Bacias de acumulação de águas de chuva em estradas rurais: umidade do solo e vida útil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Carvalho, Ronan Naves lattes
Orientador(a): Coelho, Gilberto
Banca de defesa: Mello, Carlos Rogério de, Avanzi, Junior Cesar, Marques, Rosângela Francisca de Paula Vitor
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Lavras
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Recursos Hídricos
Departamento: Departamento de Engenharia
País: brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufla.br/handle/1/29930
Resumo: A proposta deste trabalho foi avaliar o comportamento da água proveniente de volumes que viessem a se armazenar em bacias de acumulação a jusante de estradas rurais. O trabalho foi realizado em duas áreas experimentais, localizadas em uma área de floresta e em um local com bacia de acumulação adjacente a área de pastagem. Para a construção da pesquisa, foram realizados monitoramentos da umidade do solo posteriores às bacias de acumulação, sendo que em cada área foram instalados 5 pontos de monitoramento de umidade no solo, instalados entre 0 e 10 metros da saia da bacia, formando um eixo em linha reta na direção dos cursos d‟água. A umidade volumétrica foi monitorada de 20 em 20 cm de profundidade até 80 cm, e entre maio de 2015 e abril de 2017 na área de floresta (área 1) e de janeiro de 2016 a abril de 2017 na área de pastagem (área 2). Para coleta de dados utilizou-se a sonda TDR PRIME PICO IPH3 da fabricante IMKO. Além disso, vários parâmetros físico-hídricos avaliados, tais como condutividade hidráulica saturada do solo, densidade do solo, densidade de partículas, porosidade, e análise textural do solo. Também foi realizado análises dos atributos geométricos das bacias antes e depois do período hidrológico de chuvas com o intuito de avaliar a vida útil das mesmas, para estas determinações foram levantados dados de campo com GPS geodésico e posteriormente trabalhados no software ArcGIS 9.3. Diante dos dados obtidos, notou-se que a umidade no solo na área 1 em uma análise temporal teve alta variabilidade em todo o período, oscilando desde 29,5% em alguns pontos nos períodos de estiagem a mais de 52% em períodos chuvosos na área 1, e entre 25% e 41,3% na área 2, com destaque as camadas mais profundas nesta área que sofreram menores variações do conteúdo de água no solo. Além disso, vale salientar que nas duas áreas analisadas, durante todo o período de avaliação, em nenhum momento a umidade atingiu valores inferiores aos valores de umidade de ponto de murcha permanente em qualquer ponto ou camada. Para observar indícios de movimento da água no perfil das áreas estudadas em decorrência das bacias de acumulação, foram feitas análises de pequenos períodos isolados que consistiam de eventos de chuvas isoladas seguidos de longos períodos de estiagem. Nestas análises, constatou-se que em ambas as áreas, houve fortes indícios de que a água armazenada nas bacias de acumulação estivesse se infiltrando no solo e se movimentando em direção aos pontos de monitoramento de umidade instalados. Nas avaliações, foi perceptível que o volume de água armazenada após alguns dias da ocorrência da precipitação e após o primeiro “secamento” do solo, se elevava novamente nos primeiros pontos e depois nos monitoramentos posteriores eram detectados nos pontos posteriores. Com relação as análises de vida útil das bacias, entre os períodos avaliados, calculado em decorrência da redução de volume (-37,29% na área 1 e -32,93% na área 2) das bacias de acumulação, teve-se que a bacia de acumulação na área 1 ter por volta 2,68 anos e a da área 2 em torno de 3,03 anos, além de terem recebido 104,2 e 35,3 m³.ha -¹.ano -¹ respectivamente, de sedimentos no intervalos entre as campanhas de coleta de dados. Diante dos resultados apresentados, pode-se inferir que as bacias de acumulação estariam influenciando no comportamento da umidade no solo ao longo do perfil, proporcionando o solo ficasse umedecido por mais tempo e que estariam evitando o carreamento de quantidades de sedimentos consideráveis para os cursos d'água próximos.
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spelling 2018-08-09T18:24:01Z2018-08-09T18:24:01Z2018-08-082017-09-14CARVALHO, R. N. Bacias de acumulação de águas de chuva em estradas rurais: umidade do solo e vida útil. 2018. 77 p. Dissertação (Mestrado em Recursos Hídricos)–Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2017.https://repositorio.ufla.br/handle/1/29930A proposta deste trabalho foi avaliar o comportamento da água proveniente de volumes que viessem a se armazenar em bacias de acumulação a jusante de estradas rurais. O trabalho foi realizado em duas áreas experimentais, localizadas em uma área de floresta e em um local com bacia de acumulação adjacente a área de pastagem. Para a construção da pesquisa, foram realizados monitoramentos da umidade do solo posteriores às bacias de acumulação, sendo que em cada área foram instalados 5 pontos de monitoramento de umidade no solo, instalados entre 0 e 10 metros da saia da bacia, formando um eixo em linha reta na direção dos cursos d‟água. A umidade volumétrica foi monitorada de 20 em 20 cm de profundidade até 80 cm, e entre maio de 2015 e abril de 2017 na área de floresta (área 1) e de janeiro de 2016 a abril de 2017 na área de pastagem (área 2). Para coleta de dados utilizou-se a sonda TDR PRIME PICO IPH3 da fabricante IMKO. Além disso, vários parâmetros físico-hídricos avaliados, tais como condutividade hidráulica saturada do solo, densidade do solo, densidade de partículas, porosidade, e análise textural do solo. Também foi realizado análises dos atributos geométricos das bacias antes e depois do período hidrológico de chuvas com o intuito de avaliar a vida útil das mesmas, para estas determinações foram levantados dados de campo com GPS geodésico e posteriormente trabalhados no software ArcGIS 9.3. Diante dos dados obtidos, notou-se que a umidade no solo na área 1 em uma análise temporal teve alta variabilidade em todo o período, oscilando desde 29,5% em alguns pontos nos períodos de estiagem a mais de 52% em períodos chuvosos na área 1, e entre 25% e 41,3% na área 2, com destaque as camadas mais profundas nesta área que sofreram menores variações do conteúdo de água no solo. Além disso, vale salientar que nas duas áreas analisadas, durante todo o período de avaliação, em nenhum momento a umidade atingiu valores inferiores aos valores de umidade de ponto de murcha permanente em qualquer ponto ou camada. Para observar indícios de movimento da água no perfil das áreas estudadas em decorrência das bacias de acumulação, foram feitas análises de pequenos períodos isolados que consistiam de eventos de chuvas isoladas seguidos de longos períodos de estiagem. Nestas análises, constatou-se que em ambas as áreas, houve fortes indícios de que a água armazenada nas bacias de acumulação estivesse se infiltrando no solo e se movimentando em direção aos pontos de monitoramento de umidade instalados. Nas avaliações, foi perceptível que o volume de água armazenada após alguns dias da ocorrência da precipitação e após o primeiro “secamento” do solo, se elevava novamente nos primeiros pontos e depois nos monitoramentos posteriores eram detectados nos pontos posteriores. Com relação as análises de vida útil das bacias, entre os períodos avaliados, calculado em decorrência da redução de volume (-37,29% na área 1 e -32,93% na área 2) das bacias de acumulação, teve-se que a bacia de acumulação na área 1 ter por volta 2,68 anos e a da área 2 em torno de 3,03 anos, além de terem recebido 104,2 e 35,3 m³.ha -¹.ano -¹ respectivamente, de sedimentos no intervalos entre as campanhas de coleta de dados. Diante dos resultados apresentados, pode-se inferir que as bacias de acumulação estariam influenciando no comportamento da umidade no solo ao longo do perfil, proporcionando o solo ficasse umedecido por mais tempo e que estariam evitando o carreamento de quantidades de sedimentos consideráveis para os cursos d'água próximos.The purpose of this work was to evaluate the behavior of water from volumes that would be stored in basins of accumulation along the roadside. This work was carried out in two experimental areas, the first one located in a forest area and the second area in a site with an accumulation basin adjacent to pasture areas. For the construction of the research, soil moisture monitoring was carried out after the accumulation basins, and in each area 5 soil moisture monitoring points were installed in the soil, being 0, 1, 3, 6 and 10 meters of the skirt of the basin, forming a straight axis in the direction of the water courses. The soil moisture at these points was monitored from 20 to 20 cm deep to 80 cm, and between may 2015 and april 2017 in the forest area (area 1) and from january 2016 to april 2017 in the pasture area (area 2 ), and for the collection of soil moisture data, a FDR PRIME PICO IPH3 probe from the manufacturer IMKO was used. In order to better characterize the areas, several physical and hydraulic parameters were determined, such as saturated hydraulic conductivity of the soil, soil density, particle density, porosity, and soil textural analysis. It was also performed analyzes of the geometric attributes of the basins before and after the hydrological period of rainfall in order to evaluate the useful life of the basins, for these determinations were collected field data with geodetic GPS and later worked on the software ArcGIS 9.3. Considering the data obtained, it was noticed that the soil moisture in area 1 in a temporal analysis had high variability throughout the period, ranging from 29,5% in some points in the dry periods to more than 52% in rainy periods in the area 1, and between 25% and 41.3% in area 2, highlighting the deeper layers in this area that suffered minor variations in soil water content. In addition, it is worth noting that in the two analyzed areas, during the entire evaluation period, at no moment did the soil moisture reach values lower than the values of permanent wilt point soil moisture at any point or layer. In order to observe signs of water movement in the profile of the areas studied as a result of the accumulation basins, analyzes were made of small isolated periods that consisted of isolated rainfall events followed by long periods of drought. In these analyzes, it was found that in both areas there was strong evidence that the water stored in the accumulation basins was seeping into the soil and moving towards the soil moisture monitoring points installed. In the evaluations, it was noticeable that the volume of water stored after a few days of the occurrence of precipitation and after the first "drying" of the soil, was raised again in the first points and later in the later monitoring were detected in the posterior points. Regarding the analyzes of the useful life of the basins, between the evaluated periods, calculated as a result of the volume reduction (-37,29% in area 1 and -32,93% in area 2) of the accumulation basins, it was the accumulation basin in area 1 is about 2,68 years and that of area 2 is around 3,03 years, in addition to receiving 104,2 and 35,3 m³.ha-¹.year-¹, respectively, of sediments in the intervals between the data collection campaigns. In view of the presented results, it can be inferred that the accumulation basins would be influencing the soil moisture behavior along the profile, allowing the soil to be moistened for a longer time and that would be avoiding the carrying of considerable sediment amounts for the nearby watercourses.Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)Universidade Federal de LavrasPrograma de Pós-Graduação em Recursos HídricosUFLAbrasilDepartamento de EngenhariaHidrologiaBacias de acumulaçãoEstradas ruraisUmidade do soloRainwater accumulation basinsRural roadsSoil moistureBacias de acumulação de águas de chuva em estradas rurais: umidade do solo e vida útilBasins of rainwater accumulation on rural roads: soil moisture and useful lifeinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisCoelho, GilbertoMello, Carlos Rogério deAvanzi, Junior CesarMarques, Rosângela Francisca de Paula Vitorhttp://lattes.cnpq.br/8921038515906739Carvalho, Ronan Navesinfo:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UFLAinstname:Universidade Federal de Lavras (UFLA)instacron:UFLALICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-8953https://repositorio.ufla.br/bitstreams/efd9ec32-e570-4e48-8763-33273d1c6571/download760884c1e72224de569e74f79eb87ce3MD52falseAnonymousREADORIGINALDISSERTAÇÃO_Bacias de acumulação de águas de chuva em estradas rurais umidade do solo e vida útil.pdfDISSERTAÇÃO_Bacias de acumulação de águas de chuva em estradas rurais umidade do solo e vida útil.pdfapplication/pdf3769589https://repositorio.ufla.br/bitstreams/61384164-b1d3-4029-a0d9-14d987e761ef/download0a95c03f540b0357f6afa02ecacbc868MD51trueAnonymousREADTEXTDISSERTAÇÃO_Bacias de acumulação de águas de chuva em estradas rurais umidade do solo e vida útil.pdf.txtDISSERTAÇÃO_Bacias de acumulação de águas de chuva em estradas rurais umidade do solo e vida útil.pdf.txtExtracted texttext/plain103015https://repositorio.ufla.br/bitstreams/537db19e-5855-4258-ba71-642777c48ace/downloade7d28da3d21c39fb8d7f6db21ed2bf76MD53falseAnonymousREADTHUMBNAILDISSERTAÇÃO_Bacias de acumulação de águas de chuva em estradas rurais umidade do solo e vida útil.pdf.jpgDISSERTAÇÃO_Bacias de acumulação de águas de chuva em estradas rurais umidade do solo e vida útil.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg3325https://repositorio.ufla.br/bitstreams/75bfe272-9d96-4801-bf59-450c3cc51775/downloadc23aa641428ebe507eb91b29e678115cMD54falseAnonymousREAD1/299302025-08-06 11:07:23.853open.accessoai:repositorio.ufla.br:1/29930https://repositorio.ufla.brRepositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufla.br/server/oai/requestnivaldo@ufla.br || repositorio.biblioteca@ufla.bropendoar:2025-08-06T14:07:23Repositório Institucional da UFLA - Universidade Federal de Lavras (UFLA)falseREVDTEFSQcOHw4NPIERFIERJU1RSSUJVScOHw4NPIE7Dg08tRVhDTFVTSVZBCk8gcmVmZXJpZG8gYXV0b3I6CmEpIERlY2xhcmEgcXVlIG8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlIMOpIHNldSB0cmFiYWxobyBvcmlnaW5hbCwgZSBxdWUKZGV0w6ltIG8gZGlyZWl0byBkZSBjb25jZWRlciBvcyBkaXJlaXRvcyBjb250aWRvcyBuZXN0YSBsaWNlbsOnYS4KRGVjbGFyYSB0YW1iw6ltIHF1ZSBhIGVudHJlZ2EgZG8gZG9jdW1lbnRvIG7Do28gaW5mcmluZ2UsIHRhbnRvIHF1YW50bwpsaGUgw6kgcG9zc8OtdmVsIHNhYmVyLCBvcyBkaXJlaXRvcyBkZSBxdWFscXVlciBvdXRyYSBwZXNzb2Egb3UKZW50aWRhZGUuCmIpIFNlIG8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlIGNvbnTDqW0gbWF0ZXJpYWwgZG8gcXVhbCBuw6NvIGRldMOpbSBvcwpkaXJlaXRvcyBkZSBhdXRvciwgZGVjbGFyYSBxdWUgb2J0ZXZlIGF1dG9yaXphw6fDo28gZG8gZGV0ZW50b3IgZG9zCmRpcmVpdG9zIGRlIGF1dG9yIHBhcmEgY29uY2VkZXIgw6AgVW5pdmVyc2lkYWRlIEZlZGVyYWwgZGUgTGF2cmFzIG9zCmRpcmVpdG9zIHJlcXVlcmlkb3MgcG9yIGVzdGEgbGljZW7Dp2EsIGUgcXVlIGVzc2UgbWF0ZXJpYWwgY3Vqb3MKZGlyZWl0b3Mgc8OjbyBkZSB0ZXJjZWlyb3MgZXN0w6EgY2xhcmFtZW50ZSBpZGVudGlmaWNhZG8gZSByZWNvbmhlY2lkbwpubyB0ZXh0byBvdSBjb250ZcO6ZG8gZG8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlLiBTZSBvIGRvY3VtZW50byBlbnRyZWd1ZSDDqQpiYXNlYWRvIGVtIHRyYWJhbGhvIGZpbmFuY2lhZG8gb3UgYXBvaWFkbyBwb3Igb3V0cmEgaW5zdGl0dWnDp8OjbyBxdWUKbsOjbyBhIFVuaXZlcnNpZGFkZSBGZWRlcmFsIGRlIExhdnJhcywgZGVjbGFyYSBxdWUgY3VtcHJpdSBxdWFpc3F1ZXIKb2JyaWdhw6fDtWVzIGV4aWdpZGFzIHBlbG8gcmVzcGVjdGl2byBjb250cmF0byBvdSBhY29yZG8uCgo=
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