Contribuição da classificação diagnóstica de Lebech et al. para a decisão de tratar crianças suspeitas de toxoplasmose congênita atendidas em serviço de referência

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2013
Autor(a) principal: Flavia Alves Campos
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Minas Gerais
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
HIV
Link de acesso: https://hdl.handle.net/1843/BUBD-9DKGK3
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OBJETIVO: Avaliar o protocolo de classificação diagnóstica modificado (Lebech et al) na decisão de tratar crianças suspeitas de toxoplasmose congênita, filhos de mulheres imunocompetentes. Em filhos de mulheres co-infectadas pelo HIV, descrever as características dos binômios mãe/filho e avaliar aspectos do binômio mãe/filho associados à transmissão vertical da toxoplasmose. MÉTODO: Estudo retrospectivo em duas populações de um serviço de referência. Estudo 1- Avaliou-se 222 crianças suspeitas de toxoplasmose congênita atendidas entre 2008-2011. A persistência de IgG específica aos 12 meses de vida confirmou a infecção. Avaliou-se a associação entre a classificação diagnóstica aplicada aos zero e três meses de idade e a toxoplasmose congênita. Descreveram-se características do binômio mãe/filho. No atendimento médico, alguns profissionais utilizaram o protocolo de classificação diagnóstica. Compararam-se os dois grupos de profissionais quanto à decisão de tratar com antiparasitários os neonatos suspeitos de infecção congênita. Estudo 2- Avaliou-se crianças com diagnóstico de toxoplasmose congênita expostas verticalmente ao HIV (coorte/BH). Adotaram-se as definições do Ministério da Saúde do Brasil para diagnóstico de infecção pelo HIV e T.gondii. Foram avaliadas variáveis pré e pós-natais do binômio mãe/filho. Utilizou-se o ACCESS® 2007 para o banco de dados e o SPSS® versão 17.0 para análise estatística. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética da UFMG. RESULTADOS: Estudo 1: dentre 222 binômios mãe/filho, as mães das crianças infectadas apresentaram menor idade comparadas às mães das não infectadas (p=0,058). Mães com menor número de consultas no pré-natal realizaram menos testes para toxoplasmose (p=0,05). Sorologia materna após o parto, concomitante à do recém-nascido, reduziu a proporção de mães não classificadas (p=0,005). Ao nascimento, 64% das crianças suspeitas não foram classificadas, proporção reduzida na avaliação aos três meses de idade. Ao final de um ano a prevalência da infecção congênita foi igual a 19,8% (44/222). Observou-se comprometimento ocular em 84,1% das crianças e calcificações e/ou dilatação ventricular em 77,3%. Na comparação dos dois grupos de profissionais, quanto ao tratamento das crianças suspeitas, observou-se que ambos trataram todas as crianças com infecção confirmada e o grupo que utilizou o protocolo adaptado tratou menor proporção de crianças não infectadas (p<0,001). Estudo 2: Foram identificados 10 casos de toxoplasmose congênita dentre 2007 lactentes expostos verticalmente ao HIV atendidos entre 1989-2011 (prevalência: 0,5%, IC95%: 0.24-0.91). Na revisão bibliográfica, foram recuperados 22 casos em 17 artigos, sendo quatro estudos longitudinais. Metade das crianças com toxoplasmose congênita filhas de mães co-infectadas são brasileiras, sendo 1/3 provenientes da coorte/BH. Compararam-se binômios mãe/filho identificados no Brasil versus em outros países e observou-se que casos brasileiros ocorreram principalmente na era pós-HAART (p=0,002) e apresentaram menor taxa de óbito (p=0,003) que os oriundos de outros países. Na coorte/BH, a infecção pelo HIV foi identificada principalmente na gestação; observou-se transmissão vertical do T.gondii também em gestantes com CD4+>500 células/mm3 e com toxoplasmose latente. CONCLUSÃO: Filhos de mulheres imunocompetentes: suas mães têm acesso ao pré-natal, mas realizam um número reduzido de testes sorológicos para toxoplasmose, resultando em dificuldade para o diagnóstico da criança suspeita da infecção. A maioria das crianças nasceu assintomática e as infectadas apresentaram proporção elevada de comprometimento oftalmológico e neurológico. Todas as crianças infectadas foram tratadas. A aplicação do protocolo de classificação diagnóstica reduziu o uso de medicação antiparasitária nas crianças não infectadas. Há necessidade de avanços na qualidade da atenção pré-natal para controle da toxoplasmose congênita. Em filhos de mães co-infectadas HIV-T.gondii, os resultados do presente estudo estão em acordo com o conhecimento atual de baixo risco de transmissão vertical do parasito, mesmo associado à imunossupressão e elevada carga viral materna. Entretanto, diferentemente desses estudos, identificou-se a infecção congênita em filhos de mulheres co-infectadas com toxoplasmose latente e CD4+ nos limites da normalidade, reforçando a necessidade de seguimento cuidadoso desses casos.UFMGORIGINALmestrado_fl_via_alves_campos.pdfapplication/pdf2765770https://repositorio.ufmg.br//bitstreams/d9a0410c-68bc-45a1-9f7b-733b9186e1a2/downloadbe64b4cb4fb7ba3702a389d8e71b84e8MD51trueAnonymousREADTEXTmestrado_fl_via_alves_campos.pdf.txttext/plain229671https://repositorio.ufmg.br//bitstreams/a27ac68a-5403-4d57-af8e-d2d61e67bfa9/download588b91c29d38660a2bc18bc09b256678MD52falseAnonymousREAD1843/BUBD-9DKGK32025-09-08 21:45:21.673open.accessoai:repositorio.ufmg.br:1843/BUBD-9DKGK3https://repositorio.ufmg.br/Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufmg.br/oairepositorio@ufmg.bropendoar:2025-09-09T00:45:21Repositório Institucional da UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)false
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