Rachel de Queiroz: entre o jornalismo e a literatura
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://app.uff.br/riuff/handle/1/40726 |
Resumo: | Rachel de Queiroz costumava declarar que o jornalismo era sua “trincheira”, mas acreditamos que tenha sido a junção do jornalismo e da literatura que resultou em sua escrita mais potente. Não seria possível compreender Rachel apenas como jornalista ou apenas como literata, pois ela sintetiza ambas as habilidades. É um ser paradoxal diante da vida – sempre foi. Isso é especialmente interessante para uma escritora que tem coragem de se posicionar e escrever sobre os temas mais inusitados e complexos. Seu olhar transita entre diversas classes sociais, do homem ou da mulher simples do campo ao mais alto escalão da política. Trabalhar com suas crônicas é uma oportunidade de voltar no tempo, desafiar-se, e mergulhar em contextos históricos e sociais profundamente familiares e representativos da identidade brasileira, construídos por uma escritora que pode, de fato, ser vista como uma mulher de seu tempo. Este trabalho propõe uma análise de conteúdo, com ênfase em suas crônicas, focalizando o início da interseção entre jornalismo e literatura em sua obra. Pretendemos, ainda, observar criticamente as compilações cronísticas representadas pelas obras A Donzela e a Moura Torta (1948) e 100 Crônicas Escolhidas (1958). Dessa forma, procuramos traçar um panorama das crônicas da autora sobre as transformações sociais, analisando as contradições e os dilemas vividos pelos habitantes das cidades e também do interior, além de situar a importância desse gênero textual como reflexo das mudanças na sociedade. O aprofundamento teórico sobre as crônicas, nesta pesquisa, utiliza, como base inicial, os autores Antonio Candido, Davi Arrigucci Jr., Jorge de Sá, Heloisa Buarque de Holanda e Massaud Moisés. Seus estudos nos levaram a identificar esse rico acervo como um objeto de pesquisa relevante a ser explorado com mais rigor. Foram concentrados esforços na análise dos dados, a partir da coleta de seu material cronístico entre as décadas de 1940 e 1950, além do exame das crônicas em sua relação com o contexto histórico, a memória, a representação jornalística e a urbanidade. Entendemos que os periódicos e as crônicas estabelecem uma interação tanto com a historicidade quanto com os lugares da memória, o que torna Rachel de Queiroz uma escritora singular, que transita entre o jornalismo e a literatura, articulando o tempo dialético, o discurso das cidades, a história e a memória. Portanto, esperamos que este trabalho contribua para ampliar a visibilidade das crônicas da autora, tanto por sua qualidade estética quanto por seu valor de fonte histórica e social de uma sociedade em transformação. Rachel de Queiroz dedicou- se por mais de setenta anos à escrita de crônicas, vivenciando e registrando seu tempo, o que lhe garante uma posição relevante na esfera cronística brasileira do século XX. |
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Rachel de Queiroz costumava declarar que o jornalismo era sua “trincheira”, mas acreditamos que tenha sido a junção do jornalismo e da literatura que resultou em sua escrita mais potente. Não seria possível compreender Rachel apenas como jornalista ou apenas como literata, pois ela sintetiza ambas as habilidades. É um ser paradoxal diante da vida – sempre foi. Isso é especialmente interessante para uma escritora que tem coragem de se posicionar e escrever sobre os temas mais inusitados e complexos. Seu olhar transita entre diversas classes sociais, do homem ou da mulher simples do campo ao mais alto escalão da política. Trabalhar com suas crônicas é uma oportunidade de voltar no tempo, desafiar-se, e mergulhar em contextos históricos e sociais profundamente familiares e representativos da identidade brasileira, construídos por uma escritora que pode, de fato, ser vista como uma mulher de seu tempo. Este trabalho propõe uma análise de conteúdo, com ênfase em suas crônicas, focalizando o início da interseção entre jornalismo e literatura em sua obra. Pretendemos, ainda, observar criticamente as compilações cronísticas representadas pelas obras A Donzela e a Moura Torta (1948) e 100 Crônicas Escolhidas (1958). Dessa forma, procuramos traçar um panorama das crônicas da autora sobre as transformações sociais, analisando as contradições e os dilemas vividos pelos habitantes das cidades e também do interior, além de situar a importância desse gênero textual como reflexo das mudanças na sociedade. O aprofundamento teórico sobre as crônicas, nesta pesquisa, utiliza, como base inicial, os autores Antonio Candido, Davi Arrigucci Jr., Jorge de Sá, Heloisa Buarque de Holanda e Massaud Moisés. Seus estudos nos levaram a identificar esse rico acervo como um objeto de pesquisa relevante a ser explorado com mais rigor. Foram concentrados esforços na análise dos dados, a partir da coleta de seu material cronístico entre as décadas de 1940 e 1950, além do exame das crônicas em sua relação com o contexto histórico, a memória, a representação jornalística e a urbanidade. Entendemos que os periódicos e as crônicas estabelecem uma interação tanto com a historicidade quanto com os lugares da memória, o que torna Rachel de Queiroz uma escritora singular, que transita entre o jornalismo e a literatura, articulando o tempo dialético, o discurso das cidades, a história e a memória. Portanto, esperamos que este trabalho contribua para ampliar a visibilidade das crônicas da autora, tanto por sua qualidade estética quanto por seu valor de fonte histórica e social de uma sociedade em transformação. Rachel de Queiroz dedicou- se por mais de setenta anos à escrita de crônicas, vivenciando e registrando seu tempo, o que lhe garante uma posição relevante na esfera cronística brasileira do século XX. |
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