Anatomia do enraizamento adventício de estacas caulinares de Olea europaea L.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Martins, Mayron lattes
Orientador(a): Pio, Rafael
Banca de defesa: Castro, Evaristo Mauro de, Magalhães, Thiago Alves, Zambon, Carolina Ruiz, Curi, Paula Nogueira
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Lavras
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Botânica Aplicada
Departamento: Departamento de Biologia
País: brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufla.br/handle/1/45457
Resumo: O Brasil é um dos maiores importadores de azeite de oliva, devido à dimensão populacional do país e à insuficiência na produção nacional de azeitonas. Nos últimos anos, iniciou-se a produção nacional de azeitonas, em olivais localizados na região Sul do país e na serra da Mantiqueira. Pelas características climáticas distintas dessas duas regiões, principalmente em relação ao Mediterrâneo, as cultivares para a exploração são distintas e, até o momento, poucas produzem frutos com regularidade, principalmente nas regiões subtropicais da Serra da Mantiqueira. Outro fator limitante à expansão da olivicultura é a produção de mudas em larga escala, haja visto que as cultivares de oliveira que vêm sendo utilizadas no Brasil possuem baixa capacidade de enraizamento de suas estacas. Neste sentido, objetivou-se com este trabalho, analisar por uma perspectiva fitotécnica e anatômica, o enraizamento adventício em estacas caulinares semilenhosas de diferentes cultivares de Olea europaea L.. Para tanto, analisou-se características fitotécnicas e anatômicas de estacas semilenhosas de quatro cultivares de oliveira tratadas com AIB (3000 ppm) e mantidas em substrato vermiculita em câmara de nebulização intermitente em período experimental de 60 dias. Verificou-se o local de origem dos primórdios radiculares. Avaliou-se a porcentagem de enraizamento e de calogênese das estacas, a espessura de floema e de córtex, além da espessura e espaçamento do anel de esclerênquima. A correlação entre características fitotécnicas e anatômicas também foi avaliada. Realizou-se testes histoquímicos para detectar a presença de compostos fenólicos na região de ferimento das estacas. As cultivares apresentaram respostas diferentes quanto ao percentual de enraizamento, sendo a cultivar Santa Catalina a que apresentou maior percentual de estacas enraizadas e menor percentual de estacas calejadas quando comparada às demais cultivares. Espessuras de córtex, floema e de anel de esclerênquima, bem como o espaçamento desta estrutura não influenciam no processo de enraizamento. Houve correlação forte e negativa entre os percentuais de estacas enraizadas e de estacas calejadas. Compostos fenólicos foram detectados em células do câmbio. As respostas distintas entre as estacas de oliveira acerca do enraizamento adventício demonstram que as cultivares têm exigências de diferentes cofatores influentes neste processo. Processo este que não sofre influência direta de estruturas anatômicas, que são apenas obstáculos a mais a serem ultrapassados pela recém formada raiz ao emergir. Quanto maior o percentual de calogênese, menor o percentual estacas enraizadas. Confirma-se a presença de compostos na região basal das estacas e atenta-se para a presença dos compostos fenólicos em células do câmbio, local de origem dos primórdios radiculares em estacas das cultivares estudadas, uma vez que estes estão relacionados à síntese de auxina.
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spelling 2020-11-12T17:44:05Z2020-11-12T17:44:05Z2020-11-122020-09-16MARTINS, M. Anatomia do enraizamento adventício de estacas caulinares de Olea europaea L. 2020. 38 p. Tese (Doutorado em Botânica Aplicada) – Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2020.https://repositorio.ufla.br/handle/1/45457O Brasil é um dos maiores importadores de azeite de oliva, devido à dimensão populacional do país e à insuficiência na produção nacional de azeitonas. Nos últimos anos, iniciou-se a produção nacional de azeitonas, em olivais localizados na região Sul do país e na serra da Mantiqueira. Pelas características climáticas distintas dessas duas regiões, principalmente em relação ao Mediterrâneo, as cultivares para a exploração são distintas e, até o momento, poucas produzem frutos com regularidade, principalmente nas regiões subtropicais da Serra da Mantiqueira. Outro fator limitante à expansão da olivicultura é a produção de mudas em larga escala, haja visto que as cultivares de oliveira que vêm sendo utilizadas no Brasil possuem baixa capacidade de enraizamento de suas estacas. Neste sentido, objetivou-se com este trabalho, analisar por uma perspectiva fitotécnica e anatômica, o enraizamento adventício em estacas caulinares semilenhosas de diferentes cultivares de Olea europaea L.. Para tanto, analisou-se características fitotécnicas e anatômicas de estacas semilenhosas de quatro cultivares de oliveira tratadas com AIB (3000 ppm) e mantidas em substrato vermiculita em câmara de nebulização intermitente em período experimental de 60 dias. Verificou-se o local de origem dos primórdios radiculares. Avaliou-se a porcentagem de enraizamento e de calogênese das estacas, a espessura de floema e de córtex, além da espessura e espaçamento do anel de esclerênquima. A correlação entre características fitotécnicas e anatômicas também foi avaliada. Realizou-se testes histoquímicos para detectar a presença de compostos fenólicos na região de ferimento das estacas. As cultivares apresentaram respostas diferentes quanto ao percentual de enraizamento, sendo a cultivar Santa Catalina a que apresentou maior percentual de estacas enraizadas e menor percentual de estacas calejadas quando comparada às demais cultivares. Espessuras de córtex, floema e de anel de esclerênquima, bem como o espaçamento desta estrutura não influenciam no processo de enraizamento. Houve correlação forte e negativa entre os percentuais de estacas enraizadas e de estacas calejadas. Compostos fenólicos foram detectados em células do câmbio. As respostas distintas entre as estacas de oliveira acerca do enraizamento adventício demonstram que as cultivares têm exigências de diferentes cofatores influentes neste processo. Processo este que não sofre influência direta de estruturas anatômicas, que são apenas obstáculos a mais a serem ultrapassados pela recém formada raiz ao emergir. Quanto maior o percentual de calogênese, menor o percentual estacas enraizadas. Confirma-se a presença de compostos na região basal das estacas e atenta-se para a presença dos compostos fenólicos em células do câmbio, local de origem dos primórdios radiculares em estacas das cultivares estudadas, uma vez que estes estão relacionados à síntese de auxina.Brazil is one of the largest importers of olive oil, due to the country's population size and insufficient national production of olives. In recent years, the national production of olives has started, in olive groves located in the south of the country and in the Serra da Mantiqueira. Due to the distinct climatic characteristics of these two regions, especially in relation to the Mediterranean, cultivars for exploration are distinct and, until now, few produce fruit regularly, mainly in the subtropical regions of Serra da Mantiqueira. Another limiting factor for the expansion of olive cultivation is the production of seedlings on a large scale, given that the olive cultivars that have been used in Brazil have low rooting capacity for their cuttings. In this sense, the objective of this work was to analyze, from a phytotechnical and anatomical perspective, the adventitious rooting in semi-hardwood stem cuttings of different cultivars of Olea europaea L.. For this purpose, we analyzed phytotechnical and anatomical characteristics of semi hardwood cuttings from four cultivars olive trees treated with IBA (3000 ppm) and maintained on vermiculite substrate in an intermittent nebulization chamber for a 60-day experimental period. The place of origin of the early roots was verified. The percentage of rooting and callogenesis of the cuttings, the thickness of phloem and cortex, as well as the thickness and spacing of the sclerenchyma ring were evaluated. The correlation between phytotechnical and anatomical characteristics was also assessed. Histochemical tests were carried out to detect the presence of phenolic compounds in the wound region of the cuttings. The cultivars showed different responses regarding the rooting percentage, with the Santa Catalina cultivar having the highest percentage of rooted cuttings and the lowest percentage of hardened cuttings when compared to the other cultivars. Thicknesses of cortex, phloem and sclerenchyma ring, as well as the spacing of this structure do not influence the rooting process. There was a strong and negative correlation between the percentages of rooted cuttings and hardened cuttings. Phenolic compounds were detected in exchange cells. The different responses among olive cuttings about adventitious rooting demonstrate that the cultivars have different requirements for influential factors in this process. This process is not directly influenced by anatomical structures, which are just more obstacles to be overcome by the newly formed root when emerging. The higher the percentage of callogenesis, the lower the percentage of rooted cuttings. The presence of compounds in the basal region of the cuttings is confirmed and attention is paid to the presence of phenolic compounds in cambium cells, the place of origin of the early roots in cuttings of the studied cultivars, since these are related to the synthesis of auxin.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)Universidade Federal de LavrasPrograma de Pós-Graduação em Botânica AplicadaUFLAbrasilDepartamento de BiologiaBotânica AplicadaAzeitona - ProduçãoOliveiraEnraizamento adventícioBarreiras anatômicasOlea europaea L.Adventitious rootingAnatomical barriersOlive - ProductionAnatomia do enraizamento adventício de estacas caulinares de Olea europaea L.Anatomy of adventic rooting of caulinary cuttings from Olea europaea L.info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisPio, RafaelMagalhães, Thiago AlvesCastro, Evaristo Mauro deMagalhães, Thiago AlvesZambon, Carolina RuizCuri, Paula Nogueirahttp://lattes.cnpq.br/9907905714878969Martins, Mayroninfo:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UFLAinstname:Universidade Federal de Lavras (UFLA)instacron:UFLAORIGINALTESE_Anatomia do enraizamento adventício de estacas caulinares de Olea europaea L..pdfTESE_Anatomia do enraizamento adventício de estacas caulinares de Olea europaea L..pdfapplication/pdf1261455https://repositorio.ufla.br/bitstreams/88b0ef14-8b8e-4916-9e68-d4885af254a1/download40433f6a31984e8e2c10394049549f54MD51trueAnonymousREADLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-8953https://repositorio.ufla.br/bitstreams/d5cbfff2-72ee-4186-949a-8d3b0e1e3115/download760884c1e72224de569e74f79eb87ce3MD52falseAnonymousREADTEXTTESE_Anatomia do enraizamento adventício de estacas caulinares de Olea europaea L..pdf.txtTESE_Anatomia do enraizamento adventício de estacas caulinares de Olea europaea L..pdf.txtExtracted texttext/plain81916https://repositorio.ufla.br/bitstreams/9c3cbcc5-8c22-4187-b570-ae08a992ef1f/download98fd3e0f15f0576844c128db31f2cec8MD53falseAnonymousREADTHUMBNAILTESE_Anatomia do enraizamento adventício de estacas caulinares de Olea europaea L..pdf.jpgTESE_Anatomia do enraizamento adventício de estacas caulinares de Olea europaea L..pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2750https://repositorio.ufla.br/bitstreams/bd213464-3e82-4775-bda8-cccb33dd87b4/download1544b41f5a550b1017177b76e6cfdf0fMD54falseAnonymousREAD1/454572025-08-06 11:06:59.312open.accessoai:repositorio.ufla.br:1/45457https://repositorio.ufla.brRepositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufla.br/server/oai/requestnivaldo@ufla.br || repositorio.biblioteca@ufla.bropendoar:2025-08-06T14:06:59Repositório Institucional da UFLA - Universidade Federal de Lavras (UFLA)falseREVDTEFSQcOHw4NPIERFIERJU1RSSUJVScOHw4NPIE7Dg08tRVhDTFVTSVZBCk8gcmVmZXJpZG8gYXV0b3I6CmEpIERlY2xhcmEgcXVlIG8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlIMOpIHNldSB0cmFiYWxobyBvcmlnaW5hbCwgZSBxdWUKZGV0w6ltIG8gZGlyZWl0byBkZSBjb25jZWRlciBvcyBkaXJlaXRvcyBjb250aWRvcyBuZXN0YSBsaWNlbsOnYS4KRGVjbGFyYSB0YW1iw6ltIHF1ZSBhIGVudHJlZ2EgZG8gZG9jdW1lbnRvIG7Do28gaW5mcmluZ2UsIHRhbnRvIHF1YW50bwpsaGUgw6kgcG9zc8OtdmVsIHNhYmVyLCBvcyBkaXJlaXRvcyBkZSBxdWFscXVlciBvdXRyYSBwZXNzb2Egb3UKZW50aWRhZGUuCmIpIFNlIG8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlIGNvbnTDqW0gbWF0ZXJpYWwgZG8gcXVhbCBuw6NvIGRldMOpbSBvcwpkaXJlaXRvcyBkZSBhdXRvciwgZGVjbGFyYSBxdWUgb2J0ZXZlIGF1dG9yaXphw6fDo28gZG8gZGV0ZW50b3IgZG9zCmRpcmVpdG9zIGRlIGF1dG9yIHBhcmEgY29uY2VkZXIgw6AgVW5pdmVyc2lkYWRlIEZlZGVyYWwgZGUgTGF2cmFzIG9zCmRpcmVpdG9zIHJlcXVlcmlkb3MgcG9yIGVzdGEgbGljZW7Dp2EsIGUgcXVlIGVzc2UgbWF0ZXJpYWwgY3Vqb3MKZGlyZWl0b3Mgc8OjbyBkZSB0ZXJjZWlyb3MgZXN0w6EgY2xhcmFtZW50ZSBpZGVudGlmaWNhZG8gZSByZWNvbmhlY2lkbwpubyB0ZXh0byBvdSBjb250ZcO6ZG8gZG8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlLiBTZSBvIGRvY3VtZW50byBlbnRyZWd1ZSDDqQpiYXNlYWRvIGVtIHRyYWJhbGhvIGZpbmFuY2lhZG8gb3UgYXBvaWFkbyBwb3Igb3V0cmEgaW5zdGl0dWnDp8OjbyBxdWUKbsOjbyBhIFVuaXZlcnNpZGFkZSBGZWRlcmFsIGRlIExhdnJhcywgZGVjbGFyYSBxdWUgY3VtcHJpdSBxdWFpc3F1ZXIKb2JyaWdhw6fDtWVzIGV4aWdpZGFzIHBlbG8gcmVzcGVjdGl2byBjb250cmF0byBvdSBhY29yZG8uCgo=
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