Advérbios em -mente no português brasileiro: uma análise baseada na morfologia distribuída
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
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| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-graduação em Letras: Linguística
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| Departamento: |
Faculdade de Letras
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| País: |
Brasil
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| Palavras-chave em Português: | |
| Área do conhecimento CNPq: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/16833 |
Resumo: | Este trabalho investiga a estrutura interna de formações adverbiais em -mente do português brasileiro (PB). Para tanto, nos ancoramos no modelo teórico da Morfologia Distribuída (HALLE & MARANTZ, 1993; MARANTZ, 1997), doravante MD, tomando como ponto de partida a ideia de que a categoria não é um componente lexical definido previamente, mas resultado da combinação de núcleos funcionais e raízes no componente gerativo sintático. Os advérbios são alvo de constante debate na literatura e, portanto, os autores se diferem em sua visão a respeito de como definir essa classe de palavras. Assim, os advérbios são frequentemente apontados na literatura como subclasse de outras categorias, como das preposições (LEMLE, 1984; EMONDS, 1976; LEE, 1999), dos pronomes (BOMFIM, 1988) ou dos adjetivos (BAKER, 2003; BASÍLIO, 2007; LOBATO, 2008), por exemplo. Contudo, sob a argumentação de que os advérbios apresentam um comportamento morfossintático próprio que os distancia das outras categorias, alguns autores (JACKENDOFF, 1977; PAYNE et. Al., 2010) propõem que tais elementos se constituem como uma classe categorial própria e independente. Inserindo-se nesse cenário controverso, esta pesquisa revisita o debate acerca da natureza categorial dos advérbios em -mente, buscando investigar qual é a sequência mínima de núcleos funcionais, bem como os traços formais necessários e suficientes para que um advérbio seja sintaticamente formado. No PB, os adverbiais em -mente se configuram por incluir na sua estrutura interna um adjetivo no gênero feminino. Considerando as características morfossintáticas dessas formações, propomos que o formador -mente é resultado do processo de gramaticalização (ROBERTS e ROUSSOU, 1999; HOPPER e TRAUGOTT, 2003) de um substantivo que se converteu em um categorizador sintático adverbial (um adv, nos moldes da MD). Além disso, propomos que esse categorizador ainda preserva algumas propriedades da sua origem lexical, notadamente os traços valorados de gênero (feminino) e número (singular), os quais compartilha com o adjetivo ao qual se concatena. Desse modo, -mente apresenta simultaneamente características nominais e adverbiais, configurando-se como uma categoria mista (ALEXIADOU, 2001; PANAGIOTIDIS e GROHMANN, 2005). |
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Inserindo-se nesse cenário controverso, esta pesquisa revisita o debate acerca da natureza categorial dos advérbios em -mente, buscando investigar qual é a sequência mínima de núcleos funcionais, bem como os traços formais necessários e suficientes para que um advérbio seja sintaticamente formado. No PB, os adverbiais em -mente se configuram por incluir na sua estrutura interna um adjetivo no gênero feminino. Considerando as características morfossintáticas dessas formações, propomos que o formador -mente é resultado do processo de gramaticalização (ROBERTS e ROUSSOU, 1999; HOPPER e TRAUGOTT, 2003) de um substantivo que se converteu em um categorizador sintático adverbial (um adv, nos moldes da MD). Além disso, propomos que esse categorizador ainda preserva algumas propriedades da sua origem lexical, notadamente os traços valorados de gênero (feminino) e número (singular), os quais compartilha com o adjetivo ao qual se concatena. Desse modo, -mente apresenta simultaneamente características nominais e adverbiais, configurando-se como uma categoria mista (ALEXIADOU, 2001; PANAGIOTIDIS e GROHMANN, 2005).This work investigates the internal structure of adverbial forms in -mente in Brazilian Portuguese (BP). The theoretical model assumed in this investigation is the Distributed Morphology framework (HALLE & MARANTZ, 1993; MARANTZ, 1997), henceforth DM, as we are aligned with the idea that category is not a previously defined lexical information, but the result of the combination of functional heads and roots in the syntactic generative component. Adverbs are subject of constant debate in literature and authors differ in their views on how to define this class of words. Thus, adverbs are often analyzed in the literature as a subclass of other categories, such as prepositions (LEMLE, 1984; EMONDS, 1976; LEE, 1999), pronouns (BOMFIM, 1988) or adjectives (BAKER, 2003; BASÍLIO, 2007; LOBATO, 2008), for example. However, under the argument that adverbs present morphosyntactic properties that distances them from other categories, some authors (JACKENDOFF, 1977; PAYNE ET. AL, 2010) propose that such elements constitute their own independent categorial class. Inserted within this controversial scenario, this research revisits the debate about the categorical nature of adverbs in -mente, seeking to investigate what is the minimum sequence of functional heads, as well as the necessary and sufficient formal features for an adverb to be syntactically formed. In BP, adverbials in -mente are characterized by including a feminine adjective in their internal structure. Considering the morphosyntactic behavior of these formations, we propose that the -mente formative is the result of a grammaticalization process (ROBERTS and ROUSSOU, 1999; HOPPER and TRAUGOTT, 2003) of a noun that became an adverbial syntactic categorizer (an adv, in DM terms). We also propose that this categorizer still preserves some properties of its lexical origin, notably valued features of gender (feminine) and number (singular), which it shares with the adjective to which it is concatenated in syntax. In this way, -mente simultaneously presents nominal and adverbial characteristics, configuring itself as a mixed category (ALEXIADOU, 2001; PANAGIOTIDIS and GROHMANN, 2005).CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível SuperiorporUniversidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)Programa de Pós-graduação em Letras: LinguísticaUFJFBrasilFaculdade de LetrasAttribution-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessCNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LINGUISTICAAdvérbiosCategoriaCategorizaçãoMorfologia distribuídaAdverbsCategoryCategorizationDistributed morphologyAdvérbios em -mente no português brasileiro: uma análise baseada na morfologia distribuídainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisreponame:Repositório Institucional da UFJFinstname:Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)instacron:UFJFORIGINALbiancaagrellirodrigues.pdfbiancaagrellirodrigues.pdfapplication/pdf1465991https://repositorio.ufjf.br/jspui/bitstream/ufjf/16833/1/biancaagrellirodrigues.pdf368a27b0d1de0d4e4313af89e58c3cb9MD51CC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; charset=utf-8805https://repositorio.ufjf.br/jspui/bitstream/ufjf/16833/2/license_rdfc4c98de35c20c53220c07884f4def27cMD52LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81748https://repositorio.ufjf.br/jspui/bitstream/ufjf/16833/3/license.txt8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD53TEXTbiancaagrellirodrigues.pdf.txtbiancaagrellirodrigues.pdf.txtExtracted texttext/plain200977https://repositorio.ufjf.br/jspui/bitstream/ufjf/16833/4/biancaagrellirodrigues.pdf.txt4ff37a172518f0aa28264726eb911990MD54THUMBNAILbiancaagrellirodrigues.pdf.jpgbiancaagrellirodrigues.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1188https://repositorio.ufjf.br/jspui/bitstream/ufjf/16833/5/biancaagrellirodrigues.pdf.jpg7fdb580237d97cf874ebf8d57364242fMD55ufjf/168332024-07-17 03:06:22.088oai:hermes.cpd.ufjf.br:ufjf/16833Tk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufjf.br/oai/requestopendoar:2024-07-17T06:06:22Repositório Institucional da UFJF - Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)false |
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