Pedagogias das masculinidades: perspectivas de gênero, sexualidade e emoções entre adolescentes estudantes do ensino médio

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Silva, William Assis da lattes
Orientador(a): Bispo, Raphael lattes
Banca de defesa: Dutra, Rogéria Campos de Almeida lattes, Cadilhe, Alexandre José lattes, Rezende, Claudia Barcellos lattes
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-graduação em Ciências Sociais
Departamento: ICH – Instituto de Ciências Humanas
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://doi.org/10.34019/ufjf/te/2022/00038
https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/14339
Resumo: A partir de observações de situações cotidianas em uma escola pública estadual localizada na periferia de Juiz de Fora– MG, de debates com estudantes do ensino médio sobre gênero e sexualidade e entrevistas semiestruturadas com aluna(o)s, professores e funcionária(o)s, esta tese analisa os dispositivos reguladores de gênero, com ênfase nas masculinidades, que atuam na produção de subjetividades adolescentes. Em outras palavras, a tese tem como intuito identificar quais são e como operam as expectativas de gênero e sexualidade relacionadas aos comportamentos de meninas e meninos, observando como tais expectativas contribuem para a naturalização e produção de desigualdades, mas também potencialmente para a sua desconstrução e desnaturalização. Visando tal objetivo geral, quatro objetivos específicos foram elencados: (1) compreender a atual conjuntura política em relação as temáticas de gênero e sexualidade na educação e suas potenciais influencias no cotidiano escolar e na percepção dos agentes escolares; (2) analisar como os discursos sobre gênero e emoções que permeiam o cotidiano escolar contribuem para a produção, reprodução, ou contestação de representações hegemônicas de gênero; (3) identificar como e quais masculinidades são produzidas entre os estudantes como hegemônicas e subalternas; (4) analisar as experiências e trajetórias de alun(a)os que destoam das normas hegemônicas de gênero. Os relatos indicam o quanto os agentes escolares, além de se sentirem despreparados para tratar sobre gênero e sexualidade, por vezes sentem-se temerosos e preferem evitar o assunto. É possível constatar ainda a presença de representações sobre o que é ser moralmente “homem” e “mulher”, ancoradas em discursos emocionais que reforçam as hierarquias entre os gêneros. Embora a presença de múltiplas masculinidades seja ressaltada, constata-se a hegemonia de um modelo de “ser homem” balizado por características como “força”, “agressividade” e “competitividade”, produzidas através do futebol, do jogo social das relações jocosas e de relatos de proezas sexuais e conversas sexistas. Simultaneamente, é possível identificar também, a partir da experiência de meninos que não correspondem aos atributos necessários para a execução de uma masculinidade hegemônica, a existência de masculinidades subalternas. Considerando a existência de uma multiplicidade de formas em que as normas são habitadas, a pesquisa demonstra estratégias desenvolvidas pelos próprios aluna(o)s para uma melhor aceitação e integração no espaço escolar.
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Em outras palavras, a tese tem como intuito identificar quais são e como operam as expectativas de gênero e sexualidade relacionadas aos comportamentos de meninas e meninos, observando como tais expectativas contribuem para a naturalização e produção de desigualdades, mas também potencialmente para a sua desconstrução e desnaturalização. Visando tal objetivo geral, quatro objetivos específicos foram elencados: (1) compreender a atual conjuntura política em relação as temáticas de gênero e sexualidade na educação e suas potenciais influencias no cotidiano escolar e na percepção dos agentes escolares; (2) analisar como os discursos sobre gênero e emoções que permeiam o cotidiano escolar contribuem para a produção, reprodução, ou contestação de representações hegemônicas de gênero; (3) identificar como e quais masculinidades são produzidas entre os estudantes como hegemônicas e subalternas; (4) analisar as experiências e trajetórias de alun(a)os que destoam das normas hegemônicas de gênero. Os relatos indicam o quanto os agentes escolares, além de se sentirem despreparados para tratar sobre gênero e sexualidade, por vezes sentem-se temerosos e preferem evitar o assunto. É possível constatar ainda a presença de representações sobre o que é ser moralmente “homem” e “mulher”, ancoradas em discursos emocionais que reforçam as hierarquias entre os gêneros. Embora a presença de múltiplas masculinidades seja ressaltada, constata-se a hegemonia de um modelo de “ser homem” balizado por características como “força”, “agressividade” e “competitividade”, produzidas através do futebol, do jogo social das relações jocosas e de relatos de proezas sexuais e conversas sexistas. Simultaneamente, é possível identificar também, a partir da experiência de meninos que não correspondem aos atributos necessários para a execução de uma masculinidade hegemônica, a existência de masculinidades subalternas. Considerando a existência de uma multiplicidade de formas em que as normas são habitadas, a pesquisa demonstra estratégias desenvolvidas pelos próprios aluna(o)s para uma melhor aceitação e integração no espaço escolar.Through the observation of daily situations in a public school located in the suburb of Juiz de Fora, MG, from debates with students from high school about gender and sexuality and with semi-structured interviews with students professors and the word staff, these thesis analyzes the regulatory devices of gender with emphasis on masculinity that act in the production of the teenager subjectivities. In other words, this thesis aims to identify which are those and how operate the gender and sexuality expectations related to girls and boys behavior’s, observing how those expectations contribute to the naturalization and production of inequality, but potentially to its destruction and denaturalization. With this perspective as the main finality, four specific objectives were selected: (1) To understand the actual political conjecture related to the themes about gender and sexuality inside education and its potential influence on the daily basis at school and the perception of the school agents. (2) To analyze how the imaginary about emotions that surrounds the daily basis at school contributes to the production, reproduction or contestation of hegemonic representations of gender. (3) To identify how and which masculinities are produced between the students as hegemonic and suburban. (4) To analyze the experiences and the journey of the students who contrast with the hegemonic rules of gender. The report indicates how much the school agents, besides feeling unprepared to deal with the gender and sexuality issue, for many times they feel afraid and prefer to avoid the subject. It is possible to point the presence of the representations of what morally is considered being a “man” and a “woman” still, anchored on emotional speeches that reinforces the hierarchy between genders. Though the presence of multiple masculinities is highlighted, it is verified a hegemonic model of “being a man” conceived by characteristics as “strength”, "aggressiveness", "competitiveness " produced by soccer, the social game of the non-conventional relations and reports of sexual experiences and sexist conversations. Simultaneously, is possible to identify as well the boy's experiences that don't correspond to the necessary attributes to the execution of a hegemonic masculinity, the existence of suburban masculinity. Considering the existence of multiple ways where the rules live, the research demonstrates strategies developed by the students to improve the acceptance and integration in the school environment.CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível SuperiorporUniversidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)Programa de Pós-graduação em Ciências SociaisUFJFBrasilICH – Instituto de Ciências HumanasAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessCNPQ::CIENCIAS HUMANASGêneroMasculinidadesEducaçãoAdolescênciaIdeologia de gêneroGenderMasculinityEducationAdolescenceAnthropologyPedagogias das masculinidades: perspectivas de gênero, sexualidade e emoções entre adolescentes estudantes do ensino médioinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisreponame:Repositório Institucional da UFJFinstname:Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)instacron:UFJFORIGINALwilliamassisdasilva.pdfwilliamassisdasilva.pdfPDF/Aapplication/pdf2557272https://repositorio.ufjf.br/jspui/bitstream/ufjf/14339/1/williamassisdasilva.pdf3fb215c77226827de98f0b0658badc9dMD51CC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; charset=utf-8811https://repositorio.ufjf.br/jspui/bitstream/ufjf/14339/2/license_rdfe39d27027a6cc9cb039ad269a5db8e34MD52LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81748https://repositorio.ufjf.br/jspui/bitstream/ufjf/14339/3/license.txt8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD53TEXTwilliamassisdasilva.pdf.txtwilliamassisdasilva.pdf.txtExtracted texttext/plain655646https://repositorio.ufjf.br/jspui/bitstream/ufjf/14339/4/williamassisdasilva.pdf.txt0bd344aae9a0a88494646e0ee00ef7b1MD54THUMBNAILwilliamassisdasilva.pdf.jpgwilliamassisdasilva.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1155https://repositorio.ufjf.br/jspui/bitstream/ufjf/14339/5/williamassisdasilva.pdf.jpg9486cfbf0686b6d7a0b6ddafd86b773bMD55ufjf/143392022-11-17 11:13:55.774oai:hermes.cpd.ufjf.br:ufjf/14339Tk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufjf.br/oai/requestopendoar:2022-11-17T13:13:55Repositório Institucional da UFJF - Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)false
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