Revisão da produção científica do Sistema de Vigilância de Violências e Acidentes (VIVA): características da violência em todos os ciclos de vida e os fatores associados à violência praticada contra o adolescente

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Fabrícia Soares Freire Pugêdo
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Minas Gerais
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/1843/33321
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spelling 2020-04-28T14:21:16Z2025-09-08T22:57:43Z2020-04-28T14:21:16Z2018-05-15https://hdl.handle.net/1843/33321porUniversidade Federal de Minas Geraishttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/pt/info:eu-repo/semantics/openAccessSistemas de Informação em SaúdeViolênciaCausas externasInquéritos e questionáriosEstatísticas de SaúdeSistemas de Informação em SaúdeViolênciaCausas ExternasInquéritos e QuestionáriosEstatísticas de SaúdeRevisão da produção científica do Sistema de Vigilância de Violências e Acidentes (VIVA): características da violência em todos os ciclos de vida e os fatores associados à violência praticada contra o adolescenteinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisFabrícia Soares Freire Pugêdoreponame:Repositório Institucional da UFMGinstname:Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)instacron:UFMGhttp://lattes.cnpq.br/1346899516067456Deborah Carvalho Maltahttp://lattes.cnpq.br/3261263738543724A violência tem grande impacto nos serviços de saúde e na qualidade de vida dos indivíduos, família e sociedade. Dados referentes aos países desenvolvidos, como Estados Unidos da América (EUA) e Suécia, mostram que a cada óbito por causas externas (acidentes e violências), ocorrem 30 internações hospitalares e 300 atendimentos em serviços de urgência e emergência que evoluem para a alta. No Brasil, inicialmente, a Vigilância Epidemiológica a respeito das causas externas eram focadas na Declaração de Óbito (DO) e internação hospitalar, sendo estes dados disponibilizados pelo Sistema de Informação Sobre Mortalidade (SIM) e Sistema de Internação Hospitalar do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS). Os dados disponíveis nestes dois sistemas são provenientes de atendimentos de grande magnitude e gravidade, que desencadearam no óbito ou internação hospitalar, além de serem focados exclusivamente nas vítimas. Dessa forma, verifica-se uma grande lacuna em relação aos atendimentos por causas externas que evoluíram para formas mais leves, além de outras características da violência que não estão exclusivamente relacionadas com as vítimas. Mediante essa casuística, no ano de 2006, o Ministério da Saúde (MS) implantou o Sistema de Vigilância de Violências e Acidentes (VIVA), que permite analisar as características e fatores relacionados às causas externas. O Sistema VIVA é constituído por dois componentes: a) VIVA Inquérito e b) VIVA Sinan. O VIVA Inquérito é uma pesquisa realizada nas principais portas de atendimento de urgência e emergência de todo o país, sendo que suas edições ocorreram nos anos de 2006, 2007, 2009, 2011, 2014 e 2017. O VIVA Sinan dá-se por meio da coleta de dados de forma contínua, desenvolvendo-se mediante a notificação da violência interpessoal e autoprovocada, realizada por todos os serviços de saúde brasileiros. Os dados referentes a essas notificações são disponibilizados por meio do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). O VIVA possibilita melhorar a qualidade e o monitoramento dos dados, atendimento integralizado às vítimas e estimulação para a implementação de políticas públicas que visem à prevenção da violência e uma cultura de paz. Mediante a grande importância do VIVA no subsídio de dados e informações sobre a temática da violência, o objetivo deste estudo foi analisar a produção científica sobre o Sistema de Vigilância de Violências e Acidentes (VIVA), quanto às características da violência em todos os ciclos de vida (objetivo 1) e os fatores associados à violência praticada contra os adolescentes (objetivo 2). Para alcançar o objetivo 1, foi realizada uma Revisão Integrativa (RI) da literatura. Para alcançar o objetivo 2, foram analisados dados do VIVA Inquérito, edição 2014, referentes aos adolescentes (n=815) que sofreram agressões, por meio da utilização das técnicas de análise exploratória e análise de correspondência das variáveis. Os resultados para o objetivo 1 mostraram que em relação a agressão praticada contra as crianças e os adolescentes foram evidenciadas 18 publicações. Em relação às características da violência, o sexo masculino e a raça negra foram mais predominantes. A negligência foi o tipo de violência mais evidenciada entre as crianças e a física entre os adolescentes. A residência foi o local de ocorrência com maior destaque para a violência contra as crianças e a via pública entre os adolescentes. Quanto ao agressor, os pais foram os mais frequentes entre as crianças e o desconhecido entre os adolescentes. A recorrência da violência foi evidenciada entre 5 a 54% dos atendimentos, de acordo com as publicações. Em relação à violência contra os adultos foram evidenciadas 28 publicações que analisaram dados do VIVA, sendo que 32% destes artigos trouxeram dados relacionados a violência contra a mulher e 68% abordaram o tema da violência contra os adultos, sem distinção de sexo. Em relação às agressões praticadas contra as mulheres, houve a predominância da faixa etária de 20 a 39 anos, raça negra e com baixa escolaridade. A violência física foi a tipologia mais frequente. O principal local de ocorrência da violência foi a residência. Os parceiros íntimos (companheiro e ex-companheiro) foram evidenciados como os principais agressores. Em relação à violência entre os adultos, avaliando o sexo masculino e o feminino, o sexo masculino foi apontado pelas evidências científicas como o mais predominante, na faixa etária de 20 a 29 anos, raça negra e baixa escolaridade. A violência física foi a tipologia mais evidenciada. A via pública foi destacada como o principal local de ocorrência e o desconhecido como o agressor mais frequente. Em relação à violência contra os idosos foram evidenciadas 6 publicações que analisaram dados a respeito do VIVA, sendo o sexo feminino o mais predominante. Entre os idosos mais vitimizados foram frequentes os com baixa escolaridade e sem companhia marital. A tipologia da violência mais recorrente foi a física. A reincidência da violência contra os idosos foi destacada pelas publicações assumindo um percentual de 19 a 54% dos casos. A residência foi o principal local de ocorrência e os filhos os agressores mais frequentes. O uso de álcool foi evidenciado como um fator de risco para a ocorrência da violência em todos os ciclos de vida analisados. Os resultados para o objetivo 2 mostraram que as vítimas mais frequentes para a violência entre os adolescentes são do sexo masculino, o meio de agressão mais utilizado foi a arma de fogo e o objeto pérfuro cortante. Na faixa etária de 15 a 19 anos, predominaram as ocorrências praticadas nas vias públicas, por agressores desconhecidos e as principais lesões foram as fraturas e cortes. Entre as vítimas de 10 a 14 anos, o principal local de ocorrência foi a escola e o agressor o amigo, por meio de ameaças. Entre as vítimas do sexo feminino, as ocorrências foram mais frequentes na residência. Considera-se que os dados constantes no VIVA possibilitam uma grande visibilidade da temática da violência e que esta, por sua vez, perpassa as mais importantes instituições socializadoras: a família, o espaço público, a escola, apontando a necessidade de mobilizar toda a sociedade na perspectiva do seu enfrentamentoBrasilMEDICINA - FACULDADE DE MEDICINAPrograma de Pós-Graduação em Promoção de Saúde e Prevenção da ViolênciaUFMGLICENSElicense.txttext/plain2119https://repositorio.ufmg.br//bitstreams/32804afc-e458-43cf-9b55-d21dde94d83e/download34badce4be7e31e3adb4575ae96af679MD53falseAnonymousREADTEXTdissertação final pdf.pdf.txttext/plain126361https://repositorio.ufmg.br//bitstreams/a98a2721-61f9-466a-af16-c6c4fa1cb179/download64b3fe31484b556db8e63dab73d1c470MD54falseAnonymousREADORIGINALdissertação final pdf.pdfapplication/pdf1395522https://repositorio.ufmg.br//bitstreams/af2e1522-8568-45b6-87f7-f5e815f7a2e0/downloadccaaf2e6c8d770059e76b4891e310b8aMD51trueAnonymousREADCC-LICENSElicense_rdfapplication/octet-stream811https://repositorio.ufmg.br//bitstreams/9b6bc15b-55f0-4253-9ede-36d12d0a4d83/downloadcfd6801dba008cb6adbd9838b81582abMD52falseAnonymousREAD1843/333212025-09-08 19:57:43.557http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/pt/Acesso Abertoopen.accessoai:repositorio.ufmg.br:1843/33321https://repositorio.ufmg.br/Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufmg.br/oairepositorio@ufmg.bropendoar:2025-09-08T22:57:43Repositório Institucional da UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)falseTElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkEgRE8gUkVQT1NJVMOTUklPIElOU1RJVFVDSU9OQUwgREEgVUZNRwoKQ29tIGEgYXByZXNlbnRhw6fDo28gZGVzdGEgbGljZW7Dp2EsIHZvY8OqIChvIGF1dG9yIChlcykgb3UgbyB0aXR1bGFyIGRvcyBkaXJlaXRvcyBkZSBhdXRvcikgY29uY2VkZSBhbyBSZXBvc2l0w7NyaW8gSW5zdGl0dWNpb25hbCBkYSBVRk1HIChSSS1VRk1HKSBvIGRpcmVpdG8gbsOjbyBleGNsdXNpdm8gZSBpcnJldm9nw6F2ZWwgZGUgcmVwcm9kdXppciBlL291IGRpc3RyaWJ1aXIgYSBzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIChpbmNsdWluZG8gbyByZXN1bW8pIHBvciB0b2RvIG8gbXVuZG8gbm8gZm9ybWF0byBpbXByZXNzbyBlIGVsZXRyw7RuaWNvIGUgZW0gcXVhbHF1ZXIgbWVpbywgaW5jbHVpbmRvIG9zIGZvcm1hdG9zIMOhdWRpbyBvdSB2w61kZW8uCgpWb2PDqiBkZWNsYXJhIHF1ZSBjb25oZWNlIGEgcG9sw610aWNhIGRlIGNvcHlyaWdodCBkYSBlZGl0b3JhIGRvIHNldSBkb2N1bWVudG8gZSBxdWUgY29uaGVjZSBlIGFjZWl0YSBhcyBEaXJldHJpemVzIGRvIFJJLVVGTUcuCgpWb2PDqiBjb25jb3JkYSBxdWUgbyBSZXBvc2l0w7NyaW8gSW5zdGl0dWNpb25hbCBkYSBVRk1HIHBvZGUsIHNlbSBhbHRlcmFyIG8gY29udGXDumRvLCB0cmFuc3BvciBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gcGFyYSBxdWFscXVlciBtZWlvIG91IGZvcm1hdG8gcGFyYSBmaW5zIGRlIHByZXNlcnZhw6fDo28uCgpWb2PDqiB0YW1iw6ltIGNvbmNvcmRhIHF1ZSBvIFJlcG9zaXTDs3JpbyBJbnN0aXR1Y2lvbmFsIGRhIFVGTUcgcG9kZSBtYW50ZXIgbWFpcyBkZSB1bWEgY8OzcGlhIGRlIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gcGFyYSBmaW5zIGRlIHNlZ3VyYW7Dp2EsIGJhY2stdXAgZSBwcmVzZXJ2YcOnw6NvLgoKVm9jw6ogZGVjbGFyYSBxdWUgYSBzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIMOpIG9yaWdpbmFsIGUgcXVlIHZvY8OqIHRlbSBvIHBvZGVyIGRlIGNvbmNlZGVyIG9zIGRpcmVpdG9zIGNvbnRpZG9zIG5lc3RhIGxpY2Vuw6dhLiBWb2PDqiB0YW1iw6ltIGRlY2xhcmEgcXVlIG8gZGVww7NzaXRvIGRlIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gbsOjbywgcXVlIHNlamEgZGUgc2V1IGNvbmhlY2ltZW50bywgaW5mcmluZ2UgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgZGUgbmluZ3XDqW0uCgpDYXNvIGEgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyBjb250ZW5oYSBtYXRlcmlhbCBxdWUgdm9jw6ogbsOjbyBwb3NzdWkgYSB0aXR1bGFyaWRhZGUgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzLCB2b2PDqiBkZWNsYXJhIHF1ZSBvYnRldmUgYSBwZXJtaXNzw6NvIGlycmVzdHJpdGEgZG8gZGV0ZW50b3IgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIHBhcmEgY29uY2VkZXIgYW8gUmVwb3NpdMOzcmlvIEluc3RpdHVjaW9uYWwgZGEgVUZNRyBvcyBkaXJlaXRvcyBhcHJlc2VudGFkb3MgbmVzdGEgbGljZW7Dp2EsIGUgcXVlIGVzc2UgbWF0ZXJpYWwgZGUgcHJvcHJpZWRhZGUgZGUgdGVyY2Vpcm9zIGVzdMOhIGNsYXJhbWVudGUgaWRlbnRpZmljYWRvIGUgcmVjb25oZWNpZG8gbm8gdGV4dG8gb3Ugbm8gY29udGXDumRvIGRhIHB1YmxpY2HDp8OjbyBvcmEgZGVwb3NpdGFkYS4KCkNBU08gQSBQVUJMSUNBw4fDg08gT1JBIERFUE9TSVRBREEgVEVOSEEgU0lETyBSRVNVTFRBRE8gREUgVU0gUEFUUk9Dw41OSU8gT1UgQVBPSU8gREUgVU1BIEFHw4pOQ0lBIERFIEZPTUVOVE8gT1UgT1VUUk8gT1JHQU5JU01PLCBWT0PDiiBERUNMQVJBIFFVRSBSRVNQRUlUT1UgVE9ET1MgRSBRVUFJU1FVRVIgRElSRUlUT1MgREUgUkVWSVPDg08gQ09NTyBUQU1Cw4lNIEFTIERFTUFJUyBPQlJJR0HDh8OVRVMgRVhJR0lEQVMgUE9SIENPTlRSQVRPIE9VIEFDT1JETy4KCk8gUmVwb3NpdMOzcmlvIEluc3RpdHVjaW9uYWwgZGEgVUZNRyBzZSBjb21wcm9tZXRlIGEgaWRlbnRpZmljYXIgY2xhcmFtZW50ZSBvIHNldSBub21lKHMpIG91IG8ocykgbm9tZXMocykgZG8ocykgZGV0ZW50b3IoZXMpIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcyBkYSBwdWJsaWNhw6fDo28sIGUgbsOjbyBmYXLDoSBxdWFscXVlciBhbHRlcmHDp8OjbywgYWzDqW0gZGFxdWVsYXMgY29uY2VkaWRhcyBwb3IgZXN0YSBsaWNlbsOnYS4KCg==
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