Ecologia das interações foréticas entre ácaros e besouros escarabeíneos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Rodrigues, Taís Helena de Araujo lattes
Orientador(a): Louzada, Júlio Neil Cassa
Banca de defesa: Correa, César Murilo de Albuquerque, Maia, Laís Ferreira, Passamani, Marcelo, Almeida, Sabrina da Silva Pinheiro de
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Lavras
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-graduação em Entomologia
Departamento: Departamento de Entomologia
País: brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufla.br/handle/1/58598
Resumo: A associação comensal entre ácaros e besouros escarabeíneos conhecida como forese é amplamente observada em ecossistemas naturais e antropizados. Nesta associação, os besouros transportam ácaros de vida livre, os quais normalmente possuem baixa capacidade de locomoção, permitindo-lhes acessar recursos e condições mais favoráveis para a sobrevivência. Apesar da importância dessa interação, ainda existem muitos aspectos ecológicos que permanecem desconhecidos. Esta tese visa preencher essa lacuna do conhecimento, examinando como fatores intrínsecos aos escarabeíneos afetam a associação com os ácaros foréticos, bem como entender como alterações ambientais influenciam esta interação. A tese foi dividida em duas partes, sendo a primeira delas composta por uma introdução geral, que abarca de forma abrangente as temáticas envolvidas na construção deste trabalho. A segunda parte, por sua vez, é composta por dois artigos. No primeiro deles, foi investigado como características morfológicas, comportamentais e ecológicas do hospedeiro afetam a riqueza de ácaros, a intensidade e a prevalência da interação entres estes e os escarabeíneos carreadores. Avaliou-se ainda neste capítulo se estes efeitos variam dependendo do contexto ambiental em que os organismos estão inseridos. Os resultados mostraram que a riqueza de ácaros associados e a intensidade da interação é afetada por diferentes características do hospedeiro, tais como biomassa e abundância do hospedeiro, quando se considera o padrão geral e os diferentes sistemas avaliados isoladamente. A prevalência dessa interação, no entanto, não foi explicada por nenhuma das variáveis analisadas. O segundo artigo teve como objetivo avaliar o efeito da conversão de florestas primárias em pastagens exóticas nas redes de interações entre ácaros foréticos e besouros escarabeíneos. Além disso, foi verificado se essas redes de interações respondem a restauração ecológica, convergindo para os sistemas de referência. A mudança de uso do solo afetou negativamente a riqueza de espécies, a diversidade das interações, o número de links por espécie e a robustez das redes de interações. A restauração ecológica dos ecossistemas degradados não foi capaz de reestruturar completamente as propriedades destas redes de interações para os valores das florestas primárias, exceto em relação à robustez em áreas de restauração inicial. Essas investigações ampliam o entendimento das interações foréticas, contribuindo para a conservação de espécies de ácaros e suas funções ecológicas. Além disso, esses estudos oferecem informações cruciais para guiar estratégias de conservação mais eficazes, enfatizando a importância das redes de interações foréticas para a diversidade de espécies e funcionamento dos ecossistemas.
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A tese foi dividida em duas partes, sendo a primeira delas composta por uma introdução geral, que abarca de forma abrangente as temáticas envolvidas na construção deste trabalho. A segunda parte, por sua vez, é composta por dois artigos. No primeiro deles, foi investigado como características morfológicas, comportamentais e ecológicas do hospedeiro afetam a riqueza de ácaros, a intensidade e a prevalência da interação entres estes e os escarabeíneos carreadores. Avaliou-se ainda neste capítulo se estes efeitos variam dependendo do contexto ambiental em que os organismos estão inseridos. Os resultados mostraram que a riqueza de ácaros associados e a intensidade da interação é afetada por diferentes características do hospedeiro, tais como biomassa e abundância do hospedeiro, quando se considera o padrão geral e os diferentes sistemas avaliados isoladamente. A prevalência dessa interação, no entanto, não foi explicada por nenhuma das variáveis analisadas. O segundo artigo teve como objetivo avaliar o efeito da conversão de florestas primárias em pastagens exóticas nas redes de interações entre ácaros foréticos e besouros escarabeíneos. Além disso, foi verificado se essas redes de interações respondem a restauração ecológica, convergindo para os sistemas de referência. A mudança de uso do solo afetou negativamente a riqueza de espécies, a diversidade das interações, o número de links por espécie e a robustez das redes de interações. A restauração ecológica dos ecossistemas degradados não foi capaz de reestruturar completamente as propriedades destas redes de interações para os valores das florestas primárias, exceto em relação à robustez em áreas de restauração inicial. Essas investigações ampliam o entendimento das interações foréticas, contribuindo para a conservação de espécies de ácaros e suas funções ecológicas. Além disso, esses estudos oferecem informações cruciais para guiar estratégias de conservação mais eficazes, enfatizando a importância das redes de interações foréticas para a diversidade de espécies e funcionamento dos ecossistemas.The commensal association between mites and dung beetles, known as phoresy, is a widely observed phenomenon in both natural and anthropogenic ecosystems. In this symbiotic relationship, dung beetles serve as carriers for free-living mites with limited mobility, facilitating their access to more favorable resources and conditions. Despite the ecological significance of this interaction, there has been a limited research effort addressing the intricacies of this ecological relationship. This thesis seeks to address this knowledge gap by conducting a comprehensive examination of how intrinsic and extrinsic factors influence these interactions, with a particular focus on utilizing phoretic interactions as a valuable tool for assessing ecosystem quality. The thesis is structured into two distinct sections: the first encompasses a comprehensive general introduction, providing an overarching framework for the themes explored in this work, while the second section comprises two research papers. The first paper delves into the investigation of morphological, behavioral, and ecological factors that impact mite species richness, as well as the intensity and prevalence of the interactions between mites and their dung beetle carriers. Additionally, it explores whether these dynamics are influenced by the environmental context in which these organisms are situated. The findings reveal that mite species richness and interaction intensity are influenced by a sort of host characteristics, encompassing both general patterns and isolated system-specific factors. However, the prevalence of these interactions remains unexplained by the variables analyzed. The second paper focuses on evaluating the impact of converting primary forests into exotic pastures on the interaction networks involving phoretic mites and dung beetles. Furthermore, it investigates whether these interaction networks exhibit any response to ecological restoration efforts by converging their properties towards those of reference systems. The results indicate that land use changes have a detrimental effect on species richness, interaction diversity, the number of links per species, and the overall robustness of interaction networks. The ecological restoration of degraded ecosystems was not fully able to restructure the properties of interaction networks to match those of primary forests, except concerning robustness in initial restoration areas. These investigations significantly contribute to advancing our understanding of phoretic interactions, thereby contributing to the conservation of mite species and their ecological functions. Furthermore, these studies offer essential insights that can inform more effective conservation strategies, underscoring the pivotal role of phoretic interaction networks in supporting species diversity and ecosystem functionality.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)Universidade Federal de LavrasPrograma de Pós-graduação em EntomologiaUFLAbrasilDepartamento de EntomologiaAttribution 4.0 Internationalhttp://creativecommons.org/licenses/by/4.0/info:eu-repo/semantics/openAccessEntomologiaForeseInseto - HospedeiroMudança do uso do soloRestauraçãoÁcaros - Interação comensalBesouros - Interação comensalPhoresyInsects - HostLand use changeRestorationMites - Commensalistic interactionBeetles - Commensalistic interactionEcologia das interações foréticas entre ácaros e besouros escarabeíneosPhoretics interactions ecology between mites and dung beetlesinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisLouzada, Júlio Neil CassaBernardi, Leopoldo Ferreira de OliveiraCorrea, César Murilo de AlbuquerqueMaia, Laís FerreiraPassamani, MarceloAlmeida, Sabrina da Silva Pinheiro dehttps://lattes.cnpq.br/4848298600174003Rodrigues, Taís Helena de Araujoporreponame:Repositório Institucional da UFLAinstname:Universidade Federal de Lavras (UFLA)instacron:UFLAORIGINALTESE_Ecologia das interações foréticas entre ácaros e besouros escarabeíneos.pdfTESE_Ecologia das interações foréticas entre ácaros e besouros escarabeíneos.pdfapplication/pdf2783522https://repositorio.ufla.br/bitstreams/9ce7de30-866c-446c-beef-3e9e7786a2c8/download762e7f2159b3ede86b0ecaf0507b7ce2MD51trueAnonymousREADCC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; charset=utf-8907https://repositorio.ufla.br/bitstreams/b0769385-0ffc-48b9-a6c5-d056329454a3/downloadc07b6daef3dbee864bf87e6aa836cde2MD52falseAnonymousREADLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-8956https://repositorio.ufla.br/bitstreams/f96083c5-37f9-42c1-bbc0-3226a773355c/download5ea4a165b7202cbf475be400d2e16893MD53falseAnonymousREADTEXTTESE_Ecologia das interações foréticas entre ácaros e besouros escarabeíneos.pdf.txtTESE_Ecologia das interações foréticas entre ácaros e besouros escarabeíneos.pdf.txtExtracted texttext/plain102520https://repositorio.ufla.br/bitstreams/5293ed4b-c1a6-49d3-8b06-15c836f10f81/download9fd13e34b924d0dfdff400cecb59e889MD54falseAnonymousREADTHUMBNAILTESE_Ecologia das interações foréticas entre ácaros e besouros escarabeíneos.pdf.jpgTESE_Ecologia das interações foréticas entre ácaros e besouros escarabeíneos.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2816https://repositorio.ufla.br/bitstreams/8de5689e-65e9-4cb6-9893-70f03fa8a352/download8413d22f283c19e5d2d10e040bc2692bMD55falseAnonymousREAD1/585982025-08-12 20:04:10.234http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/Attribution 4.0 Internationalopen.accessoai:repositorio.ufla.br:1/58598https://repositorio.ufla.brRepositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufla.br/server/oai/requestnivaldo@ufla.br || repositorio.biblioteca@ufla.bropendoar:2025-08-12T23:04:10Repositório Institucional da UFLA - Universidade Federal de Lavras (UFLA)falseREVDTEFSQcOHw4NPIERFIERJU1RSSUJVScOHw4NPIE7Dg08tRVhDTFVTSVZBCk8gcmVmZXJpZG8gYXV0b3I6CgphKSBEZWNsYXJhIHF1ZSBvIGRvY3VtZW50byBlbnRyZWd1ZSDDqSBzZXUgdHJhYmFsaG8gb3JpZ2luYWwsIGUgcXVlIGRldMOpbSBvIGRpcmVpdG8gZGUgY29uY2VkZXIgb3MgZGlyZWl0b3MgY29udGlkb3MgbmVzdGEgbGljZW7Dp2EuIERlY2xhcmEgdGFtYsOpbSBxdWUgYSBlbnRyZWdhIGRvIGRvY3VtZW50byBuw6NvIGluZnJpbmdlLCB0YW50byBxdWFudG8gbGhlIMOpIHBvc3PDrXZlbCBzYWJlciwgb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgcXVhbHF1ZXIgb3V0cmEgcGVzc29hIG91ICBlbnRpZGFkZS4KCmIpIFNlIG8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlIGNvbnTDqW0gbWF0ZXJpYWwgZG8gcXVhbCBuw6NvIGRldMOpbSBvcyBkaXJlaXRvcyBkZSBhdXRvciwgZGVjbGFyYSBxdWUgb2J0ZXZlIGF1dG9yaXphw6fDo28gZG8gZGV0ZW50b3IgZG9zIGRpcmVpdG9zIGRlIGF1dG9yIHBhcmEgY29uY2VkZXIgw6AgVW5pdmVyc2lkYWRlIEZlZGVyYWwgZGUgTGF2cmFzIG9zIGRpcmVpdG9zIHJlcXVlcmlkb3MgcG9yIGVzdGEgbGljZW7Dp2EsIGUgcXVlIGVzc2UgbWF0ZXJpYWwgY3Vqb3MgZGlyZWl0b3Mgc8OjbyBkZSB0ZXJjZWlyb3MgZXN0w6EgY2xhcmFtZW50ZSBpZGVudGlmaWNhZG8gZSByZWNvbmhlY2lkbwpubyB0ZXh0byBvdSBjb250ZcO6ZG8gZG8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlLiBTZSBvIGRvY3VtZW50byBlbnRyZWd1ZSDDqSBiYXNlYWRvIGVtIHRyYWJhbGhvIGZpbmFuY2lhZG8gb3UgYXBvaWFkbyBwb3Igb3V0cmEgaW5zdGl0dWnDp8OjbyBxdWUgbsOjbyBhIFVuaXZlcnNpZGFkZSBGZWRlcmFsIGRlIExhdnJhcywgZGVjbGFyYSBxdWUgY3VtcHJpdSBxdWFpc3F1ZXIgb2JyaWdhw6fDtWVzIGV4aWdpZGFzIHBlbG8gcmVzcGVjdGl2byBjb250cmF0byBvdSBhY29yZG8uCgo=
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