Modelos para expressar a densidade da madeira, biomassa e carbono de florestas nativas em Minas Gerais

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Páscoa, Kalill José Viana da lattes
Orientador(a): Scolforo, José Roberto Soares
Banca de defesa: Figueiredo Filho, Afonso, Mello, José Márcio de, Scalon, João Domingos, Gomide, Lucas Rezende
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Lavras
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Engenharia Florestal
Departamento: Departamento de Ciências Florestais
País: brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufla.br/handle/1/28977
Resumo: As florestas nativas desempenham importantes serviços à sociedade, entre eles, o sequestro e estoque de carbono pela biomassa dos seus diversos compartimentos. Conhecer a dimensão desse serviço é desafiador, porém necessário, frente aos atuais cenários de mudanças climáticas, pois ajudam a entender o papel das florestas na regulação dos teores de CO2 na atmosfera e justificar a importância da sua preservação. Conhecer o estoque de carbono de uma floresta depende do conhecimento da sua biomassa, que consequentemente depende da variação da densidade básica da madeira.Nesse cenário, o objetivo desse trabalho foi realizar um amplo estudo da amostragem e cálculo da densidade da madeira de árvores nativas, da modelagem da biomassa e da espacialização do carbono estocado nos remanescentes florestais da bacia hidrográfica do Rio Grande, estado de Minas Gerais, Brasil. A análise da amostragem, visando estudos da densidade básica da madeira, indica que a partir de 30 árvores ocorre a estabilização do coeficiente de variação, dessa forma, amostras menores deveriam ser evitadas.O valor médio da densidade básica da madeira de uma árvore está altamente correlacionada com a densidade observada a 25 e 50% da altura, o que é um bom indicador para amostragens não destrutivas. A biomassa total das árvores amostradas, indicam que, em média, 55,7% está alocada no fuste; 24,5% nos galhos grossos; 13,7% nos galhos finos e 6,6% nas folhas. A biomassa total se mostrou bastante correlacionada com os valores de diâmetro, altura total, área de copa e densidade básica da madeira, onde os modelos que utilizaram essas variáveis de forma conjunta apresentaram ótimos resultados. As estimativas de estoque de carbono para a bacia foram de 118,8 Tg, o que equivale a 436,0 Tg de dióxido de carbono, com um valor de mercado de R$ 13,4 bilhões. Os maiores valores médios foram encontrados na fitofisionomia Ombrófila (90 Mg ha-1) e menores no Cerrado (30 Mg ha-1), como esperado. A floresta Ombrófila se caracteriza como um tipo vegetacional pertencente ao bioma da Mata Atlântica que se destaca por apresentar componente arbóreo alto e denso, com sub-bosque bem povoado, enquanto o Cerrado é um tipo de vegetação xeromorfa que se desenvolve em solos pobres com porte variando desde um estrato gramíneo até um estrato arbóreo de troncos tortuosos. Em relação aos valores totais, o bioma Mata Atlântica (Ombrófila e Semidecídua) estoca 57,9% do carbono e o Cerrado 31,8%. Desse total, 84% estão em florestas localizadas em propriedades privadas, contra 16% em unidades de conservação. Do carbono estocado nas propriedades privadas, 62% está em pequenas propriedades, 24,7% em médias e 13,3% em grandes propriedades, demostrando a importância da conservação desses remanescentes, por meio da redução do desmatamento e do aumento da área florestal.
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Conhecer o estoque de carbono de uma floresta depende do conhecimento da sua biomassa, que consequentemente depende da variação da densidade básica da madeira.Nesse cenário, o objetivo desse trabalho foi realizar um amplo estudo da amostragem e cálculo da densidade da madeira de árvores nativas, da modelagem da biomassa e da espacialização do carbono estocado nos remanescentes florestais da bacia hidrográfica do Rio Grande, estado de Minas Gerais, Brasil. A análise da amostragem, visando estudos da densidade básica da madeira, indica que a partir de 30 árvores ocorre a estabilização do coeficiente de variação, dessa forma, amostras menores deveriam ser evitadas.O valor médio da densidade básica da madeira de uma árvore está altamente correlacionada com a densidade observada a 25 e 50% da altura, o que é um bom indicador para amostragens não destrutivas. 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A floresta Ombrófila se caracteriza como um tipo vegetacional pertencente ao bioma da Mata Atlântica que se destaca por apresentar componente arbóreo alto e denso, com sub-bosque bem povoado, enquanto o Cerrado é um tipo de vegetação xeromorfa que se desenvolve em solos pobres com porte variando desde um estrato gramíneo até um estrato arbóreo de troncos tortuosos. Em relação aos valores totais, o bioma Mata Atlântica (Ombrófila e Semidecídua) estoca 57,9% do carbono e o Cerrado 31,8%. Desse total, 84% estão em florestas localizadas em propriedades privadas, contra 16% em unidades de conservação. Do carbono estocado nas propriedades privadas, 62% está em pequenas propriedades, 24,7% em médias e 13,3% em grandes propriedades, demostrando a importância da conservação desses remanescentes, por meio da redução do desmatamento e do aumento da área florestal.Native forests have an important role in society, including sequestration and carbon storage in different biomass compartments. Knowing the size of this service is challenging, but necessary, due to current climate change scenarios, because they help to understand the role of forests in regulating CO2 levels in the atmosphere and justify the importance their preservation. Knowing the carbon stock of a forest depends on the knowledge of their biomass, which consequently depends on the variation of the wood basic density.In this scenario, the objective of this study was to conduct a comprehensive study about the sampling and calculation of wood basic density of native trees,modeling of biomass and spatial distribution of carbon stored in forest remaining in the Rio Grande watershed,state of Minas Gerais, Brazil.The analysis of the sampling for studies about wood basic density indicates that from 30 trees occurs the stabilization of the coefficient of variation, so smaller samples should be avoided.The average of wood basic density in a tree is highly correlated with the density observed at 25 and 50% of its height, which is a good indicator for nondestructive sampling. The total biomass of the sampled trees indicate that, on average, 55.7% is allocated on the trunk, 24.5%on thick branches, 13.7% on fine branches and 6.6% on leaves. The total biomass was highly correlated with values of diameter, total height, crown area and wood basic density, where the models that used these variables together presented excellent results. Carbon stock estimates for the watershed were 118.8 Tg, which is equivalent to 436.0 Tg carbon dioxide, with a market value of R$ 13.4 billion.The highest values were found in the Rain forest vegetation type (90 Mg ha-1) and lower in the Savanna (30 Mg ha-1), as expected. The Rain forest is characterized as a vegetation type belonging to the Atlantic Forest biome that stands out for having a high and dense tree component with a well-populated sub-forest, while the Savanna is a type of xeromorphic vegetation that develops in poor soils varying in size from grassy to arboreal with tortuous branches. In relation to the total, Atlantic Forest (Rain forest and Semideciduous forest) stocks 57.9% of the carbon and the Savanna 31.8%. Of this total, 84% are in forests located in private properties, against 16% in conservation units.Of the carbon stored in private properties, 62% is located in small properties, 24.7% in mean and 13.3% in large properties, indicating the importance of conservation of forest remaining, by the reduction of deforestation and increase of forest area.Universidade Federal de LavrasPrograma de Pós-Graduação em Engenharia FlorestalUFLAbrasilDepartamento de Ciências FlorestaisEnergia de Biomassa FlorestalFlorestas – AlometriaBiomassa florestalServiços ambientaisSequestro de carbonoForests – AllometryForest biomassEcosystem servicesCarbon sequestrationModelos para expressar a densidade da madeira, biomassa e carbono de florestas nativas em Minas GeraisModels for expressing wood density, biomass and carbon of native forests in Minas Geraisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisScolforo, José Roberto SoaresGomide, Lucas RezendeFigueiredo Filho, AfonsoMello, José Márcio deScalon, João DomingosGomide, Lucas Rezendehttp://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4431380P3Páscoa, Kalill José Viana dainfo:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UFLAinstname:Universidade Federal de Lavras (UFLA)instacron:UFLALICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-8953https://repositorio.ufla.br/bitstreams/ea106dd2-14f0-4460-9c9d-88a315a7637d/download760884c1e72224de569e74f79eb87ce3MD51falseAnonymousREADORIGINALTESE_Modelos para expressar a densidade da madeira, biomassa e carbono de florestas nativas em Minas Gerais.pdfTESE_Modelos para expressar a densidade da madeira, biomassa e carbono de florestas nativas em Minas Gerais.pdfapplication/pdf1212527https://repositorio.ufla.br/bitstreams/ac71e36f-7efc-47d0-b0fc-9c90c77b05d3/download2b24d51885a85b5497cf43aa97a032c3MD52trueAnonymousREADTEXTTESE_Modelos para expressar a densidade da madeira, biomassa e carbono de florestas nativas em Minas Gerais.pdf.txtTESE_Modelos para expressar a densidade da madeira, biomassa e carbono de florestas nativas em Minas Gerais.pdf.txtExtracted texttext/plain102493https://repositorio.ufla.br/bitstreams/87b62205-f599-47e8-aa07-eb9cbbb5f126/download0b7a9f505db55c430a390d67695f86dbMD53falseAnonymousREADTHUMBNAILTESE_Modelos para expressar a densidade da madeira, biomassa e carbono de florestas nativas em Minas Gerais.pdf.jpgTESE_Modelos para expressar a densidade da madeira, biomassa e carbono de florestas nativas em Minas Gerais.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg3148https://repositorio.ufla.br/bitstreams/727d3e3e-149e-4b84-b6ce-1f37d015f2a8/download907fe2704f1ab90671bdd13de1808b76MD54falseAnonymousREAD1/289772025-08-06 11:16:28.052open.accessoai:repositorio.ufla.br:1/28977https://repositorio.ufla.brRepositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufla.br/server/oai/requestnivaldo@ufla.br || repositorio.biblioteca@ufla.bropendoar:2025-08-06T14:16:28Repositório Institucional da UFLA - Universidade Federal de Lavras (UFLA)falseREVDTEFSQcOHw4NPIERFIERJU1RSSUJVScOHw4NPIE7Dg08tRVhDTFVTSVZBCk8gcmVmZXJpZG8gYXV0b3I6CmEpIERlY2xhcmEgcXVlIG8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlIMOpIHNldSB0cmFiYWxobyBvcmlnaW5hbCwgZSBxdWUKZGV0w6ltIG8gZGlyZWl0byBkZSBjb25jZWRlciBvcyBkaXJlaXRvcyBjb250aWRvcyBuZXN0YSBsaWNlbsOnYS4KRGVjbGFyYSB0YW1iw6ltIHF1ZSBhIGVudHJlZ2EgZG8gZG9jdW1lbnRvIG7Do28gaW5mcmluZ2UsIHRhbnRvIHF1YW50bwpsaGUgw6kgcG9zc8OtdmVsIHNhYmVyLCBvcyBkaXJlaXRvcyBkZSBxdWFscXVlciBvdXRyYSBwZXNzb2Egb3UKZW50aWRhZGUuCmIpIFNlIG8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlIGNvbnTDqW0gbWF0ZXJpYWwgZG8gcXVhbCBuw6NvIGRldMOpbSBvcwpkaXJlaXRvcyBkZSBhdXRvciwgZGVjbGFyYSBxdWUgb2J0ZXZlIGF1dG9yaXphw6fDo28gZG8gZGV0ZW50b3IgZG9zCmRpcmVpdG9zIGRlIGF1dG9yIHBhcmEgY29uY2VkZXIgw6AgVW5pdmVyc2lkYWRlIEZlZGVyYWwgZGUgTGF2cmFzIG9zCmRpcmVpdG9zIHJlcXVlcmlkb3MgcG9yIGVzdGEgbGljZW7Dp2EsIGUgcXVlIGVzc2UgbWF0ZXJpYWwgY3Vqb3MKZGlyZWl0b3Mgc8OjbyBkZSB0ZXJjZWlyb3MgZXN0w6EgY2xhcmFtZW50ZSBpZGVudGlmaWNhZG8gZSByZWNvbmhlY2lkbwpubyB0ZXh0byBvdSBjb250ZcO6ZG8gZG8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlLiBTZSBvIGRvY3VtZW50byBlbnRyZWd1ZSDDqQpiYXNlYWRvIGVtIHRyYWJhbGhvIGZpbmFuY2lhZG8gb3UgYXBvaWFkbyBwb3Igb3V0cmEgaW5zdGl0dWnDp8OjbyBxdWUKbsOjbyBhIFVuaXZlcnNpZGFkZSBGZWRlcmFsIGRlIExhdnJhcywgZGVjbGFyYSBxdWUgY3VtcHJpdSBxdWFpc3F1ZXIKb2JyaWdhw6fDtWVzIGV4aWdpZGFzIHBlbG8gcmVzcGVjdGl2byBjb250cmF0byBvdSBhY29yZG8uCgo=
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