Do reinado ao legado na arte transformista no Miss Brasil Gay Juiz de Fora: uma etnografia do campo
| Ano de defesa: | 2024 |
|---|---|
| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | , , , |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
|
| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-graduação em Artes
|
| Departamento: |
IAD – Instituto de Artes e Design
|
| País: |
Brasil
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Área do conhecimento CNPq: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/18130 |
Resumo: | Esta tese tem como objetivo investigar o Miss Brasil Gay e as diferentes aparências que circulam pelo evento. Criado em 1977 por Chiquinho Mota, cabeleireiro de Juiz de Fora, Minas Gerais, o concurso se mantém há mais de quarenta anos, elegendo a mais bela transformista gay do país. As misses, que representam os vinte e seis estados brasileiros e o Distrito Federal, se apresentam em trajes típicos e de gala, destacando aspectos regionais e a ideia de feminilidade. Ao longo dos anos, o concurso se institucionalizou, com a criação de comissões regionais, regulamentos e sua patrimonialização em 2007 pelo município. Neste contexto, o Miss Brasil Gay é compreendido como campo, com regras próprias, nas quais a disputa por reconhecimento e a construção de identidades são centrais. A exigência por práticas estilizadas e cada vez mais específicas moldou a trajetória das artistas transformistas e contribuiu para a história da comunidade LGBTQIAPN+. De tal modo, a pesquisa busca entender o que defino como o campo do Miss Brasil Gay Juiz de Fora, protagonizado por quatro agentes principais: figurinistas, misses, organização e público. Pretende-se analisar como esses sujeitos articulam suas aparências de acordo com os marcadores sociais e resgatar a história do concurso, entrelaçada com as histórias de vida das pessoas envolvidas, para compreender sua relevância artística e cultural na comunidade LGBTQIAPN+ brasileira. Para o desenvolvimento desta pesquisa, utilizo metodologias multifacetadas, incluindo observação direta, fotografia, diário de campo, entrevistas semiestruturadas e análise de conteúdos disponibilizados pelos próprios agentes em suas plataformas sociais. Debruço-me, também, na literatura sobre a história LGBTQIAPN+ no Brasil, estudos de moda, queer, feministas e de gênero, bem como da cultura visual, patrimônio e memória. Por fim, considero que a competição contribuiu para: 1) desenvolver, transmitir e preservar a arte transformista brasileira, constituindo uma subcultura que ajudou a construir histórias, territórios e uma estrutura institucional e hierárquica própria de distinção; 2) reunir pessoas identificadas como dissidentes sexuais e marcar uma resistência a padrões normativos cis e heteronormativos, mobilizando inquietações e reflexões que promoveram novas ações políticas e artísticas; 3) produzir uma memória através do glamour como um instrumento político, dado que os símbolos e signos institucionalizados da vida política e pública nem sempre foram acessíveis a essas pessoas. |
| id |
UFJF_856f3aa5da64f1d2eb9188634bef2da0 |
|---|---|
| oai_identifier_str |
oai:hermes.cpd.ufjf.br:ufjf/18130 |
| network_acronym_str |
UFJF |
| network_name_str |
Repositório Institucional da UFJF |
| repository_id_str |
|
| spelling |
Bonadio, Maria Claudiahttp://lattes.cnpq.br/3920027222039096Silva, Elisabeth Murilho dahttp://lattes.cnpq.br/7877894686460721Green, James Naylorhttp://lattes.cnpq.br/7712176166454272Gregori, Maria Filomenahttp://lattes.cnpq.br/4536569227457168Soliva, Thiago Barceloshttp://lattes.cnpq.br/2642131679749557http://lattes.cnpq.br/7297495830275293Rodrigues Junior, Paulo de Oliveira2025-01-31T15:34:21Z2025-01-312025-01-31T15:34:21Z2024-09-12https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/18130Esta tese tem como objetivo investigar o Miss Brasil Gay e as diferentes aparências que circulam pelo evento. Criado em 1977 por Chiquinho Mota, cabeleireiro de Juiz de Fora, Minas Gerais, o concurso se mantém há mais de quarenta anos, elegendo a mais bela transformista gay do país. As misses, que representam os vinte e seis estados brasileiros e o Distrito Federal, se apresentam em trajes típicos e de gala, destacando aspectos regionais e a ideia de feminilidade. Ao longo dos anos, o concurso se institucionalizou, com a criação de comissões regionais, regulamentos e sua patrimonialização em 2007 pelo município. Neste contexto, o Miss Brasil Gay é compreendido como campo, com regras próprias, nas quais a disputa por reconhecimento e a construção de identidades são centrais. A exigência por práticas estilizadas e cada vez mais específicas moldou a trajetória das artistas transformistas e contribuiu para a história da comunidade LGBTQIAPN+. De tal modo, a pesquisa busca entender o que defino como o campo do Miss Brasil Gay Juiz de Fora, protagonizado por quatro agentes principais: figurinistas, misses, organização e público. Pretende-se analisar como esses sujeitos articulam suas aparências de acordo com os marcadores sociais e resgatar a história do concurso, entrelaçada com as histórias de vida das pessoas envolvidas, para compreender sua relevância artística e cultural na comunidade LGBTQIAPN+ brasileira. Para o desenvolvimento desta pesquisa, utilizo metodologias multifacetadas, incluindo observação direta, fotografia, diário de campo, entrevistas semiestruturadas e análise de conteúdos disponibilizados pelos próprios agentes em suas plataformas sociais. Debruço-me, também, na literatura sobre a história LGBTQIAPN+ no Brasil, estudos de moda, queer, feministas e de gênero, bem como da cultura visual, patrimônio e memória. Por fim, considero que a competição contribuiu para: 1) desenvolver, transmitir e preservar a arte transformista brasileira, constituindo uma subcultura que ajudou a construir histórias, territórios e uma estrutura institucional e hierárquica própria de distinção; 2) reunir pessoas identificadas como dissidentes sexuais e marcar uma resistência a padrões normativos cis e heteronormativos, mobilizando inquietações e reflexões que promoveram novas ações políticas e artísticas; 3) produzir uma memória através do glamour como um instrumento político, dado que os símbolos e signos institucionalizados da vida política e pública nem sempre foram acessíveis a essas pessoas.This thesis investigates Miss Gay Brazil and the appearances that surround the event. The pageant, conceived by hairdresser Chiquinho Mota in 1977 in Juiz de Fora, Minas Gerais, has been ongoing for over forty years, electing the most beautiful gay transformer in the country. Misses from the twenty-six Brazilian states plus the Federal District present themselves in typical costumes and evening gowns, highlighting regional aspects of each region linked to an idea of femininity. As such, its institutionalization has been noticed through the years, promoting the institution of regional commissions, regulations and even its patrimonialization in 2007 by the municipality. Therefore, I perceive Miss Brazil as a field, with its own rules, where the dispute for recognition and the construction of identities are central. The demand for stylized practices that are increasingly specific to the group has molded the trajectory of transforming artists and contributed to the history of the LGBTQIAPN+ community. In this way, I seek to understand what I define as the Miss Gay Brazil Juiz de Fora field, which is made up of four figures: costume designers, misses, the organization and the public, seeking to understand how these subjects articulate their appearances according to social markers. In addition, I intend to recover the history of the contest through the life stories of the people involved, which make it possible to understand an artistic and cultural production that is relevant to the history of the Brazilian LGBTQIAPN+ community. To undertake the research, I used many different methodologies, including direct observation, photography, field diaries, semi-structured interviews and content made available by the agents themselves on their social platforms. I also looked at literature on LGBTQIAPN+ history in Brazil, fashion, queer, feminist and gender studies, as well as visual culture, heritage and memory. Finally, I conclude that the competition has contributed to 1) developing, disseminating and preserving Brazilian transformative art, constituting a subculture that has contributed to the construction of histories, territories and its own institutional and hierarchical structure of distinction; 2) transformative art helped to bring together people who identified themselves as sexual dissidents, but also marked a resistance to other (cis and hetero) normative standards of living, mobilizing concerns and reflections - albeit involuntary - in the spaces where they lived, giving rise to new political and artistic actions; 3) and finally, they produced a memory through glamour as a political instrument, since it was what was available to them to narrate their own stories, given that the symbols, signs and other institutionalized apparatuses of political and public life were not always accessible to these people.FAPEMIG - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas GeraisporUniversidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)Programa de Pós-graduação em ArtesUFJFBrasilIAD – Instituto de Artes e DesignAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessCNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::ARTESArte transformistaJuiz de ForaLGBTQIAPN+Miss Brasil GayTrajesCostumesFemale impersonators arDo reinado ao legado na arte transformista no Miss Brasil Gay Juiz de Fora: uma etnografia do campoinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisreponame:Repositório Institucional da UFJFinstname:Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)instacron:UFJFCC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; charset=utf-8811https://repositorio.ufjf.br/jspui/bitstream/ufjf/18130/2/license_rdfe39d27027a6cc9cb039ad269a5db8e34MD52ORIGINALpaulodeoliveirarodriguesjunior.pdfpaulodeoliveirarodriguesjunior.pdfapplication/pdf13307842https://repositorio.ufjf.br/jspui/bitstream/ufjf/18130/1/paulodeoliveirarodriguesjunior.pdfc030e4f634dcf63e7bca571587367ca6MD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81748https://repositorio.ufjf.br/jspui/bitstream/ufjf/18130/3/license.txt8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD53TEXTpaulodeoliveirarodriguesjunior.pdf.txtpaulodeoliveirarodriguesjunior.pdf.txtExtracted texttext/plain615833https://repositorio.ufjf.br/jspui/bitstream/ufjf/18130/4/paulodeoliveirarodriguesjunior.pdf.txt0a36dd9fbf1fc4fd7b37e446d7188d8aMD54THUMBNAILpaulodeoliveirarodriguesjunior.pdf.jpgpaulodeoliveirarodriguesjunior.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1162https://repositorio.ufjf.br/jspui/bitstream/ufjf/18130/5/paulodeoliveirarodriguesjunior.pdf.jpg207c90b3b146b1822149d962edf39602MD55ufjf/181302025-02-01 04:06:41.614oai:hermes.cpd.ufjf.br:ufjf/18130Tk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufjf.br/oai/requestopendoar:2025-02-01T06:06:41Repositório Institucional da UFJF - Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)false |
| dc.title.pt_BR.fl_str_mv |
Do reinado ao legado na arte transformista no Miss Brasil Gay Juiz de Fora: uma etnografia do campo |
| title |
Do reinado ao legado na arte transformista no Miss Brasil Gay Juiz de Fora: uma etnografia do campo |
| spellingShingle |
Do reinado ao legado na arte transformista no Miss Brasil Gay Juiz de Fora: uma etnografia do campo Rodrigues Junior, Paulo de Oliveira CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::ARTES Arte transformista Juiz de Fora LGBTQIAPN+ Miss Brasil Gay Trajes Costumes Female impersonators ar |
| title_short |
Do reinado ao legado na arte transformista no Miss Brasil Gay Juiz de Fora: uma etnografia do campo |
| title_full |
Do reinado ao legado na arte transformista no Miss Brasil Gay Juiz de Fora: uma etnografia do campo |
| title_fullStr |
Do reinado ao legado na arte transformista no Miss Brasil Gay Juiz de Fora: uma etnografia do campo |
| title_full_unstemmed |
Do reinado ao legado na arte transformista no Miss Brasil Gay Juiz de Fora: uma etnografia do campo |
| title_sort |
Do reinado ao legado na arte transformista no Miss Brasil Gay Juiz de Fora: uma etnografia do campo |
| author |
Rodrigues Junior, Paulo de Oliveira |
| author_facet |
Rodrigues Junior, Paulo de Oliveira |
| author_role |
author |
| dc.contributor.advisor1.fl_str_mv |
Bonadio, Maria Claudia |
| dc.contributor.advisor1Lattes.fl_str_mv |
http://lattes.cnpq.br/3920027222039096 |
| dc.contributor.referee1.fl_str_mv |
Silva, Elisabeth Murilho da |
| dc.contributor.referee1Lattes.fl_str_mv |
http://lattes.cnpq.br/7877894686460721 |
| dc.contributor.referee2.fl_str_mv |
Green, James Naylor |
| dc.contributor.referee2Lattes.fl_str_mv |
http://lattes.cnpq.br/7712176166454272 |
| dc.contributor.referee3.fl_str_mv |
Gregori, Maria Filomena |
| dc.contributor.referee3Lattes.fl_str_mv |
http://lattes.cnpq.br/4536569227457168 |
| dc.contributor.referee4.fl_str_mv |
Soliva, Thiago Barcelos |
| dc.contributor.referee4Lattes.fl_str_mv |
http://lattes.cnpq.br/2642131679749557 |
| dc.contributor.authorLattes.fl_str_mv |
http://lattes.cnpq.br/7297495830275293 |
| dc.contributor.author.fl_str_mv |
Rodrigues Junior, Paulo de Oliveira |
| contributor_str_mv |
Bonadio, Maria Claudia Silva, Elisabeth Murilho da Green, James Naylor Gregori, Maria Filomena Soliva, Thiago Barcelos |
| dc.subject.cnpq.fl_str_mv |
CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::ARTES |
| topic |
CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::ARTES Arte transformista Juiz de Fora LGBTQIAPN+ Miss Brasil Gay Trajes Costumes Female impersonators ar |
| dc.subject.por.fl_str_mv |
Arte transformista Juiz de Fora LGBTQIAPN+ Miss Brasil Gay Trajes Costumes Female impersonators ar |
| description |
Esta tese tem como objetivo investigar o Miss Brasil Gay e as diferentes aparências que circulam pelo evento. Criado em 1977 por Chiquinho Mota, cabeleireiro de Juiz de Fora, Minas Gerais, o concurso se mantém há mais de quarenta anos, elegendo a mais bela transformista gay do país. As misses, que representam os vinte e seis estados brasileiros e o Distrito Federal, se apresentam em trajes típicos e de gala, destacando aspectos regionais e a ideia de feminilidade. Ao longo dos anos, o concurso se institucionalizou, com a criação de comissões regionais, regulamentos e sua patrimonialização em 2007 pelo município. Neste contexto, o Miss Brasil Gay é compreendido como campo, com regras próprias, nas quais a disputa por reconhecimento e a construção de identidades são centrais. A exigência por práticas estilizadas e cada vez mais específicas moldou a trajetória das artistas transformistas e contribuiu para a história da comunidade LGBTQIAPN+. De tal modo, a pesquisa busca entender o que defino como o campo do Miss Brasil Gay Juiz de Fora, protagonizado por quatro agentes principais: figurinistas, misses, organização e público. Pretende-se analisar como esses sujeitos articulam suas aparências de acordo com os marcadores sociais e resgatar a história do concurso, entrelaçada com as histórias de vida das pessoas envolvidas, para compreender sua relevância artística e cultural na comunidade LGBTQIAPN+ brasileira. Para o desenvolvimento desta pesquisa, utilizo metodologias multifacetadas, incluindo observação direta, fotografia, diário de campo, entrevistas semiestruturadas e análise de conteúdos disponibilizados pelos próprios agentes em suas plataformas sociais. Debruço-me, também, na literatura sobre a história LGBTQIAPN+ no Brasil, estudos de moda, queer, feministas e de gênero, bem como da cultura visual, patrimônio e memória. Por fim, considero que a competição contribuiu para: 1) desenvolver, transmitir e preservar a arte transformista brasileira, constituindo uma subcultura que ajudou a construir histórias, territórios e uma estrutura institucional e hierárquica própria de distinção; 2) reunir pessoas identificadas como dissidentes sexuais e marcar uma resistência a padrões normativos cis e heteronormativos, mobilizando inquietações e reflexões que promoveram novas ações políticas e artísticas; 3) produzir uma memória através do glamour como um instrumento político, dado que os símbolos e signos institucionalizados da vida política e pública nem sempre foram acessíveis a essas pessoas. |
| publishDate |
2024 |
| dc.date.issued.fl_str_mv |
2024-09-12 |
| dc.date.accessioned.fl_str_mv |
2025-01-31T15:34:21Z |
| dc.date.available.fl_str_mv |
2025-01-31 2025-01-31T15:34:21Z |
| dc.type.status.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/publishedVersion |
| dc.type.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/doctoralThesis |
| format |
doctoralThesis |
| status_str |
publishedVersion |
| dc.identifier.uri.fl_str_mv |
https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/18130 |
| url |
https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/18130 |
| dc.language.iso.fl_str_mv |
por |
| language |
por |
| dc.rights.driver.fl_str_mv |
Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/ info:eu-repo/semantics/openAccess |
| rights_invalid_str_mv |
Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/ |
| eu_rights_str_mv |
openAccess |
| dc.publisher.none.fl_str_mv |
Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) |
| dc.publisher.program.fl_str_mv |
Programa de Pós-graduação em Artes |
| dc.publisher.initials.fl_str_mv |
UFJF |
| dc.publisher.country.fl_str_mv |
Brasil |
| dc.publisher.department.fl_str_mv |
IAD – Instituto de Artes e Design |
| publisher.none.fl_str_mv |
Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) |
| dc.source.none.fl_str_mv |
reponame:Repositório Institucional da UFJF instname:Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) instacron:UFJF |
| instname_str |
Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) |
| instacron_str |
UFJF |
| institution |
UFJF |
| reponame_str |
Repositório Institucional da UFJF |
| collection |
Repositório Institucional da UFJF |
| bitstream.url.fl_str_mv |
https://repositorio.ufjf.br/jspui/bitstream/ufjf/18130/2/license_rdf https://repositorio.ufjf.br/jspui/bitstream/ufjf/18130/1/paulodeoliveirarodriguesjunior.pdf https://repositorio.ufjf.br/jspui/bitstream/ufjf/18130/3/license.txt https://repositorio.ufjf.br/jspui/bitstream/ufjf/18130/4/paulodeoliveirarodriguesjunior.pdf.txt https://repositorio.ufjf.br/jspui/bitstream/ufjf/18130/5/paulodeoliveirarodriguesjunior.pdf.jpg |
| bitstream.checksum.fl_str_mv |
e39d27027a6cc9cb039ad269a5db8e34 c030e4f634dcf63e7bca571587367ca6 8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33 0a36dd9fbf1fc4fd7b37e446d7188d8a 207c90b3b146b1822149d962edf39602 |
| bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv |
MD5 MD5 MD5 MD5 MD5 |
| repository.name.fl_str_mv |
Repositório Institucional da UFJF - Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) |
| repository.mail.fl_str_mv |
|
| _version_ |
1833922387739934720 |