O uso de estratégias multi-ômicas para estudar as respostas das plantas de dendê (Elaeis guineensis Jacq.) a estresses abióticos (seca e salinidade) e ao amarelecimento fatal (AF)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Bittencourt, Cleiton Barroso lattes
Orientador(a): Souza Júnior, Manoel Teixeira
Banca de defesa: Sousa, Carlos Antônio Ferreira de, Boari, Alessandra de Jesus, Teixeira, Wenceslau Geraldes, Rodrigues Neto, Jorge Cândido, Ferreira Filho, Jaire Alves
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Lavras
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-graduação em Biotecnologia Vegetal
Departamento: Não especifica vinculação com nenhum departamento
País: brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufla.br/handle/1/58364
Resumo: A palma de óleo africana ou dendezeiro (Elaeis guineensis) é uma oleaginosa de grande importância econômica e social. No Brasil, o cultivo da palma de óleo no Cerrado é viável, mas requer irrigação artificial devido à estiagem prolongada nessa região. Nesse contexto, os estresses abióticos, como a seca e a salinidade, representam desafios devido à escassez hídrica e à salinização dos solos irrigados. O Amarelecimento Fatal (AF), uma desordem sem causa conhecida, é uma limitação para a produção da palma de óleo africana no Brasil. Deste forma, o presente estudo teve como objetivo utilizar uma análise abrangente e em larga escala de single-omics analysis (SOA) e multi-omics integration (MOI) para estudar a resposta da palma de óleo a estresses abióticos (seca e salinidade) e ao Amarelecimento Fatal (AF). Para o estudo, foram coletadas amostras foliares de dendezeiro jovens sob estresse salino (12 dias) e privação hídrica (14 dias) para realizar análises de RNAseq, UHPLC-MS e LC-MS/MS, para transcriptômica, metabolômica e proteômica, respectivamente. Para o estudo do AF, foram coletados folhas e solo de plantas assintomáticas e sintomáticas no período seco e chuvoso em Santa Bárbara do Pará, Pará, Brasil. Para o material de folha, foram realizadas análises de RNA-seq e metabolômica. Para o solo foi realizada uma análise da estrutura e composição química. Para salinidade, o total de 129 metabólitos, 436 transcritos completos e 74 proteínas que representam enzimas foram diferencialmente expressas. Para seca, 269 metabólitos, 1955 transcritos completos e 131 proteínas foram diferencialmente expressas. Foram encontradas similaridades e dissimilaridades na resposta da palma de óleo ao estresse salino e à seca. A análise de MOI revelou uma lista de vias impactadas, mas destacamos o metabolismo de cisteína e metionina (map00270) como a via mais impactada em ambos os estresses e a análise de correlação revelou 91,55% de semelhanças nos perfis qualitativos. Para o AF, os perfis de metabólitos e físico-químicos do solo e folhas não justificaram as diferenças no fenótipo das plantas. Ao todo, a análise single-ômics (SOA) realizada no presente estudo permitiu a identificação de 320 enzimas (a partir da análise do transcriptoma) e 254 metabólitos nas folhas de plantas de dendezeiros submetidas à análise de integração multi-ômica (MOI). Essa análise de MOI produziu uma lista de 27 vias metabólicas afetadas pela mudança da estação seca para chuvosa, tendo pelo menos dez enzimas e metabólitos expressos diferencialmente. Um conjunto de 56 proteínas/genes, regulados negativa ou positivamente em plantas sintomáticas quando comparadas com as assintomáticas, independente da estação do ano, apresenta evidências de interrupções na resistência de não hospedeiro a patógenos não adaptados e na imunidade basal a patógenos adaptados, causada pelas condições anaeróbicas enfrentadas pelas plantas. Por fim, nossos resultados permitem indicar genes candidatos para a engenharia genética de espécies de culturas resistente a ambos os estresses. Para o AF, embora nossos dados não revelem de fato a natureza da doença, os componentes moleculares identificados podem abrir novas portas para produzir materiais resistentes à esta doença e criar um sistema de diagnóstico precoce.
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spelling 2023-09-22T13:58:01Z2023-09-22T13:58:01Z2023-09-222023-06-30BITTENCOURT, C. B. O uso de estratégias multi-ômicas para estudar as respostas das plantas de dendê (Elaeis guineensis Jacq.) a estresses abióticos (seca e salinidade) e ao amarelecimento fatal (AF). 2023. 106 p. Tese (Doutorado em Biotecnologia Vegetal)–Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2023.https://repositorio.ufla.br/handle/1/58364A palma de óleo africana ou dendezeiro (Elaeis guineensis) é uma oleaginosa de grande importância econômica e social. No Brasil, o cultivo da palma de óleo no Cerrado é viável, mas requer irrigação artificial devido à estiagem prolongada nessa região. Nesse contexto, os estresses abióticos, como a seca e a salinidade, representam desafios devido à escassez hídrica e à salinização dos solos irrigados. O Amarelecimento Fatal (AF), uma desordem sem causa conhecida, é uma limitação para a produção da palma de óleo africana no Brasil. Deste forma, o presente estudo teve como objetivo utilizar uma análise abrangente e em larga escala de single-omics analysis (SOA) e multi-omics integration (MOI) para estudar a resposta da palma de óleo a estresses abióticos (seca e salinidade) e ao Amarelecimento Fatal (AF). Para o estudo, foram coletadas amostras foliares de dendezeiro jovens sob estresse salino (12 dias) e privação hídrica (14 dias) para realizar análises de RNAseq, UHPLC-MS e LC-MS/MS, para transcriptômica, metabolômica e proteômica, respectivamente. Para o estudo do AF, foram coletados folhas e solo de plantas assintomáticas e sintomáticas no período seco e chuvoso em Santa Bárbara do Pará, Pará, Brasil. Para o material de folha, foram realizadas análises de RNA-seq e metabolômica. Para o solo foi realizada uma análise da estrutura e composição química. Para salinidade, o total de 129 metabólitos, 436 transcritos completos e 74 proteínas que representam enzimas foram diferencialmente expressas. 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Essa análise de MOI produziu uma lista de 27 vias metabólicas afetadas pela mudança da estação seca para chuvosa, tendo pelo menos dez enzimas e metabólitos expressos diferencialmente. Um conjunto de 56 proteínas/genes, regulados negativa ou positivamente em plantas sintomáticas quando comparadas com as assintomáticas, independente da estação do ano, apresenta evidências de interrupções na resistência de não hospedeiro a patógenos não adaptados e na imunidade basal a patógenos adaptados, causada pelas condições anaeróbicas enfrentadas pelas plantas. Por fim, nossos resultados permitem indicar genes candidatos para a engenharia genética de espécies de culturas resistente a ambos os estresses. Para o AF, embora nossos dados não revelem de fato a natureza da doença, os componentes moleculares identificados podem abrir novas portas para produzir materiais resistentes à esta doença e criar um sistema de diagnóstico precoce.The African oil palm or oil palm (Elaeis guineensis) is an oilseed of great economic and social importance. In Brazil, oil palm cultivation in the Cerrado is feasible, but requires artificial irrigation due to the prolonged drought in this region. In this context, abiotic stresses, such as drought and salinity, pose challenges due to water scarcity and salinization of irrigated soils. Fatal yellowing (FY), a disorder with no known cause, is a limitation for African oil palm production in Brazil. Thus, the present study aimed to use a comprehensive and largescale analysis of single-omics analysis (SOA) and multi-omics integration (MOI) to study the response of oil palm to abiotic stresses (drought and salinity) and to Fatal Yellowing (FY). For the study, leaf samples of young oil palm under salt stress (12 days) and water deprivation (14 days) were collected to perform RNA-seq, UHPLC-MS and LC-MS/MS analyses, for transcriptomics, metabolomics and proteomics, respectively. For the FY study, leaves and soil of asymptomatic and symptomatic plants were collected in the dry and rainy season in Santa Bárbara do Pará, Pará, Brazil. For leaf material, RNA-seq and metabolomics analyzes were performed. For the soil, an analysis of the structure and chemical composition was carried out. For salinity, a total of 129 metabolites, 436 complete transcripts and 74 proteins representing enzymes were differentially expressed. For drought, 269 metabolites, 1955 complete transcripts and 131 proteins were differentially expressed. Similarities and dissimilarities were found in the response of oil palm to salt stress and drought. MOI analysis revealed a list of impacted pathways, but we highlighted cysteine and methionine metabolism (map00270) as the most impacted pathway in both stresses and correlation analysis revealed 91.55% similarities in qualitative profiles. For FY, the metabolite and physical-chemical profiles of the soil and leaves did not justify the differences in the phenotype of the plants. In all, the single-omics analysis (SOA) performed in the present study allowed the identification of 320 enzymes (from transcriptome analysis) and 254 metabolites in the leaves of oil palm plants subjected to multi-omics integration analysis (MOI). This MOI analysis produced a list of 27 metabolic pathways affected by the change from dry to wet season, having at least ten differentially expressed enzymes and metabolites. A set of 56 proteins/genes, down- or upregulated in symptomatic versus asymptomatic plants, regardless of season, provide evidence of disruptions in host resistance to non-adapted pathogens and in basal immunity to adapted pathogens, caused by the anaerobic conditions faced by plants. Finally, our results allow us to indicate candidate genes for the genetic engineering of crop species resistant to both stresses. For FY, although our data do not really reveal the nature of the disease, the identified molecular components may open new doors to produce materials resistant to this disease and create an early diagnosis system.Financiadora de Estudos e Projetos (Finep)Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)Universidade Federal de LavrasPrograma de Pós-graduação em Biotecnologia VegetalUFLAbrasilNão especifica vinculação com nenhum departamentoAttribution-ShareAlike 4.0 Internationalhttp://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0/info:eu-repo/semantics/openAccessMelhoramento VegetalEstresse abióticoEstresse bióticoIntegração multi-ômicaAbiotic stressBiotic stressMulti-omics integrationO uso de estratégias multi-ômicas para estudar as respostas das plantas de dendê (Elaeis guineensis Jacq.) a estresses abióticos (seca e salinidade) e ao amarelecimento fatal (AF)The use of multi-omic strategies to study the responses of oil palm plants (Elaeis guineensis jacq.) to abiotic stresses (drought and salinity) and fatal yellowing (FY)info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisSouza Júnior, Manoel TeixeiraQuirino, Betania FerrazSousa, Carlos Antônio Ferreira deBoari, Alessandra de JesusTeixeira, Wenceslau GeraldesRodrigues Neto, Jorge CândidoFerreira Filho, Jaire Alveshttp://lattes.cnpq.br/7085216274195001Bittencourt, Cleiton Barrosoporreponame:Repositório Institucional da UFLAinstname:Universidade Federal de Lavras (UFLA)instacron:UFLAORIGINALTESE_O uso de estratégias multi-ômicas para estudar as respostas das plantas de dendê (Elaeis guineensis Jacq.) a estresses abióticos (seca e salinidade) e ao amarelecimento fatal (AF).pdfTESE_O uso de estratégias multi-ômicas para estudar as respostas das plantas de dendê (Elaeis guineensis Jacq.) a estresses abióticos (seca e salinidade) e ao amarelecimento fatal (AF).pdfapplication/pdf29111080https://repositorio.ufla.br/bitstreams/b7366311-754a-4b7f-9e52-32df61b6dd39/downloadaf40f23a0f5c7b6d2ebe33db7b6a2434MD51trueAnonymousREADCC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; 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