As respostas das comunidades de formigas à cobertura florestal da paisagem
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
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| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Lavras
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| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Ecologia Aplicada
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| Departamento: |
Departamento de Biologia
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
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| Link de acesso: | https://repositorio.ufla.br/handle/1/59344 |
Resumo: | A perda de habitat é uma das principais causas do declínio da biodiversidade global, afetando a conectividade e composição da paisagem, especialmente em ambientes tropicais. Isso resulta em mudanças na cobertura florestal e outros usos da terra, aumentando a heterogeneidade ambiental. A fragmentação do habitat leva à formação de múltiplos fragmentos menores e isolados, afetando as espécies daquela paisagem. Tais mudanças também influenciam a qualidade do habitat, interações entre espécies e o funcionamento do ecossistema. Para tentar melhor entender as consequências dessas mudanças ambientais devemos nos focar em objetos de estudo e uma coleta de dados adequados. A amostragem em estudos científicos deve minimizar custos e tempo de coleta, sem comprometer o rigor científico. As formigas, podem ser considerados boas bioindicadoras pois, além de terem amostragem relativamente simples, desempenham papéis cruciais nos ecossistemas tropicais e são sensíveis às perturbações do habitat. Além de participarem de processos como a dispersão de sementes, polinização e engenharia de ecossistemas. Nesse trabalho, i) avaliamos a efetividade de armadilhas utilizadas para captura de formigas, instaladas próximas ou não de armadilhas iscadas para besouros. Testamos a predição de que a presença das armadilhas de besouros, quando instaladas na mesma área que as armadilhas para captura de formigas, não afetará a riqueza e a composição de espécies de formigas capturadas em pitfalls sem isca. Após análises estatísticas, não foi encontrado diferença significativa na riqueza de espécies de formigas entre áreas com e sem armadilhas iscadas para besouros, tanto para formigas arborícolas quanto epigeicas. Também não houve variação na composição de espécies entre áreas com e sem iscas. Portanto, as armadilhas para besouros não influenciam na composição ou na riqueza de espécies de formigas. Assim, realizar ambas as metodologias de coleta, tanto para besouros quanto para formigas, simultaneamente, podem reduzir o tempo de campo e agilizar a coleta de ambos os grupos. Além disso, ii) investigar como a perda de cobertura florestal na paisagem afeta as comunidades de formigas. Para isso, testei as seguintes predições: 1) Fragmentos florestais inseridos em paisagens com maior porcentagem de cobertura florestal, associados à afinidade de habitat das formigas (especializadas em áreas abertas, áreas florestais ou generalistas), terão maior riqueza de espécies de formigas; 2) Fragmentos florestais inseridos em paisagens com maior cobertura florestal terão a composição de espécies mais dissimilar entre si do que paisagens com menores coberturas florestais; 3) Há um limiar de perda de cobertura florestal na paisagem que gera um declínio acentuado da riqueza de espécies de formigas nos fragmentos florestais. Houve uma relação negativa significativa entre a cobertura florestal na paisagem e a riqueza de formigas especialistas em habitats abertos e florestais, enquanto as formigas com hábitos generalistas não foram afetadas pela mudança na cobertura florestal. Não houve diferenças claras na composição de espécies entre os fragmentos florestais, independentemente da cobertura florestal da paisagem. Além disso, identificamos um ponto de inflexão em torno de 30,02% ± 2,677% de cobertura florestal, indicando uma mudança na tendência da relação entre a riqueza de espécies e a cobertura florestal. Portanto, formigas respondem negativamente à perda de cobertura florestal, sendo influenciadas pela interação entre a afinidade de habitat e a porcentagem de cobertura florestal da paisagem. |
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2024-09-10T11:23:21Z2024-09-102024-09-10T11:23:21Z2024-09-102024-02-29ALVES, Guilherme Pereira. As respostas das comunidades de formigas à cobertura florestal da paisagem. 2024. 92p. Tese (Doutorado em Ecologia Aplicada) - Universidade Federal de Lavras, 2024.https://repositorio.ufla.br/handle/1/59344A perda de habitat é uma das principais causas do declínio da biodiversidade global, afetando a conectividade e composição da paisagem, especialmente em ambientes tropicais. Isso resulta em mudanças na cobertura florestal e outros usos da terra, aumentando a heterogeneidade ambiental. A fragmentação do habitat leva à formação de múltiplos fragmentos menores e isolados, afetando as espécies daquela paisagem. Tais mudanças também influenciam a qualidade do habitat, interações entre espécies e o funcionamento do ecossistema. Para tentar melhor entender as consequências dessas mudanças ambientais devemos nos focar em objetos de estudo e uma coleta de dados adequados. A amostragem em estudos científicos deve minimizar custos e tempo de coleta, sem comprometer o rigor científico. As formigas, podem ser considerados boas bioindicadoras pois, além de terem amostragem relativamente simples, desempenham papéis cruciais nos ecossistemas tropicais e são sensíveis às perturbações do habitat. Além de participarem de processos como a dispersão de sementes, polinização e engenharia de ecossistemas. Nesse trabalho, i) avaliamos a efetividade de armadilhas utilizadas para captura de formigas, instaladas próximas ou não de armadilhas iscadas para besouros. Testamos a predição de que a presença das armadilhas de besouros, quando instaladas na mesma área que as armadilhas para captura de formigas, não afetará a riqueza e a composição de espécies de formigas capturadas em pitfalls sem isca. 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Para isso, testei as seguintes predições: 1) Fragmentos florestais inseridos em paisagens com maior porcentagem de cobertura florestal, associados à afinidade de habitat das formigas (especializadas em áreas abertas, áreas florestais ou generalistas), terão maior riqueza de espécies de formigas; 2) Fragmentos florestais inseridos em paisagens com maior cobertura florestal terão a composição de espécies mais dissimilar entre si do que paisagens com menores coberturas florestais; 3) Há um limiar de perda de cobertura florestal na paisagem que gera um declínio acentuado da riqueza de espécies de formigas nos fragmentos florestais. Houve uma relação negativa significativa entre a cobertura florestal na paisagem e a riqueza de formigas especialistas em habitats abertos e florestais, enquanto as formigas com hábitos generalistas não foram afetadas pela mudança na cobertura florestal. Não houve diferenças claras na composição de espécies entre os fragmentos florestais, independentemente da cobertura florestal da paisagem. Além disso, identificamos um ponto de inflexão em torno de 30,02% ± 2,677% de cobertura florestal, indicando uma mudança na tendência da relação entre a riqueza de espécies e a cobertura florestal. Portanto, formigas respondem negativamente à perda de cobertura florestal, sendo influenciadas pela interação entre a afinidade de habitat e a porcentagem de cobertura florestal da paisagem.Habitat loss is one of the primary causes of global biodiversity decline, affecting landscape connectivity and composition, especially in tropical environments. This results in changes in forest cover and other land uses, increasing environmental heterogeneity. Habitat fragmentation leads to the formation of multiple smaller and isolated fragments, affecting species within that landscape. Such changes also influence habitat quality, species interactions, and ecosystem functioning. To better understand the consequences of these environmental changes, we must focus on appropriate study objects and data collection. Data sampling in scientific studies should minimize costs and collection time without compromising scientific rigor. Ants can be considered good bioindicators because, besides having relatively simple sampling, they play crucial roles in tropical ecosystems and are sensitive to habitat disturbances. In addition to participating in processes such as seed dispersal, pollination, and ecosystem engineering, they are important indicators of environmental changes. In this study, I aimed to i) assess the difference in the effectiveness of traps used for ant capture installed in the presence and absence of baited traps for beetles. Testing the prediction that the presence of beetle traps will not affect the richness and species composition of ants captured in baitlesspitfalls. After statistical analyses, no significant difference was found in ant species richness between areas with and without baited beetle traps, both for arboreal and ground-dwelling ants. There was also no variation in species composition between areas with and without baits. Therefore, beetle traps do not influence the composition or richness of ant species. Thus, conducting both collection methodologies, for both beetles and ants, simultaneously can reduce field time and expedite the collection of both groups. Additionally, ii) investigating how forest cover loss in the landscape affects ant communities. To do this, I tested the following predictions: 1) Forest fragments inserted into landscapes with higher percentages of forest cover, associated with ant habitat affinity (specialized in open areas, forested areas, or generalists), will have higher species richness of ants; 2) Forest fragments inserted into landscapes with higher forest cover will have more dissimilar species compositions than landscapes with lower forest cover; 3) There is a threshold of forest cover loss in the landscape that generates a sharp decline in ant species richness in forest fragments. There was a significant negative relationship between landscape forest cover and the richness of ants specialized in open and forest habitats, while ants with generalist habits were not affected by changes in forest cover. There were no clear differences in species composition among forest fragments, regardless of landscape forest cover. Additionally, we identified an inflection point around 30.02% ± 2.677% forest cover, indicating a change in the trend of the relationship between species richness and forest cover. Therefore, ants respond negatively to forest cover loss, being influenced by the interaction between habitat affinity and the percentage of forest cover in the landscape.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Nível Superior (CAPES)AmbientaisMeio ambienteODS 13: Ação contra a mudança global do climaODS 15: Vida terrestreUniversidade Federal de LavrasPrograma de Pós-Graduação em Ecologia AplicadaUFLAbrasilDepartamento de BiologiaAttribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 Internationalhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/info:eu-repo/semantics/openAccessCiências BiológicasFragmentação florestalBioindicadoresFormigasRiqueza de espéciesPerda de habitatCobertura florestalPaisagens fragmentadasForest fragmentationBioindicatorsAntsSpecies richnessHabitat lossForest coverFragmented landscapesAs respostas das comunidades de formigas à cobertura florestal da paisagemAnt communities’ responses to landscape forest coverinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisRibas, Carla RodriguesQueiroz, Antônio César Medeiros deLasmar, Chaim JoséRosa, Clarissa Alves daSilva, Graziele Santiago daLouzada, Júlio Neil CassaBonetti Filho, Ronald Zanettihttp://lattes.cnpq.br/0987149400576293Alves, Guilherme Pereiraporreponame:Repositório Institucional da UFLAinstname:Universidade Federal de Lavras (UFLA)instacron:UFLAORIGINALTESE_As respostas das comunidades de formigas à cobertura florestal da paisagem.pdfTESE_As respostas das comunidades de formigas à cobertura florestal da paisagem.pdfapplication/pdf2751283https://repositorio.ufla.br/bitstreams/bf0c6335-23cc-431e-a8a2-d3c61bee4271/download8fa08d2b36489363bc761112abe8e043MD51trueAnonymousREADIMPACTOS DA PESQUISA_As respostas das comunidades de formigas à cobertura florestal da paisagem.pdfIMPACTOS DA PESQUISA_As respostas das comunidades de formigas à cobertura florestal da paisagem.pdfapplication/pdf187826https://repositorio.ufla.br/bitstreams/d93c6afd-74ce-4448-8cc0-bd0eb7e8ce63/download9e1c2cb7745fdd076301bf8a992b29ffMD52falseAnonymousREADCC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; 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A perda de habitat é uma das principais causas do declínio da biodiversidade global, afetando a conectividade e composição da paisagem, especialmente em ambientes tropicais. Isso resulta em mudanças na cobertura florestal e outros usos da terra, aumentando a heterogeneidade ambiental. A fragmentação do habitat leva à formação de múltiplos fragmentos menores e isolados, afetando as espécies daquela paisagem. Tais mudanças também influenciam a qualidade do habitat, interações entre espécies e o funcionamento do ecossistema. Para tentar melhor entender as consequências dessas mudanças ambientais devemos nos focar em objetos de estudo e uma coleta de dados adequados. A amostragem em estudos científicos deve minimizar custos e tempo de coleta, sem comprometer o rigor científico. As formigas, podem ser considerados boas bioindicadoras pois, além de terem amostragem relativamente simples, desempenham papéis cruciais nos ecossistemas tropicais e são sensíveis às perturbações do habitat. Além de participarem de processos como a dispersão de sementes, polinização e engenharia de ecossistemas. Nesse trabalho, i) avaliamos a efetividade de armadilhas utilizadas para captura de formigas, instaladas próximas ou não de armadilhas iscadas para besouros. Testamos a predição de que a presença das armadilhas de besouros, quando instaladas na mesma área que as armadilhas para captura de formigas, não afetará a riqueza e a composição de espécies de formigas capturadas em pitfalls sem isca. Após análises estatísticas, não foi encontrado diferença significativa na riqueza de espécies de formigas entre áreas com e sem armadilhas iscadas para besouros, tanto para formigas arborícolas quanto epigeicas. Também não houve variação na composição de espécies entre áreas com e sem iscas. Portanto, as armadilhas para besouros não influenciam na composição ou na riqueza de espécies de formigas. Assim, realizar ambas as metodologias de coleta, tanto para besouros quanto para formigas, simultaneamente, podem reduzir o tempo de campo e agilizar a coleta de ambos os grupos. Além disso, ii) investigar como a perda de cobertura florestal na paisagem afeta as comunidades de formigas. Para isso, testei as seguintes predições: 1) Fragmentos florestais inseridos em paisagens com maior porcentagem de cobertura florestal, associados à afinidade de habitat das formigas (especializadas em áreas abertas, áreas florestais ou generalistas), terão maior riqueza de espécies de formigas; 2) Fragmentos florestais inseridos em paisagens com maior cobertura florestal terão a composição de espécies mais dissimilar entre si do que paisagens com menores coberturas florestais; 3) Há um limiar de perda de cobertura florestal na paisagem que gera um declínio acentuado da riqueza de espécies de formigas nos fragmentos florestais. Houve uma relação negativa significativa entre a cobertura florestal na paisagem e a riqueza de formigas especialistas em habitats abertos e florestais, enquanto as formigas com hábitos generalistas não foram afetadas pela mudança na cobertura florestal. Não houve diferenças claras na composição de espécies entre os fragmentos florestais, independentemente da cobertura florestal da paisagem. Além disso, identificamos um ponto de inflexão em torno de 30,02% ± 2,677% de cobertura florestal, indicando uma mudança na tendência da relação entre a riqueza de espécies e a cobertura florestal. Portanto, formigas respondem negativamente à perda de cobertura florestal, sendo influenciadas pela interação entre a afinidade de habitat e a porcentagem de cobertura florestal da paisagem. |
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