Práticas silviculturais intensivas influenciam positivamente no estoque de carbono de florestas de restauração

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Luz, Matheus Santos lattes
Orientador(a): Campoe, Otávio Camargo
Banca de defesa: Botelho, Soraya Alvarenga, Piotto, Daniel, Guillemot, Joannès, Rocha, Renato Crouzeilles Pereira
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso restrito
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Lavras
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Engenharia Florestal
Departamento: Escola de Ciências Agrárias – ESAL
País: brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufla.br/handle/1/59332
Resumo: A restauração florestal desponta como uma estratégia global para a mitigação de problemáticas ambientais críticas em nível mundial, como a degradação ambiental e as mudanças climáticas. Torna-se então uma estratégia global para mitigação desses distúrbios. Dentre várias iniciativas neste sentido têm-se o Bonn Challenge e o acordo de Paris que fomentam a recuperação de áreas degradadas. O conhecimento de como os métodos utilizados para a restauração e as práticas silviculturais aplicadas a cada área influenciam na viabilidade dos projetos é de grande importância para os tomadores de decisão. Entretanto, o entendimento acerca desses fatores ainda permanece incipiente, portanto, a proposta desse estudo envolve 20 anos de avaliações de plantios sob diferentes abordagens de restauração florestal. O objetivo do trabalho foi entender como práticas silviculturais podem maximizar o estoque de carbono em plantios de restauração. O experimento foi conduzido em uma área de ~5 ha em Anhembi – SP seguindo um delineamento em esquema fatorial triplo: modelo de plantio (A – proporção de pioneiras/não pioneiras = 50/50 e B – proporção 67/33); espaçamento (1 – 3333 ind.ha-1 e 2 – 1666 ind.ha-1 ) e; silvicultura (U – tradicional e X – intensiva), totalizando assim 8 tratamentos. Dezesseis inventários para a coleta de dados (diâmetro e altura) foram realizados durante vinte anos. Aos vinte anos, o uso de silvicultura intensiva resultou em um aumento de 10% na sobrevivência (X – ~60%; U – ~50%) e um adicional de 8 Mg/ha para estoque de carbono. Fato que pode ser atribuído a maior disponibilidade de nutrientes e a menor competição com gramíneas invasoras. A maior densidade de plantio também resultou em um maior acúmulo de carbono (>10 Mg/ha) devido a maior quantidade de indivíduos. O modelo com a maior proporção de pioneiras não apresentou um melhor resultado, pelo contrário, aos vinte anos apresentou menores estoques de carbono (5Mg/ha), o que pode estar correlacionado com a morte de pioneiras. À exemplo das pioneiras, pode-se citar Croton urucurana e Heliocarpus americanos, que perderam praticamente todos os indivíduos. Considerando todos os tratamentos, os melhores (A1X, B1X e A1U - ~57Mg/ha) chegaram a acumular quase duas vezes mais carbono que os piores (A2U e B2U - ~30Mg/ha). Em termos de econômicos, todos os tratamentos apresentaram o mesmo custo eficiência, gastando cerca de US$140/Mg de carbono estocado. Assim, a recomendação para maximizar estoque de carbono e sobrevivência em projetos de restauração é a utilização de uma silvicultura intensiva, uma proporção equivalente de pioneiras e não pioneiras além de um plantio mais adensado (quando viável economicamente). Futuras pesquisas podem ampliar o escopo desse estudo ao considerar outros compartimentos de carbono (solo, serrapilheira, regenerantes e outros) necessários para melhor entendimento do impacto de cada tratamento.
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Entretanto, o entendimento acerca desses fatores ainda permanece incipiente, portanto, a proposta desse estudo envolve 20 anos de avaliações de plantios sob diferentes abordagens de restauração florestal. O objetivo do trabalho foi entender como práticas silviculturais podem maximizar o estoque de carbono em plantios de restauração. O experimento foi conduzido em uma área de ~5 ha em Anhembi – SP seguindo um delineamento em esquema fatorial triplo: modelo de plantio (A – proporção de pioneiras/não pioneiras = 50/50 e B – proporção 67/33); espaçamento (1 – 3333 ind.ha-1 e 2 – 1666 ind.ha-1 ) e; silvicultura (U – tradicional e X – intensiva), totalizando assim 8 tratamentos. Dezesseis inventários para a coleta de dados (diâmetro e altura) foram realizados durante vinte anos. Aos vinte anos, o uso de silvicultura intensiva resultou em um aumento de 10% na sobrevivência (X – ~60%; U – ~50%) e um adicional de 8 Mg/ha para estoque de carbono. Fato que pode ser atribuído a maior disponibilidade de nutrientes e a menor competição com gramíneas invasoras. A maior densidade de plantio também resultou em um maior acúmulo de carbono (>10 Mg/ha) devido a maior quantidade de indivíduos. O modelo com a maior proporção de pioneiras não apresentou um melhor resultado, pelo contrário, aos vinte anos apresentou menores estoques de carbono (5Mg/ha), o que pode estar correlacionado com a morte de pioneiras. À exemplo das pioneiras, pode-se citar Croton urucurana e Heliocarpus americanos, que perderam praticamente todos os indivíduos. Considerando todos os tratamentos, os melhores (A1X, B1X e A1U - ~57Mg/ha) chegaram a acumular quase duas vezes mais carbono que os piores (A2U e B2U - ~30Mg/ha). Em termos de econômicos, todos os tratamentos apresentaram o mesmo custo eficiência, gastando cerca de US$140/Mg de carbono estocado. Assim, a recomendação para maximizar estoque de carbono e sobrevivência em projetos de restauração é a utilização de uma silvicultura intensiva, uma proporção equivalente de pioneiras e não pioneiras além de um plantio mais adensado (quando viável economicamente). Futuras pesquisas podem ampliar o escopo desse estudo ao considerar outros compartimentos de carbono (solo, serrapilheira, regenerantes e outros) necessários para melhor entendimento do impacto de cada tratamento.Forest restoration is emerging as a global strategy for mitigating critical environmental issues worldwide, such as environmental degradation and climate change. It then becomes a global strategy for mitigating these disturbances. Among several initiatives are the Bonn Challenge and the Paris agreement that promote the recovery of degraded areas. Knowledge of how the methods used for restoration and how silvicultural practices applied to each area influence the viability of projects is of great importance for decision makers. However, insights into these factors still remain incipient, therefore, the purpose of this study involves 20 years of evaluations of plantations under different forest restoration approaches. The objective of the work was to understand how silvicultural practices can maximize carbon stocks in restoration plantations. The experiment was conducted in an area of ~5 ha in Anhembi – SP following a three-way factorial design: model (A – proportion of pioneers/non-pioneers = 50/50 and B – proportion 67/33); spacing (1 – 3333 ind.ha-1 and 2 – 1666 ind.ha-1) and; forestry (U – traditional and X – intensive), thus totaling 8 treatments. 16 Inventories for data collection (diameter and height) were carried out over twenty years. The use of intensive forestry resulted in a 10% increase in survival (X – ~60%; U – ~50%) and an additional 8 Mg/ha to carbon stock over the entire experiment. This fact can be attributed to greater nutrient availability and less competition with invasive grasses. The higher planting density also resulted in greater carbon accumulation (>10 Mg/ha) due to the greater number of individuals. The model with the highest proportion of pioneers did not present a better result, on the contrary, at twenty years of age it presented lower carbon stocks (5Mg/ha), which may be correlated with the death of pioneers. As an example of the pioneers, we can mention Croton urucurana and Heliocarpus americana, which lost practically all their individuals. Considering all treatments, the best (A1X, B1X and A1U - ~57Mg/ha) accumulated almost twice as much carbon as the worst (A2U and B2U - ~30Mg/ha). In terms of implementation costs, all treatments showed the same efficiency, spending around US$140/Mg of stored carbon. Therefore, the recommendation to maximize carbon stock and survival in restoration projects is the use of intensive forestry, an equivalent proportion of pioneers and non-pioneers in addition to denser planting (when economically viable). Future research can expand the scope of this study by considering other carbon pools (soil, litter, regenerants and others) necessary to better understand the impact of each treatment.TecnológicoEconômicosMeio ambienteODS 13: Ação contra a mudança global do climaUniversidade Federal de LavrasPrograma de Pós-Graduação em Engenharia FlorestalUFLAbrasilEscola de Ciências Agrárias – ESALAttribution 4.0 Internationalhttp://creativecommons.org/licenses/by/4.0/info:eu-repo/semantics/restrictedAccessinfo:eu-repo/semantics/openAccessRecursos Florestais e Engenharia FlorestalFertilizaçãoEspaçamento de plantioDensidade de plantioModelo de plantioMercado de carbonoFertilizationPlanting densityPlanting modelCarbon marketPráticas silviculturais intensivas influenciam positivamente no estoque de carbono de florestas de restauraçãoIntensive silviculture practices positively influence the carbon stock of restoration forestsinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisCampoe, Otávio CamargoBrancalion, Pedro Henrique SantinBotelho, Soraya AlvarengaPiotto, DanielGuillemot, JoannèsRocha, Renato Crouzeilles Pereirahttp://lattes.cnpq.br/4842747131473094Luz, Matheus Santosporreponame:Repositório Institucional da UFLAinstname:Universidade Federal de Lavras (UFLA)instacron:UFLACC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; charset=utf-8907https://repositorio.ufla.br/bitstreams/5888176a-d44f-42f1-9a3d-756e56bb1e58/downloadc07b6daef3dbee864bf87e6aa836cde2MD51falseAnonymousREADLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-8956https://repositorio.ufla.br/bitstreams/b0572acf-3f24-4dc0-b11b-ab090b9d72a7/download5ea4a165b7202cbf475be400d2e16893MD52falseAnonymousREADORIGINALTexto completo.pdfapplication/pdf4240880https://repositorio.ufla.br/bitstreams/72b410c1-feb0-4653-bed5-b27f618fef41/download4379eb40513485cd496f0b2607da4cc4MD53trueAnonymousREADImpactos da pesquisa.pdfapplication/pdf187445https://repositorio.ufla.br/bitstreams/381f2137-0062-46d7-be82-235689db9793/download0ed7d83084284469af6a01bccddde13aMD54falseAnonymousREADTEXTTexto completo.pdf.txtTexto completo.pdf.txtExtracted texttext/plain102479https://repositorio.ufla.br/bitstreams/8f9cc395-22c0-4d0a-84b9-fa096eeb82da/download10de2ff73088302e6eb70c7758ee745bMD55falseAnonymousREADImpactos da pesquisa.pdf.txtImpactos da pesquisa.pdf.txtExtracted texttext/plain4259https://repositorio.ufla.br/bitstreams/063a74e2-282e-4039-9271-51bc52ff1fb4/downloadceebb24d2f4024b8a170ec664d048918MD57falseAnonymousREADTHUMBNAILTexto completo.pdf.jpgTexto completo.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg3372https://repositorio.ufla.br/bitstreams/ef9a571c-768a-4a38-b5e6-f04bb248f0eb/download5a94217a17b026997337e061e512505dMD56falseAnonymousREADImpactos da pesquisa.pdf.jpgImpactos da pesquisa.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg5191https://repositorio.ufla.br/bitstreams/7951d6de-5b20-4d11-8311-f27ce8861bc7/downloadc35ffe65185f7a05c92ab265990b15b9MD58falseAnonymousREAD1/593322025-10-17 10:29:16.619http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/Attribution 4.0 Internationalopen.accessoai:repositorio.ufla.br:1/59332https://repositorio.ufla.brRepositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufla.br/server/oai/requestnivaldo@ufla.br || repositorio.biblioteca@ufla.bropendoar:2025-10-17T13:29:16Repositório Institucional da UFLA - Universidade Federal de Lavras (UFLA)falseREVDTEFSQcOHw4NPIERFIERJU1RSSUJVScOHw4NPIE7Dg08tRVhDTFVTSVZBCk8gcmVmZXJpZG8gYXV0b3I6CgphKSBEZWNsYXJhIHF1ZSBvIGRvY3VtZW50byBlbnRyZWd1ZSDDqSBzZXUgdHJhYmFsaG8gb3JpZ2luYWwsIGUgcXVlIGRldMOpbSBvIGRpcmVpdG8gZGUgY29uY2VkZXIgb3MgZGlyZWl0b3MgY29udGlkb3MgbmVzdGEgbGljZW7Dp2EuIERlY2xhcmEgdGFtYsOpbSBxdWUgYSBlbnRyZWdhIGRvIGRvY3VtZW50byBuw6NvIGluZnJpbmdlLCB0YW50byBxdWFudG8gbGhlIMOpIHBvc3PDrXZlbCBzYWJlciwgb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgcXVhbHF1ZXIgb3V0cmEgcGVzc29hIG91ICBlbnRpZGFkZS4KCmIpIFNlIG8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlIGNvbnTDqW0gbWF0ZXJpYWwgZG8gcXVhbCBuw6NvIGRldMOpbSBvcyBkaXJlaXRvcyBkZSBhdXRvciwgZGVjbGFyYSBxdWUgb2J0ZXZlIGF1dG9yaXphw6fDo28gZG8gZGV0ZW50b3IgZG9zIGRpcmVpdG9zIGRlIGF1dG9yIHBhcmEgY29uY2VkZXIgw6AgVW5pdmVyc2lkYWRlIEZlZGVyYWwgZGUgTGF2cmFzIG9zIGRpcmVpdG9zIHJlcXVlcmlkb3MgcG9yIGVzdGEgbGljZW7Dp2EsIGUgcXVlIGVzc2UgbWF0ZXJpYWwgY3Vqb3MgZGlyZWl0b3Mgc8OjbyBkZSB0ZXJjZWlyb3MgZXN0w6EgY2xhcmFtZW50ZSBpZGVudGlmaWNhZG8gZSByZWNvbmhlY2lkbwpubyB0ZXh0byBvdSBjb250ZcO6ZG8gZG8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlLiBTZSBvIGRvY3VtZW50byBlbnRyZWd1ZSDDqSBiYXNlYWRvIGVtIHRyYWJhbGhvIGZpbmFuY2lhZG8gb3UgYXBvaWFkbyBwb3Igb3V0cmEgaW5zdGl0dWnDp8OjbyBxdWUgbsOjbyBhIFVuaXZlcnNpZGFkZSBGZWRlcmFsIGRlIExhdnJhcywgZGVjbGFyYSBxdWUgY3VtcHJpdSBxdWFpc3F1ZXIgb2JyaWdhw6fDtWVzIGV4aWdpZGFzIHBlbG8gcmVzcGVjdGl2byBjb250cmF0byBvdSBhY29yZG8uCgo=
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