennas using Galactic emission and studied their behavior over time, finding no aging effects. This is crucial for monitoring other types of detectors and for determining an absolute energy scale for cosmic rays. Finally, we investigated the effects of solar activity on AERA data. We reported the observation of signals left by Solar Radio Bursts. Moreover, although in a different frequency range than AERA, the increase in X-ray and extreme ultraviolet radiation levels during periods of higher solar activity also impacts AERA data in two ways: (i) causing the atmosphere to reflect radio waves emitted by distant terrestrial sources or (ii) causing the degradation or complete absorption of radio signals if solar radiation results in higher ionization of the upper or lower layers of the ionosphere, respectively.159 p.Almeida, Rogério Menezes dehttp://lattes.cnpq.br/3531438717974837Nepomuceno, Andre Asevedohttp://lattes.cnpq.br/8863649038537415Chinellato, Carola Dobrigkeithttp://lattes.cnpq.br/0301569503177054Rangel, Murilo Santanahttp://lattes.cnpq.br/6961723193391123Giaccari, Ugo Gregoriohttp://lattes.cnpq.br/5564305890343601http://lattes.cnpq.br/3878638131934785Santos, Diego Correia dos2026-01-30T19:37:56Z2026-01-30T19:37:56Zinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfSANTOS, Diego Correia dos. Multipolar anisotropy studies of cosmic rays detected with the Pierre Auger Observatory and long-term calibration of the Auger Engineering radio array using the diffuse galatic radio emission. 2024. 159 p. Tese (Doutorado em Física) - Programa de Pós-Graduação em Física, Instituto de Física, Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2024.https://app.uff.br/riuff/handle/1/42835CC-BY-SAinfo:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF)instname:Universidade Federal Fluminense (UFF)instacron:UFF2026-01-30T19:37:56Zoai:app.uff.br:1/42835Repositório InstitucionalPUBhttps://app.uff.br/oai/requestriuff@id.uff.bropendoar:21202026-01-30T19:37:56Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF) - Universidade Federal Fluminense (UFF)false
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