Exportação concluída — 

Restauração da mata atlântica no vale do Rio Paraíba do Sul, RJ: buscando estratégias sustentáveis

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Siqueira, Flávia Freire de
Orientador(a): Berg, Eduardo van den, Teodoro, Grazielle Sales
Banca de defesa: Pereira, Israel Marinho, Chazdon, Robin Lee, Santos, Rubens Manoel dos
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Lavras
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Engenharia Florestal
Departamento: Departamento de Ciências Florestais
País: brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufla.br/handle/1/10674
Resumo: As técnicas de restauração florestal vêm sendo aprimoradas buscando conduzir a área restaurada a um estado próximo à condição original, recuperando a integridade biológica do sistema. Poucas áreas restauradas possuem uma avaliação do seu sucesso em relação aos Fragmentos Florestais de Referência (FR) e, muitas vezes, quando há insucesso, os resultados não são divulgados ou publicados. Algumas dessas técnicas foram usadas pela empresa FURNAS na região denominada Vale do Paraíba inserida na Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul, no domínio da Mata Atlântica, sudeste do Brasil. Essa empresa apresentou interesse de avaliar o sucesso de seus projetos de restauração no entorno da Usina Hidrelétrica do Funil (UHE - Funil), buscando aprimorar suas estratégias de restauração. Para essa avaliação foi estabelecida uma parceria com a Universidade Federal de Lavras. Diante disso surgiu esta pesquisa com o objetivo de avaliar se quatro áreas de restauração estão alcançando os padrões de referência encontrados nos Fragmentos de Florestas Estacionais Semideciduais (FES). Características da comunidade vegetal e das parcelas foram mensuradas em 10 áreas, sendo quatro plantios de restauração IB (14 anos), CG (15 anos), CB (17 anos) e FUR (20 anos) e seis RF de FES em diferentes estágios sucessionais INI (10 a 16 anos), INT (30 a 40 anos) e AVA (mais de 60 anos), sendo dois fragmentos por estágio. Foram mensuradas variáveis ambientais da comunidade vegetal e das parcelas. Sendo elas: composição florística e estrutural da comunidade, grupos ecológicos, síndrome de dispersão, abundância de lianas, abundância de espécies exóticas, presença de regeneração, características edáficas, microclimáticas, características da paisagem, cobertura da superfície do solo, declividade e abertura do dossel. Os plantios apresentaram menor riqueza, menor porcentagem de indivíduos pioneiros e zoocóricos e maior abertura de dossel, quando comparados aos FR. Os plantios tiveram riqueza de espécies significativamente menores que os FR e diferiram fortemente dos mesmos em termos de composição de espécies. O microclima, fertilidade do solo e a cobertura da superfície do solo foram similares entre os plantios e o FR. Houve uma alta porcentagem de indivíduos exóticos nos plantios e pouca colonização de indivíduos após a implantação dos projetos de restauração. Os quatros plantios foram semelhantes em termos de riqueza e número de regenerantes. A porcentagem de indivíduos zoocóricos influenciou positivamente e a declividade negativamente na abundânciae regeneração nas parcelas. O plantio mais antigo (FUR) é o que mais se diferenciou dos FR nos vários parâmetros avaliados. O plantio CB foi o mais similar, sendo o único que obteve tratos culturais diferenciados tais como replantio, controle de invasoras e maior fertilização. Além disso, neste plantio foi utilizada menor porcentagem de indivíduos pioneiros e exóticos. Os resultados obtidos evidenciam que os plantios de restauração não aparentam estar progredindo em um processo natural e autossustentável de sucessão rumo aos parâmetros observados nos FR. Os resultados evidenciam a necessidade de mudanças nas estratégias adotadas, favorecendo o plantio de espécies nativas, de diferentes grupos sucessionais e também elevada proporção de espécies zoocóricas. Além disso, tratos culturais podem favorecer um melhor desenvolvimento dos plantios.
id UFLA_6499d57f7a84bac78b9ba6ef8bf00d65
oai_identifier_str oai:repositorio.ufla.br:1/10674
network_acronym_str UFLA
network_name_str Repositório Institucional da UFLA
repository_id_str
spelling 2015-12-09T18:48:37Z2015-12-09T18:48:37Z2015-12-092015-02-26SIQUEIRA, F. F. de. Restauração da mata atlântica no vale do Rio Paraíba do Sul, RJ: buscando estratégias sustentáveis. 2015. 105 p. Dissertação (Mestrado em Engenharia Florestal)-Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2015.https://repositorio.ufla.br/handle/1/10674As técnicas de restauração florestal vêm sendo aprimoradas buscando conduzir a área restaurada a um estado próximo à condição original, recuperando a integridade biológica do sistema. Poucas áreas restauradas possuem uma avaliação do seu sucesso em relação aos Fragmentos Florestais de Referência (FR) e, muitas vezes, quando há insucesso, os resultados não são divulgados ou publicados. Algumas dessas técnicas foram usadas pela empresa FURNAS na região denominada Vale do Paraíba inserida na Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul, no domínio da Mata Atlântica, sudeste do Brasil. Essa empresa apresentou interesse de avaliar o sucesso de seus projetos de restauração no entorno da Usina Hidrelétrica do Funil (UHE - Funil), buscando aprimorar suas estratégias de restauração. Para essa avaliação foi estabelecida uma parceria com a Universidade Federal de Lavras. Diante disso surgiu esta pesquisa com o objetivo de avaliar se quatro áreas de restauração estão alcançando os padrões de referência encontrados nos Fragmentos de Florestas Estacionais Semideciduais (FES). Características da comunidade vegetal e das parcelas foram mensuradas em 10 áreas, sendo quatro plantios de restauração IB (14 anos), CG (15 anos), CB (17 anos) e FUR (20 anos) e seis RF de FES em diferentes estágios sucessionais INI (10 a 16 anos), INT (30 a 40 anos) e AVA (mais de 60 anos), sendo dois fragmentos por estágio. Foram mensuradas variáveis ambientais da comunidade vegetal e das parcelas. Sendo elas: composição florística e estrutural da comunidade, grupos ecológicos, síndrome de dispersão, abundância de lianas, abundância de espécies exóticas, presença de regeneração, características edáficas, microclimáticas, características da paisagem, cobertura da superfície do solo, declividade e abertura do dossel. Os plantios apresentaram menor riqueza, menor porcentagem de indivíduos pioneiros e zoocóricos e maior abertura de dossel, quando comparados aos FR. Os plantios tiveram riqueza de espécies significativamente menores que os FR e diferiram fortemente dos mesmos em termos de composição de espécies. O microclima, fertilidade do solo e a cobertura da superfície do solo foram similares entre os plantios e o FR. Houve uma alta porcentagem de indivíduos exóticos nos plantios e pouca colonização de indivíduos após a implantação dos projetos de restauração. Os quatros plantios foram semelhantes em termos de riqueza e número de regenerantes. A porcentagem de indivíduos zoocóricos influenciou positivamente e a declividade negativamente na abundânciae regeneração nas parcelas. O plantio mais antigo (FUR) é o que mais se diferenciou dos FR nos vários parâmetros avaliados. O plantio CB foi o mais similar, sendo o único que obteve tratos culturais diferenciados tais como replantio, controle de invasoras e maior fertilização. Além disso, neste plantio foi utilizada menor porcentagem de indivíduos pioneiros e exóticos. Os resultados obtidos evidenciam que os plantios de restauração não aparentam estar progredindo em um processo natural e autossustentável de sucessão rumo aos parâmetros observados nos FR. Os resultados evidenciam a necessidade de mudanças nas estratégias adotadas, favorecendo o plantio de espécies nativas, de diferentes grupos sucessionais e também elevada proporção de espécies zoocóricas. Além disso, tratos culturais podem favorecer um melhor desenvolvimento dos plantios.Techniques of forest restoration have been improved in orderto lead the restored area to a state close to the initial condition, recovering the biological integrity of the system. A few studied areas had an evaluation of their success compared to reference forest areas and, in most cases, whether successful, results are non-published. Such techniques have been used by Furnas Company in the region named Vale do Paraíba within Rio Paraíba do Sul watershed, in an area of Atlantic Forest, southeastern Brazil. The company showed interest to evaluate the success of restoration projects surrounding Usina Hidrelétrica do Funil (UHE – Funil), aiming the improvement of restoration strategies. For this evaluation, it was established a partnership with Universidade Federal de Lavras (University of Lavras). Therefore, the present research arose, aimed to evaluate whether four restoration areas are achieving reference standards found in semideciduous seasonal forest fragments. The characteristics of the plant community as well as plots were measured in ten areas, four restoration plantings IB (14 years), CG (15 years), and FUR (20 years), and six reference areas of semideciduous seasonal forest in different successional stages INI (10 to 16 years), INT (30 to 40 years), and ADV (over 60 years), two fragments per stage. Environmental variables of plant community and plots were measured, i.e., floristic and structural composition of the community, environmental groups, dispersion syndrome, liana abundance, exotic species abundance, regeneration presence, edaphic, microclimate, and landscape characteristics, soil surface covering, slope and canopy openness. Plantings presented decreased richness, lesser percentage of pioneer and zoochoric individuals, as well as greater canopy covering when compared to reference areas. Plantings had significant lower richness in comparison to reference areas, also strongly differing regarding species composition. Microclimate, soil fertility, and soil surface covering were similar between plantings and reference areas. There was a high percentage of exotic individuals in plantings and a small colonization of individuals after implementing restoration projects. The four plantings were similar regarding richness and number of saplings. The percentage of zoochoric individuals influenced positively and the slope influenced negatively the abundance of plots. The oldest planting (FUR) differed to the most from the forest areas in several parameters evaluated. CB planting was the most similar, and it obtained different cultivation treatment such as replanting, weed control, and larger fertilization. Besides, a smaller percentage of pioneer and exotic individuals were used in this planting. Results showed that restoration plantings do not seem to be prospering in a natural and self-sustainable successional process towards the parameters observed in forest areas. Results also showed that there is the need to change the strategies adopted, favoring the planting of native species from different successional groups as well as a higher number of zoochoric species. In addition, cultivation treatment may favor a better development of plantings.Universidade Federal de LavrasPrograma de Pós-Graduação em Engenharia FlorestalUFLAbrasilDepartamento de Ciências FlorestaisConservação da NaturezaRestauração florestalRegeneraçãoEcossistemas de referênciaSucessão ecológicaForest restorationRegenerationReference ecosystemsEcologic successionRestauração da mata atlântica no vale do Rio Paraíba do Sul, RJ: buscando estratégias sustentáveisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisBerg, Eduardo van denTeodoro, Grazielle SalesPereira, Israel MarinhoChazdon, Robin LeeSantos, Rubens Manoel dosSiqueira, Flávia Freire deinfo:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UFLAinstname:Universidade Federal de Lavras (UFLA)instacron:UFLALICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-8925https://repositorio.ufla.br/bitstreams/113cd356-0320-408e-a352-d8ae11276e56/downloadb8680a72aba1154c473a67df97ef44b9MD52falseAnonymousREADORIGINALDISSERTAÇÃO_Restauração da mata atlântica no vale do Rio Paraíba do Sul, RJ.pdfDISSERTAÇÃO_Restauração da mata atlântica no vale do Rio Paraíba do Sul, RJ.pdfapplication/pdf1247348https://repositorio.ufla.br/bitstreams/7bfe1232-d888-471f-98da-92e09566f2e8/download18bcebb2e8f0149c9ce80505482a42acMD51trueAnonymousREADTEXTDISSERTAÇÃO_Restauração da mata atlântica no vale do Rio Paraíba do Sul, RJ.pdf.txtDISSERTAÇÃO_Restauração da mata atlântica no vale do Rio Paraíba do Sul, RJ.pdf.txtExtracted texttext/plain102958https://repositorio.ufla.br/bitstreams/2f8c11de-199a-4e9f-9f52-2d9497d63543/download9f038c141eab8683507887740012e7e3MD53falseAnonymousREADTHUMBNAILDISSERTAÇÃO_Restauração da mata atlântica no vale do Rio Paraíba do Sul, RJ.pdf.jpgDISSERTAÇÃO_Restauração da mata atlântica no vale do Rio Paraíba do Sul, RJ.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2958https://repositorio.ufla.br/bitstreams/59fccc2c-73ac-47b4-b0df-51293fb2381d/download27b71eab7faf0c92fb6d1a50f858307aMD54falseAnonymousREAD1/106742025-08-08 18:10:34.145open.accessoai:repositorio.ufla.br:1/10674https://repositorio.ufla.brRepositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufla.br/server/oai/requestnivaldo@ufla.br || repositorio.biblioteca@ufla.bropendoar:2025-08-08T21:10:34Repositório Institucional da UFLA - Universidade Federal de Lavras (UFLA)falseREVDTEFSQT8/TyBERSBESVNUUklCVUk/P08gTj9PLUVYQ0xVU0lWQQpPIHJlZmVyaWRvIGF1dG9yOgphKSBEZWNsYXJhIHF1ZSBvIGRvY3VtZW50byBlbnRyZWd1ZSA/IHNldSB0cmFiYWxobyBvcmlnaW5hbCwgZSBxdWUKZGV0P20gbyBkaXJlaXRvIGRlIGNvbmNlZGVyIG9zIGRpcmVpdG9zIGNvbnRpZG9zIG5lc3RhIGxpY2VuP2EuCkRlY2xhcmEgdGFtYj9tIHF1ZSBhIGVudHJlZ2EgZG8gZG9jdW1lbnRvIG4/byBpbmZyaW5nZSwgdGFudG8gcXVhbnRvCmxoZSA/IHBvc3M/dmVsIHNhYmVyLCBvcyBkaXJlaXRvcyBkZSBxdWFscXVlciBvdXRyYSBwZXNzb2Egb3UKZW50aWRhZGUuCmIpIFNlIG8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlIGNvbnQ/bSBtYXRlcmlhbCBkbyBxdWFsIG4/byBkZXQ/bSBvcwpkaXJlaXRvcyBkZSBhdXRvciwgZGVjbGFyYSBxdWUgb2J0ZXZlIGF1dG9yaXphPz9vIGRvIGRldGVudG9yIGRvcwpkaXJlaXRvcyBkZSBhdXRvciBwYXJhIGNvbmNlZGVyID8gVW5pdmVyc2lkYWRlIEZlZGVyYWwgZGUgTGF2cmFzIG9zCmRpcmVpdG9zIHJlcXVlcmlkb3MgcG9yIGVzdGEgbGljZW4/YSwgZSBxdWUgZXNzZSBtYXRlcmlhbCBjdWpvcwpkaXJlaXRvcyBzP28gZGUgdGVyY2Vpcm9zIGVzdD8gY2xhcmFtZW50ZSBpZGVudGlmaWNhZG8gZSByZWNvbmhlY2lkbwpubyB0ZXh0byBvdSBjb250ZT9kbyBkbyBkb2N1bWVudG8gZW50cmVndWUuIFNlIG8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlID8KYmFzZWFkbyBlbSB0cmFiYWxobyBmaW5hbmNpYWRvIG91IGFwb2lhZG8gcG9yIG91dHJhIGluc3RpdHVpPz9vIHF1ZQpuP28gYSBVbml2ZXJzaWRhZGUgRmVkZXJhbCBkZSBMYXZyYXMsIGRlY2xhcmEgcXVlIGN1bXByaXUgcXVhaXNxdWVyCm9icmlnYT8/ZXMgZXhpZ2lkYXMgcGVsbyByZXNwZWN0aXZvIGNvbnRyYXRvIG91IGFjb3Jkby4KCg==
dc.title.pt_BR.fl_str_mv Restauração da mata atlântica no vale do Rio Paraíba do Sul, RJ: buscando estratégias sustentáveis
title Restauração da mata atlântica no vale do Rio Paraíba do Sul, RJ: buscando estratégias sustentáveis
spellingShingle Restauração da mata atlântica no vale do Rio Paraíba do Sul, RJ: buscando estratégias sustentáveis
Siqueira, Flávia Freire de
Conservação da Natureza
Restauração florestal
Regeneração
Ecossistemas de referência
Sucessão ecológica
Forest restoration
Regeneration
Reference ecosystems
Ecologic succession
title_short Restauração da mata atlântica no vale do Rio Paraíba do Sul, RJ: buscando estratégias sustentáveis
title_full Restauração da mata atlântica no vale do Rio Paraíba do Sul, RJ: buscando estratégias sustentáveis
title_fullStr Restauração da mata atlântica no vale do Rio Paraíba do Sul, RJ: buscando estratégias sustentáveis
title_full_unstemmed Restauração da mata atlântica no vale do Rio Paraíba do Sul, RJ: buscando estratégias sustentáveis
title_sort Restauração da mata atlântica no vale do Rio Paraíba do Sul, RJ: buscando estratégias sustentáveis
author Siqueira, Flávia Freire de
author_facet Siqueira, Flávia Freire de
author_role author
dc.contributor.advisor1.fl_str_mv Berg, Eduardo van den
dc.contributor.advisor2.fl_str_mv Teodoro, Grazielle Sales
dc.contributor.referee1.fl_str_mv Pereira, Israel Marinho
dc.contributor.referee2.fl_str_mv Chazdon, Robin Lee
dc.contributor.referee3.fl_str_mv Santos, Rubens Manoel dos
dc.contributor.author.fl_str_mv Siqueira, Flávia Freire de
contributor_str_mv Berg, Eduardo van den
Teodoro, Grazielle Sales
Pereira, Israel Marinho
Chazdon, Robin Lee
Santos, Rubens Manoel dos
dc.subject.cnpq.fl_str_mv Conservação da Natureza
topic Conservação da Natureza
Restauração florestal
Regeneração
Ecossistemas de referência
Sucessão ecológica
Forest restoration
Regeneration
Reference ecosystems
Ecologic succession
dc.subject.por.fl_str_mv Restauração florestal
Regeneração
Ecossistemas de referência
Sucessão ecológica
Forest restoration
Regeneration
Reference ecosystems
Ecologic succession
description As técnicas de restauração florestal vêm sendo aprimoradas buscando conduzir a área restaurada a um estado próximo à condição original, recuperando a integridade biológica do sistema. Poucas áreas restauradas possuem uma avaliação do seu sucesso em relação aos Fragmentos Florestais de Referência (FR) e, muitas vezes, quando há insucesso, os resultados não são divulgados ou publicados. Algumas dessas técnicas foram usadas pela empresa FURNAS na região denominada Vale do Paraíba inserida na Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul, no domínio da Mata Atlântica, sudeste do Brasil. Essa empresa apresentou interesse de avaliar o sucesso de seus projetos de restauração no entorno da Usina Hidrelétrica do Funil (UHE - Funil), buscando aprimorar suas estratégias de restauração. Para essa avaliação foi estabelecida uma parceria com a Universidade Federal de Lavras. Diante disso surgiu esta pesquisa com o objetivo de avaliar se quatro áreas de restauração estão alcançando os padrões de referência encontrados nos Fragmentos de Florestas Estacionais Semideciduais (FES). Características da comunidade vegetal e das parcelas foram mensuradas em 10 áreas, sendo quatro plantios de restauração IB (14 anos), CG (15 anos), CB (17 anos) e FUR (20 anos) e seis RF de FES em diferentes estágios sucessionais INI (10 a 16 anos), INT (30 a 40 anos) e AVA (mais de 60 anos), sendo dois fragmentos por estágio. Foram mensuradas variáveis ambientais da comunidade vegetal e das parcelas. Sendo elas: composição florística e estrutural da comunidade, grupos ecológicos, síndrome de dispersão, abundância de lianas, abundância de espécies exóticas, presença de regeneração, características edáficas, microclimáticas, características da paisagem, cobertura da superfície do solo, declividade e abertura do dossel. Os plantios apresentaram menor riqueza, menor porcentagem de indivíduos pioneiros e zoocóricos e maior abertura de dossel, quando comparados aos FR. Os plantios tiveram riqueza de espécies significativamente menores que os FR e diferiram fortemente dos mesmos em termos de composição de espécies. O microclima, fertilidade do solo e a cobertura da superfície do solo foram similares entre os plantios e o FR. Houve uma alta porcentagem de indivíduos exóticos nos plantios e pouca colonização de indivíduos após a implantação dos projetos de restauração. Os quatros plantios foram semelhantes em termos de riqueza e número de regenerantes. A porcentagem de indivíduos zoocóricos influenciou positivamente e a declividade negativamente na abundânciae regeneração nas parcelas. O plantio mais antigo (FUR) é o que mais se diferenciou dos FR nos vários parâmetros avaliados. O plantio CB foi o mais similar, sendo o único que obteve tratos culturais diferenciados tais como replantio, controle de invasoras e maior fertilização. Além disso, neste plantio foi utilizada menor porcentagem de indivíduos pioneiros e exóticos. Os resultados obtidos evidenciam que os plantios de restauração não aparentam estar progredindo em um processo natural e autossustentável de sucessão rumo aos parâmetros observados nos FR. Os resultados evidenciam a necessidade de mudanças nas estratégias adotadas, favorecendo o plantio de espécies nativas, de diferentes grupos sucessionais e também elevada proporção de espécies zoocóricas. Além disso, tratos culturais podem favorecer um melhor desenvolvimento dos plantios.
publishDate 2015
dc.date.submitted.none.fl_str_mv 2015-02-26
dc.date.accessioned.fl_str_mv 2015-12-09T18:48:37Z
dc.date.available.fl_str_mv 2015-12-09T18:48:37Z
dc.date.issued.fl_str_mv 2015-12-09
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/masterThesis
format masterThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.citation.fl_str_mv SIQUEIRA, F. F. de. Restauração da mata atlântica no vale do Rio Paraíba do Sul, RJ: buscando estratégias sustentáveis. 2015. 105 p. Dissertação (Mestrado em Engenharia Florestal)-Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2015.
dc.identifier.uri.fl_str_mv https://repositorio.ufla.br/handle/1/10674
identifier_str_mv SIQUEIRA, F. F. de. Restauração da mata atlântica no vale do Rio Paraíba do Sul, RJ: buscando estratégias sustentáveis. 2015. 105 p. Dissertação (Mestrado em Engenharia Florestal)-Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2015.
url https://repositorio.ufla.br/handle/1/10674
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/openAccess
eu_rights_str_mv openAccess
dc.publisher.none.fl_str_mv Universidade Federal de Lavras
dc.publisher.program.fl_str_mv Programa de Pós-Graduação em Engenharia Florestal
dc.publisher.initials.fl_str_mv UFLA
dc.publisher.country.fl_str_mv brasil
dc.publisher.department.fl_str_mv Departamento de Ciências Florestais
publisher.none.fl_str_mv Universidade Federal de Lavras
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Repositório Institucional da UFLA
instname:Universidade Federal de Lavras (UFLA)
instacron:UFLA
instname_str Universidade Federal de Lavras (UFLA)
instacron_str UFLA
institution UFLA
reponame_str Repositório Institucional da UFLA
collection Repositório Institucional da UFLA
bitstream.url.fl_str_mv https://repositorio.ufla.br/bitstreams/113cd356-0320-408e-a352-d8ae11276e56/download
https://repositorio.ufla.br/bitstreams/7bfe1232-d888-471f-98da-92e09566f2e8/download
https://repositorio.ufla.br/bitstreams/2f8c11de-199a-4e9f-9f52-2d9497d63543/download
https://repositorio.ufla.br/bitstreams/59fccc2c-73ac-47b4-b0df-51293fb2381d/download
bitstream.checksum.fl_str_mv b8680a72aba1154c473a67df97ef44b9
18bcebb2e8f0149c9ce80505482a42ac
9f038c141eab8683507887740012e7e3
27b71eab7faf0c92fb6d1a50f858307a
bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv MD5
MD5
MD5
MD5
repository.name.fl_str_mv Repositório Institucional da UFLA - Universidade Federal de Lavras (UFLA)
repository.mail.fl_str_mv nivaldo@ufla.br || repositorio.biblioteca@ufla.br
_version_ 1854947794494685184