Terra, trabalho e resist?ncia na fronteira agr?ria: hist?ria dos ?povoadores pobres? em Guarapuava (s?culo XIX)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Pontarolo, Fabio
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual do Oeste do Paran?
Brasil
UNIOESTE
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://rd.uffs.edu.br/handle/prefix/3723
Resumo: Esta tese busca compreender o estabelecimento e as estrat?gias de resist?ncia dos lavradores pobres migrados ou nascidos em Guarapuava, povoa??o localizada no Oeste da Prov?ncia do Paran?, durante o s?culo XIX. Sendo parte do territ?rio paulista at? 1853, a primeira tentativa de ocupa??o portuguesa da regi?o ocorreu entre 1765 e 1775, contando com a arregimenta??o for?ada de lavradores pobres da regi?o dos Campos Gerais do Paran?. Ap?s o fracasso da tentativa no s?culo XVIII, a ocupa??o portuguesa de Guarapuava foi retomada efetivamente em 1809, com projetos pol?ticos e econ?micos voltados para a cria??o de gado e a agricultura de subsist?ncia, tamb?m envolvendo a cria??o de um aldeamento ind?gena. Al?m da concess?o de sesmarias aos estancieiros, o governo paulista concedeu pequenas por??es de terra aos lavradores pobres, seguindo as prerrogativas presentes na Carta R?gia de 1? de abril de 1809. A partir da d?cada de 1840, com a abertura do caminho de Miss?es, Guarapuava passou a fazer parte da rota das tropas, com campos de cria??o, invernagem e pouso para o gado vindo da regi?o de Miss?es rumo ? Sorocaba. Nesse contexto, os lavradores pobres estabelecidos na regi?o desenvolveram estrat?gias de reprodu??o social atrav?s da produ??o de alimentos e da cria??o de animais em pequena escala, vinculadas eventual ou permanentemente com o abastecimento das tropas. Com essa peculiaridade de se tornar uma fronteira agr?ria, a regi?o passou a atrair um n?mero maior dos denominados ?povoadores pobres? ? lavradores migrantes atr?s das terras do rocio e do Campo da pobreza em Guarapuava, passando a conviver com ind?genas Kaingang, escravizados e libertos, e compondo um grupo social em luta pela sobreviv?ncia frente aos grandes propriet?rios. Com a ?nfase maior da investiga??o no per?odo entre 1850 e 1889, constatamos como essas popula??es foram impactadas ? e como reagiram ? ?s medidas tomadas pelo governo do Paran? a partir de 1854, no contexto da Lei de Terras de 1850, proibindo novas ocupa??es de terra na fronteira Oeste da prov?ncia. Tamb?m baseada na Lei de Terras e nos interesses dos grandes propriet?rios, a C?mara municipal de Guarapuava aprovou no mesmo per?odo medidas que limitavam a expans?o das ro?as e cria??es que estes lavradores mantinham na fronteira agr?ria. A expropria??o das terras do aldeamento ind?gena de Guarapuava tamb?m entrou nos planos dos estancieiros no per?odo, gerando resist?ncias ind?genas conectadas com a discuss?o sobre o lugar dos lavradores pobres no Paran? provincial. Consideramos que as estrat?gias de resist?ncia desses lavradores pobres em Guarapuava foram fundamentais para a reprodu??o social de suas formas de sobreviv?ncia conquistadas na regi?o desde o in?cio do s?culo XIX.
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spelling Terra, trabalho e resist?ncia na fronteira agr?ria: hist?ria dos ?povoadores pobres? em Guarapuava (s?culo XIX)Land, labor and resistance in the agrarian frontier: history of the ?poor settlers? in Guarapuava (19th century)CultivadoresBovinoculturaAgricultura de subsist?ncia?ndiosHist?riaEsta tese busca compreender o estabelecimento e as estrat?gias de resist?ncia dos lavradores pobres migrados ou nascidos em Guarapuava, povoa??o localizada no Oeste da Prov?ncia do Paran?, durante o s?culo XIX. Sendo parte do territ?rio paulista at? 1853, a primeira tentativa de ocupa??o portuguesa da regi?o ocorreu entre 1765 e 1775, contando com a arregimenta??o for?ada de lavradores pobres da regi?o dos Campos Gerais do Paran?. Ap?s o fracasso da tentativa no s?culo XVIII, a ocupa??o portuguesa de Guarapuava foi retomada efetivamente em 1809, com projetos pol?ticos e econ?micos voltados para a cria??o de gado e a agricultura de subsist?ncia, tamb?m envolvendo a cria??o de um aldeamento ind?gena. Al?m da concess?o de sesmarias aos estancieiros, o governo paulista concedeu pequenas por??es de terra aos lavradores pobres, seguindo as prerrogativas presentes na Carta R?gia de 1? de abril de 1809. A partir da d?cada de 1840, com a abertura do caminho de Miss?es, Guarapuava passou a fazer parte da rota das tropas, com campos de cria??o, invernagem e pouso para o gado vindo da regi?o de Miss?es rumo ? Sorocaba. Nesse contexto, os lavradores pobres estabelecidos na regi?o desenvolveram estrat?gias de reprodu??o social atrav?s da produ??o de alimentos e da cria??o de animais em pequena escala, vinculadas eventual ou permanentemente com o abastecimento das tropas. 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Ap?s o fracasso da tentativa no s?culo XVIII, a ocupa??o portuguesa de Guarapuava foi retomada efetivamente em 1809, com projetos pol?ticos e econ?micos voltados para a cria??o de gado e a agricultura de subsist?ncia, tamb?m envolvendo a cria??o de um aldeamento ind?gena. Al?m da concess?o de sesmarias aos estancieiros, o governo paulista concedeu pequenas por??es de terra aos lavradores pobres, seguindo as prerrogativas presentes na Carta R?gia de 1? de abril de 1809. A partir da d?cada de 1840, com a abertura do caminho de Miss?es, Guarapuava passou a fazer parte da rota das tropas, com campos de cria??o, invernagem e pouso para o gado vindo da regi?o de Miss?es rumo ? Sorocaba. Nesse contexto, os lavradores pobres estabelecidos na regi?o desenvolveram estrat?gias de reprodu??o social atrav?s da produ??o de alimentos e da cria??o de animais em pequena escala, vinculadas eventual ou permanentemente com o abastecimento das tropas. 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A expropria??o das terras do aldeamento ind?gena de Guarapuava tamb?m entrou nos planos dos estancieiros no per?odo, gerando resist?ncias ind?genas conectadas com a discuss?o sobre o lugar dos lavradores pobres no Paran? provincial. Consideramos que as estrat?gias de resist?ncia desses lavradores pobres em Guarapuava foram fundamentais para a reprodu??o social de suas formas de sobreviv?ncia conquistadas na regi?o desde o in?cio do s?culo XIX.Universidade Estadual do Oeste do Paran?BrasilUNIOESTESilva, Marcio Ant?nio Both daPontarolo, Fabio20192020-09-08T12:44:06Z20202020-09-08T12:44:06Z2019info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesishttps://rd.uffs.edu.br/handle/prefix/3723porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFFS (Repositório Digital da UFFS)instname:Universidade Federal Fronteira do Sul (UFFS)instacron:UFFS2020-09-08T12:44:07Zoai:rd.uffs.edu.br:prefix/3723Repositório InstitucionalPUBhttps://rd.uffs.edu.br/oai/requestfranciele.cruz@uffs.edu.bropendoar:39242020-09-08T12:44:07Repositório Institucional da UFFS (Repositório Digital da UFFS) - Universidade Federal Fronteira do Sul (UFFS)false
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