Províncias diamantíferas de Minas Gerais: uma proposta para a caracterização de populações de diamantes típicas como subsídio à Certificação Kimberley
| Ano de defesa: | 2009 |
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| Tipo de documento: | Tese |
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Universidade Federal de Minas Gerais
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2019-08-12T18:33:07Z2025-09-08T23:14:45Z2019-08-12T18:33:07Z2009-12-17https://hdl.handle.net/1843/MPBB-85NNUNUniversidade Federal de Minas GeraisMinas Geraisprovíncias diamantíferasdiamanteCertificação KimberleyGeologia econômicaDiamante Minas GeraisProvíncias diamantíferas de Minas Gerais: uma proposta para a caracterização de populações de diamantes típicas como subsídio à Certificação Kimberleyinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisLeila Benitezinfo:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UFMGinstname:Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)instacron:UFMGMario Luiz de Sa Carneiro ChavesAntonio Wilson RomanoPaulo Roberto Gomes BrandaoAntonio Luciano GandiniValter Salino VieiraA partir do pressuposto de que lotes de diamantes provenientes de diferentes regiões possuem assinaturas" mineralógicas típicas, propõe-se uma metodologia que venha a contribuir no sentido de se reconhecer feições específicas em lotes diamantíferos diversos do Estado de Minas Gerais. Esse Estado foi responsável pela posição do Brasil como principal produtor mundial de diamantes durante 1714 e 1870. Atualmente, embora, a produção do país não seja representativa em termos mundiais, tal região ainda constitui uma das principais produtoras do país. Deste modo, efetuou-se o estudo sistemático de lotes de diamantes de Minas Gerais, procedentes de áreas distintas nas quatro províncias diamantíferas reconhecidas, aqui definidas: (1) Serra do Espinhaço, (2) Noroeste São Francisco, (3) Alto Paranaíba e (4) Serra da Canastra. Na coleta de dados, o método adotado foi o footprinting, o qual consistiu em análise das macro-características de diamantes, e tratamento estatístico desses dados, objetivando que à partir das diferenças entre os lotes de áreas específicas, possa-se apontar a região de procedência, utilizando-se apenas da análise das características ópticas (e rápidas) dos cristais. O reconhecimento da procedência dos lotes de diamantes a partir das principais feições de suas populações vem de encontro às exigências do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), a partir da adesão do Brasil ao Sistema de Certificação do Processo de Kimberley c(SCPK). O SCPK, estabelecido em 2002 por iniciativa dos países produtores de diamantes da África Meridional, pretende elaborar um sistema geral de certificação para o comércio internacional de diamantes em bruto. A proposta inicial apresentava como objetivos: (a) deter o comércio de diamantes em bruto utilizados por movimentos rebeldes para financiar conflitos armados; (b) proteger a indústria de diamantes; (c) controlar o comércio de diamantes. No Brasil, o SCPK foi adotado de acordo com a Medida Provisória nº 125 de 2003, visando principalmente que o país continuasse participando do mercado externo. A Província Serra do Espinhaço foi individualizada em campos e distritos diamantíferos, devido à sua maior dimensão. De modo geral os resultados mostraram que as áreas amostradas apresentam lotes de diamantes com características similares. Predominam os cristais rombododecaédricos, de cor incolor-amarelado, com baixo grau de dissolução, de boa qualidade e baixa quilatagem. Essas características pressupõem uma fonte alimentadora distal para os diamantes da região. A Província Alto Paranaíba apresenta uma população característica de rombododecaedros, de cor incolor a amarelado, ocorrência de cores fancies, com marcante presença de quebras, inclusões, forte grau de dissolução e alta quilatagem. Essas feições priorizam uma fonte alimentadora proximal, considerando-se ainda a existência de inúmeros corpos kimberlíticos na região. A Província Noroeste São Francisco apresenta aspectos semelhantes à do Alto Paranaíba, entretanto ocorrem algumas diferenças, como a relativa freqüência de cristais com formas e tamanhos diversos e a presença capas verdes. A heterogeneidade dessa população pode estar relacionada à atuação de mais de uma fonte alimentadora, de origens distal e proximal. A Província Serra da Canastra mostra uma população substancialmente diferente das demais. Ocorrem cristais octaedros, incolores, bastante puros, de ótima qualidade comercial, porém de baixa quilatagem; entretanto é considerável também o percentual de tipos de qualidade inferior. Essas características provavelmente estão relacionadas com a presença de kimberlitos mineralizados na região. Os resultados das análises estatísticas sobre a tipologia das populações das quatro províncias diamantíferas mineiras, comparados entre si, levam à constatação de que existem diferenças bastante nítidas entre os lotes de cada uma destas. Conclui-se que o método é eficaz, obtendo-se uma caracterização para as populações de cada província estudada. Desta forma, constitui um importante indicador no sentido de auxiliar na identificação da procedência dos lotes.UFMGORIGINALtese_leila_benitez.pdfapplication/pdf10904836https://repositorio.ufmg.br//bitstreams/d95b41fd-ea3f-471c-867d-e14e344666cb/download73aaab4494d94035d2ab4f4a17c6a5f8MD51trueAnonymousREADTEXTtese_leila_benitez.pdf.txttese_leila_benitez.pdf.txtExtracted texttext/plain103321https://repositorio.ufmg.br//bitstreams/d8744f96-3838-41b4-baee-524aa0742821/download3eaa346a1f45d901aa54f9902641f9fdMD52falseAnonymousREADTHUMBNAILtese_leila_benitez.pdf.jpgtese_leila_benitez.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg3629https://repositorio.ufmg.br//bitstreams/a5e69461-fefd-4ec0-85dc-7a51fbb8bea7/download0b7b04281f1380e92b723f370040795aMD53falseAnonymousREAD1843/MPBB-85NNUN2025-09-09 15:28:08.944open.accessoai:repositorio.ufmg.br:1843/MPBB-85NNUNhttps://repositorio.ufmg.br/Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufmg.br/oairepositorio@ufmg.bropendoar:2025-09-09T18:28:08Repositório Institucional da UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)false |
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