As Escolas Reunidas Pestalozzi na cidade de Juiz de Fora entre os anos de 1955 a 1979

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Souza, Beatriz Gomes de lattes
Orientador(a): Almeida, Neil Franco Pereira de lattes
Banca de defesa: Monteiro, Sandrelena da Silva lattes, Ferreira, Nilce Vieira Campos lattes
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-graduação em Educação
Departamento: Faculdade de Educação
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/17013
Resumo: Este estudo investigou as origens da Escola Estadual Maria das Dores de Souza (EEMDS), anterior Escolas Reunidas Pestalozzi (ERP) de Juiz de Fora (JF), Minas Gerais (MG), no intuito de compreender como se deram as articulações entre políticas de escolarização de Pessoas com Deficiência (PcD) e o processo de criação, organização e desenvolvimento da ERP de JF/MG, entre os anos de 1955 a 1979. A metodologia se baseou na correlação de fontes bibliográficas, documentais e iconográficas, que se dividiu em 6 momentos, entre visitas à instituição escolar e observação de arquivos e acervos históricos no intuito de localizar fontes que dessem respostas aos nossos questionamentos. Dentre as fontes documentais sustentamo-nos na Lei nº 7.790-A de 1927, no Regimento Escolar (2014), no Projeto Político Pedagógico (2017, 2019), no Livro de Termo de Exercício (1956 a 1990), no Livro de Termos de Posse (1955 a 2003), no Livro de Resultado Final dos (as) alunos (as) (1957 a 1989) e no Livro de Ocorrências (1961 a 1979). Além desses documentos, também foram investigados o histórico da Sociedade Pestalozzi de Juiz de Fora, as fontes iconográficas, as notas de jornal, as fontes do Acervo da Helena Antipoff e a Revista Pestalozzi (1957). Para um melhor entendimento sobre o processo de organização da escola, salienta-se ainda que o livro de Resultado Final (1957 a 1989) se tornou fonte de grande relevância para a pesquisa, pois nos possibilitou apresentar como a ERP de JF/MG se organizou e como funcionou o processo de seriação da instituição, por meio de análise das classes que realizaram testes parciais e finais. Teoricamente a pesquisa foi sustentada em Stuart Hall (2003), Maurice Halbwachs (1990), Maria Hilsdorf (2006), Marc Bloch (2001) para contextualização histórica, social e cultural; sobre o processo de escolarização de PcD, Giberta Jannuzzi (2012) e Romeu Sassaki (1997) foram as fontes mais evidenciadas; e González Rey (2005), Pinsky (2008) e Paolo Nosella e Ester Buffa (2009) nos auxiliaram na organização metodológica da investigação. Após análises, como primeira evidência, identificamos que a EEMDS, que foi assim denominada no ano de 1980, originou-se da ERP inaugurada em JF em 1955, sendo a primeira instituição de Educação Especial (EE) na cidade de JF/MG, criada por intermédio de reivindicações de um grupo de mães de crianças com deficiências, inspirada na Sociedade Pestalozzi de MG (SPMG). Aliado a isso, políticas públicas que se articularam entre o poder público e a filantropia, em um contexto histórico e social, tornaram-se favoráveis em relação à EE, em um cenário local escasso em relação ao acesso de PcD ao assistencialismo e à educação institucionalizada. Como resultados, tem-se que durante um período de 24 anos (1955 a 1979) as ERP atenderam cerca de 2884 alunos(as) com deficiência em um programa de disciplinas e um processo de seriação flexível, com o objetivo de proporcioná-los(as) formação até 4º série do ensino fundamental. Conclui-se que as ERP de JF/MG se constituíram mediante articulações de políticas escolares, filantrópicas, setores públicos e influência de membros de classes médias e altas, em sua maioria mulheres, em meio a um cenário nacional e estadual favorável à educação. Em contrapartida, exaltava-se em JF/MG uma conjuntura escassa de assistência e escolarização de PcD aliada a atores socais engajados que almejavam status social e que viam na caridade uma possibilidade de salvação. Dentre as diversas articulações, destacase que a instituição se desenvolveu sob influência da LDB/1961 e da LDB/1971, sendo a segunda de grande importância, delineando, por exemplo, a obrigatoriedade de educação de crianças em idade de 7 a 14 anos, o que pode ter ocasionado o aumento no número de matriculados(as) no período investigado. A organização serial se adequava às particularidades e às necessidades do alunado e da instituição, ou seja, o programa/currículo apresentado pela legislação não era seguido à risca. Dessa forma, nossos dados nos levam a indicar que as ERP foram a primeira instituição de cunho educacional e assistencialista da cidade de JF/MG que possibilitou acesso à educação de PcD.
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A metodologia se baseou na correlação de fontes bibliográficas, documentais e iconográficas, que se dividiu em 6 momentos, entre visitas à instituição escolar e observação de arquivos e acervos históricos no intuito de localizar fontes que dessem respostas aos nossos questionamentos. Dentre as fontes documentais sustentamo-nos na Lei nº 7.790-A de 1927, no Regimento Escolar (2014), no Projeto Político Pedagógico (2017, 2019), no Livro de Termo de Exercício (1956 a 1990), no Livro de Termos de Posse (1955 a 2003), no Livro de Resultado Final dos (as) alunos (as) (1957 a 1989) e no Livro de Ocorrências (1961 a 1979). Além desses documentos, também foram investigados o histórico da Sociedade Pestalozzi de Juiz de Fora, as fontes iconográficas, as notas de jornal, as fontes do Acervo da Helena Antipoff e a Revista Pestalozzi (1957). Para um melhor entendimento sobre o processo de organização da escola, salienta-se ainda que o livro de Resultado Final (1957 a 1989) se tornou fonte de grande relevância para a pesquisa, pois nos possibilitou apresentar como a ERP de JF/MG se organizou e como funcionou o processo de seriação da instituição, por meio de análise das classes que realizaram testes parciais e finais. Teoricamente a pesquisa foi sustentada em Stuart Hall (2003), Maurice Halbwachs (1990), Maria Hilsdorf (2006), Marc Bloch (2001) para contextualização histórica, social e cultural; sobre o processo de escolarização de PcD, Giberta Jannuzzi (2012) e Romeu Sassaki (1997) foram as fontes mais evidenciadas; e González Rey (2005), Pinsky (2008) e Paolo Nosella e Ester Buffa (2009) nos auxiliaram na organização metodológica da investigação. Após análises, como primeira evidência, identificamos que a EEMDS, que foi assim denominada no ano de 1980, originou-se da ERP inaugurada em JF em 1955, sendo a primeira instituição de Educação Especial (EE) na cidade de JF/MG, criada por intermédio de reivindicações de um grupo de mães de crianças com deficiências, inspirada na Sociedade Pestalozzi de MG (SPMG). Aliado a isso, políticas públicas que se articularam entre o poder público e a filantropia, em um contexto histórico e social, tornaram-se favoráveis em relação à EE, em um cenário local escasso em relação ao acesso de PcD ao assistencialismo e à educação institucionalizada. Como resultados, tem-se que durante um período de 24 anos (1955 a 1979) as ERP atenderam cerca de 2884 alunos(as) com deficiência em um programa de disciplinas e um processo de seriação flexível, com o objetivo de proporcioná-los(as) formação até 4º série do ensino fundamental. Conclui-se que as ERP de JF/MG se constituíram mediante articulações de políticas escolares, filantrópicas, setores públicos e influência de membros de classes médias e altas, em sua maioria mulheres, em meio a um cenário nacional e estadual favorável à educação. Em contrapartida, exaltava-se em JF/MG uma conjuntura escassa de assistência e escolarização de PcD aliada a atores socais engajados que almejavam status social e que viam na caridade uma possibilidade de salvação. Dentre as diversas articulações, destacase que a instituição se desenvolveu sob influência da LDB/1961 e da LDB/1971, sendo a segunda de grande importância, delineando, por exemplo, a obrigatoriedade de educação de crianças em idade de 7 a 14 anos, o que pode ter ocasionado o aumento no número de matriculados(as) no período investigado. A organização serial se adequava às particularidades e às necessidades do alunado e da instituição, ou seja, o programa/currículo apresentado pela legislação não era seguido à risca. Dessa forma, nossos dados nos levam a indicar que as ERP foram a primeira instituição de cunho educacional e assistencialista da cidade de JF/MG que possibilitou acesso à educação de PcD.This study investigated the origins of the Escola Estadual Maria das Dores de Souza (EEMDS), previously Escolas Reunidas Pestalozzi (ERP) of Juiz de Fora (JF), Minas Gerais (MG), in order to understand how the articulations between education policies schooling of People with Disabilities (PcD) and the process of creation, organization and development of the JF/MG ERP, between the years 1955 and 1979 accurred. The methodology was based on the correlation of bibliographic, documentary and iconographic sources, which was divided into 6 moments, including visits to school institutions, archives and historical collections in order to locate sources that would provide answers to our questions. Among the documentary sources we rely on Law No. 7,790-A of 1927, the School Regulations (2014), the Pedagogical Political Project (2017, 2019), the Exercise Term Book (1956 to 1990), the Term Book Tenure (1955 to 2003), the students' Final Result Book (1957 to 1989) and the Occurrence Book (1961 to 1979). In addition to these documents, the history of the Pestalozzi Society of Juiz de Fora, iconographic sources, newspaper notes, sources from the Helena Antipoff Collection and the Pestalozzi Magazine (1957) were also investigated. For a better understanding of the school organization process, it should also be noted that the Final Result book (1957 to 1989) became a source of great relevance for research, as it allowed us to present how the JF/MG ERP was organized and how the institution's ranking process worked, through analysis of the classes that took partial and final tests. Theoretically, the research was based on Stuart Hall (2003), Maurice Halbwachs (1990), Maria Hilsdorf (2006), Marc Bloch (2001) for historical, social and cultural contextualization; regarding the schooling process of PcD, Giberta Jannuzzi (2012) and Romeu Sassaki (1997) were the most evident sources; and González Rey (2005), Pinsky (2008) and Paolo Nosella and Ester Buffa (2009) helped us in the methodological organization of the investigation. After analysis, as first evidence we identified that EEMDS, which was so named in 1980, originated from the ERP opened in JF in 1955, being the first Special Education (EE) institution in the city of JF/MG, created through of demands from a group of mothers of children with disabilities, inspired by the Sociedade Pestalozzi de MG (SPMG). Allied to this, public policies that were articulated between public power and philanthropy, in a historical and social context, became favorable in relation to EE, in a local scenario that was scarce in relation to PwD's access to welfare and institutionalized education. As a result, over a period of 24 years (1955 to 1979) the ERPs served around 2884 students with disabilities in a subject program and a flexible ranking process, with the aim of providing them with (as) training up to the 4th grade of elementary school. It is concluded that the JF/MG ERPs were created through articulations of school, philanthropic, public sector policies and the influence of members of the middle and upper classes, mostly women, in the midst of a national and state scenario favorable to education. On the other hand, in JF/MG there was a lack of assistance and schooling for PcD combined with engaged social actors who sought social status and who saw charity as a possibility of salvation. Among the various articulations, it stands out that the institution developed under the influence of LDB/1961 and LDB/1971, the second being of great importance, outlining, for example, the mandatory education of children aged 7 to 14 years, which may have caused an increase in the number of enrollees during the period investigated. The serial organization adapted to the particularities and needs of the students and the institution, that is, the program/curriculum presented by legislation was not followed to the letter. Thus, our data leads us to indicate that ERP was the first educational and welfare institution in the city of JF/MG that enabled access to education for PcD.porUniversidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)Programa de Pós-graduação em EducaçãoUFJFBrasilFaculdade de EducaçãoAttribution-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessCNPQ::CIENCIAS HUMANAS::EDUCACAOPessoas com deficiênciaEducação especialPestalozziJuiz de ForaPeople with disabilitiesSpecial educationAs Escolas Reunidas Pestalozzi na cidade de Juiz de Fora entre os anos de 1955 a 1979info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisreponame:Repositório Institucional da UFJFinstname:Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)instacron:UFJFORIGINALbeatrizgomesdesouza.pdfbeatrizgomesdesouza.pdfapplication/pdf4665072https://repositorio.ufjf.br/jspui/bitstream/ufjf/17013/1/beatrizgomesdesouza.pdf7a70269be78d9497f64a6096662496e4MD51CC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; charset=utf-8805https://repositorio.ufjf.br/jspui/bitstream/ufjf/17013/2/license_rdfc4c98de35c20c53220c07884f4def27cMD52LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-82136https://repositorio.ufjf.br/jspui/bitstream/ufjf/17013/3/license.txtffbb04eaab5e689eb178ff1cf915d0d1MD53TEXTbeatrizgomesdesouza.pdf.txtbeatrizgomesdesouza.pdf.txtExtracted texttext/plain307740https://repositorio.ufjf.br/jspui/bitstream/ufjf/17013/4/beatrizgomesdesouza.pdf.txtaa4c563152485c637b8c519109527666MD54THUMBNAILbeatrizgomesdesouza.pdf.jpgbeatrizgomesdesouza.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1165https://repositorio.ufjf.br/jspui/bitstream/ufjf/17013/5/beatrizgomesdesouza.pdf.jpg72f942cc09ed7e6fc848c23c7ef29309MD55ufjf/170132024-08-02 03:04:19.061oai:hermes.cpd.ufjf.br:ufjf/17013TElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkENCg0KQ29tIGEgYXByZXNlbnRhw6fDo28gZGVzdGEgbGljZW7Dp2EsIHZvY8OqIChvIGF1dG9yIChlcykgb3UgbyB0aXR1bGFyIGRvcyBkaXJlaXRvcyBkZSBhdXRvcikgY29uY2VkZSBhbyBSZXBvc2l0w7NyaW8gDQpJbnN0aXR1Y2lvbmFsIGRhIFVuaXZlcnNpZGFkZSBGZWRlcmFsIGRlIEp1aXogZGUgRm9yYSBvIGRpcmVpdG8gbsOjby1leGNsdXNpdm8gZGUgcmVwcm9kdXppciwgIHRyYWR1emlyIChjb25mb3JtZSBkZWZpbmlkbyBhYmFpeG8pLCBlL291IGRpc3RyaWJ1aXIgYSBzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIChpbmNsdWluZG8gbyByZXN1bW8pIHBvciB0b2RvIG8gbXVuZG8gbm8gZm9ybWF0byBpbXByZXNzbyBlIGVsZXRyw7RuaWNvIGUgZW0gcXVhbHF1ZXIgbWVpbywgaW5jbHVpbmRvIG9zIGZvcm1hdG9zIMOhdWRpbyBvdSB2w61kZW8uDQoNClZvY8OqIGNvbmNvcmRhIHF1ZSBvIFJlcG9zaXTDs3JpbyBJbnN0aXR1Y2lvbmFsIGRhIFVuaXZlcnNpZGFkZSBGZWRlcmFsIGRlIEp1aXogZGUgRm9yYSBwb2RlLCBzZW0gYWx0ZXJhciBvIGNvbnRlw7pkbywgdHJhbnNwb3IgYSBzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIHBhcmEgcXVhbHF1ZXIgbWVpbyBvdSBmb3JtYXRvIHBhcmEgZmlucyBkZSBwcmVzZXJ2YcOnw6NvLiBWb2PDqiB0YW1iw6ltIGNvbmNvcmRhIHF1ZSBvIFJlcG9zaXTDs3JpbyBJbnN0aXR1Y2lvbmFsIGRhIFVuaXZlcnNpZGFkZSBGZWRlcmFsIGRlIEp1aXogZGUgRm9yYSBwb2RlIG1hbnRlciBtYWlzIGRlIHVtYSBjw7NwaWEgZGUgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyBwYXJhIGZpbnMgZGUgc2VndXJhbsOnYSwgYmFjay11cCBlIHByZXNlcnZhw6fDo28uIFZvY8OqIGRlY2xhcmEgcXVlIGEgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyDDqSBvcmlnaW5hbCBlIHF1ZSB2b2PDqiB0ZW0gbyBwb2RlciBkZSBjb25jZWRlciBvcyBkaXJlaXRvcyBjb250aWRvcyBuZXN0YSBsaWNlbsOnYS4gVm9jw6ogdGFtYsOpbSBkZWNsYXJhIHF1ZSBvIGRlcMOzc2l0byBkYSBzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIG7Do28sIHF1ZSBzZWphIGRlIHNldSBjb25oZWNpbWVudG8sIGluZnJpbmdlIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRlIG5pbmd1w6ltLg0KDQpDYXNvIGEgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyBjb250ZW5oYSBtYXRlcmlhbCBxdWUgdm9jw6ogbsOjbyBwb3NzdWkgYSB0aXR1bGFyaWRhZGUgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzLCB2b2PDqiBkZWNsYXJhIHF1ZSBvYnRldmUgYSBwZXJtaXNzw6NvIGlycmVzdHJpdGEgZG8gZGV0ZW50b3IgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIHBhcmEgY29uY2VkZXIgYW8gUmVwb3NpdMOzcmlvIEluc3RpdHVjaW9uYWwgZGEgVW5pdmVyc2lkYWRlIEZlZGVyYWwgZGUgSnVpeiBkZSBGb3JhIG9zIGRpcmVpdG9zIGFwcmVzZW50YWRvcyBuZXN0YSBsaWNlbsOnYSwgZSBxdWUgZXNzZSBtYXRlcmlhbCBkZSBwcm9wcmllZGFkZSBkZSB0ZXJjZWlyb3MgZXN0w6EgY2xhcmFtZW50ZSBpZGVudGlmaWNhZG8gZSByZWNvbmhlY2lkbyBubyB0ZXh0byBvdSBubyBjb250ZcO6ZG8gZGEgcHVibGljYcOnw6NvIG9yYSBkZXBvc2l0YWRhLg0KDQpDQVNPIEEgUFVCTElDQcOHw4NPIE9SQSBERVBPU0lUQURBIFRFTkhBIFNJRE8gUkVTVUxUQURPIERFIFVNIFBBVFJPQ8ONTklPIE9VIEFQT0lPIERFIFVNQSBBR8OKTkNJQSBERSBGT01FTlRPIE9VIE9VVFJPICBPUkdBTklTTU8sIFZPQ8OKIERFQ0xBUkEgUVVFIFJFU1BFSVRPVSBUT0RPUyBFIFFVQUlTUVVFUiBESVJFSVRPUyBERSBSRVZJU8ODTyBDT01PIFRBTULDiU0gQVMgREVNQUlTIE9CUklHQcOHw5VFUyBFWElHSURBUyBQT1IgQ09OVFJBVE8gT1UgQUNPUkRPLg0KDQpPIFJlcG9zaXTDs3JpbyBJbnN0aXR1Y2lvbmFsIGRhIFVuaXZlcnNpZGFkZSBGZWRlcmFsIGRlIEp1aXogZGUgRm9yYSAgc2UgY29tcHJvbWV0ZSBhIGlkZW50aWZpY2FyIGNsYXJhbWVudGUgbyBzZXUgbm9tZSAocykgb3UgbyhzKSBub21lKHMpIGRvKHMpIGRldGVudG9yKGVzKSBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgZGEgcHVibGljYcOnw6NvLCBlIG7Do28gZmFyw6EgcXVhbHF1ZXIgYWx0ZXJhw6fDo28sIGFsw6ltIGRhcXVlbGFzIGNvbmNlZGlkYXMgcG9yIGVzdGEgbGljZW7Dp2EuRepositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufjf.br/oai/requestopendoar:2024-08-02T06:04:19Repositório Institucional da UFJF - Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)false
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description Este estudo investigou as origens da Escola Estadual Maria das Dores de Souza (EEMDS), anterior Escolas Reunidas Pestalozzi (ERP) de Juiz de Fora (JF), Minas Gerais (MG), no intuito de compreender como se deram as articulações entre políticas de escolarização de Pessoas com Deficiência (PcD) e o processo de criação, organização e desenvolvimento da ERP de JF/MG, entre os anos de 1955 a 1979. A metodologia se baseou na correlação de fontes bibliográficas, documentais e iconográficas, que se dividiu em 6 momentos, entre visitas à instituição escolar e observação de arquivos e acervos históricos no intuito de localizar fontes que dessem respostas aos nossos questionamentos. Dentre as fontes documentais sustentamo-nos na Lei nº 7.790-A de 1927, no Regimento Escolar (2014), no Projeto Político Pedagógico (2017, 2019), no Livro de Termo de Exercício (1956 a 1990), no Livro de Termos de Posse (1955 a 2003), no Livro de Resultado Final dos (as) alunos (as) (1957 a 1989) e no Livro de Ocorrências (1961 a 1979). Além desses documentos, também foram investigados o histórico da Sociedade Pestalozzi de Juiz de Fora, as fontes iconográficas, as notas de jornal, as fontes do Acervo da Helena Antipoff e a Revista Pestalozzi (1957). Para um melhor entendimento sobre o processo de organização da escola, salienta-se ainda que o livro de Resultado Final (1957 a 1989) se tornou fonte de grande relevância para a pesquisa, pois nos possibilitou apresentar como a ERP de JF/MG se organizou e como funcionou o processo de seriação da instituição, por meio de análise das classes que realizaram testes parciais e finais. Teoricamente a pesquisa foi sustentada em Stuart Hall (2003), Maurice Halbwachs (1990), Maria Hilsdorf (2006), Marc Bloch (2001) para contextualização histórica, social e cultural; sobre o processo de escolarização de PcD, Giberta Jannuzzi (2012) e Romeu Sassaki (1997) foram as fontes mais evidenciadas; e González Rey (2005), Pinsky (2008) e Paolo Nosella e Ester Buffa (2009) nos auxiliaram na organização metodológica da investigação. Após análises, como primeira evidência, identificamos que a EEMDS, que foi assim denominada no ano de 1980, originou-se da ERP inaugurada em JF em 1955, sendo a primeira instituição de Educação Especial (EE) na cidade de JF/MG, criada por intermédio de reivindicações de um grupo de mães de crianças com deficiências, inspirada na Sociedade Pestalozzi de MG (SPMG). Aliado a isso, políticas públicas que se articularam entre o poder público e a filantropia, em um contexto histórico e social, tornaram-se favoráveis em relação à EE, em um cenário local escasso em relação ao acesso de PcD ao assistencialismo e à educação institucionalizada. Como resultados, tem-se que durante um período de 24 anos (1955 a 1979) as ERP atenderam cerca de 2884 alunos(as) com deficiência em um programa de disciplinas e um processo de seriação flexível, com o objetivo de proporcioná-los(as) formação até 4º série do ensino fundamental. Conclui-se que as ERP de JF/MG se constituíram mediante articulações de políticas escolares, filantrópicas, setores públicos e influência de membros de classes médias e altas, em sua maioria mulheres, em meio a um cenário nacional e estadual favorável à educação. Em contrapartida, exaltava-se em JF/MG uma conjuntura escassa de assistência e escolarização de PcD aliada a atores socais engajados que almejavam status social e que viam na caridade uma possibilidade de salvação. Dentre as diversas articulações, destacase que a instituição se desenvolveu sob influência da LDB/1961 e da LDB/1971, sendo a segunda de grande importância, delineando, por exemplo, a obrigatoriedade de educação de crianças em idade de 7 a 14 anos, o que pode ter ocasionado o aumento no número de matriculados(as) no período investigado. A organização serial se adequava às particularidades e às necessidades do alunado e da instituição, ou seja, o programa/currículo apresentado pela legislação não era seguido à risca. Dessa forma, nossos dados nos levam a indicar que as ERP foram a primeira instituição de cunho educacional e assistencialista da cidade de JF/MG que possibilitou acesso à educação de PcD.
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