Soil genesis, mineralogy and chemical composition in a steatite-serpentinite outcrop under tropical humid climate in Bom Sucesso, Brazil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Vilela, Emerson Ferreira lattes
Orientador(a): Zinn, Yuri Lopes
Banca de defesa: Inda, Alberto Vasconcellos, Magriotis, Zuy Maria, Silva, Carlos Alberto, Oliveira, Geraldo César de
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: eng
Instituição de defesa: Universidade Federal de Lavras
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-graduação em Ciência do Solo
Departamento: Departamento de Ciência do Solo
País: brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufla.br/handle/1/33604
Resumo: Serpentinito e esteatito são rochas ultrabásicas metamorfizadas, constituídas de proporções variáveis de serpentina, talco e magnetita, dentre outros minerais incomuns. Solos derivados dessas rochas são tipicamente improdutivos devido ao excesso de Mg, baixo teor de P e elevados níveis de metais pesados, mas em países tropicais esses solos são ainda pouco estudados. Este trabalho visou compreender o processo de formação de oito solos derivados de esteatito-serpentinito no complexo ultramáfico do Morro das Almas, em Bom Sucesso - MG, e avaliar sua composição mineral e geoquímica. Os solos foram estratificados em quatro tipos básicos, em grau crescente de intemperismo: a) Neossolos Litólicos (3 perfis); b) Cambissolos (2 perfis); c) Latossolos (2 perfis) e b) Plintossolo Pétrico (1 perfil). Todos os solos apresentaram elevada densidade de partículas, mas baixa densidade de solo, devido à elevada porosidade de empilhamento associada à estrutura granular. O pH e teor de Mg trocável foram relativamente elevados, e houve ainda baixos teores de P e Al. A suscetibilidade magnética aumentou fortemente com o grau de intemperismo, devido a concentração de magnetita. Análises de fluorescência de raios-X mostraram que os Neossolos e Cambissolos possuem altos teores de MgO total (94 a 200 g kg-1) e teores ainda maiores de Fe2O3, enquanto os Latossolos e Plintossolo são ainda mais concentrados em Fe2O3, embora também possuam teores significativos de MgO (6 a 30 g kg-1). Os teores de SiO2 e Al2O3 são relativamente baixos, embora a sílica seja mais expressiva nos Neossolos e Cambissolos, pobres em alumina, e nos Latossolos e Plintossolo a alumina predomina sobre a sílica. Tal composição incomum se deve à mineralogia das frações granulométricas, incluindo argilas, que possuem importante quantidade de talco nos Cambissolos e Neossolos, com presença bem menor de caulinita e óxidos secundários de Fe, enquanto os demais solos possuem concentrações expressivas de hematita. A serpentina não foi encontrada nos solos, embora presente na rocha, e o quartzo ocorre em baixa quantidade na areia, e provavelmente alóctone. O alto teor de MgO é devido a fragmentos de esteatito-serpentinito estarem preservados por uma crosta de óxido de ferro, visível macro- e microscopicamente. Altos teores totais de Cr2O6 (até 50 g kg-1 de solo) sugerem que parte dos picos de difração atribuídos à hematita se devem à cromita (FeCrO4), enquanto os teores de NiO (até 6 g kg-1 de solo) são provavelmente devidos à substituição de Mg por Ni no talco, formando garnierita e co-precipitação em óxidos de Fe. O declive e aspecto influenciam fortemente a formação do solo e sua composição, e essa interação complexa resulta em formações variadas de floresta ombrófila de cânion, floresta semi-decidual e cerrado numa área pequena de 3,1 km2.
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Os solos foram estratificados em quatro tipos básicos, em grau crescente de intemperismo: a) Neossolos Litólicos (3 perfis); b) Cambissolos (2 perfis); c) Latossolos (2 perfis) e b) Plintossolo Pétrico (1 perfil). Todos os solos apresentaram elevada densidade de partículas, mas baixa densidade de solo, devido à elevada porosidade de empilhamento associada à estrutura granular. O pH e teor de Mg trocável foram relativamente elevados, e houve ainda baixos teores de P e Al. A suscetibilidade magnética aumentou fortemente com o grau de intemperismo, devido a concentração de magnetita. Análises de fluorescência de raios-X mostraram que os Neossolos e Cambissolos possuem altos teores de MgO total (94 a 200 g kg-1) e teores ainda maiores de Fe2O3, enquanto os Latossolos e Plintossolo são ainda mais concentrados em Fe2O3, embora também possuam teores significativos de MgO (6 a 30 g kg-1). Os teores de SiO2 e Al2O3 são relativamente baixos, embora a sílica seja mais expressiva nos Neossolos e Cambissolos, pobres em alumina, e nos Latossolos e Plintossolo a alumina predomina sobre a sílica. Tal composição incomum se deve à mineralogia das frações granulométricas, incluindo argilas, que possuem importante quantidade de talco nos Cambissolos e Neossolos, com presença bem menor de caulinita e óxidos secundários de Fe, enquanto os demais solos possuem concentrações expressivas de hematita. A serpentina não foi encontrada nos solos, embora presente na rocha, e o quartzo ocorre em baixa quantidade na areia, e provavelmente alóctone. O alto teor de MgO é devido a fragmentos de esteatito-serpentinito estarem preservados por uma crosta de óxido de ferro, visível macro- e microscopicamente. Altos teores totais de Cr2O6 (até 50 g kg-1 de solo) sugerem que parte dos picos de difração atribuídos à hematita se devem à cromita (FeCrO4), enquanto os teores de NiO (até 6 g kg-1 de solo) são provavelmente devidos à substituição de Mg por Ni no talco, formando garnierita e co-precipitação em óxidos de Fe. O declive e aspecto influenciam fortemente a formação do solo e sua composição, e essa interação complexa resulta em formações variadas de floresta ombrófila de cânion, floresta semi-decidual e cerrado numa área pequena de 3,1 km2.Serpentinite and steatite are metamorphic ultrabasic rocks, consisting of variable proportions of serpentine, talc and magnetite, among other unusual minerals. Soils derived from these rocks are typically unproductive due to excess Mg, low P content and high levels of heavy metals, but in tropical countries these soils are still poorly studied. This work aimed to understand the process of formation of eight steatite-serpentinite soils in the ultramafic complex of Morro das Almas, Bom Sucesso, Brazil, and to its mineral and geochemical composition. The soils were stratified into three basic types, in increasing degree of weathering: a) Lithic Udorthents (3 profiles); b) Oxic Dystrudepts (2 profiles); c) Acrudoxes (3 pedons). All soils presented high particle density, but low soil density due to the high packing void porosity associated to the granular structure. Soil pH and exchangeable Mg were relatively high, and there were low P and Al contents. Magnetic susceptibility increased strongly with the degree of weathering due to the concentration of magnetite. X-ray fluorescence analysis showed that Lithic Udorthents and Oxic Dystrudepts have high levels of total MgO (94 to 200 g kg-1) and higher Fe2O3 contents, while Acrudoxes are even more concentrated in Fe2O3, although they also have levels of MgO (6 to 30 g kg-1). The SiO2 and Al2O3 contents are relatively low, although silica is more concentrated in the Lithic Udorthents and Oxic Dystrudepts, poor in alumina, whereas alumina predominates over silica in the other soils. This unusual composition is due to the mineralogy of the granulometric fractions, including clays, which have an important amount of talc in Lithic Udorthents and Oxic Dystrudepts, with much lower presence of kaolinite and secondary oxides of Fe, whereas the other soils have massive concentrations of hematite. Serpentine was not found in soils, although present in the rock, and quartz occurs in low quantity in the sand, and probably. The high contentes allochtone of MgO are due to fragments of steatite-serpentinite preserved by an iron oxide crust, visible macro- and microscopically. High levels of Cr2O6 (up to 50 g kg-1 soil) suggest that part of the diffraction peaks attributed to hematite are due to chromite (FeCrO4), while higher NiO (up to 6 g kg-1 soil) was due to the substitution of Mg by Ni in the talc, forming garnierite and co-precipitation in Fe oxides. Slope and aspect strongly influence the formation of the soil and its composition, and this complex interaction results in varied formations of canyon cloud forest, semi-deciduous forest and savannas in a small area of 3.1 km2.Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ)Universidade Federal de LavrasPrograma de Pós-graduação em Ciência do SoloUFLAbrasilDepartamento de Ciência do SoloGenese, Morfologia e Classificação dos SolosRochas ultramáficasMicromorfologia do soloGênese do soloLateritaUltramafic rocksSoil micromorphologySoil genesisLateriteSoil genesis, mineralogy and chemical composition in a steatite-serpentinite outcrop under tropical humid climate in Bom Sucesso, BrazilGênese, mineralogia e composição química de solos em um afloramento de serpentinito-estetito sob clima tropical úmido em Bom Sucesso, Brasilinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisZinn, Yuri LopesInda, Alberto VasconcellosMagriotis, Zuy MariaSilva, Carlos AlbertoOliveira, Geraldo César dehttp://lattes.cnpq.br/1025910773653012Vilela, Emerson Ferreirainfo:eu-repo/semantics/openAccessengreponame:Repositório Institucional da UFLAinstname:Universidade Federal de Lavras (UFLA)instacron:UFLAORIGINALTESE_Soil genesis, mineralogy and chemical composition in a steatite-serpentinite outcrop under tropical humid climate.pdfTESE_Soil genesis, mineralogy and chemical composition in a steatite-serpentinite outcrop under tropical humid climate.pdfapplication/pdf5960899https://repositorio.ufla.br/bitstreams/537c1621-3f08-4fa1-a88c-6b3f05c0fded/download4bb9252b12e262ef2fb400a30a307f81MD51trueAnonymousREADLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-8953https://repositorio.ufla.br/bitstreams/17c69218-c800-4edc-85f0-e8adbdea3a59/download760884c1e72224de569e74f79eb87ce3MD52falseAnonymousREADTEXTTESE_Soil genesis, mineralogy and chemical composition in a steatite-serpentinite outcrop under tropical humid climate.pdf.txtTESE_Soil genesis, mineralogy and chemical composition in a steatite-serpentinite outcrop under tropical humid climate.pdf.txtExtracted texttext/plain101060https://repositorio.ufla.br/bitstreams/37066ddb-6163-4204-8a7c-658b67a8a4d8/download8473377d2705341bbf2b87da8bb65953MD53falseAnonymousREADTHUMBNAILTESE_Soil genesis, mineralogy and chemical composition in a steatite-serpentinite outcrop under tropical humid climate.pdf.jpgTESE_Soil genesis, mineralogy and chemical composition in a steatite-serpentinite outcrop under tropical humid climate.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg3023https://repositorio.ufla.br/bitstreams/a563b951-bcdc-45bc-97f9-9978cb962f1a/download12aa203ac52c50d8953982d334251d9bMD54falseAnonymousREAD1/336042025-08-05 16:09:10.782open.accessoai:repositorio.ufla.br:1/33604https://repositorio.ufla.brRepositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufla.br/server/oai/requestnivaldo@ufla.br || repositorio.biblioteca@ufla.bropendoar:2025-08-05T19:09:10Repositório Institucional da UFLA - Universidade Federal de Lavras (UFLA)falseREVDTEFSQcOHw4NPIERFIERJU1RSSUJVScOHw4NPIE7Dg08tRVhDTFVTSVZBCk8gcmVmZXJpZG8gYXV0b3I6CmEpIERlY2xhcmEgcXVlIG8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlIMOpIHNldSB0cmFiYWxobyBvcmlnaW5hbCwgZSBxdWUKZGV0w6ltIG8gZGlyZWl0byBkZSBjb25jZWRlciBvcyBkaXJlaXRvcyBjb250aWRvcyBuZXN0YSBsaWNlbsOnYS4KRGVjbGFyYSB0YW1iw6ltIHF1ZSBhIGVudHJlZ2EgZG8gZG9jdW1lbnRvIG7Do28gaW5mcmluZ2UsIHRhbnRvIHF1YW50bwpsaGUgw6kgcG9zc8OtdmVsIHNhYmVyLCBvcyBkaXJlaXRvcyBkZSBxdWFscXVlciBvdXRyYSBwZXNzb2Egb3UKZW50aWRhZGUuCmIpIFNlIG8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlIGNvbnTDqW0gbWF0ZXJpYWwgZG8gcXVhbCBuw6NvIGRldMOpbSBvcwpkaXJlaXRvcyBkZSBhdXRvciwgZGVjbGFyYSBxdWUgb2J0ZXZlIGF1dG9yaXphw6fDo28gZG8gZGV0ZW50b3IgZG9zCmRpcmVpdG9zIGRlIGF1dG9yIHBhcmEgY29uY2VkZXIgw6AgVW5pdmVyc2lkYWRlIEZlZGVyYWwgZGUgTGF2cmFzIG9zCmRpcmVpdG9zIHJlcXVlcmlkb3MgcG9yIGVzdGEgbGljZW7Dp2EsIGUgcXVlIGVzc2UgbWF0ZXJpYWwgY3Vqb3MKZGlyZWl0b3Mgc8OjbyBkZSB0ZXJjZWlyb3MgZXN0w6EgY2xhcmFtZW50ZSBpZGVudGlmaWNhZG8gZSByZWNvbmhlY2lkbwpubyB0ZXh0byBvdSBjb250ZcO6ZG8gZG8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlLiBTZSBvIGRvY3VtZW50byBlbnRyZWd1ZSDDqQpiYXNlYWRvIGVtIHRyYWJhbGhvIGZpbmFuY2lhZG8gb3UgYXBvaWFkbyBwb3Igb3V0cmEgaW5zdGl0dWnDp8OjbyBxdWUKbsOjbyBhIFVuaXZlcnNpZGFkZSBGZWRlcmFsIGRlIExhdnJhcywgZGVjbGFyYSBxdWUgY3VtcHJpdSBxdWFpc3F1ZXIKb2JyaWdhw6fDtWVzIGV4aWdpZGFzIHBlbG8gcmVzcGVjdGl2byBjb250cmF0byBvdSBhY29yZG8uCgo=
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