Estratégias de resistência das famílias camponesas no Assentamento Amparo (Itahum/Dourados-MS)
| Ano de defesa: | 2019 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Universidade Federal da Grande Dourados
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| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de pós-graduação em Geografia
|
| Departamento: |
Faculdade de Ciências Humanas
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| País: |
Brasil
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| Palavras-chave em Inglês: | |
| Área do conhecimento CNPq: | |
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Resumo: | A pesquisa foi realizada no Assentamento Amparo, no distrito de Itahum, município de Dourados, Mato Grosso do Sul, e buscou identificar e analisar estratégias e resistência das famílias camponesas para permanência na terra de trabalho. A terra que lhes garante a “liberdade” e a reprodução social como camponeses. Viver e criar estratégias de permanência nos lotes em assentamentos rurais tem sido um grande desafio para os camponeses devido “pressão” que existe sobre a terra na lógica capitalista. Desse modo, partimos do resgate histórico da formação socioespacial e da luta pela terra nesse espaço no contexto do avanço capitalista na agricultura. O trabalho tem como eixo principal a tese da recriação camponesa, pois entendemos o desenvolvimento do capitalismo como desigual e contraditório em sua essência. Na contradição, o capital abre brechas para que o camponês persista na história por meio do mecanismo de sujeição da renda da terra. O assentamento enquanto fração do território capitalista representa a conquista da terra pela luta camponesa. A metodologia utilizada constou de levantamento bibliográfico, pesquisa de campo com entrevistas orais e coleta de dados por meio da aplicação de questionário eletrônico. Ouvir os protagonistas da luta pela terra e na terra, neste assentamento, nos permitiu perceber as limitações das políticas públicas e a necessidade de potencializar ações entre os próprios camponeses por pautas coletivas. Os resultados empíricos demonstram a necessidade de se criar condições de sustentabilidade para que as famílias permaneçam na terra, e, sobretudo, de uma nova consciência quanto à produção de alimentos para democratização de acesso à terra. |
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Viver e criar estratégias de permanência nos lotes em assentamentos rurais tem sido um grande desafio para os camponeses devido “pressão” que existe sobre a terra na lógica capitalista. Desse modo, partimos do resgate histórico da formação socioespacial e da luta pela terra nesse espaço no contexto do avanço capitalista na agricultura. O trabalho tem como eixo principal a tese da recriação camponesa, pois entendemos o desenvolvimento do capitalismo como desigual e contraditório em sua essência. Na contradição, o capital abre brechas para que o camponês persista na história por meio do mecanismo de sujeição da renda da terra. O assentamento enquanto fração do território capitalista representa a conquista da terra pela luta camponesa. A metodologia utilizada constou de levantamento bibliográfico, pesquisa de campo com entrevistas orais e coleta de dados por meio da aplicação de questionário eletrônico. Ouvir os protagonistas da luta pela terra e na terra, neste assentamento, nos permitiu perceber as limitações das políticas públicas e a necessidade de potencializar ações entre os próprios camponeses por pautas coletivas. Os resultados empíricos demonstram a necessidade de se criar condições de sustentabilidade para que as famílias permaneçam na terra, e, sobretudo, de uma nova consciência quanto à produção de alimentos para democratização de acesso à terra.The research was fulfilled in the Amparo Settlement, in the district of Ithaum, in the municipality of Dourados, Mato Grosso do Sul, and sought to identify and analyze strategies and resistance of the peasant families to stay in the work land. The land that guarantees them "freedom" and social reproduction as peasants. Living and creating strategies for staying in lots in rural settlements has been a great challenge for peasants due to the "pressure" that exists about the land in the capitalist logic. In this way, we start from the historical rescue of the socio-spatial formation and the struggle for the land in this space in the context of the capitalist advance in agriculture. The work has as its main axis the thesis of peasant recreate, because we understand the development of capitalism as unequal and contradictory in its essence. In contradiction, capital opens gaps for the peasant to persist in history by means of the mechanism of subjection of the income of the land. The settlement as a fraction of the capitalist territory represents the conquest of the land by the peasant struggle. The methodology used consisted of a bibliographical survey, field research with oral interviews and data collection through the application of an electronic questionnaire. Listening to the protagonists of the struggle for land and in the land, in this settlement, allowed us to perceive the limitations of public policies and the need to strengthen actions among peasants themselves by collective guidelines. The empirical results demonstrate the need to create sustainability conditions for families to remain on the land, and, above all, a new awareness of the production of food for democratization of access to land.Submitted by Alison Souza (alisonsouza@ufgd.edu.br) on 2019-05-31T12:15:05Z No. of bitstreams: 1 MariaAparecidaCristaldoSarateLourencao.pdf: 4501353 bytes, checksum: 4a29e8e9d55b5304e7933b97cb4f1695 (MD5)Made available in DSpace on 2019-05-31T12:15:05Z (GMT). No. of bitstreams: 1 MariaAparecidaCristaldoSarateLourencao.pdf: 4501353 bytes, checksum: 4a29e8e9d55b5304e7933b97cb4f1695 (MD5) Previous issue date: 2019-04-05porUniversidade Federal da Grande DouradosPrograma de pós-graduação em GeografiaUFGDBrasilFaculdade de Ciências HumanasCNPQ::CIENCIAS HUMANAS::GEOGRAFIA::GEOGRAFIA HUMANACampesinoPosse da terraPeasantsLand tenureEstratégias de resistência das famílias camponesas no Assentamento Amparo (Itahum/Dourados-MS)info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFGDinstname:Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD)instacron:UFGDTEXTMariaAparecidaCristaldoSarateLourencao.pdf.txtMariaAparecidaCristaldoSarateLourencao.pdf.txtExtracted texttext/plain342814https://repositorio.ufgd.edu.br/jspui/bitstream/prefix/955/3/MariaAparecidaCristaldoSarateLourencao.pdf.txt90a4d3ca98bb50abcb96d7238c5e5267MD53ORIGINALMariaAparecidaCristaldoSarateLourencao.pdfMariaAparecidaCristaldoSarateLourencao.pdfapplication/pdf4501353https://repositorio.ufgd.edu.br/jspui/bitstream/prefix/955/1/MariaAparecidaCristaldoSarateLourencao.pdf4a29e8e9d55b5304e7933b97cb4f1695MD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81866https://repositorio.ufgd.edu.br/jspui/bitstream/prefix/955/2/license.txt43cd690d6a359e86c1fe3d5b7cba0c9bMD52prefix/9552023-09-15 01:04:30.163oai:https://repositorio.ufgd.edu.br/jspui:prefix/955TElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkEKCkNvbSBhIGFwcmVzZW50YcOnw6NvIGRlc3RhIGxpY2Vuw6dhLCB2b2PDqiAobyBhdXRvciAoZXMpIG91IG8gdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IpIGNvbmNlZGUgYW8gUmVwb3NpdMOzcmlvIApJbnN0aXR1Y2lvbmFsIG8gZGlyZWl0byBuw6NvLWV4Y2x1c2l2byBkZSByZXByb2R1emlyLCAgdHJhZHV6aXIgKGNvbmZvcm1lIGRlZmluaWRvIGFiYWl4byksIGUvb3UgZGlzdHJpYnVpciBhIApzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIChpbmNsdWluZG8gbyByZXN1bW8pIHBvciB0b2RvIG8gbXVuZG8gbm8gZm9ybWF0byBpbXByZXNzbyBlIGVsZXRyw7RuaWNvIGUgZW0gcXVhbHF1ZXIgbWVpbywgaW5jbHVpbmRvIG9zIApmb3JtYXRvcyDDoXVkaW8gb3UgdsOtZGVvLgoKVm9jw6ogY29uY29yZGEgcXVlIG8gRGVwb3NpdGEgcG9kZSwgc2VtIGFsdGVyYXIgbyBjb250ZcO6ZG8sIHRyYW5zcG9yIGEgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyBwYXJhIHF1YWxxdWVyIG1laW8gb3UgZm9ybWF0byAKcGFyYSBmaW5zIGRlIHByZXNlcnZhw6fDo28uCgpWb2PDqiB0YW1iw6ltIGNvbmNvcmRhIHF1ZSBvIERlcG9zaXRhIHBvZGUgbWFudGVyIG1haXMgZGUgdW1hIGPDs3BpYSBkZSBzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIHBhcmEgZmlucyBkZSBzZWd1cmFuw6dhLCBiYWNrLXVwIAplIHByZXNlcnZhw6fDo28uCgpWb2PDqiBkZWNsYXJhIHF1ZSBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gw6kgb3JpZ2luYWwgZSBxdWUgdm9jw6ogdGVtIG8gcG9kZXIgZGUgY29uY2VkZXIgb3MgZGlyZWl0b3MgY29udGlkb3MgbmVzdGEgbGljZW7Dp2EuIApWb2PDqiB0YW1iw6ltIGRlY2xhcmEgcXVlIG8gZGVww7NzaXRvIGRhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gbsOjbywgcXVlIHNlamEgZGUgc2V1IGNvbmhlY2ltZW50bywgaW5mcmluZ2UgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgCmRlIG5pbmd1w6ltLgoKQ2FzbyBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gY29udGVuaGEgbWF0ZXJpYWwgcXVlIHZvY8OqIG7Do28gcG9zc3VpIGEgdGl0dWxhcmlkYWRlIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgdm9jw6ogZGVjbGFyYSBxdWUgCm9idGV2ZSBhIHBlcm1pc3PDo28gaXJyZXN0cml0YSBkbyBkZXRlbnRvciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgcGFyYSBjb25jZWRlciBhbyBEZXBvc2l0YSBvcyBkaXJlaXRvcyBhcHJlc2VudGFkb3MgCm5lc3RhIGxpY2Vuw6dhLCBlIHF1ZSBlc3NlIG1hdGVyaWFsIGRlIHByb3ByaWVkYWRlIGRlIHRlcmNlaXJvcyBlc3TDoSBjbGFyYW1lbnRlIGlkZW50aWZpY2FkbyBlIHJlY29uaGVjaWRvIG5vIHRleHRvIApvdSBubyBjb250ZcO6ZG8gZGEgcHVibGljYcOnw6NvIG9yYSBkZXBvc2l0YWRhLgoKQ0FTTyBBIFBVQkxJQ0HDh8ODTyBPUkEgREVQT1NJVEFEQSBURU5IQSBTSURPIFJFU1VMVEFETyBERSBVTSBQQVRST0PDjU5JTyBPVSBBUE9JTyBERSBVTUEgQUfDik5DSUEgREUgRk9NRU5UTyBPVSBPVVRSTyAKT1JHQU5JU01PLCBWT0PDiiBERUNMQVJBIFFVRSBSRVNQRUlUT1UgVE9ET1MgRSBRVUFJU1FVRVIgRElSRUlUT1MgREUgUkVWSVPDg08gQ09NTyBUQU1Cw4lNIEFTIERFTUFJUyBPQlJJR0HDh8OVRVMgCkVYSUdJREFTIFBPUiBDT05UUkFUTyBPVSBBQ09SRE8uCgpPIERlcG9zaXRhIHNlIGNvbXByb21ldGUgYSBpZGVudGlmaWNhciBjbGFyYW1lbnRlIG8gc2V1IG5vbWUgKHMpIG91IG8ocykgbm9tZShzKSBkbyhzKSBkZXRlbnRvcihlcykgZG9zIGRpcmVpdG9zIAphdXRvcmFpcyBkYSBwdWJsaWNhw6fDo28sIGUgbsOjbyBmYXLDoSBxdWFscXVlciBhbHRlcmHDp8OjbywgYWzDqW0gZGFxdWVsYXMgY29uY2VkaWRhcyBwb3IgZXN0YSBsaWNlbsOnYS4KRepositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufgd.edu.br/jspui:8080/oai/requestopendoar:21162023-09-15T05:04:30Repositório Institucional da UFGD - Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD)false |
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