Research bias and scientific shortfalls in seed ecology literature compromise conservation of a megadiverse flora
| Ano de defesa: | 2015 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Minas Gerais
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://hdl.handle.net/1843/65657 |
Resumo: | Vieses nas pesquisas em ecologia são assuntos persistentes, embora suas consequências na conservação da biodiversidade sejam negligenciadas. A presença de vieses na literatura contribui para lacunas de conhecimentos, pois alguns taxa, áreas geográficas e atributos de espécies carecem informações. A ausência do conhecimento desses atributos dificulta previsões da resposta das espécies frente às perturbações antropogênicas, resultando em estratégias de conservação inadequadas. Avaliamos vieses na pesquisa em ecologia de sementes no Brasil, um país megadiverso com biodiversidade ameaçada. Nosso foco em ecologia de sementes deve-se a sua importância para a conservação ex situ e in situ. Hipotetizamos que (1) a distribuição desigual das instituições de pesquisa brasileiras promovem vieses geográficos; (2) a importância econômica e ecológica das espécies resultam em vieses filogenéticos; e (3) essas espécies, geralmente, possuem frutos carnosos e dispersão biótica, produzindo vieses ecológicos. Usamos as plataformas Scielo e Web of Science para construir nossa base de dados. Analizamos vieses geográficos, filogenéticos, ecológicos e geramos um mapa Kernel de densidade. Encontramos que a pesquisa em ecologia de sementes foi enviesada geograficamente. As maiores densidades de estudos foram registradas na Mata Atlântica e Cerrado. Taxa com importância econômica e ecológica foram sobre estudados, resultando em vieses filogenéticos. Igualmente, detectamos que espécies ameaçadas são subestudadas. Encontramos também vieses ecológicos, pois árvores com frutos carnosos e dispersão biótica foram sobre-estudadas. Vieses e lacunas de conhecimento na pesquisa em ecologia de semente resultam em implicações negativas na conservação, pois limitam prever as respostas da flora brasileira aos distúrbios e manejo adequado da biodiversidade. |
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Research bias and scientific shortfalls in seed ecology literature compromise conservation of a megadiverse floraEcologiaMagnoliopsidaViésEspécies em Perigo de ExtinçãoAngiospermsBrazilEcological biasGeographic biasHutchinsonian shortfallKnowledge gapsPhylogenetic biasThreatened speciesVieses nas pesquisas em ecologia são assuntos persistentes, embora suas consequências na conservação da biodiversidade sejam negligenciadas. A presença de vieses na literatura contribui para lacunas de conhecimentos, pois alguns taxa, áreas geográficas e atributos de espécies carecem informações. A ausência do conhecimento desses atributos dificulta previsões da resposta das espécies frente às perturbações antropogênicas, resultando em estratégias de conservação inadequadas. Avaliamos vieses na pesquisa em ecologia de sementes no Brasil, um país megadiverso com biodiversidade ameaçada. Nosso foco em ecologia de sementes deve-se a sua importância para a conservação ex situ e in situ. Hipotetizamos que (1) a distribuição desigual das instituições de pesquisa brasileiras promovem vieses geográficos; (2) a importância econômica e ecológica das espécies resultam em vieses filogenéticos; e (3) essas espécies, geralmente, possuem frutos carnosos e dispersão biótica, produzindo vieses ecológicos. Usamos as plataformas Scielo e Web of Science para construir nossa base de dados. Analizamos vieses geográficos, filogenéticos, ecológicos e geramos um mapa Kernel de densidade. Encontramos que a pesquisa em ecologia de sementes foi enviesada geograficamente. As maiores densidades de estudos foram registradas na Mata Atlântica e Cerrado. Taxa com importância econômica e ecológica foram sobre estudados, resultando em vieses filogenéticos. Igualmente, detectamos que espécies ameaçadas são subestudadas. Encontramos também vieses ecológicos, pois árvores com frutos carnosos e dispersão biótica foram sobre-estudadas. Vieses e lacunas de conhecimento na pesquisa em ecologia de semente resultam em implicações negativas na conservação, pois limitam prever as respostas da flora brasileira aos distúrbios e manejo adequado da biodiversidade.Universidade Federal de Minas Gerais2024-03-11T16:56:14Z2025-09-08T23:27:44Z2024-03-11T16:56:14Z2015-02-12info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://hdl.handle.net/1843/65657porhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/pt/info:eu-repo/semantics/openAccessGuilherme Vieira Teles Ribeiroreponame:Repositório Institucional da UFMGinstname:Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)instacron:UFMG2025-09-10T16:54:59Zoai:repositorio.ufmg.br:1843/65657Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufmg.br/oairepositorio@ufmg.bropendoar:2025-09-10T16:54:59Repositório Institucional da UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)false |
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Vieses nas pesquisas em ecologia são assuntos persistentes, embora suas consequências na conservação da biodiversidade sejam negligenciadas. A presença de vieses na literatura contribui para lacunas de conhecimentos, pois alguns taxa, áreas geográficas e atributos de espécies carecem informações. A ausência do conhecimento desses atributos dificulta previsões da resposta das espécies frente às perturbações antropogênicas, resultando em estratégias de conservação inadequadas. Avaliamos vieses na pesquisa em ecologia de sementes no Brasil, um país megadiverso com biodiversidade ameaçada. Nosso foco em ecologia de sementes deve-se a sua importância para a conservação ex situ e in situ. Hipotetizamos que (1) a distribuição desigual das instituições de pesquisa brasileiras promovem vieses geográficos; (2) a importância econômica e ecológica das espécies resultam em vieses filogenéticos; e (3) essas espécies, geralmente, possuem frutos carnosos e dispersão biótica, produzindo vieses ecológicos. Usamos as plataformas Scielo e Web of Science para construir nossa base de dados. Analizamos vieses geográficos, filogenéticos, ecológicos e geramos um mapa Kernel de densidade. Encontramos que a pesquisa em ecologia de sementes foi enviesada geograficamente. As maiores densidades de estudos foram registradas na Mata Atlântica e Cerrado. Taxa com importância econômica e ecológica foram sobre estudados, resultando em vieses filogenéticos. Igualmente, detectamos que espécies ameaçadas são subestudadas. Encontramos também vieses ecológicos, pois árvores com frutos carnosos e dispersão biótica foram sobre-estudadas. Vieses e lacunas de conhecimento na pesquisa em ecologia de semente resultam em implicações negativas na conservação, pois limitam prever as respostas da flora brasileira aos distúrbios e manejo adequado da biodiversidade. |
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