O (não)atendimento de bebês em creche do/no campo: um estudo de caso em uma comunidade de pescadores artesanais do Ceará

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Celiane Oliveira dos Santos
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Minas Gerais
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/1843/78236
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Especificamente, teve como objetivos: identificar as formas de atendimento em cuidado e educação oferecidas aos bebês e as famílias na comunidade rural pesquisada; analisar as perspectivas das famílias acerca dos cuidados e educação dos bebês da comunidade pesquisada, enfocando os aspectos relacionados à demanda por atendimento em creche; analisar as perspectivas dos gestores da Educação Infantil municipal acerca da oferta de atendimento em creche para bebês residentes nas áreas rurais e analisar as perspectivas dos representantes dos movimentos sociais acerca da demanda por atendimento de bebês em creche na comunidade pesquisada. O referencial teórico articulou contribuições das ciências humanas e sociais, com destaque para os estudos de Fúlvia Rosemberg sobre as políticas públicas de atendimento aos bebês no contexto brasileiro. A pesquisa, de natureza qualitativa, utilizou o Estudo de Caso como abordagem teórico-metodológica, tendo como procedimentos as entrevistas semiestruturadas, a observação direta e a análise documental. O diário de campo, fotografias e gravações de áudio foram as formas de registro adotadas. As informações construídas com a pesquisa empírica foram analisadas por meio da Análise de Conteúdo. Como primeiro resultado, destaca-se a ausência de atendimento em creche na comunidade investigada, o que constitui negação do direito dos bebês e de suas famílias à educação. Ressalta-se ainda a existência do Programa Criança Feliz (PCF) como um fator que contribui para a fragilização da reivindicação das famílias por atendimento em creche. A escuta das famílias possibilitou as seguintes constatações: um importante fator condicionante da demanda é a própria compreensão sobre o funcionamento e as finalidades da creche; a baixa qualidade da oferta, assim como as desconfianças e inseguranças em relação ao atendimento dos bebês em creche, impactam a procura por esse tipo de serviço; uma interação mais aprofundada com as necessidades e especificidades das famílias em territórios rurais pode trazer à tona aspectos ocultos sobre a demanda, que não se manifestam de forma imediata. Entre os fatores que afetam a oferta de atendimento em creche no município onde a comunidade está localizada, destacam-se: insuficiência de recursos financeiros; priorização do atendimento na pré-escola; ausência de proposta pedagógica e fragilidade na formação da equipe técnica em relação às especificidades do atendimento de bebês. Ressalta-se ainda que as concepções dos gestores podem influenciar a condução das políticas públicas, o que é particularmente importante em contextos de vulnerabilidade social, como o da comunidade de pescadores artesanais investigada. Por fim, constatou-se que o direito à creche não é pautado nos debates da associação de moradores. Esse conjunto de resultados enfatiza a necessidade de que o poder público assegure o atendimento em creche para bebês e crianças bem pequenas nos territórios rurais e busque adotar uma postura ativa junto às famílias, aprofundando o diálogo com as comunidades para compreender as necessidades específicas e os demais fatores que afetam a demanda por esse direito.BrasilFAE - FACULDADE DE EDUCAÇÃOPrograma de Pós-Graduação em Educação - Conhecimento e Inclusão SocialUFMGORIGINALTese CELIANE OLIVEIRA DOS SANTOS (Versão Final Completa).pdfapplication/pdf9620195https://repositorio.ufmg.br//bitstreams/cff3a4c4-3439-4aa9-bb12-043944176dac/downloadf10e13de6d9e4119a9df49b093e4d76aMD51trueAnonymousREADLICENSElicense.txttext/plain2118https://repositorio.ufmg.br//bitstreams/604ea798-c951-48dc-94e4-898294e7c25a/downloadcda590c95a0b51b4d15f60c9642ca272MD52falseAnonymousREAD1843/782362025-09-08 22:02:47.375open.accessoai:repositorio.ufmg.br:1843/78236https://repositorio.ufmg.br/Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufmg.br/oairepositorio@ufmg.bropendoar:2025-09-09T01:02:47Repositório Institucional da UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)falseTElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkEgRE8gUkVQT1NJVMOTUklPIElOU1RJVFVDSU9OQUwgREEgVUZNRwoKQ29tIGEgYXByZXNlbnRhw6fDo28gZGVzdGEgbGljZW7Dp2EsIHZvY8OqIChvIGF1dG9yIChlcykgb3UgbyB0aXR1bGFyIGRvcyBkaXJlaXRvcyBkZSBhdXRvcikgY29uY2VkZSBhbyBSZXBvc2l0w7NyaW8gSW5zdGl0dWNpb25hbCBkYSBVRk1HIChSSS1VRk1HKSBvIGRpcmVpdG8gbsOjbyBleGNsdXNpdm8gZSBpcnJldm9nw6F2ZWwgZGUgcmVwcm9kdXppciBlL291IGRpc3RyaWJ1aXIgYSBzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIChpbmNsdWluZG8gbyByZXN1bW8pIHBvciB0b2RvIG8gbXVuZG8gbm8gZm9ybWF0byBpbXByZXNzbyBlIGVsZXRyw7RuaWNvIGUgZW0gcXVhbHF1ZXIgbWVpbywgaW5jbHVpbmRvIG9zIGZvcm1hdG9zIMOhdWRpbyBvdSB2w61kZW8uCgpWb2PDqiBkZWNsYXJhIHF1ZSBjb25oZWNlIGEgcG9sw610aWNhIGRlIGNvcHlyaWdodCBkYSBlZGl0b3JhIGRvIHNldSBkb2N1bWVudG8gZSBxdWUgY29uaGVjZSBlIGFjZWl0YSBhcyBEaXJldHJpemVzIGRvIFJJLVVGTUcuCgpWb2PDqiBjb25jb3JkYSBxdWUgbyBSZXBvc2l0w7NyaW8gSW5zdGl0dWNpb25hbCBkYSBVRk1HIHBvZGUsIHNlbSBhbHRlcmFyIG8gY29udGXDumRvLCB0cmFuc3BvciBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gcGFyYSBxdWFscXVlciBtZWlvIG91IGZvcm1hdG8gcGFyYSBmaW5zIGRlIHByZXNlcnZhw6fDo28uCgpWb2PDqiB0YW1iw6ltIGNvbmNvcmRhIHF1ZSBvIFJlcG9zaXTDs3JpbyBJbnN0aXR1Y2lvbmFsIGRhIFVGTUcgcG9kZSBtYW50ZXIgbWFpcyBkZSB1bWEgY8OzcGlhIGRlIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gcGFyYSBmaW5zIGRlIHNlZ3VyYW7Dp2EsIGJhY2stdXAgZSBwcmVzZXJ2YcOnw6NvLgoKVm9jw6ogZGVjbGFyYSBxdWUgYSBzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIMOpIG9yaWdpbmFsIGUgcXVlIHZvY8OqIHRlbSBvIHBvZGVyIGRlIGNvbmNlZGVyIG9zIGRpcmVpdG9zIGNvbnRpZG9zIG5lc3RhIGxpY2Vuw6dhLiBWb2PDqiB0YW1iw6ltIGRlY2xhcmEgcXVlIG8gZGVww7NzaXRvIGRlIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gbsOjbywgcXVlIHNlamEgZGUgc2V1IGNvbmhlY2ltZW50bywgaW5mcmluZ2UgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgZGUgbmluZ3XDqW0uCgpDYXNvIGEgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyBjb250ZW5oYSBtYXRlcmlhbCBxdWUgdm9jw6ogbsOjbyBwb3NzdWkgYSB0aXR1bGFyaWRhZGUgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzLCB2b2PDqiBkZWNsYXJhIHF1ZSBvYnRldmUgYSBwZXJtaXNzw6NvIGlycmVzdHJpdGEgZG8gZGV0ZW50b3IgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIHBhcmEgY29uY2VkZXIgYW8gUmVwb3NpdMOzcmlvIEluc3RpdHVjaW9uYWwgZGEgVUZNRyBvcyBkaXJlaXRvcyBhcHJlc2VudGFkb3MgbmVzdGEgbGljZW7Dp2EsIGUgcXVlIGVzc2UgbWF0ZXJpYWwgZGUgcHJvcHJpZWRhZGUgZGUgdGVyY2Vpcm9zIGVzdMOhIGNsYXJhbWVudGUgaWRlbnRpZmljYWRvIGUgcmVjb25oZWNpZG8gbm8gdGV4dG8gb3Ugbm8gY29udGXDumRvIGRhIHB1YmxpY2HDp8OjbyBvcmEgZGVwb3NpdGFkYS4KCkNBU08gQSBQVUJMSUNBw4fDg08gT1JBIERFUE9TSVRBREEgVEVOSEEgU0lETyBSRVNVTFRBRE8gREUgVU0gUEFUUk9Dw41OSU8gT1UgQVBPSU8gREUgVU1BIEFHw4pOQ0lBIERFIEZPTUVOVE8gT1UgT1VUUk8gT1JHQU5JU01PLCBWT0PDiiBERUNMQVJBIFFVRSBSRVNQRUlUT1UgVE9ET1MgRSBRVUFJU1FVRVIgRElSRUlUT1MgREUgUkVWSVPDg08gQ09NTyBUQU1Cw4lNIEFTIERFTUFJUyBPQlJJR0HDh8OVRVMgRVhJR0lEQVMgUE9SIENPTlRSQVRPIE9VIEFDT1JETy4KCk8gUmVwb3NpdMOzcmlvIEluc3RpdHVjaW9uYWwgZGEgVUZNRyBzZSBjb21wcm9tZXRlIGEgaWRlbnRpZmljYXIgY2xhcmFtZW50ZSBvIHNldSBub21lKHMpIG91IG8ocykgbm9tZXMocykgZG8ocykgZGV0ZW50b3IoZXMpIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcyBkYSBwdWJsaWNhw6fDo28sIGUgbsOjbyBmYXLDoSBxdWFscXVlciBhbHRlcmHDp8OjbywgYWzDqW0gZGFxdWVsYXMgY29uY2VkaWRhcyBwb3IgZXN0YSBsaWNlbsOnYS4K
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