Resposta de vacas leiteiras à suplementação com bactérias e leveduras

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Resende, Letícia do Nascimento lattes
Orientador(a): Pereira , Marcos Neves
Banca de defesa: Pereira, Marcos Neves, Ávila , Carla Luiza da Silva, Pereira, Renata Apocalypse Nogueira
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Lavras
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Ciências Veterinárias
Departamento: Departamento de Medicina Veterinária
País: brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufla.br/handle/1/34568
Resumo: Avaliou-se o efeito de um aditivo líquido contendo uma combinação de microrganismos viáveis de bactérias láticas, bactérias formadoras de esporos e leveduras (S. cerevisiae) cultivadas em consórcio (CBL; Global Saúde, Brasil/SCD Probiotics, EUA) sobre a digestão, o consumo, o desempenho na lactação, a temperatura corporal e a resposta imune de vacas leiteiras. Vinte e seis vacas Holandesas (185 ± 141 dias em lactação) foram alimentadas individualmente com uma dieta de padronização por 14 dias e os tratamentos Controle ou CBL (3,5 mL/kg de matéria seca da dieta total) por 56 dias, em um delineamento em blocos casualizados ajustado para covariável e com estrutura de medidas repetidas ao longo do tempo. O CBL aumentou o consumo de matéria seca (CMS. 23,5 vs. 22,5 kg/d. P < 0,01) e tendeu a aumentar a produção de leite (30,0 vs. 29,4 kg/d. P = 0,06) e lactose (+ 60 g/d. P = 0,09). O leite corrigido para energia/CMS foi reduzido pelo CBL (1,25 vs. 1,31. P = 0,02). A concentração de sólidos no leite e o rendimento não diferiram (P ≥ 0,28). As vacas alimentadas com CBL tenderam a ter maiores valores de ECC (3,02 vs. 2,91. P = 0,08), mas o PV não diferiu (641 kg, P = 0,27). O CBL tendeu a reduzir a digestibilidade do trato total da MO não-fibrosa (81,2 vs. 84,1%. P = 0,08) enquanto que as digestibilidades do amido (90,7%) e FDN (48,4%) não diferiram (P ≥ 0,20). A proporção molar de butirato no líquido ruminal tendeu a ser reduzida por CBL (9,4 vs. 10,4%. P = 0,06) assim como a concentração total de protozoários (P = 0,10). A relação acetato/propionato (3,1. P = 0,89) e a produção microbiana do rúmen estimada pela excreção urinária diária de alantoína (P = 0,21) não diferiram. O CBL reduziu a proporção de consumo diário de manhã (35,1 vs. 40,4%. P = 0,02), aumentou a proporção no período da tarde (45,9 vs 41,9%. P = 0,03). Comportamentos de ruminação e ingestão não diferiram (P ≥ 0,16). O CBL reduziu o N-ureico no sangue às 09:00 h (21,2 vs. 25,1 mg/dL. P = 0,01) e tendeu a reduzir em 16:30 h (20,1 vs. 23,1 mg/dL. P = 0,06) e 23:00 h (17,9 vs. 20,6 mg/dL, P = 0,09), mas não afetou a N-ureico do leite (18,6 mg/dL, P = 0,47). O aumento da produção de leite e do CMS induzidos por CBL foram associados ao aumento da temperatura corporal. As temperaturas retais foram aumentadas pelo CBL às 09:00 h (38,3 vs. 38,1°C. P <0,01), 15:30 h (38,8 vs. 38,5°C. P = 0,01) e 22:00 h (38,5 vs. 38,2°C. P = 0,02). A frequência de vacas com temperatura retal ≥ 39,2°C às 15:30 h foi de 18,2% no CBL e 6,3% no CTL (P < 0,01). A temperatura da pele tendeu a ser aumentada por CBL às 09:00 h (34,1 vs. 33,8°C. P = 0,10) e foi aumentada às 22:00 h (35,1 vs. 34,7°C. P = 0,02). A sudorese nas semanas 4 (90,4 vs. 66,9 g/m 2 /h. P = 0,05) e 5 (103,9 vs. 72,1 g/m 2 /h. P = 0,01) foi aumentada pelo CBL. O tempo gasto deitado foi reduzido pelo CBL (742 vs. 813 min/d. P = 0,04). A taxa respiratória não diferiu (P ≥ 0,34). A imunidade em resposta a uma vacina contra vírus/leptospirose no d 36 (D0) foi avaliada. A interleucina-4 no soro tendeu a ser reduzida por CBL no D0 (779 vs. 859 pg/mL. P = 0,10) e não diferiu nos dias 7 (D7) e 14 (D14) relativamente à vacinação (P ≥ 0,26). A interleucina-12 foi reduzida por CBL em D7 (611 vs. 709 pg/mL, P = 0,02), mas não diferiu no D0 e D14 (P ≥ 0,27). Interferon gama e interleucina-10 não diferiram (P ≥ 0,20). Em D0, a concentração de monócitos como proporção de leucócitos tendeu a ser aumentada por CBL (3,8 vs. 5,7%. P = 0,10). A CCS do leite foi aumentada pela CBL (49.500 vs. 67.000 células/mL. P = 0,03). O CBL induziu maior aumento no CMS do que na produção de leite, diminuindo a eficiência alimentar, e teve efeitos menores na digestibilidade e no perfil de fermentação ruminal. O aumento do CMS e da produção de leite induzida pelo CBL foi associado ao aumento da temperatura corporal e da sudorese, pequenas alterações nos marcadores de imunidade e aumento do CCS do leite de vacas com baixa CCS.
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spelling 2019-06-03T16:51:01Z2019-06-03T16:51:01Z2019-03-222019-06-03RESENDE, L. do N. Resposta de vacas leiteiras à suplementação com bactérias e leveduras. 2019. 88 p. Dissertação (Mestrado em Ciências Veterinárias) - Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2019.https://repositorio.ufla.br/handle/1/34568Avaliou-se o efeito de um aditivo líquido contendo uma combinação de microrganismos viáveis de bactérias láticas, bactérias formadoras de esporos e leveduras (S. cerevisiae) cultivadas em consórcio (CBL; Global Saúde, Brasil/SCD Probiotics, EUA) sobre a digestão, o consumo, o desempenho na lactação, a temperatura corporal e a resposta imune de vacas leiteiras. Vinte e seis vacas Holandesas (185 ± 141 dias em lactação) foram alimentadas individualmente com uma dieta de padronização por 14 dias e os tratamentos Controle ou CBL (3,5 mL/kg de matéria seca da dieta total) por 56 dias, em um delineamento em blocos casualizados ajustado para covariável e com estrutura de medidas repetidas ao longo do tempo. O CBL aumentou o consumo de matéria seca (CMS. 23,5 vs. 22,5 kg/d. P < 0,01) e tendeu a aumentar a produção de leite (30,0 vs. 29,4 kg/d. P = 0,06) e lactose (+ 60 g/d. P = 0,09). O leite corrigido para energia/CMS foi reduzido pelo CBL (1,25 vs. 1,31. P = 0,02). A concentração de sólidos no leite e o rendimento não diferiram (P ≥ 0,28). As vacas alimentadas com CBL tenderam a ter maiores valores de ECC (3,02 vs. 2,91. P = 0,08), mas o PV não diferiu (641 kg, P = 0,27). O CBL tendeu a reduzir a digestibilidade do trato total da MO não-fibrosa (81,2 vs. 84,1%. P = 0,08) enquanto que as digestibilidades do amido (90,7%) e FDN (48,4%) não diferiram (P ≥ 0,20). A proporção molar de butirato no líquido ruminal tendeu a ser reduzida por CBL (9,4 vs. 10,4%. P = 0,06) assim como a concentração total de protozoários (P = 0,10). A relação acetato/propionato (3,1. P = 0,89) e a produção microbiana do rúmen estimada pela excreção urinária diária de alantoína (P = 0,21) não diferiram. O CBL reduziu a proporção de consumo diário de manhã (35,1 vs. 40,4%. P = 0,02), aumentou a proporção no período da tarde (45,9 vs 41,9%. P = 0,03). Comportamentos de ruminação e ingestão não diferiram (P ≥ 0,16). O CBL reduziu o N-ureico no sangue às 09:00 h (21,2 vs. 25,1 mg/dL. P = 0,01) e tendeu a reduzir em 16:30 h (20,1 vs. 23,1 mg/dL. P = 0,06) e 23:00 h (17,9 vs. 20,6 mg/dL, P = 0,09), mas não afetou a N-ureico do leite (18,6 mg/dL, P = 0,47). O aumento da produção de leite e do CMS induzidos por CBL foram associados ao aumento da temperatura corporal. As temperaturas retais foram aumentadas pelo CBL às 09:00 h (38,3 vs. 38,1°C. P <0,01), 15:30 h (38,8 vs. 38,5°C. P = 0,01) e 22:00 h (38,5 vs. 38,2°C. P = 0,02). A frequência de vacas com temperatura retal ≥ 39,2°C às 15:30 h foi de 18,2% no CBL e 6,3% no CTL (P < 0,01). A temperatura da pele tendeu a ser aumentada por CBL às 09:00 h (34,1 vs. 33,8°C. P = 0,10) e foi aumentada às 22:00 h (35,1 vs. 34,7°C. P = 0,02). A sudorese nas semanas 4 (90,4 vs. 66,9 g/m 2 /h. P = 0,05) e 5 (103,9 vs. 72,1 g/m 2 /h. P = 0,01) foi aumentada pelo CBL. O tempo gasto deitado foi reduzido pelo CBL (742 vs. 813 min/d. P = 0,04). A taxa respiratória não diferiu (P ≥ 0,34). A imunidade em resposta a uma vacina contra vírus/leptospirose no d 36 (D0) foi avaliada. A interleucina-4 no soro tendeu a ser reduzida por CBL no D0 (779 vs. 859 pg/mL. P = 0,10) e não diferiu nos dias 7 (D7) e 14 (D14) relativamente à vacinação (P ≥ 0,26). A interleucina-12 foi reduzida por CBL em D7 (611 vs. 709 pg/mL, P = 0,02), mas não diferiu no D0 e D14 (P ≥ 0,27). Interferon gama e interleucina-10 não diferiram (P ≥ 0,20). Em D0, a concentração de monócitos como proporção de leucócitos tendeu a ser aumentada por CBL (3,8 vs. 5,7%. P = 0,10). A CCS do leite foi aumentada pela CBL (49.500 vs. 67.000 células/mL. P = 0,03). O CBL induziu maior aumento no CMS do que na produção de leite, diminuindo a eficiência alimentar, e teve efeitos menores na digestibilidade e no perfil de fermentação ruminal. O aumento do CMS e da produção de leite induzida pelo CBL foi associado ao aumento da temperatura corporal e da sudorese, pequenas alterações nos marcadores de imunidade e aumento do CCS do leite de vacas com baixa CCS.The effect of a liquid additive containing a combination of viable microorganisms of lactic acid bacteria, spore forming bacteria and yeasts (S. cerevisiae) grown in a consortium (CBL; Global Health, Brazil/SCD Probiotics, USA) on the digestion, consumption, lactation performance, body temperature and the immune response of dairy cows. Twenty-six Holstein cows (185 ± 141 lactating days) were fed individually with a standardized diet for 14 days and Control or CBL treatments (3.5 mL/kg dry matter total diet) for 56 d, in a covariate adjusted randomized block design with repeated measures over time. The CBL increased DMI (23.5 vs 22.5 kg/d. P < 0.01) and tended to increase the yields of milk (30.0 vs 29.4 kg/d. P = 0.06) and lactose (+ 60 g/d. P = 0.09). Energy-corrected milk/DMI was reduced by CBL (1.25 vs 1.31. P = 0.02). Milk solids concentration and yield did not differ (P ≥ 0.28). Cows fed CBL tended to have higher BCS (3.02 vs 2.91. P = 0.08), but BW did not differ (641 kg. P = 0.27). The CBL tended to reduce the total tract digestibility of the non-fibrous OM (81.2 vs 84.1%. P = 0.08) whereas starch (90.7%) and NDF (48.4%) digestibilities did not differ (P ≥ 0.20). Molar proportion of butyrate in ruminal fluid tended to be reduced by CBL (9.4 vs 10.4%, P = 0.06) as well as total protozoa concentration (P = 0.10). The acetate to propionate ratio (3.1. P = 0.89) and the ruminal microbial yield estimated by the daily urinary allantoin excretion (P = 0.21) did not differ. The CBL reduced the proportion of daily intake in the morning (35.1 vs 40.4%. P = 0.02), increased the proportion in the afternoon (45.9 vs 41.9%. P = 0.03). Rumination and ingestion behaviors did not differ (P ≥ 0.16). The CBL reduced blood urea-N at 0900 h (21.2 vs 25.1 mg/dL. P = 0.01) and tended to reduce at 1630 h (20.1 vs 23.1 mg/dL. P = 0.06) and 2300 h (17.9 vs 20.6 mg/dL. P = 0.09), but did not affect milk urea-N (18.6 mg/dL. P = 0.47). The increase in milk yield and DMI induced by CBL was associated to increased body temperature. Rectal temperatures were increased by CBL at 0900 h (38.3 vs 38.1°C. P < 0.01), 1530 h (38.8 vs 38.5°C. P = 0.01), and 2200 h (38.5 vs 38.2°C. P = 0.02). The frequency of cows with rectal temperature > 39.2°C at 1530 h was 18.2% on CBL and 6.3% on CTL (P < 0.01). Skin temperature tended to be increased by CBL at 0900 h (34.1 vs 33.8°C. P = 0.10) and was increased at 2200 h (35.1 vs 34.7°C. P = 0.02). Sweating rates in weeks 4 (90.4 vs 66.9 g/m 2 /h. P = 0.05) and 5 (103.9 vs 72.1 g/m 2 /h. P = 0.01)) were increased by CBL. Time spent laying down was reduced by CBL (742 vs 813 min/d. P = 0.04). Respiratory rate did not differ (P ≥ 0.34). Immunity in response to a virus/leptospirosis vaccine on d 36 (D0) was evaluated. Interleukin 4 in serum tended to be reduced by CBL on D0 (779 vs 859 pg/mL. P = 0.10) and did not differ on days 7 (D7) and 14 (D14) relative to vaccination (P ≥ 0.26). Interleukin 12 was reduced by CBL on D7 (611 vs 709 pg/mL. P = 0.02), but did not differ on D0 and D14 (P ≥ 0.27). Interferon gamma and Interleukin 10 did not differ (P ≥ 0.20). At D0, the concentration of monocytes as a proportion of leukocytes tended to be increased by CBL (3.8 vs 5.7%. P = 0.10). Milk SCC was increased by CBL (49,500 vs 67,000 cells/mL. P = 0.03). The CBL induced a greater increase in DMI than in milk yield, decreasing feed efficiency, and had minor effects on digestibility and ruminal fermentation profile. The increase in DMI and milk yield induced by CBL was associated to increased body temperature and sweating rate, minor alterations in immunity markers, and increased milk SCC of cows with low SCC.Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG)Universidade Federal de LavrasPrograma de Pós-Graduação em Ciências VeterináriasPrograma de Pós-Graduação em Ciências VeterináriasUFLAbrasilDepartamento de Medicina VeterináriaMedicina VeterináriaContagem de células somáticasFermentação ruminalImunidadeLeveduraProbióticoSomatic cell countRuminal fermentationImmunityYeastProbioticResposta de vacas leiteiras à suplementação com bactérias e levedurasResponse of dairy cows to bacteria and yeast supplementationinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisPereira , Marcos NevesPereira, Marcos NevesÁvila , Carla Luiza da SilvaPereira, Renata Apocalypse Nogueirahttp://lattes.cnpq.br/6820644435060512Resende, Letícia do Nascimentoinfo:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UFLAinstname:Universidade Federal de Lavras (UFLA)instacron:UFLAORIGINALDISSERTAÇÃO_Resposta de vacas leiteiras à suplementação.pdfDISSERTAÇÃO_Resposta de vacas leiteiras à suplementação.pdfapplication/pdf1357831https://repositorio.ufla.br/bitstreams/3a9b7330-80bf-410e-be27-fd75137c0b51/download72e123ac4a7f2a82078f5c061f4d05baMD51trueAnonymousREADLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-8953https://repositorio.ufla.br/bitstreams/0450dc37-1aa6-44af-b16a-260b35977912/download760884c1e72224de569e74f79eb87ce3MD52falseAnonymousREADTEXTDISSERTAÇÃO_Resposta de vacas leiteiras à suplementação.pdf.txtDISSERTAÇÃO_Resposta de vacas leiteiras à suplementação.pdf.txtExtracted texttext/plain102881https://repositorio.ufla.br/bitstreams/017b945e-67d7-407d-a938-4a667d0fffd0/download5b75ca9020260e80c0c058a0adc11277MD53falseAnonymousREADTHUMBNAILDISSERTAÇÃO_Resposta de vacas leiteiras à suplementação.pdf.jpgDISSERTAÇÃO_Resposta de vacas leiteiras à suplementação.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2867https://repositorio.ufla.br/bitstreams/0c0651c8-486c-45e6-848a-eb1bd73c7366/download1aa0b6e783f3eed32bb447fdbdeeb6f9MD54falseAnonymousREAD1/345682025-10-06 10:03:26.239open.accessoai:repositorio.ufla.br:1/34568https://repositorio.ufla.brRepositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufla.br/server/oai/requestnivaldo@ufla.br || repositorio.biblioteca@ufla.bropendoar:2025-10-06T13:03:26Repositório Institucional da UFLA - Universidade Federal de Lavras (UFLA)falseREVDTEFSQcOHw4NPIERFIERJU1RSSUJVScOHw4NPIE7Dg08tRVhDTFVTSVZBCk8gcmVmZXJpZG8gYXV0b3I6CmEpIERlY2xhcmEgcXVlIG8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlIMOpIHNldSB0cmFiYWxobyBvcmlnaW5hbCwgZSBxdWUKZGV0w6ltIG8gZGlyZWl0byBkZSBjb25jZWRlciBvcyBkaXJlaXRvcyBjb250aWRvcyBuZXN0YSBsaWNlbsOnYS4KRGVjbGFyYSB0YW1iw6ltIHF1ZSBhIGVudHJlZ2EgZG8gZG9jdW1lbnRvIG7Do28gaW5mcmluZ2UsIHRhbnRvIHF1YW50bwpsaGUgw6kgcG9zc8OtdmVsIHNhYmVyLCBvcyBkaXJlaXRvcyBkZSBxdWFscXVlciBvdXRyYSBwZXNzb2Egb3UKZW50aWRhZGUuCmIpIFNlIG8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlIGNvbnTDqW0gbWF0ZXJpYWwgZG8gcXVhbCBuw6NvIGRldMOpbSBvcwpkaXJlaXRvcyBkZSBhdXRvciwgZGVjbGFyYSBxdWUgb2J0ZXZlIGF1dG9yaXphw6fDo28gZG8gZGV0ZW50b3IgZG9zCmRpcmVpdG9zIGRlIGF1dG9yIHBhcmEgY29uY2VkZXIgw6AgVW5pdmVyc2lkYWRlIEZlZGVyYWwgZGUgTGF2cmFzIG9zCmRpcmVpdG9zIHJlcXVlcmlkb3MgcG9yIGVzdGEgbGljZW7Dp2EsIGUgcXVlIGVzc2UgbWF0ZXJpYWwgY3Vqb3MKZGlyZWl0b3Mgc8OjbyBkZSB0ZXJjZWlyb3MgZXN0w6EgY2xhcmFtZW50ZSBpZGVudGlmaWNhZG8gZSByZWNvbmhlY2lkbwpubyB0ZXh0byBvdSBjb250ZcO6ZG8gZG8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlLiBTZSBvIGRvY3VtZW50byBlbnRyZWd1ZSDDqQpiYXNlYWRvIGVtIHRyYWJhbGhvIGZpbmFuY2lhZG8gb3UgYXBvaWFkbyBwb3Igb3V0cmEgaW5zdGl0dWnDp8OjbyBxdWUKbsOjbyBhIFVuaXZlcnNpZGFkZSBGZWRlcmFsIGRlIExhdnJhcywgZGVjbGFyYSBxdWUgY3VtcHJpdSBxdWFpc3F1ZXIKb2JyaWdhw6fDtWVzIGV4aWdpZGFzIHBlbG8gcmVzcGVjdGl2byBjb250cmF0byBvdSBhY29yZG8uCgo=
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Yeast
Probiotic
description Avaliou-se o efeito de um aditivo líquido contendo uma combinação de microrganismos viáveis de bactérias láticas, bactérias formadoras de esporos e leveduras (S. cerevisiae) cultivadas em consórcio (CBL; Global Saúde, Brasil/SCD Probiotics, EUA) sobre a digestão, o consumo, o desempenho na lactação, a temperatura corporal e a resposta imune de vacas leiteiras. Vinte e seis vacas Holandesas (185 ± 141 dias em lactação) foram alimentadas individualmente com uma dieta de padronização por 14 dias e os tratamentos Controle ou CBL (3,5 mL/kg de matéria seca da dieta total) por 56 dias, em um delineamento em blocos casualizados ajustado para covariável e com estrutura de medidas repetidas ao longo do tempo. O CBL aumentou o consumo de matéria seca (CMS. 23,5 vs. 22,5 kg/d. P < 0,01) e tendeu a aumentar a produção de leite (30,0 vs. 29,4 kg/d. P = 0,06) e lactose (+ 60 g/d. P = 0,09). O leite corrigido para energia/CMS foi reduzido pelo CBL (1,25 vs. 1,31. P = 0,02). A concentração de sólidos no leite e o rendimento não diferiram (P ≥ 0,28). As vacas alimentadas com CBL tenderam a ter maiores valores de ECC (3,02 vs. 2,91. P = 0,08), mas o PV não diferiu (641 kg, P = 0,27). O CBL tendeu a reduzir a digestibilidade do trato total da MO não-fibrosa (81,2 vs. 84,1%. P = 0,08) enquanto que as digestibilidades do amido (90,7%) e FDN (48,4%) não diferiram (P ≥ 0,20). A proporção molar de butirato no líquido ruminal tendeu a ser reduzida por CBL (9,4 vs. 10,4%. P = 0,06) assim como a concentração total de protozoários (P = 0,10). A relação acetato/propionato (3,1. P = 0,89) e a produção microbiana do rúmen estimada pela excreção urinária diária de alantoína (P = 0,21) não diferiram. O CBL reduziu a proporção de consumo diário de manhã (35,1 vs. 40,4%. P = 0,02), aumentou a proporção no período da tarde (45,9 vs 41,9%. P = 0,03). Comportamentos de ruminação e ingestão não diferiram (P ≥ 0,16). O CBL reduziu o N-ureico no sangue às 09:00 h (21,2 vs. 25,1 mg/dL. P = 0,01) e tendeu a reduzir em 16:30 h (20,1 vs. 23,1 mg/dL. P = 0,06) e 23:00 h (17,9 vs. 20,6 mg/dL, P = 0,09), mas não afetou a N-ureico do leite (18,6 mg/dL, P = 0,47). O aumento da produção de leite e do CMS induzidos por CBL foram associados ao aumento da temperatura corporal. As temperaturas retais foram aumentadas pelo CBL às 09:00 h (38,3 vs. 38,1°C. P <0,01), 15:30 h (38,8 vs. 38,5°C. P = 0,01) e 22:00 h (38,5 vs. 38,2°C. P = 0,02). A frequência de vacas com temperatura retal ≥ 39,2°C às 15:30 h foi de 18,2% no CBL e 6,3% no CTL (P < 0,01). A temperatura da pele tendeu a ser aumentada por CBL às 09:00 h (34,1 vs. 33,8°C. P = 0,10) e foi aumentada às 22:00 h (35,1 vs. 34,7°C. P = 0,02). A sudorese nas semanas 4 (90,4 vs. 66,9 g/m 2 /h. P = 0,05) e 5 (103,9 vs. 72,1 g/m 2 /h. P = 0,01) foi aumentada pelo CBL. O tempo gasto deitado foi reduzido pelo CBL (742 vs. 813 min/d. P = 0,04). A taxa respiratória não diferiu (P ≥ 0,34). A imunidade em resposta a uma vacina contra vírus/leptospirose no d 36 (D0) foi avaliada. A interleucina-4 no soro tendeu a ser reduzida por CBL no D0 (779 vs. 859 pg/mL. P = 0,10) e não diferiu nos dias 7 (D7) e 14 (D14) relativamente à vacinação (P ≥ 0,26). A interleucina-12 foi reduzida por CBL em D7 (611 vs. 709 pg/mL, P = 0,02), mas não diferiu no D0 e D14 (P ≥ 0,27). Interferon gama e interleucina-10 não diferiram (P ≥ 0,20). Em D0, a concentração de monócitos como proporção de leucócitos tendeu a ser aumentada por CBL (3,8 vs. 5,7%. P = 0,10). A CCS do leite foi aumentada pela CBL (49.500 vs. 67.000 células/mL. P = 0,03). O CBL induziu maior aumento no CMS do que na produção de leite, diminuindo a eficiência alimentar, e teve efeitos menores na digestibilidade e no perfil de fermentação ruminal. O aumento do CMS e da produção de leite induzida pelo CBL foi associado ao aumento da temperatura corporal e da sudorese, pequenas alterações nos marcadores de imunidade e aumento do CCS do leite de vacas com baixa CCS.
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