Estudo do HLA-G circulante e associado à vesículas extracelulares plasmáticas em pacientes com lesões melanocíticas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2026
Autor(a) principal: Krebs, Kianny Kimberly Silva
Orientador(a): Silva, Istéfani Luciene Dayse da lattes
Banca de defesa: Paiva, Luciana Souza de lattes, Martins, Mariana Renovato lattes, Vieira, Bárbara Lúcia Morais de Oliveira lattes
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://app.uff.br/riuff/handle/1/43705
Resumo: Derivado de melanócitos, o melanoma é uma neoplasia maligna cutânea altamente agressiva e heterogênea. Sua capacidade de evasão imunológica é acentuada, especialmente quando a expressão de moléculas imunomoduladoras são induzidas, como o antígeno leucocitário humano G (HLA-G, do inglês Human Leukocyte Antigen G). Em associação com vesículas extracelulares (EVs, do inglês Extracellular Vesicles), importantes partículas com função de comunicação celular e amplamente descritas na facilitação tumoral, o HLA-G poderia ter seus mecanismos imunossupressores exacerbados. Hipotetizamos, portanto, que várias fontes de HLA-G estariam associadas à progressão do melanoma e os objetivos principais foram a quantificação desta molécula (solúvel circulante: sHLA-G; associado à superfície das EVs: LEVs-HLA-G+; e como carga intravesicular: int-HLA-G) e a caracterização das EVs de acordo com as recomendações internacionais (MISEV2023). Assim, a partir de um desenho transversal prospectivo, incluímos 68 participantes de estudo atendidos no Hospital Universitário Antônio Pedro, com idades superiores a 18 anos, diagnóstico de nevo melanocítico ou melanoma e indicação de excisão cirúrgica da lesão. As EVs foram isoladas por um protocolo de centrifugação diferencial e dispomos da utilização da citometria de fluxo em nanoescala, análise de rastreamento de nanopartículas, microscopia eletrônica de transmissão e ensaios de imunoadsorção enzimáticos para as análises. Também foram realizados ensaios funcionais in vitro. As concentrações de sHLA-G foram significativamente elevadas em indivíduos com melanoma e mostrou-se um preditor independente após análises de regressão logística. Além disso, sHLA-G também esteve aumentado quando as lesões acometiam regiões de cabeça e pescoço, sítios de piores prognósticos no melanoma. Surpreendentemente, em pacientes com nevos, o histórico de neoplasia prévia esteve associado a um aumento de 38 mil EVs totais a mais do que nos pacientes com melanoma. Também identificamos que este histórico, nos mesmos indivíduos, mostrou influenciar as formas de HLA-G associadas às EVs, sugerindo uma reprogramação pró-secretora de células do sistema imunológico ou ativação crônica do microambiente afetado. Por fim, quando tratamos leucócitos com HLA-G recombinante ou EVs derivadas de nossos pacientes, observamos uma secreção aumentada de IL-6, corroborando nossa ideia de que o HLA-G se utiliza de vários mecanismos para a manutenção de estados imunossupressores favoráveis à progressão tumoral. Dessa forma, estes e outros resultados foram publicados na revista Frontiers in Immunology, sob o manuscrito intitulado “Soluble HLA-G is related to malignant melanocytic lesions and previous oncological disease may increase circulating HLA-G bearing large extracellular vesicles”, onde descrevemos, em especial, o sHLA-G como um marcador promissor para prever lesões melanocíticas malignas.
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Sua capacidade de evasão imunológica é acentuada, especialmente quando a expressão de moléculas imunomoduladoras são induzidas, como o antígeno leucocitário humano G (HLA-G, do inglês Human Leukocyte Antigen G). Em associação com vesículas extracelulares (EVs, do inglês Extracellular Vesicles), importantes partículas com função de comunicação celular e amplamente descritas na facilitação tumoral, o HLA-G poderia ter seus mecanismos imunossupressores exacerbados. Hipotetizamos, portanto, que várias fontes de HLA-G estariam associadas à progressão do melanoma e os objetivos principais foram a quantificação desta molécula (solúvel circulante: sHLA-G; associado à superfície das EVs: LEVs-HLA-G+; e como carga intravesicular: int-HLA-G) e a caracterização das EVs de acordo com as recomendações internacionais (MISEV2023). Assim, a partir de um desenho transversal prospectivo, incluímos 68 participantes de estudo atendidos no Hospital Universitário Antônio Pedro, com idades superiores a 18 anos, diagnóstico de nevo melanocítico ou melanoma e indicação de excisão cirúrgica da lesão. As EVs foram isoladas por um protocolo de centrifugação diferencial e dispomos da utilização da citometria de fluxo em nanoescala, análise de rastreamento de nanopartículas, microscopia eletrônica de transmissão e ensaios de imunoadsorção enzimáticos para as análises. Também foram realizados ensaios funcionais in vitro. As concentrações de sHLA-G foram significativamente elevadas em indivíduos com melanoma e mostrou-se um preditor independente após análises de regressão logística. Além disso, sHLA-G também esteve aumentado quando as lesões acometiam regiões de cabeça e pescoço, sítios de piores prognósticos no melanoma. Surpreendentemente, em pacientes com nevos, o histórico de neoplasia prévia esteve associado a um aumento de 38 mil EVs totais a mais do que nos pacientes com melanoma. Também identificamos que este histórico, nos mesmos indivíduos, mostrou influenciar as formas de HLA-G associadas às EVs, sugerindo uma reprogramação pró-secretora de células do sistema imunológico ou ativação crônica do microambiente afetado. Por fim, quando tratamos leucócitos com HLA-G recombinante ou EVs derivadas de nossos pacientes, observamos uma secreção aumentada de IL-6, corroborando nossa ideia de que o HLA-G se utiliza de vários mecanismos para a manutenção de estados imunossupressores favoráveis à progressão tumoral. Dessa forma, estes e outros resultados foram publicados na revista Frontiers in Immunology, sob o manuscrito intitulado “Soluble HLA-G is related to malignant melanocytic lesions and previous oncological disease may increase circulating HLA-G bearing large extracellular vesicles”, onde descrevemos, em especial, o sHLA-G como um marcador promissor para prever lesões melanocíticas malignas.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível SuperiorFundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de JaneiroDerived from melanocytes, melanoma is a malignant cutaneous neoplasm in which immune evasion is common, especially through the increased expression of immunomodulatory molecules. That is the case of human leukocyte antigen G (HLAG), a molecule related to the human histocompatibility system capable of amplifying the immune escape and to facilitate tumor progression. Besides its free expression in plasma (sHLA-G), HLA-G are carried by extracellular vesicles (EVs), important particles that mediate intercellular communication and are also involved in tumor progression due to its activity on metastatic niche preparation. However, in melanoma, the role of EVs bearing HLA-G, on its surface or cargo, is still few explored. In this prospective cross-sectional analytical observational study, we hypothesized that several sources of HLA-G are related to melanoma aggressiveness. Thus, we aimed to quantify sHLA-G, HLA-G bearing EVs (EVs-HLA-G+) and intravesicular HLA-G (int-HLA-G) in patients with benign (nevi) and malignant melanocytic lesions. We also aimed to isolate and characterize EVs as nanoparticles and to correlate the findings with clinical and demographic data. For this purpose, patients with melanocytic lesions attended at the Hospital Universitário Antônio Pedro (CAAE: 64852022.1.0000.5243) were recruited between 2023 and 2025. Peripheral blood samples were collected and plasma EVs were isolated by differential centrifugation and analyzed by nanoscale flow cytometry, using Annexin V as total EV marker and anti-HLA-G (MEM-G/9). For particle characterization, nanoparticle tracking analysis (NTA) and transmission electron microscopy (TEM) were also performed. sHLA-G and int-HLA-G levels were measured by ELISA. We included 68 patients (37 melanoma and 31 nevi) presenting a mean age of 57.9±15.7 years-old and 67.6% were female. No differences were observed for particle count and size by NTA (p>0.05), or for total EVs between benign and malignant lesions (p=0.8). However, sHLA-G levels were significantly higher in melanoma patients (p=0.02). Among patients with benign lesions, previous neoplasm was related to both higher total EV count (p=0.02) and associated HLA-G content (EVs-HLA-G+, p=0.001; int-HLA-G, p=0.03), which were also elevated. Moreover, EVs-HLA-G+ seems to be related with melanoma subtypes, especially with acral lentiginous melanoma. Lastly, we identified that sHLA-G levels were elevated in melanoma patients with head and neck localization (p=0.001). Taken together, these results may suggest that sHLA-G, but not EVs-HLA-G+ or int-HLA-G, may be a promising biomarker to malignant melanocytic lesions and its application may be relevant for specific histologic subtypes and lesion sites. However, it is important to consider a history of previous neoplasm.88 f.CC-BY-NCinfo:eu-repo/semantics/openAccessEstudo do HLA-G circulante e associado à vesículas extracelulares plasmáticas em pacientes com lesões melanocíticasStudy of circulating HLA-G and HLA-G associated with extracellular plasma vesicles in patients with melanocytic lesionsinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisMelanomaVesículas extracelularesHLA-GmelanomaAntígenos HLA-GNeoplasias cutâneasMelanomaExtracellular VesiclesHLA-GMestrado acadêmicoUniversidade Federal FluminenseFaculdade de MedicinaPrograma de Pós-graduação em Patologia2025Niterói, RJObjetivo 3. Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idadesporreponame:Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF)instname:Universidade Federal Fluminense (UFF)instacron:UFFORIGINALDissertação Kianny Krebs - versão final.pdfDissertação Kianny Krebs - versão final.pdfDissertação Completaapplication/pdf3001227https://app.uff.br/riuff/bitstream/1/43705/1/Disserta%c3%a7%c3%a3o%20Kianny%20Krebs%20-%20vers%c3%a3o%20final.pdfff0c860f5a0e98bd9345e5a730246460MD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81866https://app.uff.br/riuff/bitstream/1/43705/2/license.txt43cd690d6a359e86c1fe3d5b7cba0c9bMD521/437052026-07-23 16:09:37.583oai:app.uff.br:1/43705TElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkEKCkNvbSBhIGFwcmVzZW50YcOnw6NvIGRlc3RhIGxpY2Vuw6dhLCB2b2PDqiAobyBhdXRvciAoZXMpIG91IG8gdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IpIGNvbmNlZGUgYW8gUmVwb3NpdMOzcmlvIApJbnN0aXR1Y2lvbmFsIG8gZGlyZWl0byBuw6NvLWV4Y2x1c2l2byBkZSByZXByb2R1emlyLCAgdHJhZHV6aXIgKGNvbmZvcm1lIGRlZmluaWRvIGFiYWl4byksIGUvb3UgZGlzdHJpYnVpciBhIApzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIChpbmNsdWluZG8gbyByZXN1bW8pIHBvciB0b2RvIG8gbXVuZG8gbm8gZm9ybWF0byBpbXByZXNzbyBlIGVsZXRyw7RuaWNvIGUgZW0gcXVhbHF1ZXIgbWVpbywgaW5jbHVpbmRvIG9zIApmb3JtYXRvcyDDoXVkaW8gb3UgdsOtZGVvLgoKVm9jw6ogY29uY29yZGEgcXVlIG8gRGVwb3NpdGEgcG9kZSwgc2VtIGFsdGVyYXIgbyBjb250ZcO6ZG8sIHRyYW5zcG9yIGEgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyBwYXJhIHF1YWxxdWVyIG1laW8gb3UgZm9ybWF0byAKcGFyYSBmaW5zIGRlIHByZXNlcnZhw6fDo28uCgpWb2PDqiB0YW1iw6ltIGNvbmNvcmRhIHF1ZSBvIERlcG9zaXRhIHBvZGUgbWFudGVyIG1haXMgZGUgdW1hIGPDs3BpYSBkZSBzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIHBhcmEgZmlucyBkZSBzZWd1cmFuw6dhLCBiYWNrLXVwIAplIHByZXNlcnZhw6fDo28uCgpWb2PDqiBkZWNsYXJhIHF1ZSBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gw6kgb3JpZ2luYWwgZSBxdWUgdm9jw6ogdGVtIG8gcG9kZXIgZGUgY29uY2VkZXIgb3MgZGlyZWl0b3MgY29udGlkb3MgbmVzdGEgbGljZW7Dp2EuIApWb2PDqiB0YW1iw6ltIGRlY2xhcmEgcXVlIG8gZGVww7NzaXRvIGRhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gbsOjbywgcXVlIHNlamEgZGUgc2V1IGNvbmhlY2ltZW50bywgaW5mcmluZ2UgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgCmRlIG5pbmd1w6ltLgoKQ2FzbyBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gY29udGVuaGEgbWF0ZXJpYWwgcXVlIHZvY8OqIG7Do28gcG9zc3VpIGEgdGl0dWxhcmlkYWRlIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgdm9jw6ogZGVjbGFyYSBxdWUgCm9idGV2ZSBhIHBlcm1pc3PDo28gaXJyZXN0cml0YSBkbyBkZXRlbnRvciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgcGFyYSBjb25jZWRlciBhbyBEZXBvc2l0YSBvcyBkaXJlaXRvcyBhcHJlc2VudGFkb3MgCm5lc3RhIGxpY2Vuw6dhLCBlIHF1ZSBlc3NlIG1hdGVyaWFsIGRlIHByb3ByaWVkYWRlIGRlIHRlcmNlaXJvcyBlc3TDoSBjbGFyYW1lbnRlIGlkZW50aWZpY2FkbyBlIHJlY29uaGVjaWRvIG5vIHRleHRvIApvdSBubyBjb250ZcO6ZG8gZGEgcHVibGljYcOnw6NvIG9yYSBkZXBvc2l0YWRhLgoKQ0FTTyBBIFBVQkxJQ0HDh8ODTyBPUkEgREVQT1NJVEFEQSBURU5IQSBTSURPIFJFU1VMVEFETyBERSBVTSBQQVRST0PDjU5JTyBPVSBBUE9JTyBERSBVTUEgQUfDik5DSUEgREUgRk9NRU5UTyBPVSBPVVRSTyAKT1JHQU5JU01PLCBWT0PDiiBERUNMQVJBIFFVRSBSRVNQRUlUT1UgVE9ET1MgRSBRVUFJU1FVRVIgRElSRUlUT1MgREUgUkVWSVPDg08gQ09NTyBUQU1Cw4lNIEFTIERFTUFJUyBPQlJJR0HDh8OVRVMgCkVYSUdJREFTIFBPUiBDT05UUkFUTyBPVSBBQ09SRE8uCgpPIERlcG9zaXRhIHNlIGNvbXByb21ldGUgYSBpZGVudGlmaWNhciBjbGFyYW1lbnRlIG8gc2V1IG5vbWUgKHMpIG91IG8ocykgbm9tZShzKSBkbyhzKSBkZXRlbnRvcihlcykgZG9zIGRpcmVpdG9zIAphdXRvcmFpcyBkYSBwdWJsaWNhw6fDo28sIGUgbsOjbyBmYXLDoSBxdWFscXVlciBhbHRlcmHDp8OjbywgYWzDqW0gZGFxdWVsYXMgY29uY2VkaWRhcyBwb3IgZXN0YSBsaWNlbsOnYS4KRepositório InstitucionalPUBhttps://app.uff.br/oai/requestriuff@id.uff.bropendoar:21202026-07-23T19:09:37Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF) - Universidade Federal Fluminense (UFF)false
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