Exportação concluída — 

As respostas das comunidades de formigas à cobertura florestal da paisagem

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Alves, Guilherme Pereira lattes
Orientador(a): Ribas, Carla Rodrigues
Banca de defesa: Rosa, Clarissa Alves da, Silva, Graziele Santiago da, Louzada, Júlio Neil Cassa, Bonetti Filho, Ronald Zanetti
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Lavras
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Ecologia Aplicada
Departamento: Departamento de Biologia
País: brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufla.br/handle/1/59344
Resumo: A perda de habitat é uma das principais causas do declínio da biodiversidade global, afetando a conectividade e composição da paisagem, especialmente em ambientes tropicais. Isso resulta em mudanças na cobertura florestal e outros usos da terra, aumentando a heterogeneidade ambiental. A fragmentação do habitat leva à formação de múltiplos fragmentos menores e isolados, afetando as espécies daquela paisagem. Tais mudanças também influenciam a qualidade do habitat, interações entre espécies e o funcionamento do ecossistema. Para tentar melhor entender as consequências dessas mudanças ambientais devemos nos focar em objetos de estudo e uma coleta de dados adequados. A amostragem em estudos científicos deve minimizar custos e tempo de coleta, sem comprometer o rigor científico. As formigas, podem ser considerados boas bioindicadoras pois, além de terem amostragem relativamente simples, desempenham papéis cruciais nos ecossistemas tropicais e são sensíveis às perturbações do habitat. Além de participarem de processos como a dispersão de sementes, polinização e engenharia de ecossistemas. Nesse trabalho, i) avaliamos a efetividade de armadilhas utilizadas para captura de formigas, instaladas próximas ou não de armadilhas iscadas para besouros. Testamos a predição de que a presença das armadilhas de besouros, quando instaladas na mesma área que as armadilhas para captura de formigas, não afetará a riqueza e a composição de espécies de formigas capturadas em pitfalls sem isca. Após análises estatísticas, não foi encontrado diferença significativa na riqueza de espécies de formigas entre áreas com e sem armadilhas iscadas para besouros, tanto para formigas arborícolas quanto epigeicas. Também não houve variação na composição de espécies entre áreas com e sem iscas. Portanto, as armadilhas para besouros não influenciam na composição ou na riqueza de espécies de formigas. Assim, realizar ambas as metodologias de coleta, tanto para besouros quanto para formigas, simultaneamente, podem reduzir o tempo de campo e agilizar a coleta de ambos os grupos. Além disso, ii) investigar como a perda de cobertura florestal na paisagem afeta as comunidades de formigas. Para isso, testei as seguintes predições: 1) Fragmentos florestais inseridos em paisagens com maior porcentagem de cobertura florestal, associados à afinidade de habitat das formigas (especializadas em áreas abertas, áreas florestais ou generalistas), terão maior riqueza de espécies de formigas; 2) Fragmentos florestais inseridos em paisagens com maior cobertura florestal terão a composição de espécies mais dissimilar entre si do que paisagens com menores coberturas florestais; 3) Há um limiar de perda de cobertura florestal na paisagem que gera um declínio acentuado da riqueza de espécies de formigas nos fragmentos florestais. Houve uma relação negativa significativa entre a cobertura florestal na paisagem e a riqueza de formigas especialistas em habitats abertos e florestais, enquanto as formigas com hábitos generalistas não foram afetadas pela mudança na cobertura florestal. Não houve diferenças claras na composição de espécies entre os fragmentos florestais, independentemente da cobertura florestal da paisagem. Além disso, identificamos um ponto de inflexão em torno de 30,02% ± 2,677% de cobertura florestal, indicando uma mudança na tendência da relação entre a riqueza de espécies e a cobertura florestal. Portanto, formigas respondem negativamente à perda de cobertura florestal, sendo influenciadas pela interação entre a afinidade de habitat e a porcentagem de cobertura florestal da paisagem.
id UFLA_72f0c2df0b801c131f831380a3bb43ad
oai_identifier_str oai:repositorio.ufla.br:1/59344
network_acronym_str UFLA
network_name_str Repositório Institucional da UFLA
repository_id_str
spelling 2024-09-10T11:23:21Z2024-09-102024-09-10T11:23:21Z2024-09-102024-02-29ALVES, Guilherme Pereira. As respostas das comunidades de formigas à cobertura florestal da paisagem. 2024. 92p. Tese (Doutorado em Ecologia Aplicada) - Universidade Federal de Lavras, 2024.https://repositorio.ufla.br/handle/1/59344A perda de habitat é uma das principais causas do declínio da biodiversidade global, afetando a conectividade e composição da paisagem, especialmente em ambientes tropicais. Isso resulta em mudanças na cobertura florestal e outros usos da terra, aumentando a heterogeneidade ambiental. A fragmentação do habitat leva à formação de múltiplos fragmentos menores e isolados, afetando as espécies daquela paisagem. Tais mudanças também influenciam a qualidade do habitat, interações entre espécies e o funcionamento do ecossistema. Para tentar melhor entender as consequências dessas mudanças ambientais devemos nos focar em objetos de estudo e uma coleta de dados adequados. A amostragem em estudos científicos deve minimizar custos e tempo de coleta, sem comprometer o rigor científico. As formigas, podem ser considerados boas bioindicadoras pois, além de terem amostragem relativamente simples, desempenham papéis cruciais nos ecossistemas tropicais e são sensíveis às perturbações do habitat. Além de participarem de processos como a dispersão de sementes, polinização e engenharia de ecossistemas. Nesse trabalho, i) avaliamos a efetividade de armadilhas utilizadas para captura de formigas, instaladas próximas ou não de armadilhas iscadas para besouros. Testamos a predição de que a presença das armadilhas de besouros, quando instaladas na mesma área que as armadilhas para captura de formigas, não afetará a riqueza e a composição de espécies de formigas capturadas em pitfalls sem isca. Após análises estatísticas, não foi encontrado diferença significativa na riqueza de espécies de formigas entre áreas com e sem armadilhas iscadas para besouros, tanto para formigas arborícolas quanto epigeicas. Também não houve variação na composição de espécies entre áreas com e sem iscas. Portanto, as armadilhas para besouros não influenciam na composição ou na riqueza de espécies de formigas. Assim, realizar ambas as metodologias de coleta, tanto para besouros quanto para formigas, simultaneamente, podem reduzir o tempo de campo e agilizar a coleta de ambos os grupos. Além disso, ii) investigar como a perda de cobertura florestal na paisagem afeta as comunidades de formigas. Para isso, testei as seguintes predições: 1) Fragmentos florestais inseridos em paisagens com maior porcentagem de cobertura florestal, associados à afinidade de habitat das formigas (especializadas em áreas abertas, áreas florestais ou generalistas), terão maior riqueza de espécies de formigas; 2) Fragmentos florestais inseridos em paisagens com maior cobertura florestal terão a composição de espécies mais dissimilar entre si do que paisagens com menores coberturas florestais; 3) Há um limiar de perda de cobertura florestal na paisagem que gera um declínio acentuado da riqueza de espécies de formigas nos fragmentos florestais. Houve uma relação negativa significativa entre a cobertura florestal na paisagem e a riqueza de formigas especialistas em habitats abertos e florestais, enquanto as formigas com hábitos generalistas não foram afetadas pela mudança na cobertura florestal. Não houve diferenças claras na composição de espécies entre os fragmentos florestais, independentemente da cobertura florestal da paisagem. Além disso, identificamos um ponto de inflexão em torno de 30,02% ± 2,677% de cobertura florestal, indicando uma mudança na tendência da relação entre a riqueza de espécies e a cobertura florestal. Portanto, formigas respondem negativamente à perda de cobertura florestal, sendo influenciadas pela interação entre a afinidade de habitat e a porcentagem de cobertura florestal da paisagem.Habitat loss is one of the primary causes of global biodiversity decline, affecting landscape connectivity and composition, especially in tropical environments. This results in changes in forest cover and other land uses, increasing environmental heterogeneity. Habitat fragmentation leads to the formation of multiple smaller and isolated fragments, affecting species within that landscape. Such changes also influence habitat quality, species interactions, and ecosystem functioning. To better understand the consequences of these environmental changes, we must focus on appropriate study objects and data collection. Data sampling in scientific studies should minimize costs and collection time without compromising scientific rigor. Ants can be considered good bioindicators because, besides having relatively simple sampling, they play crucial roles in tropical ecosystems and are sensitive to habitat disturbances. In addition to participating in processes such as seed dispersal, pollination, and ecosystem engineering, they are important indicators of environmental changes. In this study, I aimed to i) assess the difference in the effectiveness of traps used for ant capture installed in the presence and absence of baited traps for beetles. Testing the prediction that the presence of beetle traps will not affect the richness and species composition of ants captured in baitlesspitfalls. After statistical analyses, no significant difference was found in ant species richness between areas with and without baited beetle traps, both for arboreal and ground-dwelling ants. There was also no variation in species composition between areas with and without baits. Therefore, beetle traps do not influence the composition or richness of ant species. Thus, conducting both collection methodologies, for both beetles and ants, simultaneously can reduce field time and expedite the collection of both groups. Additionally, ii) investigating how forest cover loss in the landscape affects ant communities. To do this, I tested the following predictions: 1) Forest fragments inserted into landscapes with higher percentages of forest cover, associated with ant habitat affinity (specialized in open areas, forested areas, or generalists), will have higher species richness of ants; 2) Forest fragments inserted into landscapes with higher forest cover will have more dissimilar species compositions than landscapes with lower forest cover; 3) There is a threshold of forest cover loss in the landscape that generates a sharp decline in ant species richness in forest fragments. There was a significant negative relationship between landscape forest cover and the richness of ants specialized in open and forest habitats, while ants with generalist habits were not affected by changes in forest cover. There were no clear differences in species composition among forest fragments, regardless of landscape forest cover. Additionally, we identified an inflection point around 30.02% ± 2.677% forest cover, indicating a change in the trend of the relationship between species richness and forest cover. Therefore, ants respond negatively to forest cover loss, being influenced by the interaction between habitat affinity and the percentage of forest cover in the landscape.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Nível Superior (CAPES)AmbientaisMeio ambienteODS 13: Ação contra a mudança global do climaODS 15: Vida terrestreUniversidade Federal de LavrasPrograma de Pós-Graduação em Ecologia AplicadaUFLAbrasilDepartamento de BiologiaAttribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 Internationalhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/info:eu-repo/semantics/openAccessCiências BiológicasFragmentação florestalBioindicadoresFormigasRiqueza de espéciesPerda de habitatCobertura florestalPaisagens fragmentadasForest fragmentationBioindicatorsAntsSpecies richnessHabitat lossForest coverFragmented landscapesAs respostas das comunidades de formigas à cobertura florestal da paisagemAnt communities’ responses to landscape forest coverinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisRibas, Carla RodriguesQueiroz, Antônio César Medeiros deLasmar, Chaim JoséRosa, Clarissa Alves daSilva, Graziele Santiago daLouzada, Júlio Neil CassaBonetti Filho, Ronald Zanettihttp://lattes.cnpq.br/0987149400576293Alves, Guilherme Pereiraporreponame:Repositório Institucional da UFLAinstname:Universidade Federal de Lavras (UFLA)instacron:UFLAORIGINALTESE_As respostas das comunidades de formigas à cobertura florestal da paisagem.pdfTESE_As respostas das comunidades de formigas à cobertura florestal da paisagem.pdfapplication/pdf2751283https://repositorio.ufla.br/bitstreams/bf0c6335-23cc-431e-a8a2-d3c61bee4271/download8fa08d2b36489363bc761112abe8e043MD51trueAnonymousREADIMPACTOS DA PESQUISA_As respostas das comunidades de formigas à cobertura florestal da paisagem.pdfIMPACTOS DA PESQUISA_As respostas das comunidades de formigas à cobertura florestal da paisagem.pdfapplication/pdf187826https://repositorio.ufla.br/bitstreams/d93c6afd-74ce-4448-8cc0-bd0eb7e8ce63/download9e1c2cb7745fdd076301bf8a992b29ffMD52falseAnonymousREADCC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; charset=utf-8804https://repositorio.ufla.br/bitstreams/9973fc32-e3aa-4d43-9c60-cf7531292b0e/downloadc1efe8e24d7281448e873be30ea326ffMD53falseAnonymousREADLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-8956https://repositorio.ufla.br/bitstreams/75f6085c-cbcf-4019-8a95-7c674c1668eb/download5ea4a165b7202cbf475be400d2e16893MD54falseAnonymousREADTEXTTESE_As respostas das comunidades de formigas à cobertura florestal da paisagem.pdf.txtTESE_As respostas das comunidades de formigas à cobertura florestal da paisagem.pdf.txtExtracted texttext/plain102025https://repositorio.ufla.br/bitstreams/9af97d1e-dea7-4c1f-8747-1fd61bd08668/downloadab8cf775e248f62502d75d12e8982d46MD55falseAnonymousREADIMPACTOS DA PESQUISA_As respostas das comunidades de formigas à cobertura florestal da paisagem.pdf.txtIMPACTOS DA PESQUISA_As respostas das comunidades de formigas à cobertura florestal da paisagem.pdf.txtExtracted texttext/plain4553https://repositorio.ufla.br/bitstreams/a13eaa32-6506-46b5-bdd1-82d1b2da3358/download72521d2bd0f4ecf28ce5a78ef94df10aMD57falseAnonymousREADTHUMBNAILTESE_As respostas das comunidades de formigas à cobertura florestal da paisagem.pdf.jpgTESE_As respostas das comunidades de formigas à cobertura florestal da paisagem.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2995https://repositorio.ufla.br/bitstreams/565e4098-4fbd-4af2-98d1-7eec6436c6f3/download068af92fa98a2536a3ffb7791eca72c2MD56falseAnonymousREADIMPACTOS DA PESQUISA_As respostas das comunidades de formigas à cobertura florestal da paisagem.pdf.jpgIMPACTOS DA PESQUISA_As respostas das comunidades de formigas à cobertura florestal da paisagem.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg5385https://repositorio.ufla.br/bitstreams/e778e7e9-a259-4e8f-ade2-5e954055e654/downloada3029ca9ce8693872965d0b5ca2bac3cMD58falseAnonymousREAD1/593442025-10-17 12:07:13.208http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 Internationalopen.accessoai:repositorio.ufla.br:1/59344https://repositorio.ufla.brRepositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufla.br/server/oai/requestnivaldo@ufla.br || repositorio.biblioteca@ufla.bropendoar:2025-10-17T15:07:13Repositório Institucional da UFLA - Universidade Federal de Lavras (UFLA)falseREVDTEFSQcOHw4NPIERFIERJU1RSSUJVScOHw4NPIE7Dg08tRVhDTFVTSVZBCk8gcmVmZXJpZG8gYXV0b3I6CgphKSBEZWNsYXJhIHF1ZSBvIGRvY3VtZW50byBlbnRyZWd1ZSDDqSBzZXUgdHJhYmFsaG8gb3JpZ2luYWwsIGUgcXVlIGRldMOpbSBvIGRpcmVpdG8gZGUgY29uY2VkZXIgb3MgZGlyZWl0b3MgY29udGlkb3MgbmVzdGEgbGljZW7Dp2EuIERlY2xhcmEgdGFtYsOpbSBxdWUgYSBlbnRyZWdhIGRvIGRvY3VtZW50byBuw6NvIGluZnJpbmdlLCB0YW50byBxdWFudG8gbGhlIMOpIHBvc3PDrXZlbCBzYWJlciwgb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgcXVhbHF1ZXIgb3V0cmEgcGVzc29hIG91ICBlbnRpZGFkZS4KCmIpIFNlIG8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlIGNvbnTDqW0gbWF0ZXJpYWwgZG8gcXVhbCBuw6NvIGRldMOpbSBvcyBkaXJlaXRvcyBkZSBhdXRvciwgZGVjbGFyYSBxdWUgb2J0ZXZlIGF1dG9yaXphw6fDo28gZG8gZGV0ZW50b3IgZG9zIGRpcmVpdG9zIGRlIGF1dG9yIHBhcmEgY29uY2VkZXIgw6AgVW5pdmVyc2lkYWRlIEZlZGVyYWwgZGUgTGF2cmFzIG9zIGRpcmVpdG9zIHJlcXVlcmlkb3MgcG9yIGVzdGEgbGljZW7Dp2EsIGUgcXVlIGVzc2UgbWF0ZXJpYWwgY3Vqb3MgZGlyZWl0b3Mgc8OjbyBkZSB0ZXJjZWlyb3MgZXN0w6EgY2xhcmFtZW50ZSBpZGVudGlmaWNhZG8gZSByZWNvbmhlY2lkbwpubyB0ZXh0byBvdSBjb250ZcO6ZG8gZG8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlLiBTZSBvIGRvY3VtZW50byBlbnRyZWd1ZSDDqSBiYXNlYWRvIGVtIHRyYWJhbGhvIGZpbmFuY2lhZG8gb3UgYXBvaWFkbyBwb3Igb3V0cmEgaW5zdGl0dWnDp8OjbyBxdWUgbsOjbyBhIFVuaXZlcnNpZGFkZSBGZWRlcmFsIGRlIExhdnJhcywgZGVjbGFyYSBxdWUgY3VtcHJpdSBxdWFpc3F1ZXIgb2JyaWdhw6fDtWVzIGV4aWdpZGFzIHBlbG8gcmVzcGVjdGl2byBjb250cmF0byBvdSBhY29yZG8uCgo=
dc.title.pt_BR.fl_str_mv As respostas das comunidades de formigas à cobertura florestal da paisagem
dc.title.alternative.pt_BR.fl_str_mv Ant communities’ responses to landscape forest cover
title As respostas das comunidades de formigas à cobertura florestal da paisagem
spellingShingle As respostas das comunidades de formigas à cobertura florestal da paisagem
Alves, Guilherme Pereira
Ciências Biológicas
Fragmentação florestal
Bioindicadores
Formigas
Riqueza de espécies
Perda de habitat
Cobertura florestal
Paisagens fragmentadas
Forest fragmentation
Bioindicators
Ants
Species richness
Habitat loss
Forest cover
Fragmented landscapes
title_short As respostas das comunidades de formigas à cobertura florestal da paisagem
title_full As respostas das comunidades de formigas à cobertura florestal da paisagem
title_fullStr As respostas das comunidades de formigas à cobertura florestal da paisagem
title_full_unstemmed As respostas das comunidades de formigas à cobertura florestal da paisagem
title_sort As respostas das comunidades de formigas à cobertura florestal da paisagem
author Alves, Guilherme Pereira
author_facet Alves, Guilherme Pereira
author_role author
dc.contributor.advisor1.fl_str_mv Ribas, Carla Rodrigues
dc.contributor.advisor-co1.fl_str_mv Queiroz, Antônio César Medeiros de
dc.contributor.advisor-co2.fl_str_mv Lasmar, Chaim José
dc.contributor.referee1.fl_str_mv Rosa, Clarissa Alves da
dc.contributor.referee2.fl_str_mv Silva, Graziele Santiago da
dc.contributor.referee3.fl_str_mv Louzada, Júlio Neil Cassa
dc.contributor.referee4.fl_str_mv Bonetti Filho, Ronald Zanetti
dc.contributor.authorLattes.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/0987149400576293
dc.contributor.author.fl_str_mv Alves, Guilherme Pereira
contributor_str_mv Ribas, Carla Rodrigues
Queiroz, Antônio César Medeiros de
Lasmar, Chaim José
Rosa, Clarissa Alves da
Silva, Graziele Santiago da
Louzada, Júlio Neil Cassa
Bonetti Filho, Ronald Zanetti
dc.subject.cnpq.fl_str_mv Ciências Biológicas
topic Ciências Biológicas
Fragmentação florestal
Bioindicadores
Formigas
Riqueza de espécies
Perda de habitat
Cobertura florestal
Paisagens fragmentadas
Forest fragmentation
Bioindicators
Ants
Species richness
Habitat loss
Forest cover
Fragmented landscapes
dc.subject.por.fl_str_mv Fragmentação florestal
Bioindicadores
Formigas
Riqueza de espécies
Perda de habitat
Cobertura florestal
Paisagens fragmentadas
Forest fragmentation
Bioindicators
Ants
Species richness
Habitat loss
Forest cover
Fragmented landscapes
description A perda de habitat é uma das principais causas do declínio da biodiversidade global, afetando a conectividade e composição da paisagem, especialmente em ambientes tropicais. Isso resulta em mudanças na cobertura florestal e outros usos da terra, aumentando a heterogeneidade ambiental. A fragmentação do habitat leva à formação de múltiplos fragmentos menores e isolados, afetando as espécies daquela paisagem. Tais mudanças também influenciam a qualidade do habitat, interações entre espécies e o funcionamento do ecossistema. Para tentar melhor entender as consequências dessas mudanças ambientais devemos nos focar em objetos de estudo e uma coleta de dados adequados. A amostragem em estudos científicos deve minimizar custos e tempo de coleta, sem comprometer o rigor científico. As formigas, podem ser considerados boas bioindicadoras pois, além de terem amostragem relativamente simples, desempenham papéis cruciais nos ecossistemas tropicais e são sensíveis às perturbações do habitat. Além de participarem de processos como a dispersão de sementes, polinização e engenharia de ecossistemas. Nesse trabalho, i) avaliamos a efetividade de armadilhas utilizadas para captura de formigas, instaladas próximas ou não de armadilhas iscadas para besouros. Testamos a predição de que a presença das armadilhas de besouros, quando instaladas na mesma área que as armadilhas para captura de formigas, não afetará a riqueza e a composição de espécies de formigas capturadas em pitfalls sem isca. Após análises estatísticas, não foi encontrado diferença significativa na riqueza de espécies de formigas entre áreas com e sem armadilhas iscadas para besouros, tanto para formigas arborícolas quanto epigeicas. Também não houve variação na composição de espécies entre áreas com e sem iscas. Portanto, as armadilhas para besouros não influenciam na composição ou na riqueza de espécies de formigas. Assim, realizar ambas as metodologias de coleta, tanto para besouros quanto para formigas, simultaneamente, podem reduzir o tempo de campo e agilizar a coleta de ambos os grupos. Além disso, ii) investigar como a perda de cobertura florestal na paisagem afeta as comunidades de formigas. Para isso, testei as seguintes predições: 1) Fragmentos florestais inseridos em paisagens com maior porcentagem de cobertura florestal, associados à afinidade de habitat das formigas (especializadas em áreas abertas, áreas florestais ou generalistas), terão maior riqueza de espécies de formigas; 2) Fragmentos florestais inseridos em paisagens com maior cobertura florestal terão a composição de espécies mais dissimilar entre si do que paisagens com menores coberturas florestais; 3) Há um limiar de perda de cobertura florestal na paisagem que gera um declínio acentuado da riqueza de espécies de formigas nos fragmentos florestais. Houve uma relação negativa significativa entre a cobertura florestal na paisagem e a riqueza de formigas especialistas em habitats abertos e florestais, enquanto as formigas com hábitos generalistas não foram afetadas pela mudança na cobertura florestal. Não houve diferenças claras na composição de espécies entre os fragmentos florestais, independentemente da cobertura florestal da paisagem. Além disso, identificamos um ponto de inflexão em torno de 30,02% ± 2,677% de cobertura florestal, indicando uma mudança na tendência da relação entre a riqueza de espécies e a cobertura florestal. Portanto, formigas respondem negativamente à perda de cobertura florestal, sendo influenciadas pela interação entre a afinidade de habitat e a porcentagem de cobertura florestal da paisagem.
publishDate 2024
dc.date.submitted.none.fl_str_mv 2024-02-29
dc.date.accessioned.fl_str_mv 2024-09-10T11:23:21Z
dc.date.available.fl_str_mv 2024-09-10
2024-09-10T11:23:21Z
dc.date.issued.fl_str_mv 2024-09-10
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/masterThesis
format masterThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.citation.fl_str_mv ALVES, Guilherme Pereira. As respostas das comunidades de formigas à cobertura florestal da paisagem. 2024. 92p. Tese (Doutorado em Ecologia Aplicada) - Universidade Federal de Lavras, 2024.
dc.identifier.uri.fl_str_mv https://repositorio.ufla.br/handle/1/59344
identifier_str_mv ALVES, Guilherme Pereira. As respostas das comunidades de formigas à cobertura florestal da paisagem. 2024. 92p. Tese (Doutorado em Ecologia Aplicada) - Universidade Federal de Lavras, 2024.
url https://repositorio.ufla.br/handle/1/59344
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International
http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
info:eu-repo/semantics/openAccess
rights_invalid_str_mv Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International
http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
eu_rights_str_mv openAccess
dc.publisher.none.fl_str_mv Universidade Federal de Lavras
dc.publisher.program.fl_str_mv Programa de Pós-Graduação em Ecologia Aplicada
dc.publisher.initials.fl_str_mv UFLA
dc.publisher.country.fl_str_mv brasil
dc.publisher.department.fl_str_mv Departamento de Biologia
publisher.none.fl_str_mv Universidade Federal de Lavras
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Repositório Institucional da UFLA
instname:Universidade Federal de Lavras (UFLA)
instacron:UFLA
instname_str Universidade Federal de Lavras (UFLA)
instacron_str UFLA
institution UFLA
reponame_str Repositório Institucional da UFLA
collection Repositório Institucional da UFLA
bitstream.url.fl_str_mv https://repositorio.ufla.br/bitstreams/bf0c6335-23cc-431e-a8a2-d3c61bee4271/download
https://repositorio.ufla.br/bitstreams/d93c6afd-74ce-4448-8cc0-bd0eb7e8ce63/download
https://repositorio.ufla.br/bitstreams/9973fc32-e3aa-4d43-9c60-cf7531292b0e/download
https://repositorio.ufla.br/bitstreams/75f6085c-cbcf-4019-8a95-7c674c1668eb/download
https://repositorio.ufla.br/bitstreams/9af97d1e-dea7-4c1f-8747-1fd61bd08668/download
https://repositorio.ufla.br/bitstreams/a13eaa32-6506-46b5-bdd1-82d1b2da3358/download
https://repositorio.ufla.br/bitstreams/565e4098-4fbd-4af2-98d1-7eec6436c6f3/download
https://repositorio.ufla.br/bitstreams/e778e7e9-a259-4e8f-ade2-5e954055e654/download
bitstream.checksum.fl_str_mv 8fa08d2b36489363bc761112abe8e043
9e1c2cb7745fdd076301bf8a992b29ff
c1efe8e24d7281448e873be30ea326ff
5ea4a165b7202cbf475be400d2e16893
ab8cf775e248f62502d75d12e8982d46
72521d2bd0f4ecf28ce5a78ef94df10a
068af92fa98a2536a3ffb7791eca72c2
a3029ca9ce8693872965d0b5ca2bac3c
bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv MD5
MD5
MD5
MD5
MD5
MD5
MD5
MD5
repository.name.fl_str_mv Repositório Institucional da UFLA - Universidade Federal de Lavras (UFLA)
repository.mail.fl_str_mv nivaldo@ufla.br || repositorio.biblioteca@ufla.br
_version_ 1854947824258514944