Rochas máficas do Supergrupo Grão Pará e sua relação com a mineralização de ferro dos depósitos N4 e N5, Carajás, PA

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2007
Autor(a) principal: Marcia Zucchetti
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Minas Gerais
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/1843/MPBB-77EKEB
id UFMG_6514b8f1843506c19ba07fa50bef0178
oai_identifier_str oai:repositorio.ufmg.br:1843/MPBB-77EKEB
network_acronym_str UFMG
network_name_str Repositório Institucional da UFMG
repository_id_str
spelling 2019-08-12T00:46:34Z2025-09-09T00:30:19Z2019-08-12T00:46:34Z2007-08-03https://hdl.handle.net/1843/MPBB-77EKEBUniversidade Federal de Minas GeraisgeologiaMetalogenia Carajás, Serra dos (PA)Geoquímica Carajás, Serra dos (PA)Minérios de ferro Carajás, Serra dos (PA)Carajás, Serra dos (PA)Rochas máficas do Supergrupo Grão Pará e sua relação com a mineralização de ferro dos depósitos N4 e N5, Carajás, PAinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisMarcia Zucchettiinfo:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UFMGinstname:Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)instacron:UFMGLydia Maria LobatoPatricia Barbosa de Albuquerque SgarbiMarcio Martins PimentelAna Maria DreherWilson WildnerO Grupo Grão Pará, Supergrupo Itacaiúnas, é constituído por uma seqüência metavulcanossedimentar arqueana (~ 2,76 Ga), formada por derrrames de basaltos sotopostos e sobrepostos a jaspilitos; subordinadamente ocorrem riolitos e rochas vulcanoclásticas intercalados e diques/sills de gabros. Os jaspilitos hospedam os minérios de ferro de alto teor (> 65 % Fe), formados por hematita microcristalina, (micro)lamelar, anédrica-subédrica e tabular. A seqüência metavulcanossedimentar foi submetida à: alteração hidrotermal submarina, de baixa temperatura causada por interação com água do mar (ä18O em rocha total acima dos valores magmáticos); metamorfismo regional de fácies xisto verde; e, por último, alteração hidrotermal responsável pela mineralização de ferro. Os basaltos têm afinidade magmática cálcio-alcalina, características geoquímicas de zona de subducção e de arco continental e evidências de contaminação crustal. Estas características mostram que o vulcanismo ocorreu sobre uma crosta continental atenuada, em um ambiente de retro-arco. A alteração hidrotermal hematítica provocou dramáticas mudanças mineralógicas e químicas nas rochas máficas. As principais vias do fluido hidrotermal foram planos de falha e de contato entre os basaltos e os jaspilitos, com ampla formação de clorita e hematita. Nos basaltos, as amígdalas serviram como o canal principal para a passagem e difusão do fluido hidrotermal, a partir das quais o fluido invadiu a rocha na forma de veios e de substituição pervasiva. Perto das zonas de contato com o minério, os basaltos transformaram-se em hematita clorititos. Nas zonas mais distantes, praticamente livres de hematita, os basaltos passam a ser classificados como clorititos. Outros minerais de alteração são quartzo, carbonato, albita, mica branca, sulfetos, titanita, zircão, monazita e magnetita. A alteração hidrotermal hematítica provocou aumento no teor de Fe e Mg, e lixiviação de Si, Ca, Na e K. A grande mobilização dos óxidos e valores elevados de perda ao fogo indicam altas razões fluido/rocha. Estudos em inclusões fluidas sugerem temperaturas mínimas do fluido entre ~ 140º e 300ºC, em condições de profundidade rasa (pressões mínimas de 1 a 1,3 kbar); condições crustais rasas são também sugeridas por texturas tipo pente. Valores de ä18O em rocha total inferiores aos valores magmáticos corroboram a presença de fluidos com temperaturas acima de 150-200ºC. As inclusões fluidas indicam mistura de fluidos magmático (~ 28 % em peso CaCl2 eq.) e meteórico (~ 1 % em peso CaCl2 eq.). O fluido magmático era salino, alcalino e rico em ETRL, U e Th. Valores positivos de ä34S em sulfetos hidrotermais ratificam a presença de fluido de origem magmática. Há indícios de separação de fase por ebulição durante o estágio tardi-hidrotermal (fase de deposição da hematita). No estágio cedo-hidrotermal, o fluido tinha fO2 em equilíbrio com magnetita (mineral cedo-hidrotermal), isto é, condições relativamente oxidantes. A evolução para condições mais redutoras para o fluido é inferida pela formação de sulfetos. Dados de LA-ICP-MS e cromatografia iônica em inclusões fluidas mostram que, no estágio cedo-hidrotermal, o fluido tinha maior concentração de Cl, F, Na, Ca, K, Li, Mg, Sr, Ba, Cu, Zn, Pb e Mn do que na fase tardi-hidrotermal; exceto pelo cátion Fe que é mais elevado nesta última fase. No estágio tardi-hidrotermal, o fluido era relativamente ácido, provocando lixiviação dos álcalis das rochas máficas, o que é corroborado pelo desaparecimento de feldspato. Neste estágio, é possível que tenha havido extração de Fe2+ da rocha hospedeira, aumentando a quantidade relativa de Fe no fluido. As análises por LA-ICP-MS indicam que a precipitação de minerais (por ex., sulfeto) ocorreu simultaneamente com diluição do fluido, sugerindo que a mistura de fluidos magmático e meteórico pode ter sido um dos causadores da precipitação da hematita. Outros fatores determinantes para a deposição de hematita podem ser (a) as condições relativamente ácidas do fluido e (b) a diminuição de temperatura por efeito de ebulição do fluido, ambas condições presentes no estágio tardi-hidrotermal de alteração.UFMGORIGINALtese_doutorado_marcia_zucchetti_2007.pdfapplication/pdf4329084https://repositorio.ufmg.br//bitstreams/1aaea8b4-e9b5-469a-95b3-b195df80ee46/downloadcbb738721e989250f5474deebc6e53a4MD51trueAnonymousREADTEXTtese_doutorado_marcia_zucchetti_2007.pdf.txttext/plain372081https://repositorio.ufmg.br//bitstreams/cf731378-a0da-4a93-a0f5-596210be6d9b/downloade81aedcf74b02e455d21df11659ef38fMD52falseAnonymousREAD1843/MPBB-77EKEB2025-09-08 21:30:19.307open.accessoai:repositorio.ufmg.br:1843/MPBB-77EKEBhttps://repositorio.ufmg.br/Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufmg.br/oairepositorio@ufmg.bropendoar:2025-09-09T00:30:19Repositório Institucional da UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)false
dc.title.none.fl_str_mv Rochas máficas do Supergrupo Grão Pará e sua relação com a mineralização de ferro dos depósitos N4 e N5, Carajás, PA
title Rochas máficas do Supergrupo Grão Pará e sua relação com a mineralização de ferro dos depósitos N4 e N5, Carajás, PA
spellingShingle Rochas máficas do Supergrupo Grão Pará e sua relação com a mineralização de ferro dos depósitos N4 e N5, Carajás, PA
Marcia Zucchetti
Metalogenia Carajás, Serra dos (PA)
Geoquímica Carajás, Serra dos (PA)
Minérios de ferro Carajás, Serra dos (PA)
Carajás, Serra dos (PA)
geologia
title_short Rochas máficas do Supergrupo Grão Pará e sua relação com a mineralização de ferro dos depósitos N4 e N5, Carajás, PA
title_full Rochas máficas do Supergrupo Grão Pará e sua relação com a mineralização de ferro dos depósitos N4 e N5, Carajás, PA
title_fullStr Rochas máficas do Supergrupo Grão Pará e sua relação com a mineralização de ferro dos depósitos N4 e N5, Carajás, PA
title_full_unstemmed Rochas máficas do Supergrupo Grão Pará e sua relação com a mineralização de ferro dos depósitos N4 e N5, Carajás, PA
title_sort Rochas máficas do Supergrupo Grão Pará e sua relação com a mineralização de ferro dos depósitos N4 e N5, Carajás, PA
author Marcia Zucchetti
author_facet Marcia Zucchetti
author_role author
dc.contributor.author.fl_str_mv Marcia Zucchetti
dc.subject.por.fl_str_mv Metalogenia Carajás, Serra dos (PA)
Geoquímica Carajás, Serra dos (PA)
Minérios de ferro Carajás, Serra dos (PA)
Carajás, Serra dos (PA)
topic Metalogenia Carajás, Serra dos (PA)
Geoquímica Carajás, Serra dos (PA)
Minérios de ferro Carajás, Serra dos (PA)
Carajás, Serra dos (PA)
geologia
dc.subject.other.none.fl_str_mv geologia
publishDate 2007
dc.date.issued.fl_str_mv 2007-08-03
dc.date.accessioned.fl_str_mv 2019-08-12T00:46:34Z
2025-09-09T00:30:19Z
dc.date.available.fl_str_mv 2019-08-12T00:46:34Z
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/doctoralThesis
format doctoralThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.uri.fl_str_mv https://hdl.handle.net/1843/MPBB-77EKEB
url https://hdl.handle.net/1843/MPBB-77EKEB
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/openAccess
eu_rights_str_mv openAccess
dc.publisher.none.fl_str_mv Universidade Federal de Minas Gerais
publisher.none.fl_str_mv Universidade Federal de Minas Gerais
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Repositório Institucional da UFMG
instname:Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
instacron:UFMG
instname_str Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
instacron_str UFMG
institution UFMG
reponame_str Repositório Institucional da UFMG
collection Repositório Institucional da UFMG
bitstream.url.fl_str_mv https://repositorio.ufmg.br//bitstreams/1aaea8b4-e9b5-469a-95b3-b195df80ee46/download
https://repositorio.ufmg.br//bitstreams/cf731378-a0da-4a93-a0f5-596210be6d9b/download
bitstream.checksum.fl_str_mv cbb738721e989250f5474deebc6e53a4
e81aedcf74b02e455d21df11659ef38f
bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv MD5
MD5
repository.name.fl_str_mv Repositório Institucional da UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
repository.mail.fl_str_mv repositorio@ufmg.br
_version_ 1862105645857112064