Dinâmica de comunidades arbóreas em dois fragmentos de floresta estacional semidecidual na região do Alto Rio Grande, Minas Gerais

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2007
Autor(a) principal: Higuchi, Pedro
Orientador(a): Oliveira Filho, Ary Teixeira de
Banca de defesa: Van den Berg, Eduardo, Pereira, José Aldo Alves, Reis, Maria das Graças Ferreira, Pinto, José Roberto Rodrigues
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS
Programa de Pós-Graduação: DCF - Programa de Pós-graduação
Departamento: Não Informado pela instituição
País: BRASIL
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufla.br/handle/1/3994
Resumo: O objetivo do presente trabalho foi avaliar os padrões de variação espacial e temporal do processo de dinâmica da comunidade arbórea de dois fragmentos de floresta estacional semidecidual situados em Lavras, MG. No primeiro deles, a Reserva Florestal da UFLA, foram conduzidos cinco inventários (1987, 1992, 1996, 2001 e 2006) em uma rede de 126 parcelas permanentes e contíguas de 20×20 m que cobriam toda a área (5,8 ha). No segundo, conhecido como Mata da Subestação (8,7 ha), foram feitos dois inventários (2000 e 2005) em 47 parcelas de 20×20 m dispostas em duas transeções, distantes 80 m entre si, que cruzavam o fragmento no sentido do fundo do vale para o alto da encosta. No primeiro inventário de cada fragmento, foi anotada a espécie e medido o diâmetro à altura do peito (DAP) das árvores com DAP  5 cm. Os subseqüentes registraram as árvores mortas, mediram e identificaram as recrutas e remediram as sobreviventes. Foram calculadas as taxas de mortalidade, recrutamento, ganho e perda em área basal para a amostra total, parcelas e populações; na Subestação, também para três classes de solo: Nitossolo, Latossolo e Cambissolo. Na Reserva da UFLA, um processo de auto-desbaste se instalou a partir de 1992 e a dinâmica da comunidade variou no espaço e no tempo, predominando padrões agregados. Com exceção das taxas de mortalidade, não houve mudanças nos padrões espaciais de dinâmica da comunidade ao longo do tempo. Não foram encontradas relações entre a proximidade das bordas do fragmento e as variáveis de dinâmica. A maioria das populações com densidade e área basal crescentes foi de espécies tolerantes à sombra, enquanto a maioria daquelas em declínio foi de pioneiras e exigentes de luz. Na Subestação, foi registrada uma redução na densidade de árvores e estabilidade em área basal, mas não houve diferenças nas taxas de dinâmica entre as classes de solo. As populações das espécies de subdossel, que já eram as mais abundantes, expandiram ainda mais no período. Ambos os fragmentos, provavelmente, estão em fase de regeneração pós-distúrbio, embora em fase mais avançada na Subestação. Contudo, não foi detectada interferência da heterogeneidade ambiental.
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No segundo, conhecido como Mata da Subestação (8,7 ha), foram feitos dois inventários (2000 e 2005) em 47 parcelas de 20×20 m dispostas em duas transeções, distantes 80 m entre si, que cruzavam o fragmento no sentido do fundo do vale para o alto da encosta. No primeiro inventário de cada fragmento, foi anotada a espécie e medido o diâmetro à altura do peito (DAP) das árvores com DAP  5 cm. Os subseqüentes registraram as árvores mortas, mediram e identificaram as recrutas e remediram as sobreviventes. Foram calculadas as taxas de mortalidade, recrutamento, ganho e perda em área basal para a amostra total, parcelas e populações; na Subestação, também para três classes de solo: Nitossolo, Latossolo e Cambissolo. Na Reserva da UFLA, um processo de auto-desbaste se instalou a partir de 1992 e a dinâmica da comunidade variou no espaço e no tempo, predominando padrões agregados. Com exceção das taxas de mortalidade, não houve mudanças nos padrões espaciais de dinâmica da comunidade ao longo do tempo. Não foram encontradas relações entre a proximidade das bordas do fragmento e as variáveis de dinâmica. A maioria das populações com densidade e área basal crescentes foi de espécies tolerantes à sombra, enquanto a maioria daquelas em declínio foi de pioneiras e exigentes de luz. Na Subestação, foi registrada uma redução na densidade de árvores e estabilidade em área basal, mas não houve diferenças nas taxas de dinâmica entre as classes de solo. As populações das espécies de subdossel, que já eram as mais abundantes, expandiram ainda mais no período. Ambos os fragmentos, provavelmente, estão em fase de regeneração pós-distúrbio, embora em fase mais avançada na Subestação. Contudo, não foi detectada interferência da heterogeneidade ambiental.The purpose of the present study was to seek for patterns of spatial and temporal variation in the dynamics of the tree community of two fragments of tropical semi-deciduous forests, in Lavras, SE Brazil. In one of them, the UFLA Forest Reserve, five surveys were carried out; in 1987, 1992, 1996, 2001 and 2006; in a grid of 126 contiguous plots with 20×20 m of dimensions, covering the whole area (5.8 ha). In the other fragment, known as Subestação (8.7 ha), two surveys were carried out, in 2000 and 2005, in 47 contiguous plots with 20×20 m of dimensions, located along two transects, spaced 80 m apart, that crossed the fragment edge-to-edge, from the valley bottom to the hilltop. In the first survey of each fragment, the species and diameter at breast height (dbh) were registered for all trees with dbh  5 cm. Subsequent surveys registered dead trees, measured and identified recruits, and re-measured surviving trees. Rates of mortality and recruitment, and of gain and loss of basal area were calculated for the total sample, plots and populations, and also for the three soil classes of the Substação: Nitosols, Latosols and Cambisols. Results showed that a process of self-thinning has taken place in the Forest Reserve since 1992. Community dynamics varied in space and time, and clustered patterns predominated. With the exception of mortality rates, there were no changes in the spatial patterns of community dynamics along time. No relationships were found between dynamics variables and the proximity of forest edges. The majority of populations with increasing density and basal area were of shade-bearer species, while most declining ones were of pioneer and light-demanders. In the Substação, tree density was declining while basal area was stable, but there were no differences in dynamics rates among the soil classes. Sub-canopy species, which were already the most abundant, tended to expand even more in the period. Both fragments are probably in a post-disturbance regeneration phase; although more advanced in the Substação; but no interference of environmental heterogeneity was detected.Manejo AmbientalUNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRASDCF - Programa de Pós-graduaçãoUFLABRASILCNPQ_NÃO_INFORMADOComunidade arbóreaDinâmica florestalEfeito bordaFloresta estacional semidecidualFragmentação florestalVariações espaciaisVariações temporaisDinâmica de comunidades arbóreas em dois fragmentos de floresta estacional semidecidual na região do Alto Rio Grande, Minas GeraisTree community dynamics in two fragments of tropical semi-deciduous forest in SE Brazilinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisOliveira Filho, Ary Teixeira deVan den Berg, EduardoPereira, José Aldo AlvesReis, Maria das Graças FerreiraPinto, José Roberto RodriguesHiguchi, Pedroinfo:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UFLAinstname:Universidade Federal de Lavras (UFLA)instacron:UFLAORIGINALTESE_Dinâmica de comunidades arbóreas em dois fragmentos de floresta estacional semidecidual na Região do Alto Rio Grande, Minas Gerais.pdfTESE_Dinâmica de comunidades arbóreas em dois fragmentos de floresta estacional semidecidual na Região do Alto Rio Grande, Minas Gerais.pdfapplication/pdf1766129https://repositorio.ufla.br/bitstreams/59357c99-8e1f-4f87-aea3-8d8c3fd4ce17/downloada6d65d517971481bb041a7ef7918567dMD51trueAnonymousREADLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-8953https://repositorio.ufla.br/bitstreams/4bc8f6bf-2a54-49c1-9c83-e7881808905f/download760884c1e72224de569e74f79eb87ce3MD52falseAnonymousREADTEXTTESE_Dinâmica de comunidades arbóreas em dois fragmentos de floresta estacional semidecidual na Região do Alto Rio Grande, Minas Gerais.pdf.txtTESE_Dinâmica de comunidades arbóreas em dois fragmentos de floresta estacional semidecidual na Região do Alto Rio Grande, Minas Gerais.pdf.txtExtracted texttext/plain101280https://repositorio.ufla.br/bitstreams/18a8b344-f5da-4465-a38d-686878dc8a68/download9a714f787c000e2c32a11fd0d7a159e8MD53falseAnonymousREADTHUMBNAILTESE_Dinâmica de comunidades arbóreas em dois fragmentos de floresta estacional semidecidual na Região do Alto Rio Grande, Minas Gerais.pdf.jpgTESE_Dinâmica de comunidades arbóreas em dois fragmentos de floresta estacional semidecidual na Região do Alto Rio Grande, Minas Gerais.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2476https://repositorio.ufla.br/bitstreams/f0cdb6e9-2a63-4705-83ec-15a214caef0b/downloade3ad8fe4e477984ef55cc97ee26b2b51MD54falseAnonymousREAD1/39942025-08-11 10:49:03.672open.accessoai:repositorio.ufla.br:1/3994https://repositorio.ufla.brRepositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufla.br/server/oai/requestnivaldo@ufla.br || repositorio.biblioteca@ufla.bropendoar:2025-08-11T13:49:03Repositório Institucional da UFLA - Universidade Federal de Lavras (UFLA)falseREVDTEFSQcOHw4NPIERFIERJU1RSSUJVScOHw4NPIE7Dg08tRVhDTFVTSVZBCk8gcmVmZXJpZG8gYXV0b3I6CmEpIERlY2xhcmEgcXVlIG8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlIMOpIHNldSB0cmFiYWxobyBvcmlnaW5hbCwgZSBxdWUKZGV0w6ltIG8gZGlyZWl0byBkZSBjb25jZWRlciBvcyBkaXJlaXRvcyBjb250aWRvcyBuZXN0YSBsaWNlbsOnYS4KRGVjbGFyYSB0YW1iw6ltIHF1ZSBhIGVudHJlZ2EgZG8gZG9jdW1lbnRvIG7Do28gaW5mcmluZ2UsIHRhbnRvIHF1YW50bwpsaGUgw6kgcG9zc8OtdmVsIHNhYmVyLCBvcyBkaXJlaXRvcyBkZSBxdWFscXVlciBvdXRyYSBwZXNzb2Egb3UKZW50aWRhZGUuCmIpIFNlIG8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlIGNvbnTDqW0gbWF0ZXJpYWwgZG8gcXVhbCBuw6NvIGRldMOpbSBvcwpkaXJlaXRvcyBkZSBhdXRvciwgZGVjbGFyYSBxdWUgb2J0ZXZlIGF1dG9yaXphw6fDo28gZG8gZGV0ZW50b3IgZG9zCmRpcmVpdG9zIGRlIGF1dG9yIHBhcmEgY29uY2VkZXIgw6AgVW5pdmVyc2lkYWRlIEZlZGVyYWwgZGUgTGF2cmFzIG9zCmRpcmVpdG9zIHJlcXVlcmlkb3MgcG9yIGVzdGEgbGljZW7Dp2EsIGUgcXVlIGVzc2UgbWF0ZXJpYWwgY3Vqb3MKZGlyZWl0b3Mgc8OjbyBkZSB0ZXJjZWlyb3MgZXN0w6EgY2xhcmFtZW50ZSBpZGVudGlmaWNhZG8gZSByZWNvbmhlY2lkbwpubyB0ZXh0byBvdSBjb250ZcO6ZG8gZG8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlLiBTZSBvIGRvY3VtZW50byBlbnRyZWd1ZSDDqQpiYXNlYWRvIGVtIHRyYWJhbGhvIGZpbmFuY2lhZG8gb3UgYXBvaWFkbyBwb3Igb3V0cmEgaW5zdGl0dWnDp8OjbyBxdWUKbsOjbyBhIFVuaXZlcnNpZGFkZSBGZWRlcmFsIGRlIExhdnJhcywgZGVjbGFyYSBxdWUgY3VtcHJpdSBxdWFpc3F1ZXIKb2JyaWdhw6fDtWVzIGV4aWdpZGFzIHBlbG8gcmVzcGVjdGl2byBjb250cmF0byBvdSBhY29yZG8uCgo=
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